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sábado, 3 de dezembro de 2016

As aventuras de Vandeir (Jones) Santos


Pelos caminhos da Sétima Vila do Ouro e região, não se assuste caso você encontre um sujeito todo equipado, com uma parafernália estranha na mão. Não é um ataque alienígena nas paragens do Pitanguy, é o Vandeir com o seu detector de metal em busca dos tesouros perdidos.

Vandeir em trabalho de campo. Foto: Acervo pessoal.

O cidadão Honorário de Pitangui, tem feito alguns achados importantes, sem muito valor financeiro, que são testemunhos dos nossos processos históricos. Como exemplo citamos peças da fábrica de tecidos do Brumado, ponteiros de ferros dentro de antigas minas de ouro e objetos do antigo casarão de D. Joaquina do Pompéu.  As referidas peças foram doadas ao Instituto Histórico de Pitangui e para o Museu de Pompéu. Nos vídeos abaixo estão alguns registros dessas aventuras do Vandeir Jones e amigos. Vamos aguardar os novos achados e, se tudo der certo, tem coisa boa vindo por aí!




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Encontro Marcado



Será neste domingo, dia 4 de dezembro, no restaurante Rancho Fundo, o lançamento em B.H. dos livros da Coleção Pitangui 300 anos. Além das importantes celebrações que ainda ecoam em torno dos 300 anos de Pitangui, completados em 9 de junho de 2015, as obras literárias serão os marcos que ficarão para as futuras gerações. E para que haja transformação de fato, essa será por meio da educação, da leitura que lança luz sobre a nossa história, sobre os nossos dias. Pitanguienses e amantes da literatura em Belo Horizonte, prestigiem o evento!


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RESENHA
(janeiro de 2016)

É bom começar o ano com novos livros em mãos, trata-se de dois exemplares da série Pitangui 300 anos: Tão longe, tão perto. A vida nos povoados de Pitangui – do jornalista Ricardo Welber e O palco e a tela. O teatro e o cinema em Pitangui – do historiador Licínio Filho. Antes de falar sobre estas obras, é preciso mencionar o primeiro livro da série: A construção do tombamento - do jornalista e idealizador do projeto, Marcelo Freitas.

Neste livro inaugural Freitas publicou sua pesquisa sobre o complexo processo de tombamento (ainda que tardio) do Centro Histórico de Pitangui, os trâmites, processos, pessoas envolvidas e as opiniões divergentes sobre o feito. Como Turismólogo, entendo que para ser atrativa e despertar o interesse do visitante em conhecê-la a cidade precisa ter os seus diferenciais, portanto, concordo com a proposta de conservar as edificações antigas (de várias épocas) e as características originais da cidade, preservando o que ainda temos. Porém, só o tombamento em si não é suficiente para resguardar (os imóveis e os proprietários) e promover o patrimônio histórico-arquitetônico da cidade. Outros fatores como realizar atividades culturais e disponibilizar equipamentos turísticos são necessários para ocupar esses espaços públicos, ações que parcialmente veem sendo realizadas. Sobre este tema – ocupação turística do Centro Histórico - aprofundaremos a discussão, quem sabe, em outra oportunidade. “No caso de Pitangui, onde o tombamento ocorreu sete décadas depois que o das primeiras vilas do ouro de Minas, a diversidade arquitetônica é o fato mais marcante (...)” (Marcelo Freitas).

Sobre o segundo livro, é preciso destacar o trabalho do autor que, com pouca idade, já acumula grande experiência nos meios de comunicação e tem feito relevantes trabalhos para a cidade. Pela introdução da obra percebe-se que o Welbert, em sua peregrinação atrás da notícia no meio rural, aborda temas antes não explorados, como por exemplo, o dia a dia das comunidades, suas características e dificuldades, incluindo-as como parte integrante e útil ao Município. E, em uma linguagem simples e objetiva dá voz às pessoas e revela as tradições dos lugares, fornecendo subsídios para a formação de futuros roteiros de turismo rural. “Em certos lugares há comida de sobra. Em outros, famílias inteiras dividem uma quantidade muito pequena de alimentos” (Ricardo Welbert).

Já em O Palco e a tela, 3º livro da série, o prof. Licínio – fundador do Blog Daqui de Pitangui, juntamente com o amigo Dênio Caldas – estabelecido em Pitangui desde 1999, nos presenteia com o seu vasto conhecimento sobre a história, relatando na introdução da obra os acontecimentos socioeconômicos que ocorriam concomitante e paralelamente no mundo e que influenciaram a vida (hábitos, práticas, pensamento) na pacata Pitangui dos séculos 19 e 20, incluindo o teatro e cinema. “O atual processo de valorização do passado, tendência que ganhou força no final do século XX e início do século XXI, aponta para o estabelecimento de uma nova relação identitária entre as pessoas e os lugares” (Licínio Filho).

Para dar sequencia às leituras encerro por aqui as minhas primeiras percepções sobre as obras, convencido de que os livros da série Pitangui 300 anos, além de resgatar as diversas facetas da nossa história, serão importantes fontes de informações para ampliar a nossa reflexão, formar conceitos e para estimular práticas culturais.

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O livro do Barrica, De Gol em Gol, eu ainda não o li totalmente, mas, pelas páginas apreciadas pude perceber que também trata-se de uma excelente obra. Abordando o futebol como tema central - sua origem, características e evolução até os dias de hoje - o autor aborda outros fatos ocorridos na Sétima Vila do Ouro das Gerais, no início do século XX, como a chegada do trem de ferro. Não deixem de ler!

Leonardo Morato
Blog Daqui de Pitangui




domingo, 27 de novembro de 2016

No tempo da Onça - Crônica de Paulo Miranda


O que sei da Onça de Pitangui, de um século atrás, é coisa comezinha, do dia a dia do vilarejo mas que, sem gracejo, chega a ser sobejo.Veio quase tudo pela boca de Ticintina, que lá viveu com seus pais e irmandade, de mais ou menos 1905 a 1924.

Ticintina, a primogênita da prole Velusiano-Inhana chegou a iniciar sua alfabetização no grupo Zico Barbosa mas não foi além do primeiro ano letivo. Aprendeu a assinar o nome e pegou tanto piolho na cabeça que a mãe lha raspou - e cobriu com um lenço branco.

No mais, tudo aprendeu por observar e palrear. E até fez uma curta incursão na língua de Shakespeare quando pageou, junto com a mana Isabel, os filhos do major inglês que lá foi o responsável-mor pela mineiração do ouro - atividade em que seu irmãos por parte de pai, Chico e Zé, andaram metidos por algum tempo. Da pageação dos petizes Marcus e Thomas, Ticintina evocava e replicava os cuidados sequiosos da mãe dos moleques, ao tentar barrar-lhe alguma arte: Nortibóia, nortibóia (no original era naughty boy, mas o que vale é a palavra de Ticintina.

Ela era a única das meninas da vizinhança de Marcelina Dão, uma solitária senhora, que era autorizada a brincar com a coleção de botões e miuçaia que a velha guardava zelosamente numa bacia.

Ticintina, sem ruborizar, nos contava dos artifícios do pai, seleiro de serventia, mas sem muito serviço, ao incumbi-la de pedir um pedaço de sebo no açougue para engraxar as linhas de coser sela..."sebo esse que ia era pra panela..."

Contava de aventuras infantis fascinantes como botar um prato d´água na soleira da janela, em noites de geada braba e, ao acordar, deparar com aquele bloco de gelo, cuja chupação era uma diversão indescritível.

Da jacuba, mistura de açúcar com farinha e água, ela só não chegou a ser consumidora voraz por ter que compartilhar com quem vinha atrás: Zabel, Rita, Ção, Tõe, Lia e papai.

Três de suas irmanzinhas não passaram da fase de bebê e Constância sobreviveu até o quatro, quando sem resistir ao balanço da rede, caiu no embalo do Criador.

Tudo o que ela contava tinha peso e leveza de verdadeiro, verossímil, desde a gia ao lado do pote de laranja-da-terra na bica do padre Fernando, até o fantasma que a perseguira num quintal onde, subrepticiamente, se refestelava em jabuticabas...

Falava com familiaridade e afeto num Tavinho, menino da terra que saira dali para estudar no Pará e viria se tornar um douto Capanema...E, mais fantástico ainda, falava em ter visto com as irmãs aquele clarão iluminando  o breu, quando a matriz de Pitangui - a duas léguas de distância - foi destruída pelo fogo, em 1914.

Sua descrição do cenário da febre espanhola, que chegou ao povoado em 1918 ou 1919 era minuciosa - e apocalíptica.

E, para contar a merencória história, escapou - inglória, ou em glória?

sábado, 26 de novembro de 2016

Porque era sábado!

 Trio Caldas. Foto: Paulo Henrique Lobato.

Com a casa aberta, a noite foi de festa no dia 12/11 para o lançamento da VIII Lavagem do Bandeirante - que acontecerá no domingo do Carnaval de Pitangui lá na Penha. Para não quebrar a tradição, o improviso mais uma vez foi o carro chefe e quem deu o tom e animou a noite naquele encontro de amigos - lá no Bar do Nino - foi o inspirado Trio Caldas + Renato Lopes.

Miscelânea cultural. Foto: Léo Morato.

Entre marchinhas e maracatus, a música boa abordou os estilos brasileiros e teve espaço até para as baladas do tempo da brilhantina, nas canjas do Cabrito, como podemos conferir no vídeo abaixo. Mas antes de apertar o play, conecte um fone de ouvido para ressaltar os graves, médios e agudos pois até a gravação com um celular foi de improviso.



A proposta da Lavagem do Bandeirante continua a mesma: brincar o carnaval de rua com uma abordagem histórica, cultural, lúdica e familiar, inserindo leituras do cotidiano. Ou seja, todo ano colocamos uma pitada de irreverência (característica do Carnaval) para tratar de coisa séria e o lema da Lavagem 2017 é: Quero Paz na minha Vila! O convite está feito, junte sua turma, prepare os adereços que nos encontraremos no domingo de Carnaval (ou antes noutro ensaio). Dispostos a contribuir para que o carnaval de Pitangui seja  integrado e diversificado, estamos abertos às parcerias e apoiadores culturais.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Benedito Rádio! Crônica de Paulo Miranda


Nosso rádio Philips era preto, grandão, acomodado numa até elegante moldura de madeira, e sua sintonia era seu calcanhar de aquiles. Frágil e caprichosa. Papai dizia que era a antena, que era externa, com uns fios que se projetavam da janela de nossa varanda para o telhado, o quintal afora.

E havia horas melhores para se sintonizar, no entanto: pena que boa parte desse tempo ou era de sono compulsório, ou daquele programa chato, repetitivo: A Voz do Brasil. E não tinha escapatória: deu sete da noite, babau. Uma hora inteira de avisos aos navegantes, comunicados oficiais dos poderes constituídos e outros temas de pouco alcance e menor agrado. Tinha umas `rádia` estrangeiras que podiam ser alternativa, em ondas curtas, mas os blá-blá-blás eram coisa de Satanás, além de Anaz e Caifaz. Não entendíamos bulhufas.

Eram quatro os botões do comando: o de ligar, o do volume, o da sintonia e o das ondas. O de ligar, mais à esquerda do ouvinte, fazia um ressonante `poum!` tanto para ligar quanto para desligar. Mas era só o barulho, não fedia nem cheirava. E cabia ao ouvinte esperar uns poucos segundos para a coisa esquentar. O botão mais acionado era o da sintonia, o terceiro. 

Tanto nele a gente mexia, que volta e meia o cordãozinho interno que acionava uma lingueta metálica externa no topo do aparelho e que coincidia com as determinações do `dial` (uma placa de vidro com os nomes das estações radiodifusoras em umas seis ou oito colunas) emperrava, saía dos seus trilhos internos e se embolava todo. Era preciso então, abrir o rádio por detrás e fazer as correções, manobrando-se cautelosamente as mãos entre aquele emaranhado de fios, caixinhas e válvulas. Tinha uma delas que se das demais: bojuda e compridona era a mãe-de-todas as válvulas. Menino não podia tocar naquelas coisas. No que obedecíamos, mas espiar e se extasiar com aquele mar de combinações não colocava problemas. Desde que guardada uma certa distância e que palpites não perturbassem o corregedor da vez. Uma vez, apareceu lá em casa o Benedito, moço, vai ver que adolescente então, alto, magro e bem alinhado. Um gentleman. Era filho de um compadre de papai, outro Benedito, ferroviário e vicentino.

Ao Benedito filho, cabia fazer a limpeza no rádio e corrigir a linha das estações. Ele chegou com uma confiança imperturbável aos meus anseios de proximidade para ver as vísceras do nosso Philips. Acho que até fui instado - por papai - a tomar distância, e deixar o moço trabalhar em paz. Se não me engano ele era aprendiz atencioso e reputado naquele setor. Tivera prática com um tal Vicente do Rádio, lá da cidade, e agora, no povoado do nosso Brumado, fazia as lições hauridas com o mestre Vicente.

E o Bené se concentrou como pode no seu trabalho - eu mantido a distância para se evitar qualquer ato falho. Era uma tarde, de um sol morno mas brilhante. Menos só que meus olhos naquele fascinante aparato de se desnudava nas mãos do novato. O golpe fatal no entanto veio quando o Bené, sem se dar conta do risco, virou o aparelho de lado e o`dial`, de vidro, apenas encaixado no topo daquele caixote, se projetou rumo ao vermelhão. Sem no olvido cair, o barulho até hoje me ressoa aos ouvidos. Centenas de lasquinhas e o prejuízo vitral.

Benedito, lívido, assumiu o erro, embaraçado, mas sem contestação. Ficou de comprar um reposto logo que fosse à capital. E o fez. Não achou um igual ao original, mas ninguém estava ali para fazer comparações, nome de rádio por nome de rádio, tim-tim por tim-tim. O importante é que se encaixava bem e o cordãozinho voltara a acionar a lingueta pra lá e prá cá. Até que um novo capricho o desalojasse de seus trilhos. Mas aí o Bené já estava escolado.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Projeto da rodovia Pitangui - Papagaio (1929)


Na postagem de hoje apresentamos o projeto de 1929, da rodovia que ligaria Pitangui a Papagaios, elaborado pelo engenheiro agrônomo Pery O. de Lacerda. O asfalto só chegou em 2016!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

As Gonçalas - Crônica de Paulo Miranda


Todo mundo as chamava de Gonçalas. Devia ser Gonçalves. Mas não restam registros a não ser de boca dos mais antigos que se ainda não foram, vão indo, sumindo.

Sobém, Manuela e Raquel, as três irmãs que moravam na ladeira "do Vinício". Desde o inicio, ou pelo menos de tempos remotos, longe desse nosso bulício. A casinha delas, paredes amarelas, tinha os seus marcos de madeira de lei, telhas portuguesas e quiçá fosse assoalhada, pois bem se ouviam suas passadas. Singela a morada, complementava-se com um quintal grande, com árvores já maduras, estendendo-se por um terreno inclinado que ia do muro que o circundava na parte superior ao "corgo" da Olaria, ou Baiacu, que às vezes, ficava aquele fedor. É que os administradores da cidade tinham descoberto a pólvora da canalização - ou sacanalização - dos esgotos para aquela via líquida natural que cortava a cidade.

Mas o cheiro talvez não as incomodasse. Teriam se acostumado a ele e agora na sua velhice, com a metabolização mais lenta das glândulas sudoríparas - pode-se ler sebo - não haviam de achar muita diferença entre o ar externo e o interior da casa.

Sobém, que há de ser corruptela de um nome pelo qual já não era mais conhecida era a mais alta delas. Manuela, que já tinha os cabelos bem grisalhos era a segunda, meã de estatura e a mais comunicativa delas. Havia trabalhado como servente no ginásio e vivia da aposentadoria. Raquel, que completava o trio era a menorzinha, mais jovem, atracada e da índole aparentemente enfezada.

A vida delas, então, revolvia em torno da igreja matriz, que, dobrada a ladeira, à esquerda, se colocava a uns duzentos metros mais de subida, só que menos íngreme do que a dita ladeira do Vinício. Todo o trajeto era calçado em pedras redondas, pés-de-moleque, bem típico dos anos coloniais e preservado até que chegou o dito progresso, com paralelepípedos de granito, e o asfalto, depois, que dizem ser mais bonito.

Elas não pegaram essa transformação toda não. Nem missa em vernáculo pegaram. Se chegou a elas, crédito não deram a essa invenção. Tinham lugares cativos nos bancos da igreja, logo nas primeiras filas da nave principal, do lado das mulheres, que era o direito. Ai se alguém por desconhecimento ou distração viesse a lhes tomar o lugar. Era uma resmungação feito praga a pegar. Mas o povo da cidade já lhes conhecia bem os hábitos e não havia de transgredir. Contudo, algum incauto ou forâneo, que se cuidasse.

Manuela tinha ainda o sacro encargo de zelar pelo azeite das velas do Santíssimo. Sob a mesinha da sala de estar de sua casa se viam várias garrafas de azeite de mamona com aquele precioso líquido. Que naturalmente adicionava à fragrância costumeira da casa.

Vez por outra surgia um visitante que com elas se hospedava, o Gonçalo, seu sobrinho, que muitos diziam, vivia no Rio. Tudo mudava quando ele chegava, pois a janela de seu quarto ficava permanentemente aberta e aos olhos curiosos ele expunha os seus teréns reluzentes - e também as suas virtudes, de caçador de jovens, impenitente.

Hoje, daquela casa, restam uma poucas paredes nuas, escalavradas, que não demora, cairão com o tempo. O terreno, abatumado, deu lugar à ocupação ilegal, vadia, como legado daquelas três velhinhas. O sobrinho, pelo mundo continuou. Vai ver que em algum lugar parou.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Pitangui: entre monarquistas e republicanos

Na postagem de hoje apresentamos um exemplar do jornal "Gazeta de Pitanguy"em edição de 4 de maio de 1889. O referido jornal tinha como redatores os senhores Eduardo Lopes Cançado e Vasco Azevedo. Nesta edição podemos perceber o clima político meses antes da Proclamação da República, em 15 de novembro daquele ano.
Na primeira página encontramos artigo criticando as lideranças republicanas, que faziam campanha pelo país contra o Império. O autor do artigo assina sob o pseudônimo de "Colibri". O artigo termina na segunda página, onde encontraremos a publicação de um poema exaltando a República assinado por José Luiz Álvares da Silva. O poema resgata o espírito republicano presente na Inconfidência Mineira (1889), ocorrida 100 anos antes do advento da República.
A publicação de duas matérias defendendo posicionamentos políticos tão diferentes demonstram como a elite política pitanguiense se posicionava diante do quadro político nacional daqueles dias.
Confira abaixo, as matérias citadas nesta postagem. Clique nas imagens para ampliá-las.



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Lavagem do Bandeirante 2017

O blog daquidepitangui já definiu a arte que irá ilustrar o material promocional da 8º Lavagem do Bandeirante. Mais uma vez tivemos a colaboração do artista pitanguiense Renato de Faria que desenvolveu a arte a partir de nossas orientações. A arte final ficou por conta do Rodrigo da Quatri Comunicação e Sinalização.


Assim como no ano passado a arte faz uma crítica bem humorada ao cotidiano pitanguiense. Dessa vez o bandeirante se sensibiliza com a instabilidade social, pede paz, mas não deixa de comemorar a mais animada festa popular brasileira. A grade de patrocinadores já está sendo definida e já estamos nos articulando em busca de uma integração maior com o quadro de atrações da prefeitura para o carnaval. Estamos também buscando atrações de suporte para a Lira Musical Viriato Bahia de forma a manter o público animado com o som das marchinhas em tempo integral. Outra novidade para o próximo carnaval é a possibilidade de personalização das camisas por blocos que queiram participar da festa. Nesse caso a arte básica deverá ser mantida e haverá um custo adicional pelo desenvolvimento e acabamento da arte final. O custo final das camisas será definido em janeiro quando já teremos um volume de peças suficiente para negociar os valores com as grandes malharias de BH.

É dentro desse clima de integração, de paz e alegria que o blog daquidepitangui convoca todos os pitanguienses a comparecer na praça da Penha às 15:00 no dia 26 de fevereiro, domingo de carnaval.

Vandeir Santos