"lá se encontravam alguns dos mais notórios bandeirantes das Minas, como Jerônimo e Valentim Pedroso de Barros, Manuel Dias da Silva, Domingos Rodrigues do Prado, Bartolomeu Bueno da Silva, o segundo Anhanguera, Sulpício Pedroso Xavier e muitos outros."
Estes bandeirantes haviam abandonado a região do conflito denominado Guerra dos Emboabas e se embrenharam pelo sertão do oeste, onde encontraram ouro por volta de 1709, dando início ao povoamento da região.
Desde os primeiros dias as autoridades portuguesas em Minas encontravam grandes dificuldades em manter aquela região sob a jurisdição municipal de Sabará, onde havia grande número de reinóis (portugueses). O isolamento geográfico de Pitangui permitiu o surgimento de lideranças que adotaram uma postura de enfrentamento em relação às autoridades metropolitanas. Pitangui era tida como abrigo de rebeldes e insubordinados, localidade turbolenta. É claro que esta era a visão de representantes da coroa portuguesa que não admitiam nenhuma forma de resistência ou contestação à presença das autoridades régias.
Não tardou surgir conflitos, no decorrer das primeiras décadas do século XVIII, muitos temiam percorrer a região. Em 1720, Domingos Rodrigues do Prado liderou o mais famoso e talvês sangrento motin em Pitangui, já no governo do Conde de Assumar. Segundo registros históricos, próximo ao rio São João ocorreu feroz batalha entre forças comandadas por Domingos Rodrigues do Prado e as tropas régias, com baixas entre as forças beligerantes. O líder da Revolta de Pitangui nunca foi capturado, pelo menos não existem registros oficiais sobre a sua captura.
FONTES:
CUNHA,Paulistas no "Sertão" das Gerais:os motins de Pitangui, acessado em http://www.fafich.ufmg.br/temporalidades/pdfs/1p55.pdf em 12/12/2009. TORRES, João Camilo de Oliveira. História de Minas Gerais,v.1.2ªed.,Difusão Pan-Americana do Livro, Belo Horizonte,1966.













