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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Arremate da Folia de Reis

No sábado dia 19 de julho eu e Marcos Faria (Barrica) caminhávamos pelo bairro Morada do Sol em busca de antigas minas quando fomos convidados por moradores locais para o arremate (finalização dos festejos) da Folia de Reis dos moradores da comunidade de Manoel de Souza, situada na região norte do município de Pitangui.

Criança com a bandeira da Folia de Reis da comunidade de Manoel de Souza
Foto: Vandeir Santos

Os "Três Reis Magos" e a dona da casa com a bandeira da Folia
Foto: Vandeir Santos

A Folia de Reis é uma festa católica onde um grupo composto de músicos e elementos fantasiados, representando os Três Reis Magos, entoam cantigas de louvor aos três reis e ao Menino Jesus. Normalmente em nossa região ela se inicia dia 25 de janeiro e é finalizada dia 6 de janeiro, quando se comemora o "dia de Reis". O festejo temporão que presenciamos na cidade se deu em virtude de contratempos que impediram o encerramento das comemorações na comunidade e na data habitual.

Dança da Folia - Foto: Vandeir Santos

Dança com paus - Foto: Vandeir Santos

A folia se inicia com o grupo de lado de fora da casa se apresentando e solicitando licença para entrar cantando em versos. Permitida a entrada, o dono da casa recebe a bandeira e inicia-se um ritual de dança folclórica, uma espécie de sapatiado que em determinado momento é complementada com paus onde simulam uma batalha. A fim da dança o grupo entoa os versos de despedida e recolhe a bandeira novamente. O dono da casa fornece a comida que varia do café ao almoço ou janta dependendo do horário. No nosso caso era uma farta janta.

Criança dançando na Folia - Foto: Vandeir Santos

Um fato que nos chamou a atenção foi a participação do filho de um dos membros do grupo que apesar da pouca idade já demonstra habilidade bastante para participar efetivamente da festa. Isto representa a esperança de que as novas gerações possam perpetuar a tradição, garantindo a Pitangui mais 300 anos de cultura e fé.

Vandeir Santos


domingo, 27 de julho de 2014

Um pouco da história de Dirceu Xavier - Parte I

Foto: acervo Família Xavier


Esta é a primeira parte da postagem dedicada ao pitanguiense Joaquim Dirceu Xavier, que tem seu nome marcado na história de Pitangui, dentre outras coisas, por ter sido atleta e técnico do Pitangui Esporte Clube (PEC), proprietário do Cine Pitangui e do famoso "Bar do Dirceu", editor do jornal "Município de Pitangui", além de ter sido eleito vereador. No próximo domingo, três de agosto, publicaremos a segunda parte.


Foto: acervo Família Xavier
Dirceu Xavier, como é popularmente conhecido em Pitangui trabalhou no antigo Banco Hipotecário, quando se transferiu para a cidade de Curvelo, onde conheceria sua futura esposa, Arlene Queiroz Xavier. O casal teve seis filhos: Ângela Queiroz Xavier Lopes, Angélica Queiroz Xavier, Adma Queiroz Xavier da Gama, Ana Rute Queiroz Xavier, Joaquim Dirceu Xavier Júnior e Carla Queiroz Xavier.


Foto: acervo Família Xavier
Posteriormente, o casal retornou à Pitangui, quando Dirceu Xavier abriu um estabelecimento comercial, onde, segundo Angélica Xavier, "vendia-se todo tipo de produtos alimentícios". Este estabelecimento, inaugurado, por volta de 1952, funcionou no imóvel onde, até a pouco tempo, funcionou a Pizzaria do Betinho, próximo à Pousada Monsenhor Vicente.


Foto: acervo Família Xavier
Ainda, segundo o relato de Angélica Xavier, os estabelecimentos comerciais de seu pai eram sempre conhecidos por seu nome, como por exemplo: "Armazém do Dirceu" e "Bar do Dirceu". Outro estabelecimento comercial de sua propriedade funcionou próximo à residência de Esperidião "Peri" Cecin, onde vendia frutas, verduras, aves, etc.

Foto: acervo Família Xavier
Dirceu Xavier foi jogador do Pitangui Esporte Clube (PEC), time do qual seu pai fora um dos fundadores. Posteriormente tornaria-se técnico da equipe, ganhando vários títulos contra o principal adversário, o CAP. Angêlica e Adma Queiroz Xavier nos relataram que nesta época a rivalidade entre as duas equipes era muito grande:

"Nessa época era uma rivalidade igual Cruzeiro e Atlético. Dava briga,
 foquete nas portas da gente, mulher rolando na rua e tudo."
                            
                                         Angélica Xavier



Foto: acervo Família Xavier

A rivalidade entre o PEC e o São Francisco também era grande e, por vezes terminava em pancadaria. Angélica Xavier nos conta um momento tenso, que marcou esta rivalidade:

"[...] uma vez meu pai retornou a ser técnico, eu e a Adma morávamos em BH e viemos pro jogo contra o Caveirinha. Quase morremos...apanhamos na rua, quebraram meus óculos... quando conseguimos chegar lá em baixo o papai apareceu com Zé Inácio pra socorrer a gente."

Foto: acervo Família Xavier


Assista ao vídeo abaixo produzido em comemoração aos 80 anos de Dirceu Xavier.







Foto: acervo Família Xavier
Na segunda parte desta postagem contaremos mais um pouco da trajetória de Dirceu Xavier, abordaremos o período em que foi proprietário do cinema, o tradicional "Bar do Dirceu", entre outras coisas.

Foto: acervo Família Xavier

Foto: acervo Família Xavier

Foto: acervo Família Xavier


Dirceu Xavier também foi vereador em Pitangui, por um mandato, no início da década de 1960. Por mais de uma vez foi homenageado pelos poderemos Executivo e Legislativo local. Pessoa bem relacionada teve como amigos Luizotti , Edson Vasconcelos (Rebolo) Paulo Vasconcelos Carvalho, José Inácio, Dr. Marcial, Plinio Malachias, dentre outros.

Foto: acervo Família Xavier


Agradecemos à Angélica e Adma Queiroz Xavier por nos fornecerem as fotos, vídeo e depoimentos, que permitiram a elaboração dessa postagem. Sem a cordial colaboração de vocês não poderíamos promover mais um resgate da memória histórica de Pitangui.

sábado, 26 de julho de 2014

Sim, Pitangui sempre teve hino !!!

Recentemente veiculamos uma matéria aqui no blog, na qual sugerimos a composição de um hino para Pitangui, que abrangesse mais características predominantes da cidade. Porém, não analisamos um passado recente da nossa história, onde consta que em meados da década de 1960, foi composto pelo saudoso José Nunes Oliveira, o Patesko, o hino a Pitangui. Coincidentemente, na semana em que fizemos a postagem, eu e o Licínio tivemos a oportunidade de nos encontrarmos com o José Carlos, filho do Patesko, que em um rápido bate papo, nos alertou da existência deste hino.

Prof. Patesko Nunes.

Posteriormente, nos encontramos em Belo Horizonte, onde, além de contar muitas histórias da cidade, pudemos discutir a respeito da composição do hino, já que o José Carlos possui, além da gravação e da partitura da música, um vasto material deixado por seu Pai.

Hino a Pitangui
Do Lavrado ao São Francisco
Da Penha ao Chapadão e Olaria
Santo Antônio, Serrado e Centro
Seu Povo canta alegre nesse dia
Pitangui bicentenária
És legendária capital do amor
Qualquer cultura tem
Em toda arte tem
Tem um pouco de Pitangui também

Rainha do oeste tu fascinas
Berço de celebridades mil
Tu honras sempre nossa Minas
És orgulho do Brasil

Patesko.

Analisando o hino composto nos idos de 1960, portanto Pitangui estava próximo a completar seus 250 anos de idade, podemos perceber a complexidade musical do mesmo, o que comprova quão grande músico era o Patesko. Da bela poesia, atemporal, podemos inferir que ela faz referência à nossa cultura, aos hábitos da nossa gente e, ainda, elege a cidade como a “Rainha do Oeste”, valorizando o seu extenso território e a sua força enquanto cidade do ouro.

José Carlos Xavier de Oliveira

Não sabemos o motivo de a música não mais ser executada como hino oficial da cidade, mas fica a dica à Administração Municipal, que nas comemorações do nosso tricentenário a inclua como tal. Sabemos que, em se tratando de musicalidade, Pitangui é bastante privilegiada e é muito bem representada. Portanto, não queremos encerrar aqui o debate e a reflexão sobre a nossa a produção musical, mas, sim, dar o devido reconhecimento ao Patesko pela composição do Hino a Pitangui.


Zé Carlos e Dênio Caldas

Em breve disponibilizaremos aqui uma cópia do hino e uma nova postagem falando sobre a trajetória musical do Patesko Nunes.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Terço dos Homens

Com o atraso de um mês, publicamos hoje uma postagem encaminhada pelo nosso colaborador "Carlos Pereira Júnior", mais conhecido com Carlinho da Fabiana ou Carlinho da Conamaq ... 



No Terço dos Homens desta quinta-feira 26/06/14, em um ambiente emocionante, aconteceu a despedida do responsável pela a criação do evento; aqui na Velha Serrana, nosso querido Padre Toninho.



Depois de 14 anos de atividade em nossa paroquia, por decisão do novo Bispo da diocese de Divinópolis, Dom José Carlos, nosso pároco será transferido para Itaúna.






Na programação, após ao terço, uma festa comemorativa, por coincidência, ao 6º aniversário do Terço em nossa querida Ptangui.



Receberemos o novo pároco Padre Ulysses.



Desde já agradecemos a colaboração do Carlinhos !!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Em 1944 era criado o Núcleo da Legião Brasileira de Assistência em Pitangui


Na edição de dois de julho de 1944, o jornal "Município de Pitangui" trazia em sua primeira página notícia sobre a criação do Núcleo da Legião Brasileira de Assistência (LBA), em Pitangui, sob a direção da senhora Maria de Lúrdes Rocha Fiuza. O jornal também registra os festejos de São João, organizado pelo Pitangui Clube, então dirigido, pelo senhor José Maria de Carvalho. Clique na imagem abaixo para ampliá-la e ler as matérias.



"A Legião Brasileira de Assistência (LBA) foi um órgão assistencial público brasileiro, fundado em 28 de agosto de 1942, pela então primeira-dama Darcy Vargas, com o objetivo de ajudar as famílias dos soldados enviados à Segunda Guerra Mundial, contando com o apoio da Federação das Associações Comerciais e da Confederação Nacional da Indústria.
Em 5 de setembro do mesmo ano, os seus estatutos foram registrados no 6º Oficio de Registro Especial de Títulos e Documentos do Rio de Janeiro, como uma sociedade civil. Pela Portaria nº 6.013, de 1º de outubro de 1942, do Ministro da Justiça e Negócios Interiores foi autorizado a sua organização definitiva e o seu funcionamento. Sua instalação se deu em 2 de outubro daquele mesmo ano.
No ano de 1944, foi construída a sede da organização, no Rio de Janeiro, um prédio de nove pavimentos, dividido em dois blocos, batizado com o nome de sua fundadora, Edifício Darcy Vargas. Com o final da guerra, se tornou um órgão de assistência as famílias necessitadas em geral. A LBA era presidida pelas primeiras-damas.
Através do Decreto-lei nº 593, de 27 de maio de 1969, transforma a sociedade civil em fundação, como o nome deFundação Legião Brasileira de Assistência, mantendo a mesma sigla LBA, vinculado ao Ministério do Trabalho e Previdência Social.
Através da Lei nº 6.439, de 1º de setembro de 1977, fica vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência Social. Pelo art. 252 do Decreto nº 99.244, de 10 de maio de 1990, passa a ser vinculado ao Ministério da Ação Social.
Em 1991, sob a gestão de Rosane Collor, foram feitas diversas denúncias de esquemas de desvios de verbas da LBA, como uma compra fraudulenta de 1,6 milhão de quilos de leite em pó. A LBA foi extinta através do art. 19, inciso I, da Medida Provisória nº 813, de 1º de janeiro de 1995, publicada no primeiro dia em que assumiu o governo o PresidenteFernando Henrique Cardoso. Na época da sua extinção estava vinculado ao Ministério do Bem-Estar do Menor."


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Por onde andas ?

Inauguramos uma nova seção, da qual mostraremos pitanguienses ou pessoas que moraram na cidade e há muito tempo não são vistas por aqui. Para inaugurar o espaço, nada mais nada menos que ele ... 

o mito ... a lenda ... o espetacular ... o "impegável"... o maluco duma roda só: 

XIMÊTA !!!!


O Ximêta morou em Pitangui na década de 1980, onde trabalhou em oficinas de motocicletas. Ficou muito conhecido na cidade pela sua alegria irreverente e pela habilidade em pilotar a sua moto, ladeira acima ... ladeira abaixo, somente na roda traseira do moto.






Numa rápida conversa com o Ximêta, ele me disse que atualmente divide seu tempo entre Belo Horizonte e Fortaleza, onde seu filho mora e têm uma oficina de motos. E mandou um recado : - "Avisa ao povo lá, que qualquer dia desses aparecerei praquelas bandas de lá ..." 


Provavelmente ele chegará numa roda só !!!


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Viaduto do Chapadão

     Nas minhas buscas pelos registros históricos de Pitangui fui a casa do ex-prefeito Paulo Vasconcelos Carvalho. Com uma memória muito prodigiosa o antigo representante do executivo pitanguiense me contou detalhes da época de sua administração.

     Possuidor de um grande acervo fotográfico, o mesmo me permitiu copiar algumas fotos dentre as quais as que registram a construção do viaduto do Chapadão entre julho e novembro de 1982 e que foi inaugurado no dia 30 de janeiro de 1983 com a presença do governador Francelino Pereira. O bairro situado na região oeste de Pitangui progredia de forma acelerada e se tornava claro a necessidade de um acesso seguro que não fizesse intercessão direta com a rodovia. A geografia no local que separa os dois lados da cidade favoreceu muito a obra, pois a rodovia naquele ponto passa por um corte não exigindo grandes aterros para acesso às cabeceiras do viaduto.

Vista da área em julho de 1978 - Fonte: Arquivo de Pitangui

Vista a partir da rua Ataíde Valadares - Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Vista a partir da rua João Lopes Cançado - Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho


Vandeir Santos


sábado, 19 de julho de 2014

Roberto Caroli lança mais um livro


Hoje o professor e poeta Roberto Caroli lança seu mais recente livro "Só quero que leiam minha poesia".
O lançamento ocorrerá na Escola Estadual José Valadares, a partir das 19:30 horas. Vamos prestigiar os escritores pitanguienses, compareça para um bate papo com o autor e adquira o livro.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Praça Judith Emília de Freitas


Quem sobe a rua Antero Rocha já deve ter visto à direita a Praça Judith Emília de Freitas com seu cruzeiro.

"[...] vale lembrar que a história dos cruzeiros em largos e praças públicas nos levam aos primórdios do século XVIII, tempo em que nasceram nossas cidades históricas." 

Antonio Emílio da Costa




Ali é um espaço de lazer dos moradores que vivem em seu entorno e região. 



Temos visto a recuperação de várias praças e, até mesmo, a construção de novos espaços de convivência, como a revitlalização de parte do entorno da rodoviária.


Pensamos que a Praça Judith Emília de Freitas também merece ser revitalizada. Os canteiros não estão cobertos por gramas ou plantas ornamentais. A noite, a iluminação é precária. As áreas periféricas da cidade também precisam de espaços de convivência bem cuidados.