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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Seresteiros em Pitangui - Conjunto Ferro Velho

A edição do Festival de Inverno desse ano prestará uma homenagem ao Conjunto Ferro Velho, uma união de importantes músicos que marcaram época no cenário cultural pitanguiense. Infelizmente não estão mais entre nós mas a sensibilidade de César Caldas fez com que uma apresentação de três remanescentes do conjunto fosse gravada em sua casa no dia 24/02/1996. Nas filmagens é possível ver Nem do Teodoro (Nem do Bandolim) no bandolim , à sua esquerda Sebastião Leão (camisa azul e branca) e, à esquerda desse, Paulo Teixeira. O professor Antônio de Oliveira e José Moreno se encarregaram da interpretação de clássicos da música brasileira. Nesse vídeo disponível em duas partes que estão disponibilizadas logo abaixo é possível ver a qualidade da música desses nobres pitanguienses, legítimos representantes da rica cultura da Sétima Vila.






Vandeir Santos






quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Matriz do Pilar


Um outro ângulo do Centro Histórico de Pitangui, com destaque para a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar.
 Fotos: Léo Morato.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

A Cafeteira

O bule verde esmaltado, o substituto.
Foto: Léo Morato.


A cafeteira

Sabia que o bule verde esmaltado, todo pomposo, lhe havia tomado o lugar, mas ela não perdia a velha elegância. E já nem mais frequentava a mesa, relegada que fora à prateleira, dividindo espaço com as latas de mantimento, a máquina de moer carne e até ele, o já arcaico, mas bem prosaico, almofariz de bronze. Cafeteira, quanta história tinha pra contar!

Feita dum metal estanhado, mantinha o perfil longilíneo, mesmo tendo abrigado tanto café em seu bojo. E a bem da verdade, para si, até que dessa danada rubiácea, tinha até nojo. Mas nada falava. Recebia-o quentinho e até o fundinho o ministrava, indiscriminadamente a copos de latão, a xícaras de louça nalguma solene ocasião. O que não tolerava, mas nem o bico abria, era quando não se a lavava. Brava ficava, de bico empinado.

Viu tanto bolo ser esquartejado, tanto queijo fatiado, tanta quitanda em seu passado. Pão com manteiga era o mais frequente, pra ir com o café quente. Mas numa ocasião festiva, de pão a bandeja era esquiva, abarrotada que ficava de biscoitos fritos, de ovinhos de cutia e até da panhoca, de que pouco se ouve hoje em dia.

Nas mãos de Dona Inhana, de menina recém-casada, a bisavó já anunciada, sentia a digna cafeteira a carícia lisonjeira. E mesmo hoje, do cantinho da prateleira, ainda se lembra, se refestela da boa vida que era aquela, ainda que - sem bule e sem bulício - tão singela.

Paulo Miranda

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Turismo - bastidores do Voo Livre de Pitangui

Pracinha do Colégio durante o Voo Livre em Pitangui em 1986. Autor desconhecido.

Na proposta de levantar, reunir e divulgar informações sobre o Turismo em Pitangui, abordamos hoje sobre o Voo Livre, um acontecimento realizado no ano de 1986, numa iniciativa do empresário Edivan Reis. Sobre este episódio da nossa história recente, Dênio Caldas conta que naquele evento, ele com aproximados 12 anos de idade, atuou informalmente como Guia de Turismo para um participante que ficou hospedado no Hotel Rodoviário (da D. Nenên, sua avó) que lotou os 17 quartos existentes. "Ajudei a colocar e amarrar a asa delta em cima do fusquinha dele, mostrei o caminho, subi junto para a Cruz do Monte e ainda consegui um lugar em baixo da rampa dos saltos". Vários depoimentos interessantes como este são ouvidos na cidade e estão sendo registrados. No vídeo abaixo os conterrâneos William Santiago e Zé Luis Peixoto falam sobre o Voo Livre de Pitangui do ponto de vista da infraestrutura turística (ou a ausência da mesma à época) e a evolução que a cidade vem conquistando passo a passo no desenvolvimento da atividade turística.




Contribua com fotos, vídeos e depoimentos. Ajude a resgatar a história com imagens e sons de Pitangui. E-mail: daquidepitangui@gmail.com

quarta-feira, 5 de julho de 2017

No próximo fim de semana tem Paletó de Veludo na Cervejaria "Sétima Vila"


No próximo fim de semana, 07 e 08 de julho, a Cervejaria "Sétima Vila", agora sob a direção do casal Júlio Cesar Mendonça e Julianne Carvalho trazem duas apresentações da banda "Paletó de Veludo". diversão garantida entre amigos. Estaremos lá.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Jorge Mendes Guerra Brasil lança novo livro na próxima sexta-feira



N a próxima sexta-feira, 07 de julho, o escritor pitanguiense Jorge Mendes Guerra Brasil, lança seu mais recente livro, "Garimpando nas Trovas", no salão da CDL/Pitangui. Vamos prestigiar o autor, que chega a sua sétima publicação. Estaremos lá!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Santo Antônio dos Conforme - crônica de Paulo Miranda


Santo Antônio dos Conforme

O Chiquim Teodoro merece nosso preito e preces para que sua alma descanse em paz, mas o que sua lembrança ainda não conseguiu tirar da cabeça da gente foi essa coisa de botarem a plaquinha com seu nome no Beco dos Canudos. Soa tão mais romântica essa forma antiga.

E já não sei citar a fonte, mas a li em algum lugar que o nome Canudos, ao invés de ligação com aqueles canudinhos preenchidos com doce deleite - havia deleite mais doce na infância? - tem a ver é com um fato histórico decorrente do infame episódio da guerra de Canudos.

Consta e se conta que depois da matança desapiadada, tripas espalhadas, das tropas a serem desmobilizadas, uma fração deles no beco foi alojada. Matéria quiçá para o tirocínio de nosso Historiador Licínio se debruçar e desbruncar.

Canudense de truz, e bem mais recente foi o Dininho, ali residente. Pelo jeito ao se casar com Dona Terezinha Santiago, ali já moradora com seus pais e irmandade, melhor achou a trela junto da contra-parentela. E la vita era così bella.

A casa do Dininho tornou-se ponto de passagem e paragem de muita molecada, moçada, de tão acolhedor que foi aquele clã. Tinha tv, instalada no fundo da sala e tirante o sofá do Dininho, o assento era livre, mesmo na soleira da janela. A audiência prum futebol noturno lá era sempre superior à de qualquer jogo do Canto do Rio - menos contra o Mengo, é claro. Dia de jogo da Seleção, então, era aquela lotação. E até uns flertezinhos eram possíveis, mas quem era o blás-fêmeo que ia tirar os olhos da tela, quando jogava a camisa amarela?

Dia sem futebol era preenchido com papos pro ar e pro azarar. Nunca faltava assunto, ou jocosidade. Uma de nossas distrações juvenis, ou mesmo já jovens adúlteros foi uma tal de Ladrainha que foi surgindo assim do nada, da nossa noção de que entre a mão e a espiga, com o muro ao meio, só a imaginação era amiga. E que amiga...

E aí, declinando santaria que rimasse, íamos um a um cantando e decantando musas cobiçadas e ejaculando nossos desejos, gracejos e infortúnios sempre sobejos. Uma invocação dessas de que me lembro foi quando apelei para Santo Antônio dos Conforme para em minha vida colocar uma morena Delorme...E nessun dorme...

quinta-feira, 29 de junho de 2017