Seguidores

terça-feira, 3 de maio de 2016

Sob as lentes do Arcanjo

Nas lentes de Rafael Sânzio.
 
Há pouco mais de um ano Pitangui teve uma grande perda com a partida do amigo Rafael Sânzio. Mas as boas lembranças permanecem, então, como forma de homenagear a ele a  e toda a nossa geração, no dia do seu 40º natalício, divulgamos algumas imagens de seu acervo, mostrando o seu olhar sobre Pitangui. Parabéns Pe. Euzébio!!!
 



 

 
 

 
 
Pitangui por Rafael Sânzio.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sarau na Varanda


 
Na noite de sábado, a varanda da Pousada Monsenhor Vicente foi palco de um grande Sarau, promovido de maneira espontânea, reunindo amigos amantes da literatura. O texto que nos conta sobre o evento é do conterrâneo Paulo Miranda e a ilustração fica por conta das imagens da professora Albertina Nazaré. Parabéns aos participantes e aos organizadores, Pitangui precisa disso: espaços e atitudes culturais!
 
Osvaldo André, Poeta

 Com mais de uma centena de atentos olhares à sua volta, na varanda da
aprazível e bem mais que centenária Pousada Monsenhor Vicente, em
Pitangui, o Poeta-Escritor Osvaldo André, baluarte da literacultura
divinopolitana, viu, ouviu e sentiu, na noite do dia 30 de abril,
quanta orgia provoca a  poemia de sua autoria.

 

 Suas obras Lua nova e As mesmas palavras, as mais recentes de sua
lavra, foram o objeto central do primeiro - que estimamos, de uma
série - sarau promovido em sua homenagem. Números musicais, danças e
muita alacridade entre os presentes permearam as leituras e releituras
de seu emblemático esculpir de palavras, conceitos e significados.
 
 

 Embora reduzida, a troupe candidés que acompanhou Osvaldo - Lúcia,
Jussara e Laércio - pode testemunhar e compartilhar do frisson que
causou essa sua passagem meteórica e metafórica passagem do vate entre
nós, assemelhando-se ao Halley a riscar e alumiar nosso firmamento.

 
Osvaldo, que conheço há meio século, e uns poucos meses, frequentou
comigo os bancos dos colégios São Geraldo e Estadual em sua cidade
natal, sempre se destacando na expressão de seu sacerdócio poético. E
me lembro até, como se fosse hoje, a sua primeira manifestação que
conheci, e com a qual me embevesci: Minha rua. Uma perfeita ode à rua
Oeste de Minas, bem próxima das margens do rio Itapecerica. Pensei em
rasgar o meu panegírico ao Beco sem saída, em minha Pitangui, mais
tarde convertido em rua Doutor Nonô Cançado. Mas me contentei em
afanar umas marcas de cigarro de sua preciosa coleção. A subtração,
logo percebida, valeu-me o mais sonoro palavrão, logo seguido de cem
anos de perdão.


 E como foi bom reunir amigos, novos e antigos, nessa breve mas tão
marcante sessão. Quisera nomeá-los todos e, quem sabe, dependurar a
relação-delação no vetusto e venerável corredor do São Geraldo, ao
lado dos solenes quadros de formatura inscritos na madeira que ainda
haverão de estar lá.
 

 E como tanta coisa em pizza neste país se eterniza, em ato contínuo ao
sarau fomos ao vizinho restaurante Casarão, que, arquitetônicamente é
um prolongamento da Pousada. A doutra forma penosa espera para sermos
servidos - aparentemente o estabelecimento não estava preparado para
receber uma famélica horda àquela hora - valeu-nos, contudo momentos
de relaxamento, rememórias e até algumas piadas que nos rejuvenesceram
os corações.
 



 Quero externar meu agradecimento a todos os participantes do evento,
cuja presença, muito além de minha crença, só abrilhantou esse
fulgurante cometa que nos visitou.E estimo, o agradecimento de todos
nós, aos proprietários do estabelecimento, Haroldo e Cynthia, que tão
graciosamente nos cederam o espaço para tanto exercício de cultura e
alegria.
 
(Por Paulo Miranda)
 
Fotos: D. Albertina Nazaré - via facebook.
 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Olhar noturno



Minha fotografia é o que eu sinto
É o registro do que vejo
Do que gostaria de ver mas não vejo
Do que eu esperava ver e não vi
Minha fotografia é a minha fala, minha voz
É manifestação de sentimento.


(Leonardo Morato)


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Primeiro passeio nas minas de ouro de Onça

O domingo dia 24 de abril não poderia ter sido melhor para mim e meus 20 companheiros na aventura de desbravar as antigas minas de ouro de Onça de Pitangui. A caminhada teve início na mina da caixa d'água onde os participantes novatos tiveram o primeiro contato com a primitiva técnica extrativista. Posteriormente nos dirigimos para o terreno da família do Rodrigo Vilaça onde mineradores alemães extraíram ouro nas primeiras décadas do século XX e onde ainda existem duas minas abertas e com características bem específicas com galerias amplas e bem confortáveis de serem visitadas. Em uma delas Isaías teve a oportunidade de escalar uma galeria vertical e entrar em uma segunda galeria horizontal superior que o nosso "homem aranha" afirmou ser bastante profunda. 

Vela, nosso "Capitão do Mato" na boca da mina da caixa d'água
Foto: Vandeir Santos

Participantes na boca da mina da caixa d'água
Foto: Nicodemos Rosa

Rodrigo Vilaça  (de amarelo) abre as portas de sua propriedade para os participantes
Foto: Nicodemos Rosa

Galeria principal de uma das minas no terreno da família do José Nilson
Foto: Nicodemos Rosa

William Campos,  Marcos Barrica, Agostinho Luciano, Patrícia Ribeiro, Rayssa, Cláudia Pereira
Agachados Vela e Ângela Luciano - Mina do Zé Nilson - Foto: Nicodemos Rosa

Jonathan, Isaías, Cláudio Faria e Paulo Bastos em uma das minas do Zé Nilson
Foto: Vandeir Santos

Isaías escalando a galeria vertical da mina do Zé Nilson
Foto: Vandeir Santos

Isaías na 1ª galeria superior da mina do Zé Nilson 
Foto: Vandeir Santos

Participantes na boca da mina do José Nilson
Foto: Vandeir Santos

Saindo da área próxima ao centro nos dirigimos para as terras de José de Abreu onde o alto da serra esconde uma das mais bonitas minas de Onça. Com mais de 100 metros de galerias e um profundo poço a mina também apresenta galeria vertical e outra horizontal superior que também foi analisada por Isaías. Saindo da mina do Zé de Abreu nos dirigimos para o rego da água limpa o qual percorremos até a mina situada no barranco desse rego. Devemos registrar aqui que Nicodemos Rosa deixou de ser um grande medroso e passou a ser um grande desbravador de minas.


A sempre alegre Ângela Luciano, Cláudia e Patrícia Ribeiro na mina do Zé de Abreu
Foto: Vandeir Santos

Paulo Bastos no salão do poço da mina do Zé de Abreu
Foto: Vandeir Santos

O agora corajoso Nicodemos Rosa mostrando suas fotos a Agostinho e Rayssa 
no salão do poço da mina do Zé de Abreu - Foto: Vandeir Santos

Participantes na boca da mina do Zé de Abreu
Foto: Vandeir Santos

Participantes caminhando nas margens do rego da água limpa
Foto: Nicodemos Rosa

Agostinho Luciano e Rayssa Sales na boca da mina do rego
Foto: Agostinho Luciano

Para finalizar o passeio nos foi servido um farto almoço na casa de Patrícia Ribeiro que nos foi fornecido pelo restaurante do Geraldinho. 

Comida de primeira e muita descontração. Casa da Patrícia.
Foto: Vandeir Santos

O mais importante nesse passeio foi o clima extremamente positivo, o entusiasmo e a alegria dos participantes que mesmo tendo que se locomoverem por quilômetros a pé, já que não tivemos transporte, se mantiveram com um astral altíssimo tornando o dia muito agradável. 
Havendo boa vontade da administração pública, Onça terá muito a oferecer aos seus visitantes. Outras minas não puderam ser visitadas devido a falta de serviço de desobstrução. Elas são muitas e ajudam a contar a história da cidade e são exemplos vivos do rico passado do município. Esperamos que esse seja o primeiro de vários passeios que terão como objetivo promover Onça e suas riquezas.
Deixamos aqui o nosso especial agradecimento ao geólogo William Campos que muito pacientemente nos deu uma consultoria técnica a respeito do processo extrativista, ao Rodrigo Vilaça pela sua boa vontade em permitir o acesso as minas e aos documentos antigos sobre a exploração de ouro, ao Tobias que viabilizou a entrada nas terras do José de Abreu e a agradabilíssima família da Patrícia que cedeu o espaço para o nosso almoço. 

Vandeir Santos




sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Prefeitura de Pitangui convoca a população para combater o Aedes Aegypti

Se cada um fizer sua parte poderemos diminuir consideravelmente os casos de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti em nosso município, fiquem atentos nas datas em que o mutirão será realizado em seu bairro, limpe seu quintal, elimine os focos de doenças em sua casa.

Comunicado


A Prefeitura Municipal de Pitangui em parceria com diversos segmentos da sociedade comunica a toda população pitanguiense que serão realizados mutirões de limpeza no combate à Dengue, Chikungunya e a Zica Vírus.

“Todos pela Saúde”

Cronograma dos Mutirões:

Ø 26 e 27 de Abril (terça e quarta - feira), 07h as 09h.
Bairros: Jatobá, Padre Libério, Santa Luzia, Santo Antônio, JK e Gameleira.  
Ø 28 e 29 de Abril (quinta e sexta - feira), 07h as 09h.
Bairros: Santa Rita, Chapadão, São Judas Tadeu e Novo Horizonte.

Ø 02 e 03 de Maio (Segunda e Terça - feira), 07h as 09h.
Bairros: Lavrado, Novo Lavrado, Morado do Sol, Penha e Judite de Abreu.

Ø 05 de Maio (quinta - feira), 07h as 09h.
Bairro: Nossa Senhora de Fátima, Cachoeira, São Francisco.

Obs.: Pedimos a colaboração da população que coloque, na porta de suas residências, todo o lixo que possa servir como possível criadouro do Mosquito da Dengue, para ser recolhido.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Três décadas do evento do século

Há 30 anos, no dia 20 de abril de 1986, Pitangui sofria uma invasão de turistas, eram milhares de pessoas que vieram a cidade participar de um campeonato de Asa Delta no alto da Cruz do Monte, uma festa que além dos esportistas contou com shows de bandas pop de renome nacional. O evento foi obra do empresário Edivan Reis, um visionário que queria revolucionar a cultura em Pitangui e que foi covardemente boicotado pela medíocre, eterna, retrocedente, extremamente danosa e maleficamente enraizada politicagem pitanguiense. A mesma politicagem que permitiu que o tempo transformasse Pitangui em satélite de seus antigos distritos, afinal o progresso só é bem vindo quando permite o favorecimento próprio ou do partido. 
Edivan vendo que não lhe permitiriam contribuir para o progresso cultural de Pitangui se despede da cidade mas antes de partir deixa para a história um acontecimento até então nunca visto na Sétima Vila das Gerais.
Abaixo trecho de uma matéria de autoria de William Jaques Pereira Santiago publicada em seu jornal  Correio de Pitanguy de 31 de janeiro de 1987:

"O VOO LIVRE: APOTEOSE AMARGA
Diz Edivan que desde aqueles dias, embora a contragosto, numa decisão que ao se concretizar lhe custaria lágrimas e amargura, começou a preparar a sua retirada da região, não sem antes promover um espetáculo que mostrasse a todos, principalmente aos políticos, que não estava interessado em candidatar-se e que a Destaque Comunicação e Marketing tinha interesse apenas na promoção de eventos esportivos e de lazer.

No dia 20 de abril, Pitangui e a região assistiram a algo inédito. Nos céus grandes ases de voo livre, e na serra da Cruz do Monte, madrugada a dentro, rolou um show com artistas profissionais (Absyntho, Joel Teixeira, Coronel Cajá e Eletrodoméstico), vindos do Rio diretamente para Pitangui. E Edivan faz questão de ressaltar que foi tudo pago pela Destaque Comunicação e Marketing. A única coisa que pediu à Prefeitura de Pitangui foi uma patrol para limpar a área do show na Cruz do Monte. E que mesmo assim teve de brigar muito para conseguir. E o nome de Pitangui, pela primeira vez, aparecia na Rede Globo.

O certo é que a cidade de Pitangui ficou totalmente superlotada, com jovens e coroas de todos os lugares, todos atraídos pelo movimento que Edivan Reis estava aprontando com seus eventos. A comida e a bebida se acabaram (“o comércio não levou a sério o meu aviso de se prepararem”) e a cidade não tinha como acomodar tantos visitantes. Apesar de poucas pessoas, em termos relativos, terem se aventurado a subir a serra à noite, com poeira e muito vento frio, o dia 20 de abril ficou marcado na história recente de Pitangui como o dia em que a cidade recebeu mais visitantes. No entanto, poucos sabiam que era o “gran finale”, a despedida de um homem desmotivado em permanecer por aqui."

Foto da pracinha do colégio no dia do evento - Autor desconhecido

Solicitamos aos leitores do blog que se por ventura tenham fotos do evento que nos enviem para ilustrar essa matéria.

Vandeir Santos


sábado, 16 de abril de 2016

Da janela lateral...


...do quatro de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um voo pássaro 
Vejo uma grade um velho sinal
(Fernando Brant/Lô Borges)

Fotos: Léo Morato.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dica de Leitura: Mariana - Assim Nasceram as Minas Gerais: uma visão panorâmica da história

O dia 8 de abril último foi de muita festa na cidade de Mariana, a primeira vila do ouro das Minas Gerais e capital da província. Em meio a ricas manifestações culturais a cidade comemorou os seus 305 anos e recebeu de presente a obra  Mariana - Assim Nasceram as Minas Gerais: uma visão panorâmica da história de autoria de Roque Camêllo.


A obra faz uma abordagem do início da vila e sua importância para a criação da identidade mineira com ênfase nos aspectos que impactaram a vida política e social de vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo (Mariana) e do restante da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro desde o fim do século XVII quando chegaram os primeiros bandeirantes em busca do metal precioso.
O livro tem como editor o jornalista marianense Gustavo Nolasco. A fotografia ficou por conta do olhar apurado de Léo Drumond e de outros fotógrafos da cidade.

Fotógrafos Léo Drumond e César do Carmo - Foto Vandeir Santos

O Autor

o professor Roque José de Oliveira Camêllo nasceu em Mariana e desde de jovem é envolvido com a questão cultural da cidade. Como pesquisador propôs a criação do Dia do Estado de Minas Gerais (comemorado dia 16 de julho em todo o estado). Encaminhou para a UNESCO o projeto de certificação e inscrição do acervo do Museu da Música de Mariana no programa "Registro Memória del Mundo" deferido em 2011. Atualmente é diretor-executivo da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana, presidente da Comissão de Defesa do Patrimônio Histórico da OAB e também Conselheiro da Associação Universitária Internacional. É membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais onde ocupa a cadeira de número 66.

Vandeir Santos e Roque Camêllo - Foto Merania Oliveira

Os interessados em adquirir a obra em Belo Horizonte deverão procurar as livrarias Scriptum (3223 1789) e Quixote (3227 3077), ambas rua Fernandes Tourinho na Savassi ou entrar em contato com a Nitro Imagens, telefone 31 3297 7848.
Dia 07 de maio, a partir das 10:00 haverá um segundo lançamento em BH na livraria Scriptum, Fernandes Tourinho, 99 - Savassi, que contará com a presença do Coral Tom Maior e Congado Nossa Senhora do Rosário, ambos representantes da cultura marianense. 

Coral Tom Maior - Foto: Vandeir Santos

Grupo de Congado Nossa Senhora do Rosário - Foto: Vandeir Santos

Em Mariana a obra está a venda na Pousada Contos de Minas, rua Zizinha Camelo, 15 - Telefone 31 3558 5400.


Vandeir Santos