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terça-feira, 28 de julho de 2015

Ainda sobre a Virada dos 300 Anos

Pitangui, junho de 2015. Fotos: Leonardo Morato.
 
Apresentamos nesta postagem mais algumas imagens da Virada dos 300 Anos, ocorrida do dia 8 para o dia 9 de junho de 2015.
 
 A bela e imponente igreja de São Francisco de Assis.
 
 A Lira Musical José Viriato Bahia Mascarenhas.



 Inteiração entre as Famílias Pitanguienses.



 
Os artistas locais e o público.
 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O verde perto

Mata da Pedreira. Foto: Marcelo Freitas.

Com esta bela foto o jornalista Marcelo Freitas retratou a riqueza de nossas matas, especificamente a da Pedreira, em uma caminhada pela região. No post da foto no facebook Freitas enfatiza o poder de recuperação da natureza, referindo-se às queimadas do ano passado que atingiram as nossas serras e matas.

Aproveitamos o tema para lembrar que o período mais intenso de seca está chegando e, se não houver prevenção e conscientização, o fogo irá consumir as nossas matas novamente, como vem acontecendo nos anos anteriores. A título de sugestão, como uma ação preventiva, seria interessante e necessário a realização de um Seminário – envolvendo a sociedade civil, Bombeiros, Polícia Ambiental, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Brigadistas Voluntários – para formular um Plano de Ação Contingencial para o combate de possíveis novos incêndios.

É notório que pouco a pouco as matas de Pitangui estão minguando (os bichos estão sumindo) e a serra está ficando "pelada". Acreditamos que o reflorestamento com mudas de espécies nativas (inclusive o plantio nas ruas e praças) possa ser uma solução a médio prazo. Será que uma parceria do poder público com as empresas de Pitangui e região, poderia viabilizar essa iniciativa? Melhor prevenir (enquanto há tempo) do que remediar, porque a vida de todos depende do verde perto.

Musica: Tô Piano Um Canto. 
Créditos ao final do vídeo.

E AS QUEIMADAS NA SERRA, HEIN GENTE!?

Por Licínio Filho. 

Vou aproveitar esta postagem para convidar os nossos visitantes, principalmente aqueles que residem em Pitangui, para uma reflexão sobre os incêndios que devastam as nossas matas, desde o domingo passado, 18 de setembro. A umidade do ar anda baixa e com a fumaça o clima fica ainda pior comprometendo a qualidade de vida da população, além de aumentar os problemas de saúde.
O fogo queima há dias e não temos uma guarnição do Corpo de Bombeiros em nossa cidade. Também não existe uma brigada municipal treinada para combater estes incêndios. Penso que os responsáveis pela gestão municipal do Meio Ambiente precisam mostar serviço. Os habitantes da cidade, que se preocupam com este problema estão ligando para o Corpo de Bombeiros, mas uma pergunta fica no ar: o orgão que cuida da gestão ambiental do município, ciente deste problema, pois ele ocorre sempre na temporada da estiagem, não trabalha projetos preventivos?
E ainda tem a Polícia Ambiental, que poderia ser acionada nesta época do ano, a presença policial inibe os promotores de incêndios nas matas, ou não? Será que ninguém ainda pensou nisto?
Outra questão deve ser pensada: a iniciativa pública e privada buscando demonstrar "Consciência Ecológica" promovem eventos pseudos educativos ligados à questão ambiental. Meus amigos, como podemos educar pessoas com eventos que acontecem uma vez no ano, geralmente próximo ao "Dia da Árvore"?
A gente educa é no dia-a-dia, na perseverança das ideias.Todas as escolas do município promovem projetos que duram, quando muito, uma semana, depois os professores se envolvem com outros projetos (o mundo ainda vai acabar em projetos) e a educação ambiental vai para a gaveta e de lá é retirada no próximo ano para mais um projeto na semana do "Dia da Árvore" ou nas "Feiras de Cultura". Há uma falha nesta forma de educar e ela deve ser corrigida por aqueles que estão à frente da gestão dos estabelecimentos de ensino.E parece que eles ainda não perceberam isso.
E nós, os cidadãos comuns? Estamos nos mobilizando para que este problema seja evitado? Você conversa com seus filhos sobre a questão ambiental? Não jogar lixo na rua, economizar água, promover a separação do lixo para a reciclagem, não ouvir música muito alta nos veículos, não promover incêndios florestais,não varrer o o lixo para dentro dos bueiros,entre outras coisas, também fazem parte da educação ambiental. Como afirmei antes, a educação ocorre no dia-a-dia e também é responsabilidade das famílias. Aliás, se as famílias fizerem sua parte bem feita, as escolas conseguirão motivar mais seus alunos sobre estas e outras questões que afetam a sociedade contemporânea.
Sei que em breve surgirão comentários por aqui, uns afirmando que a culpa é do prefeito, outros dizendo que a culpa é dos vereadores. E acusa dali e acusa daqui,mas ninguém toma providência. Na verdade, todos nós temos uma parcela de culpa,pois muitas vezes somos omissos, sabemos quem promove os incêndios e não os denunciamos à polícia ou à promotoria pública.
Bem, como salientei no início deste artigo, este é um convite à reflexão, é preciso pensar e agir visando o bem estar da coletividade. Aqui é a nossa casa e precisamos cuidar muito bem dela.

Publicado em 24/9/2011 em http://daquidepitangui.blogspot.com.br/2011/09/pedaladasuma-das-alternativas-saudaveis.html

terça-feira, 21 de julho de 2015

Sobre tesouras e artimanhas

"Ulissses Messias"
(Imagem ilustrativa sobre a vestimenta das décadas de 1960, 70...)
Foto: Acervo da Câmara Municipal de Pitangui

Na postagem de hoje o Paulo Miranda nos conta mais um episódio pitoresco de um passado recente de Pitangui, abordando uma nobre profissão pouco encontrada nos dias de hoje: a Alfaiataria. Confira o conto abaixo.


A revolta e a volta dos alfaiates


Por Paulo Miranda.

A revolta dos alfaiates, como é conhecida, é fato histórico de luta pela independência que se deu na Bahia, de todos os Santos e de todos os encantos e antros, no finalzinho do século XVIII. Diferenciava-se da Conjuração Mineira, pelo fato de ter sido uma manifestação mais de
raízes do que de elites. Seus cabeças foram punidos com todo o requinte de crueldade com que a coroa tratava a colônia.

Já a volta dos alfaiates, deu-se na minha Velha Serrana, Pitangui, por nome oficial, foi bem mais recente, e não rolaram cabeças dessa vez. Somavam quase uma dezena os alfaiates de meu tempo infanto-juvenil. Hoje, quem souber de algum remanescente ou renascente, que avise a gente. Meu pai mesmo, na juventude, teve um aprendizado com um bambambã da tesoura e do giz, o Olivério, mas por mais de uma razão, ficou no meio do caminho, como meio-oficial, capaz de fazer calças, mas sem chegar a desatar o nó dum feitio de paletó. A fábrica e a família reclamaram presença com mais vigor.

E, no caso presente, anos sessenta na mente, um indivíduo chegou ao mais central dos alfaiates, o Geraldo Gabriel, com um belo corte de fazenda. Queria um terno. GG, germanófilo reconhecido, nem olhou para o tecido, e com gutural expressão se fez ouvido:

 - Não dá, meu caro, o pano é insuficiente.

Surpreso e entristecido com a recusa, nosso promitente cliente foi bater na porta do Belisário, o Bilico que, o atendeu prontamente, e marcou duas semanas para entregar a confecção.

Vencido o prazo, terno feito, o cliente ao experimentá-lo na alfaiataria do Bilico, deu-se por satisfeito, ao se ver diante do espelho. E até viu mais: viu um vulto passar detrás de si, que
reconheceu ser  o caçula do Bilico, portando um terninho, bonitinho, do mesmo tecido.

Ah, era hora de ir reclamar do GG, direto. Lá foi. E, recebido com a fidalguia de sempre, foi longo expondo sua estranheza: como é que com um tecido que não dava pro GG, o Bilico não só fez-lhe um terno, tranchã, como, com a sobra, ainda fizera um outro para o seu petiz?

Com a calma e ponderação que lhe eram peculiares, GG respondeu, com a cava voz que o criador lhe deu:

Pois é meu caro, é isso mesmo: o menino do Bilico tem sete anos, já o meu Walter aproxima-se dos vinte...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A 1ª Tenda Literária de Pitangui

Tenda literária, encontro e exposição de ideias.
Fotos (1 a 5):  Léo Morato.

Dentro das comemorações dos nossos 300 anos, aconteceu a primeira edição da Tenda Literária de Pitangui e de suas Cidades Irmãs realizada nos dias 6,7,8 e 9 de junho, no espaço da Praça da Estação Prof. Plínio Malaquias, em homenagem ao tricentenário da criação da Vila de Nossa Senhora da Piedade do Pitangui. A iniciativa coube à professora Maria Cecilia Santos Carvalho, em parceria com a Prefeitura Municipal de Pitangui e Biblioteca Pública Municipal Getúlio Vargas.

Judith Viegas, José Ant. de Freitas, Roberto Carollli e Marinho da Mata.

Maria Cecilia destacou que a feira: “contou com o apoio da TV Integração - Afiliada da rede Globo, através de reportagem do jornalista Ricardo Welbert, da Rádio Ativa FM, da editora Meus Ritmos, do Blog Daqui de Pitangui (na divulgação do evento e com a exposição do Cordel dos 300 anos) e de amigos pitanguienses que emprestaram suas obras raras para serem expostas em mesa de destaque, o que muito sensibilizou e agradou aos visitantes".
Maria Cecília - organizadora da Tenda.
Obras importantes e raras sobre a história de Pitangui.

"Prestigiaram o evento, com exposição e venda de suas obras, os escritores José Antônio de Freitas, Marcos Antônio Faria, Roberto Carolli, Laís Alvares Fonseca, Marcelo Freitas, Marlete Dias, Gusttavo Majory, Fernando Gontijo Camilo, Marinho da Mata, Maria Edite e Silva Macedo, Afonso de Castro Gonçalves, Jorge Mendes Guerra Brasil, Ômar Souki, Márcio Rodrigues Teixeira, Luiz de Vasconcelos, José Messias Fernandes (representado por sua esposa), Deusdedit Pinto Ribeiro de Campos,Olegário Alfredo da Silva, Anchieta Rocha, Raimundo da Silva Rabello, Gilberto Cézar de Noronha e Raimundo Quildário dos Santos (representado por sua esposa)”.

Prof. Licínio com os escritores Barrica e Marlete.

Estivemos por lá presenciando a sinergia criada na realização do evento e prestigiando os escritores de Pitangui, em uma iniciativa coletiva de valorizar os talentos e a cultura literária da cidade. Bela iniciativa cultural!

Jorge Mendes e Dênio Caldas.
Foto: Maria Cecília.

 Foto: Vandeir Santos.
Interação cultural.
Foto: Vandeir Santos.

domingo, 19 de julho de 2015

Petiscos para domingos

Jiló Recheado.

Nesta postagem indicamos uma receita simples, fácil e saborosa, é o jiló recheado que pode ser servido como prato de entrada ou petisco.  Já conhecemos iguarias parecidas pelos bares da vida, principalmente o tradicional jiló com fígado, na chapa. Mas a dica gastronômica de hoje é o legume cozido, recheado com linguiça calabresa.

Porção:
(uma linguiça calabresa para 10 jilós)
Opcional: acrescentar molho de cebola e tomate.

Ingredientes:

Jiló, alho, cebola e calabresa (paio, bacon, charque dessalgado),

Modo de fazer:

-Coloque água para ferver, com sal e alho.

- Coloque os jilós para cozinhar por 5 minutos, na água fervendo.
- Desligue o fogo.
Corte a calabresa  em pedaços pequenos.

- Frite a calabresa em uma frigideira.

- Retire os jilós da água.

- Parta o jiló na  horizontal até o meio.

- Recheie o jiló com a calabresa frita, utilizando uma colher.


Jiló com paio frito.
Fotos: Léo Morato.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A Educação em Pitangui na década de 1990

Na continuidade do nosso propósito de lançar outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro da Gerais apresentamos hoje um vídeo produzido em 1998. O filme de 31 minutos é uma iniciativa da Pastoral da Juventude de Pitangui que, naquele ano, produziu o 2º documentário relacionado à Campanha da Fraternidade (o primeiro é 1997). No trabalho, podemos ter acesso a alguns pensamentos da época, expostos nas entrevistas de professores, pedagogos, cidadãos pitanguienses e diretores de escola; e observar que a educação e a cultura são, ou deveriam ser instrumentos de transformação social e de desenvolvimento humano. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Grupo da Penha(salas anexas do Grupo Escolar Francisca Botelho) 1957

No dia 24 de junho de 1957, era instalado o Grupo Escolar da Penha. Na verdade, tratava-se de classes anexas do Grupo Escolar Francisca Botelho, que foram instaladas no interior da Capela da Penha, Um relatório da época,produzido por uma professora, assim justificava a criação dessas classes: "está situada num bairro desprovido de qualquer recurso e ambiente de educação e moral deturpadas. Frequentam alunos debandados de grupos locais [...]". No total, a escola contava com 32 alunos. 
Através do documento abaixo podemos entender um pouco das realidade de alunos e profissionais da educação que atuaram nesta escola.



quarta-feira, 15 de julho de 2015

Alvará de 15 de julho de 1815

Apresentamos hoje um alvará que completa 200 anos da criação de uma repartição jurídica na Villa de Pitangui. O documento faz parte da "Coleção de Leis do Império do Brasil - 1815, página 36, volume 1 (Publicação Original).

Alvará de 15 de Julho de 1815

Crêa um logar de Juiz de Fóra do Civel, Crime e Orphãos na Villa de Pitanguí da Comarca de Sabará, Capitania de Minas Geraes.
Eu o Principe Regente, faço saber aos que este Alvará virem, que em consulta da Mesa do Desembardo do Paço me foi presente o requerimento dos moradores da Villa de Pintagui, , Comarca do Sabará, em que pediam houvesse por bem crear na sobredita Villa um logar de Juiz de Fora do Civel, Crime, e orphãos para a administração da Justiça, que era exercitada atpe agora por Juizes Ordinarios; e tendo consideração ao mesmo tempo requerimento, informações, que a esse respeito mandei tomar, e parecer da mencionada consulta; sou servido crear na referida Villa de Pintagui um logar de Juiz de fora do Civel, Crime e Orphãos para exercitar a jurisdição na conformidade das minhas Leis e ordenações do Reino, na mesma Villa e seu Termo, com os Officiaes com que serviam os Juizes Ordinarios e dos Orphãos , que por esta creação ficam cessando. E por bem que lhe fique servindo de Termo o Districto que actualmente tem, e além deste o chamado de S. Sebastião, que lhe fica pertencendo pela divisa estabelecida para a nova Comarca de Paracatu. ao sobredito Juiz de Fora ficará annexa a Provedoria da Fazenda dos defuntos e ausentes no seu respectivo Termo: e vencerá o mesmo ordenado e emolumentos que vence o Juiz de Fora da Campanha da Princeza pelo Alvará da sua creação de 20 de Outubro de 1798.
     


Pelo que; mando a Mesa do Desembargo do Paço e da Consciencia e Ordens; Presidente do meu Real erario; Conselho da minha Real Fazenda; Regedor da Casa da Supplicação; e ao Governador e Capitão General de Minas Geraes, e mais governadores, magistrados, justiças, e quaesquer outras pessoas, a quem o conhecimento deste alvará haja de pertencer, o cumpram e guardem e façam tão inteiramente cumprir e guardar como nelle se contém. E valerá como Carta passada pela Chancellaria posto que, por ella não ha de passar, e o seu effeito haja de durar por mais um anno, não obstante a ordenação em contrario. Dado no Rio de Janeiro a 15 de Julho de 1815.
PRNCIPE com guarda.
Alvará por que Vossa Alteza Real ha por bem crear um logar de Juiz de Fora do Civel, Crime, e Orphãos na Villa de Pitangui da Comarca do Sabará, tendo annexa a Provedoria dos defuntos e ausentes do seu respectivo Termo; e vencendo o ordenado e emolumentos, que vence o Juiz de Fora da Campanha da Princeza: tudo na forma acima declarada.
Para a Vossa Alteza Real ver.
Joaquim da Silveira o fez, Bernardo José de Souza Lobato o fez escrever.

O texto está de acordo com o publicado na Coleção de Leis do Império do Brasil - 1815, Página 36 Vol.1 (Publicação Original)
Fonte: www2.camara.leg.br