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sábado, 23 de setembro de 2017

A música da pitanguiense Sol Bueno


Há cerca de um mês, em uma reunião na casa de amigos, em uma conversa animada, o João da EMATER, me perguntou se eu conhecia uma cantora pitanguiense chamada Sol Bueno. Disse a ele que ainda não a conhecia e ele me disse que sobre um CD que a cantora havia lançado em março de 2017. A partir daquele encontro minha curiosidade foi despertada e comecei a buscar informações sobre a artista.  Trata-se de seu trabalho autoral "Poeira Dançante", um disco bacana de se ouvir.
Como todo esforço tem a sua recompensa, na postagem de hoje apresentaremos um pouco da trajetória de Sol Bueno, que nos atendeu via redes sociais com muita presteza.

Fonte: página oficial de Sol Bueno no facebook


Nossa conversa inicia-se com Sol Bueno dizendo que tem o maior prazer em dizer que é pitanguiense, apesar de ter morado na cidade até os dois anos de idade, mas sempre mantendo contato com a terra natal, pois seus avós maternos residem em Pitangui.


Foto: Licínio Filho

Essa relação com a cidade por meio de seus laços familiares serviu de inspiração para ela compor uma canção chamada "Ladainha do viver" em homenagem ao avô, de quem herdou o gosto pela viola, conforme nos relata.


É de Pitangui que, também, leva consigo as festas populares como a Folia de Reis e o tocar do sino das igrejas.
A questões ambientais também são abordadas no trabalho musical de Sol Buenos, como podemos perceber em "Ó Deus salve meu Cerrado", de sua autoria, composta a partir de uma viagem a Pitangui, quando observou alguns pés de Pequi serem cortados.

Foto: Licínio Filho

Para conhecer melhor o trabalho musical de Sol Bueno, acompanhar sua agenda de shows e adquirie seu CD acesse a página artista no facebook:

terça-feira, 19 de setembro de 2017

2º SEMINÁRIO DO DIREITO CONSTITUCIONAL À IGUALDADE E DIGNIDADE ÉTNICO RACIAL DE PITANGUI



No dia 22 de setembro ocorrerá em Pitangui o 2º Seminário do Direito Constitucional à Igualdade e Dignidade Étnico Racial de Pitangui. O evento marcará também a abertura do Jubileu de Ouro do Instituto Histórico de Pitangui e será realizado no auditório CDL localizado na rua Padre Belchior número 64 e a inscrição é gratuita.

PROGRAMAÇÃO

07:00 - Visita ao túmulo do Padre Belchior

08:00 - Café da manhã

09:00 - Abertura

09:30 - Palestra do Dr. Tarcísio José Martins (Comissão da Verdade da OAB Federal) - A questão jurídica e judicial da escravidão e sua legislação na Colônia, Império e República. Importância do Instituto Histórico de Pitangui para os pesquisadores dos séculos XVIII e XIX e historiadores brasileiros.

10:00 - Palestra do Dr. Daniel Dias de Moura (Presidente da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil) - A verdade da escravidão negra como instrumento de separação e políticas públicas.

10:30 - Palestra de Avelin Buniacá Kambiwá (Indígena brasileira) - Destruição das aldeias indígenas e a violência racista contra os índios brasileiros nas cidades. Resistência e perspectivas.

11:00 - Palestra de Beatriz Bento de Souza (Diretora da UEMG Universidade do estado de Minas Gerais) - A metodologia da comissão da verdade da escravidão negra da OAB/MG e a interação com as instituições de ensino: A Parceria OAB/MG e UEMG.

12:00 - Almoço

14:00 - Palestra do Dr. Jorge Prata (Historiador, Professor da UFRJ) A pesquisa histórica sobre a escravidão em Minas Gerais através dos arquivos camaristas do judiciário.

14:30 - Palestra do Dr. Gilberto Silva (Presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB/MG) Ações afirmativas na desconstrução do racismo. Reparação e igualdade.

15:00 - Palestra do Dr. Dijon Moraes Júnior (Reitor da UEMG Universidade do Estado de Minas Gerais) Importância das Pesquisas sobre a escravidão e a parceria OAB/MG e UEMG.

15:30 - Palestra do Dr. Herbert José Almeida Carneiro (Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais) Importância dos arquivos históricos do judiciário e da pesquisa sobre os crimes cometidos durante o período da escravidão.



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A tradicional cachaça de Pitangui

A cachaça envelhecida no carvalho.
Foto: Acervo do Blog Daqui de Pitangui.

A pinga de Pitangui já possuía boa fama desde os tempos em que a cidade foi elevada à Sétima Vila do Ouro da Capitania de Minas Gerais, na Comarca de Sabará, no período colonial. Gênero de primeira necessidade a água ardente era indispensável na lida do garimpo do ouro e chegou a gerar um Motim na Vila há quase 300 anos, em 1719, quando houve a tentativa de se tributar a iguaria. Hoje no Município existem dezenas de alambiques que produzem cachaças de qualidade, desde aquelas cuja fabricação é por métodos artesanais e a produção é praticamente para o consumo familiar ou regional; até aquelas selecionadas, com selo “tipo exportação” e premiadas mundo a fora.

No último mês de julho, em uns dias de férias, a turma do Blog foi até a comunidade de Sacramento, num passeio bate e volta e registramos um pouco da beleza do lugarejo e do processo de fabricação artesanal da água ardente (já relatados no livro Tão Longe, tão perto. A vida nos povoados de Pitangui, do jornalista Ricardo Welbert) e inevitavelmente, abordamos sobre o Turismo Rural na localidade. Então, neste 13 de setembro, Dia Nacional da Cachaça compartilhamos o vídeo que produzimos em homenagem à cachaça de Pitangui, um símbolo de nossa identidade histórica e cultural.

 

Obs: o parceiro Dênio Caldas não participou desta expedição devido a um compromisso em Belo Horizonte.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A Independência por meio da História

O casarão onde residiu Pe. Belchior. Foto: Leonardo Morato. 

No sete de setembro, dia do histórico Grito do Ipiranga em 1822, celebramos a Independência do Brasil como Colônia de Portugal - acontecimento que teve a participação direta do Pe. Belchior então vigário de Pitangui e Mentor de D. Pedro I. Mas talvez o sentimento que predomina hoje no brasileiro é de perplexidade diante de amplos e sucessivos escândalos de corrupção, das relações obscuras entre figuras públicas da Nação, enquanto as condições básicas de existência estão fragilizadas. Mas este mesmo povo brasileiro mantém acesas suas esperanças e a fé no futuro, através de muito trabalho diário. 

Explosão durante o assalto. Foto: redes sociais.

Infelizmente a semana do sete de setembro deste ano de 2017 foi marcada por um fato negativo que ficará na história de Pitangui: o violento assalto e a explosão do prédio do Banco do Brasil, aterrorizando a cidade na madrugada de domingo para segunda (dia 4). É revoltante perceber que a nossa pacata urbe do interior também sofre com as mazelas sociais do nosso tempo. Além o dano material (que é recuperável) e os transtornos para a população da cidade, algo maior quase se perdeu, o acervo do Instituto Histórico de Pitangui que guarda raros documentos, registros e imagens sacras que testemunham a História de Pitangui, de Minas e do Brasil. Segundo um membro do IHP o alumínio de uma das janelas do 3º andar do prédio (onde estava o nosso importante acervo) derreteu com o calor do incêndio e chegou a chamuscar uma pilha de jornais, mas o fogo não pegou. Milagre?

Foto: Licínio Filho.

O fato é que diante deste acontecimento, que quase virou uma tragédia maior, precisamos unir os nosso esforços (físicos, financeiros, intelectuais e etc) e tratar com mais seriedade, empenho e carinho os nossos patrimônios culturais. A nossa história é a nossa identidade, é o que nos difere das demais cidades históricas. E é por meio dela, nossa história, que alcançaremos nossa independência e a nossa sobrevivência cultural, pois a cultura também gera negócios, trabalho, Turismo e auto estima! Os gestores do IHP solicitam a ajuda de voluntários para transferir o acervo para outro local provisório, amanhã, a partir das 8 horas no  prédio do banco. Abrace esta causa.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Histórias do Buteco do Verinho

O extinto Hotel Rodoviário.
Foto: Acervo Daqui de Pitangui.

Aos vinte e nove dias de agosto de 2017, mês do oitavo aniversário do Blog Daqui de Pitangui, temos o prazer de compartilhar mais um registro da história contemporânea da nossa cidade, que ficará para a posteridade. Trata-se de um Documentário com histórias do Bar do Verinho, estabelecimento comercial que existiu em Pitangui por aproximadas duas décadas e meia e que encerrou suas atividades em maio deste ano. 

Porção de borboleta, Verinho?
Foto: Paulo Henrique Lobato.

O vídeo foi produzimos com imagens de arquivo e sob a narrativa em áudio do Pitanguiense Paulo Miranda, em mais uma de suas crônicas espetaculares sobre a nossa terra (créditos ao final do vídeo). Então pegue a pipoca e o guaraná, ou melhor, a pinga, a cerveja e o tira gosto de sua preferência, aperte o play e confira essa prosa.



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Turismo pedagógico nas fazendas de Pitangui

Um dia na fazenda.
Fotos: Márcio Teixeira.

Durante esta semana alunos da Faculdade de Veterinária da UFMG estão realizando trabalhos in loco nas fazendas do Município de Pitangui. Segundo informações obtidas, esta atividade de extensão denominada de APIC - Aula Prática Integrada de Campo promove o contato direto de professores e alunos de Graduação e Pós com os produtores rurais de Pitangui, em suas rotinas na fazenda, possibilitando o aprendizado e a troca de experiências. 


As imagens desta postagem mostram o pitanguiense Márcio Teixeira (criador do gado de leite e produtor de gêneros alimentícios) recebendo o pessoal da UFMG em sua fazenda na região do Coqueiros, para ministrar aulas sobre Nutrição animal, durante a terça dia 22/8. Soubemos que os alunos e professores formaram grupos para visitação técnica à 25 propriedades rurais em Pitangui e que amanhã dia 24/8 haverá uma Noite de Palestras sobre os temas afins, no Hotel Santa Felicidade às 19hs.



Estas atividades retratadas podem ser classificadas como Turismo Científico ou Turismo Pedagógico, conhecido também como viagem de estudos, excursões científicas ou viagem de pesquisa. Segundo Andrade (2000, pág. 72) "...turismo Científico... se caracteriza pelos interesses pessoais dos turistas ou visitantes para as fontes e os objetos das ciências. Por sua natureza, identifica-se exclusivamente, pela finalidade e pelo comportamento sistemático do turista, no núcleo receptivo em que se encontra. Efetua-se de modo individual ou em grupos reduzidos, sempre que a motivação é científica no sentido estrito da palavra".



Por este acontecimento, temos uma amostra real do potencial de Turismo Rural em Pitangui, onde, após a realização de Inventário de atrativos e infra-estruturas dos locais, pode-se desenvolver Roteiros de Visitação e projetos como "Um dia na Fazenda", configurando-se como opções para a comercialização dos produtos das roças e para a geração de renda extra. Ou seja, o cavalo está passando  arreado na nossa porta!!!


Leonardo Morato
Turismólogo

Teorização: - ANDRADE, José Vicente de. Turismo: Fundamentos e Dimensões. 8ª ed. São Paulo. Editora Ática. 2000.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Quem são os estudantes e qual foi o ano?

No intuito de preservar a memória pitanguiense, 
postamos uma imagem dos estudantes da nossa cidade.

Nos ajude a denominar os presentes na fotografia e também a descobrir 
em qual ano a turma foi fotografada.



Clique na imagem para ampliá-la


Fonte: facebook de Maria Zirlene, postada em 17/08/2017

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Homenagem ao jornalista Lucas Mendes Campos

Na aprazível tarde do dia 09 de agosto um grupo de amigos pitanguienses fez uma homenagem ao jornalista Lucas Mendes Campos que passava férias na casa de parentes em Belo Horizonte. Na ocasião estiveram presentes os primos de Lucas, Fabio de Campos, Rogério Guimarães e Rômulo. Estiveram presentes também Juarez Machado, Gilberto Becô, Paulo Miranda e o artista plástico Giancarlo Scapolatempore que pintou e ofereceu à Lucas Mendes uma tela retratando a rua Padre Belchior com o casarão do Dr. Waldemar Campos, uma das casas onde Lucas se hospedava em Pitangui em sua juventude quando vinha visitar os parentes durante as férias.

Foto: Vandeir Santos

Foto: Vandeir Santos

Foto: Vandeir Santos




O objetivo do grupo era agradecer ao jornalista toda a consideração e carinho que ele tem por Pitangui, sempre fazendo referência positiva à terra natal de seus familiares. Os donos da casa, Renata e Marcus, foram super receptivos e tornaram o momento muito agradável. 

Vandeir Santos