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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Igreja de São Francisco


Igreja de São Francisco

O Templo foi erquido por iniciativa de Ignácio Joaquim da Cunha em 1850 no Alto das Cavalhadas (como era chamada a região), a partir de projeto arquitetônico assinado pelo Frei Eugênio Maria de Gênova. As obras se prolongaram por vários anos fazendo com que o templo recebesse a consagração eucarística somente no ano de 1872. O relógio, trazido de Portugal, data de 1811 e o sino, 1862. A Igreja abrigou por muitos anos, as principais festividades religiosas da cidade durante a reconstrução da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que havia pegado fogo. Fonte: Placa informativa situada ao lado da Igreja.




Um dia desses, batendo um dedo de prosa, ao som do violão, o amigo e parceiro aqui do blog, Dênio Caldas me disse uma frase que representa bem o que é a Igreja de São Francisco: “No relógio do templo os sonhos não envelhecem”! Ou seja, o relógio antigo da Igreja nos remete lembranças que estão vivas e atuais na memória. Os grandes casamentos e cerimônias religiosas, velórios, os namoros no Adro da Igreja, as serenatas e luais, a Unidos do São Francisco descendo o morro, etc. Quem não se lembra de uma boa estória alí nas proximidades?

A Igreja e a Serra

Contando um “causo”
No fim da década de 80 (se não me falha a memória), em um Domingo de Ramos, os fiéis se concentravam para a tradicional cerimônia religiosa, no Adro da Igreja de São Francisco, após a procissão. À medida em que o povo ia chegando, ia se espalhando o cheiro do capim-santo, da erva cidreira e dos demais ramos peculiares à data. Eu ainda menino, acompanhava tudo com a minha família, quando ouvíamos as primeiras badaladas do sino da Igreja. Mas o que o povo não sabia era que tinha uma caixa de abelhas, das grandes, dentro da torre do sino. De repente, o enxame investiu sobre os fiéis. Foi aquele corre-corre, empurra-empurra, aquela gritaria, aquele desespero, gente se abanando, jogando os ramos no chão e até escondendo debaixo do forro branco do altar improvisado. E o povo foi dando o seu jeito. Só sei que no final da história, nada de muito grave aconteceu, apenas algumas picadas de abelhas e um grande susto. Pelo que se sabe, nunca mais a Procissão de Ramos aconteceu por aquelas bandas. Esse acontecimento ficou marcado na memória, pois eu nunca havia visto uma coisa daquelas. Se você leitor, esteve presente naquele dia, registre o seu relato nos comentários dessa postagem. Pois deve ter gente curiosa para saber mais detalhes desse acontecimento.



Fotos: Léo Morato

Esse belo templo religioso passou recentemente por reformas na sua estrutura e no telhado, por meio de parcerias com a Prefeitura de Pitangui. Acredito ser do interesse de todos nós, a restauração completa da Igreja, para valorizar este imponente e importante monumento representativo da nossa história.

5 comentários:

  1. Torcemos para que este templo, típico exemplo do barroco tardio, seja totalmente restaurado. Em seu interior exite um belo retábulo além do Cristo de Roca tão peculiar nos setecentos e oitocentos.Visitar o interior de uma igreja como esta vai além da experiência religiosa,significa também conhecer a sociedade que a ergueu.
    Parabéns pela postagem.
    Abraço.

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  2. Este templo é uma prova viva do nosso passado glorioso, onde as artes e ofícios eram bem valorizados. Na minha opinião, a parte interior faz dessa igreja a mais bela da cidade. E a atitude de cada um é muito importante para preservar e proteger os nossos patrimônios.
    Valeu Professor!!!

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  3. Amigos,
    Sem dúvida nenhuma esta igreja hoje na cidade é um exemplo vivo de grande parte de nossa história. Preservá-la se faz algo obrigatório. Já perdemos algumas referências na cidade, como por exemplo a capela da Penha. A igreja da Matriz é substituta de outra que pegou fogo, se estou certo.
    Levando em conta estas preciosidades do interior da Igreja de São Francisco e ainda pela história que ela conta, não quero que a famosa e grandiosa Maria Tangará venha puxar o meu pé para alertar-me desta importância histórica.
    Vamos estar atentos sempre, apoiando no que for necessário.
    Licínio obrigado pelas refências apresentadas, uma verdadeira aula de história.
    Parabéns Léo pela reportagem e pesquisa.
    Abraços
    Zé Carlos

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  4. Minha esposa falou que esta estória das abelhas que picaram as pessoas naquela procissão de Ramos é inteiramente verídica. Houve até quem teve de tirar parte de suas vestimentas. Assim foi contado por pessoas que lembram deste tragicômico "causo".

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