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domingo, 20 de dezembro de 2009

Além do Centro Histórico


Nas postagens aqui no blog, vimos relatando e retratando literalmente o patrimômio histórico - cultural de Pitangui, as origens e belezas naturais da cidade, as peculiaridades da terra e as louváveis iniciativas de valorização da Sétima Vila do Ouro da Gerais. Mas o nosso foco hoje vai para o morro (pela própria topografia da cidade), mas não no sentido pejorativo de periferia e sim no sentido de lugar de convivência, de relações humanas.

Nos morros (entenda-se bairros da cidade) moram muita gente boa, personagens da história diária, do vai-e-vem da cidade. Gente que acorda cedo e sai pra ganhar o pão, gente que apesar das dificuldades tem a típica alegria do povo brasileiro. Gente que se alegra só de ver o sol entrando pela fresta da janela, se alegra com o cantar do passarinho e se alegra ao tomar a cerveja gelada depois do trabalho, no butiquim com os amigos.



Fotos: Léo Morato

É lá no morro que mora o samba, as lavadeiras, os artesãos, as benzedeiras e muitos outros talentos pitanguienses. É lá no morro que os meninos correm atrás da bola, com os pés descalsos, na rua ou no campo de terra batida. É lá que as crianças empinam as suas pipas, colorindo o céu da cidade. É lá que as meninas penteiam os cabelos das bonecas, ou brincam de roda, sonhando com o que vão ser quando crescer, vislumbrando um futuro melhor. É lá, no alto do morro, que tem as mais bonitas vistas da cidade. Lá também mora o povo aguerrido como os primeiros bandeirantes, fazendo do “morro” uma autêntica e legítima parte Pitangui.




2 comentários:

  1. Oi Léo,
    a periferia também tem uma história a ser contada e cabe a nós perscrutarmo-la.
    Parabéns pela postagem.
    Abraço.

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  2. Valeu Licínio! Então vamos esquadrinhar por essas bandas, descobrindo histórias e a criatividade da nossa gente!
    Um abraço.

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