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sábado, 28 de novembro de 2009

Um "causo" de Jorge Mendes G. Brasil

Dando sequência à nossa proposta de apresentar neste blog os escritores de Pitangui, apresento nesta postagem Jorge Mendes Guerra Brasil, autor de vários livros, onde busca resgatar na memória fatos ocorridos em Pitangui através da poesia e "causos". De origem humilde é um batalhador da produção literária da cidade. Nesta postagem trazemos um "causo" extraído do livro "Percorrendo Pitangui", publicado em 2005. Os livros de Jorge podem ser encontrados em papelarias da cidade. Você também pode entrar em contato com Jorge pelo telefone (37)32715987 e (37)99713728.
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ZÉ SAMUÁ
Vivia pregando seus causos fantásticos por aí. Suas histórias eram realmente inacreditáveis, pois tudo que contava era recheado de fantasias e exageros.
O Zé, porém, não era má pessoa, sendo pelo contrário,homem trabalhador, honesto e bom pai de família. Suas histórias jamais fizeram mal a alguém, somente a ele mesmo, pois certa vez chegou ele para o seu pai e foi logo dizendo:
_ A vó merreu,pai.
Seu pai deu-lhe uns tapas e disse:
_ pára de mentir Zé, inda mais com coisa séria.
Mas ela havia morrido mesmo, sendo essa uma das vezes em que o nosso amigo falava a verdade.
Pessoa querida por todos, gostava muito de caçadas e pescarias. Certa vez, à beira do rio, com sua vara na mão, bem tranquilo, de repente seu companheiro tentando pregar uma mentira no Zé, fala sobressaltado:
_ Zé, vi um home andando em cima da água agorinha mesmo!
Responde Zé Samuá inchando o peito e fazendo pose de maioral...
_ Pois é, eu falo com o povo que eu faço isso, e ninguém acredita.


FONTE:
BRASIL, Jorge Mendes Guerra. Percorendo Pitangui.Pitangui: Gráfica Glória, 1ª ed. 2005.

4 comentários:

  1. Bem lembrado Licínio. Seu Jorge é uma grande pessoa, gente da gente! E o Zé samuá... já ouvi uns causos dele.

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  2. Isso mesmo Léo, o Jorge é um batalhador, publicando seus livros e resgatando lembranças de Pitangui.
    Abraços.

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  3. BOM TARDE.
    Antes de mais nada estou aqui para agradecer a visita e seu comentário tão significativo para mim. Eu ando um pouco ausente, minha conexão anda péssima, lentíssima. Como já havia dito, eu moro dentro de um pedacinho da mata Atlãntica e o sinal aqui é muito dificultoso. Além do mais, com toda essa chuva que tem caído tenho mantido o meu computador desligado por conta dos raios, já queimei uma televisão por causa disso, aqui não tem pára-raios ( agora vê, acostumada com cidade grande, achei que no mato poderia existir um pára-raio - só eu mesma). Espero que compreenda as diversas limitações de quem escolheu viver no mato.
    Hoje eu trago uma história bem legal, por um acaso sabe onde fica a tal casa-da-mãe-joana? Então vá até lá conferir.
    A medida do possível vou colocando as histórias, com a lentidão de sempre.
    FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... agradece mais uma vez a sua visita esperando que volte sempre.
    BOM DOMINGO.
    Saudações Florestais !
    http://www.silnunesprof.blogspot.com

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  4. Oi Silvana,
    você é privilegiada por morar na mata...rsrsrs...
    Com relação ao rára-raio, você pode adquirir um e instalá-lo em algum local de sua propriedade.
    Vou lá, conhecer a história da Mãe Joana.
    Obrigado pela visita.
    Abraços.

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