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domingo, 24 de maio de 2015

Os 300 somos nós!

Por onde ando. Foto: Licínio Filho.

Os trezentos somos nós.

Os festejos dos trezentos serão a soma das ações coletivas, das nossas visões, das nossas vivências (saudando o passado no presente e atentos ao futuro), das nossas fotografias, dos nossos regozijos, dos abraços que daremos, dos reencontros que teremos.  Quão pobre será o espetáculo se não houver uma plateia culta, atenta, vibrante e participativa. 


Os 300 somos todos nós!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Jacinto Nunes e Waldir Silva



Com o intuito de valorizar o nosso Patrimônio Musical, na postagem de hoje divulgamos uma apresentação do músico pitanguiense Jacinto Nunes tocando com o renomado Waldir Silva. A apresentação foi realizada no O Pote em Pitangui e a data provável é o ano de 2010. Waldir Silva tinha um carinho especial por Pitangui e promovia a cidade em seus shows. Outra curiosidade é que Waldir Silva já foi aluno do grande músico pitanguiense, o Patesko. Sabia mais clicando no link abaixo.

Quem tiver maiores informações sobre a autoria e a data da filmagem, favor fazer contato pelo e-mail do Blog ou acrescentar um comentário na matéria.

terça-feira, 19 de maio de 2015

A Restauração das nossas Imagens Sacras


Na sequência de postagens sobre a Semana Nacional dos Museus, reproduzimos a matéria veiculada hoje no jornal Estado de Minas, de autoria do jornalista Paulo Henrique Lobato, sobre o processo de restauração das Imagens Sacras de Pitangui. A iniciativa dos trabalhos de recuperação do acervo é da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura, Patrimônio e Turismo, que merece os aplausos e o reconhecimento dos pitanguienses. Confira a reportagem abaixo, na íntegra:


Fotos: Paulo Henrique Lobato

Imagens religiosas são recuperadas em Pitangui

Restauradores usam de muita paciência e cuidado para revitalizar 45 imagens religiosas em Pitangui. Peças serão entregues à população nos festejos de 300 anos da Sétima Vila do Ouro.

Por Paulo Henrique Lobato.

Pitangui – É com muita paciência e todo o cuidado exigidos pelo ofício que Brenda Nobre de Almeida ajuda no restauro da imagem de Nossa Senhora das Dores, esculpida em madeira no século 18. A peça é uma das 45 imagens sacras em reforma para serem entregues à população do município no aniversário de 300 anos da cidade histórica conhecida como a Sétima Vila do Ouro, fundada em 9 de junho de 1715.

“A maioria das peças é da primeira metade do século 18. Muitas têm integração cromática, assentadas com folha de ouro”, conta o restaurador Marcos Antônio de Faria. “O trabalho começou no fim de 2014 e deve ser concluído este mês”, acrescenta Antônio Lemes, secretário municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico de Pitangui.

Boa parte do acervo é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa é a primeira vez que as peças passam por uma restauração mais profunda. Na década de 1980, o poder público garantiu apenas a higienização das imagens. De lá para cá, muitas foram danificadas por cupins. Algumas estavam quebradas.

O custo total do serviço é de R$ 250 mil, valor considerado irrisório diante da importância histórica das peças, como a de Nossa Senhora das Dores, que ganha novo visual nas mãos de Brenda. A imagem ficava no interior da antiga matriz, destruída, em 1914, por um incêndio.

Causos contados por aquelas bandas dão conta que um senhor franzino desafiou as labaredas para retirar a santa de madeira do altar. Embora ela pese 60 quilos e tenha quase um metro e meio de altura, a tradição oral sustenta que o homem não fraquejou enquanto caminhava, a passos largos, com a imagem entre os braços.

A peça foi uma das atacadas por cupins e outras pragas. Tanto que o diagnóstico do Grupo Oficina do Restauro, empresa de Belo Horizonte que venceu a licitação para o serviço, constatou que “a base tem perdas no suporte, galerias internas e rachaduras e, no que tange a policromia, descolamentos e sujidade generalizada”.

Outra imagem restaurada foi a de Nossa Senhora da Penha, trazida pelos primeiros brancos que desbravaram o então inóspito sertão do que viria a ser, em 1720, a capitania das Minas Gerais. Pitangui, hoje com cerca de 30 mil habitantes, foi fundada por bandeirantes paulistas que encontraram pepitas de ouro no morro conhecido atualmente como subida do Batatal.

A imagem de Nossa Senhora da Penha, com 80 centímetros de altura e 40cm de largura, estava com a mão direita fixada com material inapropriado. Havia ainda uma camada de repintura. O restaurador Luiz Rosa ajudou a restaurar a santa: “É um trabalho gratificante”.


QUADRO

O acervo conta ainda com castiçais, cálices, crucifixos e telas. Uma delas, com 89cm de altura por 112cm de largura, retrata o interior da antiga matriz, Nossa Senhora da Piedade – a atual é a Nossa Senhora do Pilar. A pintura é assinada por Jair Inácio, artista ouro-pretano que fez fama no século passado. “Foi um grande restaurador. Criou técnicas próprias”, elogiou Marcos Faria.

Ele é o responsável pela equipe de seis profissionais e quatro estagiários que trabalham no local. A presença de aprendizes no serviço foi uma das exigências da prefeitura. Da mesma forma, eles devem morar na cidade. É o viés social do projeto.

Foi assim que Brenda, a jovem de 21 anos que ajuda no restauro da Nossa Senhora das Dores, conseguiu a vaga. “O estágio está sendo importante para aprender sobre restauração e, claro, preservar uma parte de nossa história”, disse a jovem.




 Reforma do museu em andamento 

Depois de restauradas, as peças serão transferidas em definitivo para o Museu de Artes Sacras de Pitangui, também em reforma. As obras, orçadas em mais de R$ 1 milhão, devem ser concluídas até dezembro. O casarão, erguido no fim do século 18 e com 17 cômodos, está fechado à visitação pública há quase duas décadas.

O imóvel, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), tem paredes de pau a pique e piso de madeira.

O forro foi trocado e um dos cômodos ganhou nova pintura, inspirada numa antiga que retrata o início da república. Lá, além de profissionais, também há mãos de estagiários, como as de Silvana Ribeiro: “Está sendo um prazer ajudar a recuperar nossa história.”

O sobrado é rico em história. Foi construído a mando do major Joaquim Inácio, um rico fazendeiro que viveu na região no século 18. Ele desejava que o casarão pudesse ser a residência oficial do presidente da província mineira. Para ele, a Sétima Vila do Ouro poderia ser, algum dia, a capital das Gerais.

As peças sacras ficarão no segundo pavimento do sobrado. Parte do primeiro deve ser ocupado pela Secretaria de Cultura e Turismo ou algum departamento da pasta.

Fotos: Paulo Henrique Lobato.


Fonte da pesquisa: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/05/19/interna_gerais,648927/historia-cercada-de-carinho.shtml

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Eleições de 2000 em Pitangui


Imagens: William Santiago. Edição: Léo Morato 2015.

A partir de hoje, dia 18, de até o domingo dia 24 de maio comemora-se a Semana Nacional dos Museus, em uma iniciativa do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus, vinculado ao Ministério da Cultura, visando promover e estimular a visitação a esses locais de arte e de resguardo da memória. Antenados a essa proposta divulgamos um vídeo inédito, com cenas de Pitangui, gravadas no dia 1º de outubro do ano 2000, durante as eleições municipais. O vídeo mostra uma Pitangui visualmente diferente e constitui-se como mais uma proposta para o MIS - Museu da Imagem e do Som de Pitangui, idealizado pelo William Santiago e que, de certa forma, já vem sendo materializado nas postagens deste Blog.

sábado, 16 de maio de 2015

O Largo da Matriz

 A imponente Matriz do Pilar.

O termo largo nada mais é que um espaço deixado no mapa urbano para criar uma perspectiva para vultosos edifícios. E muitas praças originaram-se de largos ou são complementações dos mesmos, como por exemplo o Largo da Igreja de São Francisco e o da Matriz de N.S. do Pilar de Pitangui, conforme as imagens desta postagem.

 Casarões no entorno do Largo da Matriz.

 O histórico Chafariz e a Igreja.

 Vista Noturna, com destaque para a Pousada Monsenhor Vicente.

As portas frontais da Matriz do Pilar.
Fotos: Leonardo Morato.

Fonte da pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Largo_de_S%C3%A3o_Francisco. Consultado em 16/5/2015.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Do alto da Capela

Perto do céu de Pitangui.

As belas imagens de hoje foram clicadas pelo amigo Paulo Henrique Lobato (PH), jornalista do Estado de Minas, que está fazendo um trabalho na cidade por esses dias. O PH tem estreitos laços com Pitangui e mostra um olhar diferenciado sobre a Velha Serrana, por meio destas fotografias.


Janelas do passado, no presente.
 



 Para ver e ouvir: o sino que mantém vivas as sonoras memórias.

Fotos: Paulo Henrique Lobato.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Programação Religiosa dos 300 Anos

Clique nas imagens para ampliá-las.

Reproduzimos o informativo impresso com a Programação Religiosa da Igreja Católica para os 300 anos de Pitangui, durante o ano de 2015.



Realização: Paróquia de N.S. do Pilar, Secretaria Municipal de Cultura, Comissão de Religiosidade para os 300 anos de Pitangui, Instituto Histórico de Pitangui, Amigas da Cultura da Sétima Vila do Ouro - Pitangui.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Procissão da Santa Cruz

Fotos: Vandeir Santos e Léo Morato.

Na noite do dia 2 e madrugada do dia 3 de maio, Pitangui foi palco de um bonito evento religioso, histórico e cultural: a Procissão de Exaltação à Santa Cruz, também denominada pelos organizadores de Procissão do Fogaréu. No trajeto do evento, o cortejo feminino saiu do Bairro Chapadão em direção ao adro da Matriz do Pilar, onde se juntou aos demais fiéis e aos homens com as vestimentas típicas, encapuzados, com tochas em punho. Após a concentração a procissão seguiu em direção à Serra da Cruz do Monte.  Parabenizamos aos organizadores da Paróquia de N. S. Pilar, Secretaria de Cultura da Prefeitura de Pitangui, apoiadores e aos participantes pela realização da 2ª edição deste evento significativo para os 300 anos da cidade.




Um pouco de história

No calendário litúrgico da igreja, comemorava a festa da “In Inventione Sanctae Crucis”, isto é, a data em que Santa Helena, a mãe do imperador Constantino I, encontrou a verdadeira Cruz na peregrinação à cidade de Jerusalém (em 03 de maio do ano 326), ao escavar o lugar onde Jesus Cristo fora sepultado em Jerusalém.  A Igreja do Santo Sepulcro foi construída no local da descoberta, por ordem de Helena e Constantino. A igreja foi dedicada nove anos após, em 335, com uma parte da cruz em exposição. Em 13 de Setembro ocorreu a dedicação da igreja e a cruz foi posta em exposição no dia 14, para que os fiéis pudessem orar e venerá-la. Em 614 os persas invadiram a cidade e tomaram a cruz, que foi recuperada pelo Imperador Bizantino  Heráclio em 628. Após um ano em Constantinopla, a cruz retornou ao Santo Sepulcro.
  
 Pitangui-MG, 2 de maio de 2015.


Portanto, de acordo com os registros históricos, as duas datas (3 de maio e 14 de setembro) fazem referência à Festa da Exaltação da Santa Cruz celebrada como instrumento de salvação, fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio. Santo André de Creta diz: "Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro".


Outra peculiaridade desta tradição católica é o crédulo ou afirmação que Nossa Senhora visita as casas onde há uma cruz enfeitada na porta, na noite da celebração. Já a Procissão do Fogaréu é realizada originalmente na Cidade de Goiás (Goiás Velho), sempre na quarta feira da Semana Santa, cuja encenação representa a prisão de Jesus. Há registros de que em outras cidades a celebração é realizada com adaptações em outras datas do calendário litúrgico. 

Fontes pesquisadas em 5/5/15:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Prociss%C3%A3o_do_Fogar%C3%A9u

FÉ: acreditar no invisível, enxergar além do visível!
Fotos: Vandeir Santos e Léo Morato.