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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Capela de São Francisco

Apresentamos hoje, através dos clics de Leonardo Morato e do nosso colaborador José Alexandre Carvalho, belas imagens da Capela de São Francisco de Assis, que mostram a cruz existente no adro da capela e a retirada dela para restauração.

Foto: Leonardo Morato
 
Foto: Leonardo Morato
Foto: Leonardo Morato
Foto : José Alexandre
Foto: José Alexandre
Foto: José Alexandre
Foto: José Alexandre

domingo, 25 de janeiro de 2015

Carnaval Pitangui 2015: venha se divertir.

Fonte: https://www.facebook.com/events/1377513779217046/?fref=ts
No ano em que completa 300 anos, Pitangui está preparando um dos melhores 
carnavais de sua história. Venha conhecer a cidade e cair na folia. 
Adquira seu passaporte on line acessando o link abaixo:


Na tarde de domingo de carnaval ocorrerá a sexta edição da tradicional "Lavagem do Bandeirante", promovida pelo blog "Daqui de Pitangui





Acesse a página da Lavagem do Bandeirante no face:

https://www.facebook.com/lavagemdobandeirante?fref=ts

Acesse também os sites dos hotéis e pousadas de Pitangui
 no menu do lado direito de nossa página.



sábado, 24 de janeiro de 2015

Pitangui Agora São Outros 300

A aproximação do 300º aniversário de Pitangui tem mobilizado, tanto o poder público, quanto a sociedade civil. Assim como nós, do blog "Daqui de Pitangui", preocupados com o resgate e divulgação da história e cultura de Pitangui e região, outras manifestações da sociedade civil, em prol do resgate e valorização da história do município estão surgindo. Neste sentido, elegemos como tema para a postagem de hoje uma dessas manifestações denominada "Pitangui Agora São Outros 300", instituição sem fins lucrativos, com sede na Praça Getúlio Vargas, nº 142.

Angélica Xavier e Judith Viégas.
Fonte:https://www.facebook.com/pages/Pitangui-Agora-S%C3%A3o-Outros-300/654929527924448?fref=ts

Segundo Judith Viégas, idealizadora do projeto, a entidade pretende desenvolver atividades voltadas ao resgate da cidadania, da dignidade, dos Direitos Humanos da população, em especial, crianças, adolescentes e idosos .Criar perspectivas de vida, e formas de auto sustentação para este público para o qual só existe abandono exclusão sócio-cultural e ameaças diárias a integridade física pelo meio social ao qual são segregados.Gerar igualdade e inclusão.Resgatar sua cultura perdida ao longo do tempo. 
Judith Viégas, afirma ainda, que "a entidade tem como missão incentivar o conhecimento real da história omitida, esquecida ou ignorada através da cultura acadêmica ou oralidade. Preservação da cultura. Auto estima baseada no conhecimento de nossa origem." Segundo ela, o projeto foi elaborado em 2012 e pretende desenvolver uma série de atividades entre junho de 2014 e dezembro de 2016. 
Segundo Angélica Xavier, coordenadora do projeto, a entidade foi formalmente apresentada ao público no evento denominado "PRIMEIRO SEMINÁRIO LÍTERO CULTURAL, LANÇAMENTO DOS LIVROS DE DEUSDEDIT CAMPOS SOBRE ´PITANGUI NOS SÉCULOS XVI, XVII , XVIII E JOAQUINA DO POMPÉU E MOSTRA LITERÁRIA".
A entidade também promoveu, dentre outros eventos o "Seminário do Direito Constitucional à Igualdade e Dignidade Racial de Pitangui Agora São Outros 300", realizado entre os dias 24 e 30 de novembro de 2014. Nos dias 20, 21 e 22 de março de 2015 promoverão o "Seminário da Tradição Histórica, Judiciária e cultural de Pitangui". 
As dirigentes ressaltam que todos os eventos promovidos contam com parcerias firmadas com setores da sociedade civil, governamental e OAB/M.G. São esforços como estes que impulsionam o desenvolvimento cultural de Pitangui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Guarda Nacional de Pitangui

Segue a redação do decreto que 
cria a Guarda Nacional do Município de Pitangui:
Decreto nº 983, de 8 de Maio de 1852 - Publicação Original:
Decreto nº 983, de 8 de Maio de 1852
Dá nova organisação á Guarda Nacional do Municipio de Pitanguí da 
Provincia de Minas Geraes.
     Attendendo á Proposta do Presidente da Provincia de Minas Geraes, 
Hei por bem Decretar o seguinte: 

     Art. 1º Fica creado no Municipio de Pitangui da Provincia de Minas Geraes hum Commando Superior de Guardas Nacionaes, o qual comprehenderá quatro Batalhões de Infantaria de seis Companhias cada hum, com a designação de primeiro, segundo, terceiro e quarto, do serviço activo, e hum Batalhão de quatro Companhias do serviço da reserva. 


     Art. 2º Os Batalhões terão as suas paradas nos lugares que lhes forem marcados pelo Presidente da Provincia, na conformidade da Lei.

     Eusebio de Queiroz Coitinho Mattoso Camara, do Meu Conselho, Ministro e Secretario d'Estado dos Negocios da Justiça, assim o tenha entendido, e faça executar. Palacio do Rio de Janeiro em oito de Maio de mil oitocentos cincoenta e dous, trigesimo primeiro da Independencia e do Imperio.
Com a Rubrica de Sua Magestade o Imperador.
Eusebio de Queiroz Coitinho Mattoso Camara. 




Fonte: www.camara.leg.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sapo Boi


Letra e música: Reinaldo Rohr, Jonba Freitas, William Santiago e Ricardo Nazar.
Intérpretes: Trio Caldas - Dênio, Ricardo e Samuel.
Filmagem e Edição: Léo Morato.


Geralmente quando algumas espécies de sapo aparecem na área é sinal de que vem chuva boa por aí! Então vamos de música e convocamos o Sapo Boi.

SAPO BOI

Dorme sobre a pedra
De ressaca o sapo-boi
Bebum comum boêmio inveterado
De manhã a sapa pula e vem lhe perguntar
Oi sapo o que vai querer pro desjejum
A u u u u é o que ele diz
A u u u u com ares de infeliz

Que vergonha
Diz a sapa furiosa
Dentro de um casaco cor-de-rosa
Fora da lagoa coaxam em coro
Todos os sapinhos em voz de choro
Bué é é é papai qual é
Bué é é é papai qual é

A desculpa que o sapo
Armou pra sapa
Foi que foi na loja do pato comprar sapato
Mas na volta do caminhose assustou
Com a cobra e se escondeu no botequinho
Aí i i i suma daqui
Aí i i i suma daqui

Sapo sem-vergonha
Seu safado
Sapo sem-vergonha
Seu safado

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Em algum tempo no passado


O cair da noite em Pitangui.
Foto: Léo Morato - Jan/2015.

A crônica de hoje fala de um Natal de algum tempo, perfeitamente aplicável ao dia de hoje, de ontem e de amanhã, afinal o sentido do Natal deveria ser todo dia não é mesmo? E, neste tricentenário é bom lembrar do bucolismo e das boas coisas no cair da noite em Pitangui.
A cidade vista da Serra da Cruz do Monte.
Foto: Léo Morato - Jan/2015

A noite do Menino-Deus

Por Paulo Miranda.

Eram aqueles natais doutrora, em que bençãos divinas e águas celestinas eram derramadas em proporções iguais, infundindo corações, regando quintais. A travessa São José, nosso beco, tampouco ficava a seco: ainda de terra batida se transformava num pântano, escorregadio, porém um bom atalho, ligando bairros mais distanciados ao mais curto caminho para centro da Velha Serrana, para onde demandava a turba, na busca do Natal mais santo, com todas as suas liturgias e ave-marias e outras ingresias.

E muitas delas havia: do fascínio da missa da meia-noite ao convite irresistível da boate, passando pelo cinema, por esquinas, ruas calçadas, bares, profanos lugares. E a véspera do Natal era uma só; era preciso se assenhorear daquele momento de encanto, enquanto durasse e se iluminasse o breu.

Embora ainda não fizéssemos jus à cesta ou aos panetones, o ambiente no lar se alterava, se elevava e quanta emoção dava, em torno do presépio, com seus bichinhos, a gruta-mangedoura e aquele tufo de arroz, verdinho, plantado numa lata de sardinha no dia de Santa Bárbara e portanto velho de quase três semanas, adereço indispensável que parecia ter partes com a energética esperança no Deus-Menino.

E nosso presépio ainda havia adquirido a feição meio-oriental quando mana Victa, convertida em paisagista, esculpiu na bruta argila, da amarelada à  violeta, aquelas casinhas abobadadas que a gente só via em filmes da terra santa.

O que nos ligava à agitação externa, à rua encharcada, entretanto, eram as  lanternas. Uma delas para cada rebento de papai e mamãe, com estrutura de madeira, envoltas em papel celofane, de cores variadas que, com uma vela espetada no centro pendurávamos no alto das paredes externas, sob os beirais do telhado.

E tinha passante, até mesmo distante viandante que apreciava aquela manifestação a ponto de comentar que valia a pena o barro amassar só pra ver aquele ispetaco de luzes coloridas, colorant em meio a luz bruxuleante.

Na manhã seguinte, terminado o desembrulhar de presentes em que Papai Noel se fizera representar pelas nossas vizinhas tias, a hora era de verificar como as  lanternas haviam enfrentado as rajadas, trovoadas e aguadas da noite. Umas poucas sobreviviam intatas, protegidas contra a ventania. A maior parte aparecia chamuscada, nua, já queimadas vela e papelada, mas valera, ah como valera a noite encantada!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O Pelourinho de Pitangui

A postagem de hoje atende a sugestão encaminhada por Maria Cecília Santos Carvalho, interessada em saber sobre a existência de um pelourinho em Pitangui. O texto a seguir discorre sobre este tema.

Escravo no pelourinho sendo açoitado. Gravura de Debret, 1835.
Disponível em:http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=748&evento=10,
acessado em 19/jan./2015.


O pelourinho tem sua origem no Império Romano. O historiador Sílvio Gabriel Diniz, reproduzindo um verbete da Enciclopédia Portuguesa Ilustrada nos informa:

 "consta que os pelourinhos tiveram a seguinte origem: na Praça do Fórum, em Roma, havia uma casa de que era proprietário um tal Moenius. Este, para poder assistir, com os seus, aos julgamentos dados pelos triúnviros, às suntuosas festas públicas e aos castigos que ali eram aplicados, mandou construir junto da habitação uma grossa coluna de Pedra duns dois metros de altura e sobre ela uma espécie de pavilhão ou mirante. Ficaram a chamar-lhe coluna moneia, e com o andar dos tempos outras colunas semelhantes foram levantadas no fórum de qualquer cidade do império.[...]". (DINIZ, 1966, p. 9) 

Em Portugal, desde o século XII, os pelourinhos eram erguidos sempre em frente aos edifícios que abrigavam a Câmara Municipal. Os pelourinhos estão presentes no Brasil desde o período colonial. Geralmente, eram erguidos quando uma localidade era elevada à condição de vila. Muitos pensam que o pelourinho era utilizado apenas como local de aplicação de castigos. Diniz (1966, p. 8)), nos esclarece que "na verdade não era como local de castigo a sua serventia exclusiva. Usavam-no, também, para afixar editais, bandos, etc., conforme o caso [...]".

Pelourinho de Alcântra/Maranhão/Brasil.
Disponível em: http://www.panoramio.com/photo/30776054
Acessado em 15/jan./2015
Devido à presença de escravos em vendas - nome dado aos estabelecimentos comerciais - a Câmara de Pitangui, em nove de fevereiro de 1743, por meio de edital impôs a seguinte pena: [...]todo cativo que for achado em venda de noite, depois do sinal corrido, será preso e trazido à Cadeia desta Vila e levado ao pelourinho e lhe serão dados cinquenta açoites e o dono da venda onde for achado pagará dez oitavas de ouro pagas à Cadeia [...] (DINIZ, p. 7). O instrumento de açoite era um chicote chamado "bacalhau", feito com cabo de madeira e de cinco tiras de couro retorcidas ou com nós.
Mas, onde se localizava o pelourinho em Pitangui? Ainda recorrendo à Diniz (1966) encontramos as seguintes informações:

"O Pelourinho, à frente da Praça da Câmara, estava erguido bem no meio da rua, que se chamava da Cadeia até a Praça e continuava com o nome de Rua de Cima ou Rua Direita. Próximo ao Pelourinho, na parte de cima, edificaram a Capela de Santa Rita, numa demonstração de que ele não era um monumento infame ou ignominioso." (DINIZ, 1966, p. 8)

Vandeir Santos, pesquisador e colaborador do blog "Daqui de Pitangui" aponta uma hipótese sobre o local onde teria sido erguido o pelourinho em Pitangui:

"Considerando que o pelourinho ficava abaixo da capela que era onde hoje é a atual Câmara e que a Casa de Câmara e Cadeia era onde se situa hoje o prédio da loja do Oscar Morato, podemos deduzir que o monumento se situava ou no meio da atual rua Martinho Campos (antiga rua de Cima ou rua Direita) ou, acho pouco provável, no meio da rua entre o edifício Liliza e o prédio do Oscar. Acredito que as três palmeiras plantadas abaixo da capela tenham sido vizinhas do pelourinho."

A Praça da Cadeia, citada por Diniz, é o que hoje conhecemos por Rua do Pilar. No século XIX, o prédio que abrigava a Câmara Municipal localizava-se na Rua Martinho Campos. Posteriormente a Câmara se transferiria para o Casarão de Maria Tangará.

No Brasil, muitos pelourinhos foram destruídos pelos liberais a partir de 1834, por os considerarem símbolos da tirania portuguesa. Não por acaso, o Chafariz da Praça Getúlio Vargas, popularmente conhecida como Praça da Matriz, foi construído pelos liberais em 1835. Será que as pedras utilizadas para sua construção foram retiradas do pelourinho, após sua demolição? Infelizmente, ainda não temos subsídios para responder a esta pergunta. Que os historiadores se debrucem sobre os documentos e nos tragam novas revelações sobre o assunto.




REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

DINIZ, Sílvio Gabriel. Capítulos da História de Pitangui. Belo Horizonte: Edição do autor, 1966.



CONSULTAS NA WEB:

http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=748&evento=10, acessado em 19/jan./2015.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pelourinho, acessado em 19/jan./2015.
http://www.panoramio.com/photo/30776054, acessado em 19/jan./2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Causos à "Beira do Balcão".

Na postagem deste domingo reproduzimos mais uma coluna "Beira de Balcão. O causo de hoje foi publicado na edição de 1º a 15 de março de 1991, no jornal "Correio de Pitanguy Regional". Clique na imagem para ampliá-la. Boa leitura e boas gargalhadas.






sábado, 17 de janeiro de 2015

Crianças no casarão

Aproveitando a nossa penúltima postagem, que mostra o início do "tombo" do casarão que localizava-se à Rua Visconde do Rio Branco, apresentamos uma fotografia que foi feita na escadaria que dá acesso ao interior do imóvel.


Quem são as crianças presentes na imagem ?



A fotografia das crianças nos foi cedida por 
Maria Isabel Chaves Cançado - Déia, filha do Beco Chaves - 
e a do casarão, por William Santiago.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quando o Carrasco Fortunato passou por Pitangui

A postagem de hoje está diretamente ligada a visita de Max Botelho, editor do blog "Arraial do Ouro" ao "Daqui de Pitanguy", quando, ao postar um comentário deixou o convite para visitarmos o seu blog, onde trata, especialmente, da história do município mineiro de Paracatu.
Ao visitar as páginas do "Arraial do Ouro" me deparei com a postagem intitulada "O Carrasco Fortunato José", que conta a história de um escravo que foi preso por homicídio. Geralmente, um escravo julgado por este crime seria condenado a pena de morte, porém, Fortunato - este era o nome do condenado - teve sua pena "comutada na prisão perpétua com a obrigação de servir de algoz a outros miseráveis condenados à forca" (BOTELHO, 2015).Assim, Fortunato cumprirá sua pena exercendo a função de carrasco dos condenados ao enforcamento. Durante sua vida executou condenados em várias localidades de Minas Gerais e até no Rio de Janeiro. Em Pitangui executou dois condenados.
Saiba mais sobre a história do carrasco Fortunato José clicando na imagem abaixo (Fortunato fotografado no leito de morte, na cadeia pública de Ouro Preto), que o levará às páginas do blog "Arraial do Ouro". Boa leitura!

Imagem disponível em: http://arraialdoouro.blogspot.com.br/2015/01/o-carrasco-fortunato-jose-carrasco.html?showComment=1421358994667#c6726151449787607176, acessado em 15/01/2015.