Seguidores

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O Mentor Intelectual do Pitaculta

William Santigo.
 Foto: Acervo pessoal.

Na década de 1990, lá no século passado, quando comecei a me entender por gente e tomar consciência social e cultural, ouvi falar de um movimento bacana que aconteceu na década passada, nos meados dos anos 1980. Era o tal do Pitaculta, que reuniu pessoas em torno das artes em Pitangui. Naquela época o acesso à informação era mais escasso, não tinha internet... a mídia impressa era a principal fonte. E as referências sobre o passado recente eram os jornais locais que registraram os fatos daquele período e destacavam as iniciativas e participações do pitanguiense William Jaques Pereira Santiago na cena cultural local, como um pitanguiense admirável.  O professor, jornalista e escritor, entre as idas e vindas a Pitangui, colocou suas experiências a serviço da cidade. Na infância fundou a Sociedade Esportiva Galícia, na década de 1960; antes e durante o Pitaculta fez parte de um movimento musical autoral, compondo centenas de músicas e participando de festivais em parceira com o Jonba, Rohr, Nazar e muitos outros notáveis; fundou o jornal Correio de Pitanguy; trabalhou com o Edivan Reis na editora Destaque, que organizou o primeiro (e último) campeonato de voo livre de Pitangui; foi Secretário Municipal de Cultural e foi rodar o mundo novamente, devido aos compromissos profissionais, regressando ao Itamaraty.
Licínio, Léo, William e Dênio. Pitangui 2010. Foto: Acervo do Blog.
Mais tarde, já em 2010, para a nossa surpresa, recebemos um contato e a presença do Santiago (de férias no Brasil) em uma reunião festiva do Blog Daqui de Pitangui – fundado em agosto de 2009 – reconhecendo-nos como uma continuidade do seu trabalho e dos seus contemporâneos. Foi aí que, percebemos que a grandeza do professor estava na sua simplicidade e na vontade de interagir com as outras gerações.

 Trabalhando no documentário Pitanguienses em Brasília. Brasília 2014. Acervo pessoal.

A partir de 2012 tive o privilégio de conviver com maior frequência com o William (quando ele retornou para Brasília, cidade onde resido), que compartilhou o seu conhecimento, passando a escrever com frequência para o Blog, sobre suas memórias daqui de Pitangui.

Resenha... Brasília 2013. Acervo pessoal.

Em setembro de 2013 iniciamos um trabalho em comum, finalizado em maio de 2014, o documentário sobre os Pitanguienses em Brasília e os 300 anos. De lá pra cá estabelecemos uma grande amizade, vivenciando a perspicácia do William que, de uma hora para outra tira um coelho da cartola, uma frase de efeito, uma reflexão como, por exemplo: “A periferia provoca o centro”!

Exibição do documentário. Brasília 2014. Foto: acervo do Blog.
Neste dia 30 de maio, parabenizando o amigo William pelo seu 66º aniversário registramos esta homenagem a ele, o idealizador do MIS – Museu da Imagem e do Som de Pitangui, um pitanguiense a frente de seu tempo, que conciliando sua atividade profissional (atualmente fora do país) ainda batalha muito por Pitangui.

Documentário com o resumo da obra de William Santiago. Produção Blog Daqui de Pitangui 2016.

domingo, 29 de maio de 2016

Padre Joaquim Xavier Lopes Cançado



Nascido em 17 de novembro de 1861, Joaquim Xavier Lopes Cançado, filho de Romualdo Xavier Lopes Cançado e Eduarda Cândida Xavier, muito jovem ingressou no Seminário Maior concluindo sua formação em 1882. Em 20 de julho de 1884 era ordenado sacerdote na Fraguesia de Presídio, de Rio Branco, por Dom Antônio Correia de Sá Benevides.
Além das funções religiosas dedicou-se ao jornalismo, à educação e à política: Como jornalista escreveu para o jornal "Gazeta de Pitanguy" entre julho de 1888 e agosto de 1889, conforme afirmou em artigo intitulado "QUEM É CONTRADITÓRIO", publicado em outro jornal pitanguiense, "A Justiça", em edição "de 20 de março, de 1904 (Ano I, Nº 8)" (DINIZ, 1969, p. 101). Neste mesmo artigo afirmava: "colaborei nela (a Gazeta de Pitanguy), ativamente, mas não era o redator responsável".  Em 1894, Padre Joaquim Xavier voltou a colaborar com este jornal. Nesta época era o Vigário da, então, freguesia de Abadia (atual Martinho Campos) (DINIZ, 1969, p. 102).
Apesar de afirmar que não era o redator responsável pelo jornal "Gazeta de Pitanguy", seu nome consta no cabeçalho do jornal, em edição de 18 de junho de 1888 como redator, conforme pode ser constatado na imagem abaixo:


Padre Joaquim, que tinha laços de parentesco e amizade com Vasco Azevedo, importante político pitanguiense no período entre as duas últimas décadas do século XIX e primeira década do século XX, também foi colaborador do Jornal "A Justiça", fundado em 1904 (DINIZ, 1969, p. 103).
Em fevereiro de 1911 começava a circular em Pitangui o jornal "A Velha Serrana", do qual Padre Joaquim era redator. Em 1992, escreveu para outro jornal pitanguiense, "O Povo" (DINIZ, 1969, p. 104-105). Todos esses jornais citados anteriormente eram órgãos de caráter político da fração de classes local conhecida como "Vasquistas", nome dado ao s grupos familiares que apoiavam o líder político local, Vasco Azevedo, que tinha como principal adversário José Gonçalves de Souza, que liderava a fração de classe denominada "Gonçalvistas".
Padre Joaquim Xavier Lopes Cançado também foi colaborador dos jornais "Diário do Comércio" e "O Farol", de Juíz de Fora e no "Diário", de Belo Horizonte.
Sua vida política foi marcada pelo exercício de dois mandatos de vereador: um em Pitangui, pelo então, distrito de Onça de Pitangui e outro como Vereador Geral, em Cataguases, Zona da Mata mineira.
No decorrer de sua vida religiosa, além de Vigário no distrito de Abadia, por 4 anos, foi Vigário de São Gonçalo do Pará, por 4 anos; Vigário adjunto, em Pitangui por 4 anos; coadjutor e depois Vigário, em Juíz de Fora; Vigário de Miraí, por 10 anos e Vigário de Oliveira por 14 anos, onde também foi professor. Em 1929, era diretor e professor da Escola Normal de Pitangui, onde também, exerceu o cargo de Provedor e Capelão da Santa Casa de Misericórdia, além, de ter sido Presidente da Conferência de São Vicente de Paulo e um dos fundadores da Conferência de Nossa Senhora do Pilar. Faleceu em Belo horizonte, onde está enterrado, em 10 de julho de 1951.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Festa de São João Batista em Campo Grande

A mais tradicional festa de São João do centro-oeste mineiro já tem data marcada, de 22 a 26 de junho. Ano passado a festa foi notícia no programa Tô Indo do repórter Marcelo Honorato que também foi reproduzido no programa Mais Você da Ana Maria Braga.



Abaixo a participação no programa Mais Você da Ana Maria Braga:





Vandeir Santos



terça-feira, 24 de maio de 2016

Quando Pitangui tinha cinema

Na postagem de hoje apresentamos alguns panfletos com a programação dos cinemas de Pitangui, entre as décadas de 1930 e 1950, quando a "Sétima Arte" ganhava força e popularidade. Este material nos foi cedido, gentilmente, pelo Luis Cláudio de Freitas Ferreira, a quem agradecemos pela colaboração.






segunda-feira, 23 de maio de 2016

Eleições 1945

Aproveitando que este ano teremos eleições para postar duas imagens 




Cédula das eleições de 1945 do Partido Trabalhista Brasileiro. Comarca de Pitangui-MG. 
Deputados à Câmara Federal Jeová Alvares da Silva e Getúlio Dorneles Vargas.



Cédula das eleições de 1945. Partido Social Democrático; 
Câmara dos Deputados - Comarca de Pitangui/MG. Gustavo Capanema.

domingo, 22 de maio de 2016

Praça Governador Benedito Valadares

Na postagem deste domingo apresentamos um cartão postal produzido pelo "Foto Kamargos". Nele podemos observar detalhes da Praça Benedito Valadares.


sábado, 21 de maio de 2016

Em 1996, Pitangui completava 281 anos

A postagem de hoje apresenta material de divulgação dos festejos de 281 anos de Pitangui, comemorados em 1996. Click nas imagens para ampliá-las.