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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CHEGA!!!!!! NÃO QUEREMOS MAIS PROMESSAS, QUEREMOS SEGURANÇA!!!!!

A população de Pitangui está perplexa com a morte de mais um cidadão de bem, um trabalhador, morto pela ação de criminosos em plena luz do dia. Não é a segurança privada que vai resolver este problema, já pagamos impostos em excesso, que nem sempre são revertidos em benefício da sociedade. Queremos segurança pública efetiva! Amanhã, quem sabe, veremos helicópteros da polícia sobrevoando a cidade, viaturas de sirenes abertas cortando nossas ruas em alta velocidade, alguma prisões serão efetuadas, mas, os meliantes estarão,  em breve, de volta às ruas. Depois, tudo voltará ao normal, os assaltos de sempre, a insegurança de sempre e o medo de vermos mais pessoas perderem a vida brutalmente em nossa cidade.
Ou os cidadãos se mobilizam ou permaneceremos reféns dessa violência galopante que toma esta cidade.
A equipe do blog "Daqui de Pitanguy" se solidariza com a família e amigos do Flavinho, que hoje perdeu a vida em mais um assalto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Ainda, sobre Maria Fumaça

RMV 37, em algum lugar entre Pitangui e Velho da Taipa e Divinópolis, MG, 1950.
Foto acervo NEOM-ABPF.




FONTE: http://trilhosdooeste.blogspot.com.br/2010/12/as-ten-wheeler-modernas-da-bitolinha-e.html

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Fumaças de Maria - Crônica de Paulo Miranda


Locomotiva 53, da EFOM, na plataforma da Estação de Pitangui


Já viveu dias melhores a estaçãozinha de trem da Rede Mineira de Viação do Brumado. Situada à margem 'de baixo' da linha férrea que cortava ao meio o povoado, tanto dividia, como juntava aquelas metades, costuradas pelas paralelas linhas sobre os dormentes.

Pra cima, a rampa, a igrejinha de São Gonçalo, a imponente residência do gerente da fábrica - que por muitos anos foi o carismático Seu Afonso da Rocha Pena - e o casario, sem muita distinção. Pra baixo, já no costado da estaçãozinha, a 'varge' o campo de futebol, circundado de casinhas ainda mais singelas.

E ao lado, a praça da estação, com as instalações da fábrica de tecidos, a 'fapa', onde umas poucas centenas de trabalhadores amassava o algodão pra fazer jus ao pão. Da pracinha podia se observar no alto de sua parede externa da estação, em caracteres salientes o nome logradouro e um Alt 621 - não ando seguro agora quanto à cifra correta - mas é a altitude em metros, acima do nível do mar.

Em meio ao burburinho cotidiano da pracinha, o trem era o menos conspícuo, subia um dia, rumo à capital, e baixava no outro, rumo a Bom Despacho. Vez por outra podia passar um lastro, o trem de carga, e muito raramente podia pintar o chamado automóvel de linha, aquele vagãozinho bonitinho que, me parece, cuidava das inspecções, carregando no seu bojo algum figurão importante, fiscalizante.

Mas quando o trem chegava, o bulício se instalava - e reinava. Era gente apeando, gente embarcando, a multidãozinha se formando em volta, abraços ou lágrimas iam rolando. E a meninada vendendo doces, cartuchos, suspiros, pastéis, tudo a custa de merréis. E a autoridade era o Pico, um tal Olímpio, chefe da estação, que nos cômodos dos fundos residia com a família e no cômodo frontal reinava com toda soberania. Era ele dar as ordens e a maria-fumaça, cheia de graça, ou parava ou partia. Depois de beber água a riviria.

Até que um dia, foi-se o Pico, com a família, caçando trabalhos e estudos para a filharada, e veio outro chefe, também com sua prole a ocupar a estação. Não por muito tempo, contudo.

Com a revolução vieram idéias novas, drásticas, de cortar os ramais ferroviários deficitários. E na cota tava o Brumado, e tantas outras. E por anos a fio, ficou abandonada a estaçãozinha, tirada já tinha sido a linha. Agora só faltava erva daninha. Mas não é que a restauraram, transformaram-na em Espaço Cultural, preservando a memória daqueles que vieram, e se foram, o trem e tantos outros térens.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Culinária mineira: costelinha com molho de broto de bambu

Aproveitando o tempo chuvoso apresentamos uma deliciosa receita da cozinha mineira.


INGREDIENTES:

2 kg. de costelinha de porco,
tempero caseiro e pimenta a gosto;
óleo suficiente para cobrir as costelinhas
4000 g. de broto de bambu in natura descascado,
(usa-se apenas a parte branca), e cortado em rodelas;
cebolinha a gosto.

COMO FAZER:

Ferventar o broto de bambu duas vezes ou até sair o gosto amargo.
Aquecer um fio de óleo em uma panela e refogar o tempero e a pimenta.
Pôr o broto de bambu, a cebolinha e pingar água aos poucos, até que o caldo engrosse e o broto esteja cozido. Temperar a costelinha e fritar no óleo quente, pingando água até que ela fique bem douradinha. Servir a costelinha acompanhada do broto de bambu.


FONTE: Sabores de Minas, suplemento do jornal "Estado de Minas", nº 88, p.29, fev. 2012.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Música e política em Pitangui do século XIX

Depois de um breve período de férias voltamos com mais postagens sobre a história de Pitangui. Hoje trazemos um material muito interessante, que demonstra como as disputas políticas se manifestavam até mesmo entre as bandas de música existentes em Pitangui na década de 1880.
Os documentos que usaremos para ilustrar esta postagem são exemplares de um dos jornais locais que circularam no início daquela década. Trata-se do jornal "O Iniciador", que em sua edição de 26 de março de 1882 trazia um artigo sobre as eleições ocorridas naquele momento, onde predominavam os dois partidos de sustentação do regime imperial: o Partido Liberal e o Partido Conservador. Como era comum, a matéria trazia algumas alfinetadas, que tinham alvo específico, os adversários políticos locais.
É bom lembrar, que em Pitangui, os jornais estavam a serviços das frações de classe que disputavam o poder na cidade e serviam como instrumento de propaganda política e ataque aos adversários. Parece que a função dos jornais locais não mudaram muito daquele tempo para cá.
Feitas as considerações iniciais, vamos ao material já citado. O artigo inicia-se na segunda coluna (parte inferior) da primeira página do jornal e termina no início da segunda página. Caso tenha dificuldades para ler o material clique sobre as imagens para ampliá-las.



A matéria não será bem recebida pelos Nunes de Carvalho, tradicional família pitanguiense, ligada à música,, inclusive estando à frente de uma das mais tradicionais bandas de música do município na virada do século XIX para o século XX. Essa insatisfação se materializou em forma de "Protesto" publicado na edição de 02 de abril de 1882, página 3 (mas datado em 29 de março, quando foi redigido e encaminhado à redação do jornal), daquele mesmo jornal, sendo assinado por José Nunes de Carvalho, Joaquim Nunes de Carvalho e José Nunes de Oliveira., como poderá ser conferido abaixo, na primeira coluna da página:





quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

ITAC 2017



MATRÍCULAS ABERTAS: Não perca essa oportunidade!


O Curso Técnico em Agricultura, visa a formação de Técnicos em Agricultura, nas modalidades Integrada e Subsequente que buscam através de seus projetos didáticos-experimentais relacionar a teoria e a prática da produção agropecuária. Através desse, busca-se a formação de um profissional eclético com perfil e competências técnicas para desenvolver atividades como autônomo e /ou como colaborador de instituições públicas e privadas. Faça já sua inscrição!

Imagens e informações: Girlene Oliveira.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Até as Igrejas são alvos de ladrões em Pitangui


Se não bastasse residências e estabelecimentos bancários e comerciais, agora as Igrejas e Capelas de Pitangui também passaram a ser alvos de ladrões. Tivemos notícias de assalto à Igreja de Santa Luzia e, mais recente, a Capela da Penha também recebeu a "visita" dos gatunos.



Agora, a porta dos fundos da Capela da Penha tem uma grade para que aquele templo não seja mais violado, o que não está garantido, pois, na calada da madrugada os criminosos agem na cidade.


Pelo que podemos perceber, as medidas adotadas pelo atual governo federal privilegiando a política do "Estado Mínimo", com a diminuição de investimentos em educação, saúde e segurança pública devem aprofundar ainda mais este quadro de insegurança. Os cidadãos perdem direitos, são obrigados a pagar impostos e taxas cada vez mais abusivos e não há contrapartida por parte do Estado.
Como diria aquele âncora de um telejornal conhecido: É UMA VERGONHA!!!!!!


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A Vesperata de Pitangui

Vesperata no casarão. Foto: acervo da Lira Viriato Bahia.

No dia 21 de dezembro de 2016 um bonito espetáculo natalino marcou a noite em Pitangui. Em uma parceria da Lira Musical José Viriato Bahia com a Prefeitura Municipal e a Pousada Monsenhor Vicente foi realizada a 1ª Vesperata de Natal de Pitangui, nas janelas daquele imponente casarão. No vídeo abaixo você confere um pouco do que foi o evento.

   


Parabéns aos organizadores que apoiaram este fazer cultural que tem muito a ver com Pitangui. Torcemos para que o evento seja realizado em outras oportunidades, atraindo um número cada vez maior de pitanguienses e visitantes, firmando uma tradição e valorizando a cultura local - a exemplo de Diamantina, cuja Vesperata foi decretada  Patrimônio Cultural de Minas Gerais. E para a Lira Musical, um patrimônio de Pitangui, os nossos aplausos!!!

A Lira José Viriato Bahia Mascarenhas. Foto: acervo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

domingo, 25 de dezembro de 2016

A noite do Deus- Menino (Crônica de Paulo Miranda)



Eram aqueles natais doutrora, em que bençãos divinas e águas celestinas eram derramadas em proporções iguais, infundindo corações, regando quintais.


A travessa São José, nosso beco, tampouco ficava a seco: ainda de terra batida se tranformava num pântano, escorregadio, porém um bom atalho, ligando bairros mais distanciados ao mais curto caminho para centro da Velha Serrana, para onde demandava a turba, na busca do Natal mais santo, com todas as suas liturgias e ave-marias e até certas ingresias.

E muitas delas havia: do fascínio da missa da meia-noite ao convite irresistível da boate, passando pelo cinema, por esquinas, ruas calçadas, bares, profanos lugares.  E a véspera do Natal era uma só; era preciso se ssenhorear daquele momento de encanto, enquanto durasse e se iluminasse o breu.

Embora ainda não fizéssemos jus à cesta ou aos panetones, o ambiente no lar se alterava, se elevava e quanta emoção dava, em torno do presépio, com seus bichinhos, a gruta-manjedoura e aquele tufo de arroz, verdinho, plantado numa lata de sardinha no dia de Santa Bárbara e portanto velho de quase três semanas, adereço indispenável que parecia ter partes com a energética esperança no Deus-Menino.

E nosso presépio ainda havia adquirido a feição meio-oriental quando mana Victa, convertida em paisagista, esculpiu na bruta argila, da amarelada à  violeta, aquelas casinhas abobadadas a gente só via em filmes.

O que nos ligava à agitação externa, à rua enxarcada, entretanto, eram as  lanternas. Uma delas para cada rebento de papai e mamãe, com estrutura de madeira, envoltas em papel celofane, de cores variadas que, com uma vela espetada no centro pendurávamos no alto das paredes externas, junto aos beirais do telhado.

E tinha passante, até mesmo distante viandante, que apreciava aquela manifestação a ponto de comentar que valia a pena o barro amassar só pra ver aquele ispetaco de luzes coloridas.

Na manhã seguinte, terminado o desembrulhar de presentes em que Papai Noel se fizera representar pelas nossas vizinhas tias, a hora era de verificar como as  lanternas haviam enfrentado as rajadas, trovoadas e aguadas da noite. Umas poucas sobreviviam intatas, protegidas contra a ventania. A maior parte aparecia chamuscada, nua, já queimadas vela e papelada, mas valera, ah como valera a noite encantada!