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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Teatro Amador em Pitangui

Durante as férias letivas de julho fui convidado para participar, como palestrante, da semana da juventude, evento promovido pelo grupo de jovens "CADEC" no salão paroquial. Encontrei o salão repleto de jovens e também adultos que foram até lá prestigiar o evento e, para minha surpresa, vários números teatrais, musicais e de dança foram preparados para aquele evento, sempre com um enfoque humanitário e cristão. Fiquei feliz em ver o envolvimento de todos e busquei mais informações sobre o CADEC com o Daniel Vinícius um dos responsáveis pelo encontro e que me fizera o convite para participar.

Daniel me relatou que o CADEC tem um trabalho com crianças e jovens envolvendo música, dança e teatro e que participam de vários eventos de cunho religioso ou não. E não para por aí, Daniel está organizando um grupo de teatro amador chamado "Nova Geração" e pretende encenar um texto clássico da dramaturgia.

Domínio de cena chamou a atenção.


Ações como esta precisam de apoio não só da comunidade, como também do poder público e também da iniciativa privada. Jovens envolvidos com as artes aguçam a sensibilidade e se tornam mais disciplinados, não no sentido de obedientes, mas focados em objetivos.


Semana da Juventude - Julho 2009


Vocações latentes em cena

Pitangui tem uma tradição teatral que andava adormecida.Em princípios do século XX a cidade assistiu aos espetáculos encenados pelo "Clube Dramático", onde as peças de Vasco Azevedo arrancavam inflamados aplausos. Esperamos que através das artes cénicas toda comunidade lance um outro olhar para a cultura de nossa cidade.

sábado, 29 de agosto de 2009

A Igrela da Penha


Frontispício da Igreja da Penha.

Passo sempre pela Penha a caminho de minha casa, ainda em construção ,e sempre entro na Igreja para uma oração. Restaurada a poucos anos, a igrejinha é zelada pela comunidade que a mantém limpa e ornada com flores. As missas acontecem as terças feiras, 18:00 horas, com o recinto sempre cheio de fiéis. A secular igreja resiste ao tempo.Em seu entorno, encontros, conversas de amigos, além da presença pontual das pitorescas personagens daquele bairro.


Interior da igreja, ao fundo o altar.

O interior da igreja, simples mas de uma paz que não tem tamanho, onde pode se sentir o verdadeiro conforto para o espírito. Durante o dia, senhoras em oração, visitantes agradecendo graças alcançadas, outros, aflitos, a pedir aos santos de devoção a intermediação para a solução de seus problemas, mas todos no exercício da fé.


Imagem de Santo Antônio.

Santo Antônio, o santo padroeiro, tem seus festejos com missas, orações, levantamento de mastro com os devotos cantando o "Bambêia", cântico tradicional da festa mantido por famílias de geração em geração e muito lindo de se ver.E este ano a festa contou com o retorno da "barraquinha" para a alegria não só da comunidade da Penha, como de toda Pitangui, que compareceu em peso para pretigiar esta festa tão tradicional agora resgatada. Preservar tradições é preservar a história.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Patrimônio Histórico: Preservar para existir. Existir para preservar.


Igreja de São Francisco.
"No relógio do Templo os sonhos não envelhecem". Dênio Caldas.

"As ações por meio das quais os povos expressam suas maneiras específicas de ser constituem a sua cultura, que ao longo do tempo adquire formas e expressões diferentes, num processo dinâmico de socialização, onde cada indivíduo constrói sua identidade. Todas as sociedades produzem cultura quando, de forma diferenciada, criam, constróem ou interferem no desenvolvimento natural da vida sobre a terra.
O patrimônio cultural brasileiro não se resume aos bens históricos, artísticos, naturais e arqueológicos, representativos da memória nacional, ou aos centros históricos já consagrados e protegidos pelas instituições governamentais. Também aqueles que se denominam patrimônio imaterial, tais como gastronomia, folclore, artesanato, festas religiosas e populares, saberes e fazeres, reconhecidos pelas comunidades como seus valores mais expressivos, constituem a nossa cultura , que é um importante atrativo turístico" (Guia Brasileiro de Sinalização Turística).

Lira Musical Viriato Bahia.

Reconhecer e preservar a nossa cultura é valorizar a nossa identidade. Os casarões, monumentos e locais históricos de Pitangui, são provas reais da importante participação da Sétima Vila do Ouro na história do Brasil. E, os nossos costumes, os nossos ofícios, as festas profanas e religiosas, a música, a capoeira, a nossa culinária e os nossos hábitos retratam as tradições que são passadas de geração a geração. Esse patrimônio (material e imaterial) é a nossa marca, é o que nos diferencia.

Tropeirão na chapa.
É notável que nos últimos anos, algumas importantes ações de preservação e resgate do patrimônio estão sendo desenvolvidas, seja pela inicitiva privada, pela Administração Municipal ou pela sociedade organizada. Quanto mais caminharmos e evoluirmos nessa direção, mais valorizada será a nossa cidade e maior será o orgulho de ser pitanguiense.
É preciso preservar o patrimônio para existir a nossa história. É preciso existir a nossa história para preservar a nossa identidade.
Ao pé do Batatal: "Ô num bambeia não"!

domingo, 23 de agosto de 2009

Paixão e Fé

Matriz de Nossa Senhora do Pilar/Pitangui - M.G.
Foto: Rogério de Souza - outubro 2007

Paixão e Fé é uma música que me remete à Pitangui, cidade onde a religiosidade é latente, a vida social passa pelas igrejas, pelas festas religiosas como a da Padroeira da cidade, Nossa Senhora do Pilar, comemorada no último dia 15 de agosto.


Paixão e Fé
(Tavinho Moura e Fernando Brant)

Já bate o sino, bate na catedral
E o som penetra todos os portais
A igreja está chamando seus fiéis
Para rezar por seu Senhor
Para cantar a ressureição

E sai o povo pelas ruas a cobrir
De areia e flores as pedras do chão
Nas varandas vejo as moças e os lençóis
Enquanto passa a procissão
Louvando as coisas da fé

Velejar, velejei
No mar do Senhor
Lá eu vi a fé e a paixão
Lá eu vi a agonia da barca dos homens

Já bate o sino, bate no coração
E o povo põe de lado a sua dor
Pelas ruas capistranas de toda cor
Esquece a sua paixão
Para viver a do Senhor

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Circuito dos Botecos: Bar do Verinho



O mineiro é conhecido pela sua hospitalidade, autenticidade e pelo hábito de comer e beber com qualidade. Nesse contexto, existe em Minas a cultura de boteco. Podemos defini-la informalmente como o hábito de frequentar bares e botequins onde há sempre um bom bate papo, cerveja gelada, boa cachaça e petiscos tradicionais em nossa culinária.
Em Pitangui esse hábito também é muito frequente, tornando-se um verdadeiro ponto de encontro. Com o objetivo de divulgar esses espaços de convivência, mostraremos periodicamente alguns dos nossos autênticos “butecos”.
Situado no prédio do Hotel Rodoviário, na esquina da Rua do Pilar, o Bar do Verinho funciona desde a década de 80. Em um ambiente tranqüilo, onde o bom atendimento é o carro chefe, é possível degustar uma cerveja sempre gelada e ouvir estórias e “causos” contados pelos antigos freqüentadores. O Tira gosto principal é a famosa carne de panela do Verinho, que pode ser acompanhada por uma boa cachaça da região. Sob a direção do Sr. Verinho e da D. Sônia o bar funciona de segunda a sexta das 8 às 20h e no sábado das 8 às 16h (aproximadamente).
Vale a pena conferir!


A famosa carne de panela.
Fotos: Léo Morato.

domingo, 16 de agosto de 2009

Pitangui: 294 anos



Concentração para o desfile


No dia 9 de junho Pitangui completou 294 anos, mas ainda está em tempo de apresentar por aqui os registros que fiz sobre os festejos que mobilizaram as escolas da cidade em um desfile que atraiu muita gente para o centro da cidade. Além das escolas, os festejos contaram também com a presença do grupo de bonecos gigantes da cidade de Brasópolis/M.G.

Boneco gigante de Brasópolis/M.G.



Alunos das escolas públicas e
particulares engradeceram o desfile de comemoração dos 294 anos de Pitangui.




é sempre bom ver a cidade em festa.






sábado, 15 de agosto de 2009

Noite na Cidade

Viajando pela rede encontrei esta linda foto da Rua do Pilar em noite de lua cheia e resolvi postá-la por aqui, porém, não encontrei referência sobre o autor. Se acaso alguém souber o nome do autor da foto entre em contato através dos comentários para podermos identificá-lo.

Foto: Nicodemos Rosa.

"Minha canção espera não chegar tarde
Iluminando a cidade
Silenciando as buzinas
Revelando a luz da pérola escondida
O dom da vida
A voz de um coração
Precioso amor
Real motivo dessa canção
Sem o qual tudo é vão"

"Atravessando a Cidade"
( Cláudio Nucci & Zé Renato)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um pouco sobre Wilson Lopes

O instrumentista, arranjador e compositor Wilson Lopes é irmão de Beto Lopes (ver postagem sobre Beto Lopes no menu à direita desta página). Nascido no Rio do Peixe, Wilson Lopes se enveredou pelos caminhos da música juntamente com o irmão ainda bem jovem. Além de trabalhos solos, Wilson Lopes acompanha Milton Nascimento como guitarrista, com quem também compôs várias músicas.

Conheça a música de Wilson Lopes clicando AQUI.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Borjalo: equívocos de obtuário

Viajando na "grande rede" em busca de informações sobre o cartunista/desenhista Mauro Borja Lopes, mais conhecido como Borjalo, deparei-me com a reprodução de um obtuário do cartunista, falecido em novembro de 2004, publicado no jornal "O Globo".Como já disse em uma postagem anterior, o "Centro de Apoio ao Turista -CAT" de Pitangui recebe o nome deste seu ilustre filho.


Desenho de Borjalo


Para minha surpresa, ao ler o obtuário encontrei um equívoco referente ao local de nascimento de Borjalo, o texto afirma que ele nasceu na "cidade de Velho do Taipa, que na época chamava-se Martinho Campos". Os responsáveis pelo referido obtuário demonstraram total desconhecimento da biografia de Borjalo, um absurdo, se tratando de um jornal ligado ao mais poderoso grupo de comunicação do país. Como sabemos, o "Velho do Taipa" é uma localidade dentro do município de Pitangui. A imagem abaixo reproduz a página do jornal com o obtuário. Clique sobre ela para ampliá-la e lê-la.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Município de Pitangui terá que recuperar casarão histórico

Esta notícia é de interesse público, foi publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais no dia 05/08/2009. Leia abaixo a matéria na íntegra.



Frontispício do Casarão que Abrigava o Museu Histórico de Pitangui

05 / 08 /2009 - Município de Pitangui terá que recuperar casarão histórico

MINAS GERAIS, Belo Horizonte - O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou liminar obtida em primeira instância pelo Ministério Público Estadual, em Pitangui, obrigando o município a realizar obras emergenciais de recuperação da Casa de Cãmara e Cadeia de Pitangui, que abrigou o Museu Histórico da cidade. O município foi condenado liminarmente a executar, em 60 dias, as obras de recuperação do imóvel, caso contrário será multado em R$ 1 mil por dia de atraso.

O sobrado é
um dos mais importantes imóveis históricos de Pitangui. A construção de uma Casa de Câmara e Cadeia na cidade justificou-se pelo desenvolvimento da vila, fundada no começo do século 18, durante o Ciclo do Ouro, pela bandeira de Domingos Rodrigues do Prado. Em torno da primeira fundação, estabeleceram-se outros centros de povoação, atraídos pela abundância do ouro, o que levou Pitangui a permanecer como centro próspero de extração durante oculo 19 e um dos municípios de maior área e riqueza de Minas. O edifício apresenta as características usuais em prédios da mesma categoria, construídos no século 18. Trata-se de um casarão de dois pavimentos, apresentando na fachada seis portas de madeira com folhas almofadadas, vergas curvas e cimalhas, dispostas no pavimento térreo. O pavimento superior, destinado à Câmara, é delimitado por uma larga moldura. Acima de cada porta há seis portas-sacadas com guarda-corpos de balaustres torneados. O pavimento térreo possui janelas gradeadas, pois era destinado à cadeia. Posteriormente, o prédio sofreu adaptações para instalação dos serviços da prefeitura municipal.

Documentos histó
ricos do século 19 mostram que o sobrado teria pertencido ao major Inácio Joaquim, sendo por ele construído com a intençãoo de sediar a residência presidencial de Minas Gerais, visto que esse personagem da história da cidade imaginava a viabilidade de a velha Pitangui vir a ser capital da província. Em 1891, Dona Beralda Celeste Teixeira de Azevedo e seu marido José Maria Teixeira de Azevedo doaram a importância de seis contos de réis à Intendência municipal de Pitangui para a aquisição do prédio e sua incorporação ao patrimônio municipal. Em 1959 o municìpio pleiteou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o tombamento do prédio, que abrigava o Paço municipal. O tombamento foi feito em 27 de julho de 1959.

Contudo, apesar de todas as suas obrigaçõ
es legais como proprietário e guardião constitucional dos bens culturais existentes em seu território, o Município de Pitangui não tem cumprido com suas obrigaçõees de preservação do bem ao longo dos últimos anos. O imóvel encontra-se em situação precária, correndo o risco de ruir.

A fim de tentar uma soluçã
o consensual, diversas reuniões foram feitas com o prefeito municipal. No entanto, não houve interesse em firmar acordo extrajudicial para solucionar o problema do imóvel. A promotora de Justiça Adriana Júlia de Souza Praes, responsável pela ação, ressalta que o prefeito inclusive (esteve) estranhamente negando sem qualquer fundamento - ser o município o proprietário de tal bem, apesar de todos os documentos públicos em sentido contrário e que são de conhecimento do Sr. prefeito.

Fonte: MPE MG

Está matéria foi publicada originalmente em REVISTA MUSEU

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Beto Lopes & Andy Summers

Muita gente em Pitangui não conhece o músico/compositor Beto Lopes, filho da terra, nascido em Rio do Peixe. O cara já trabalhou com Milton Nascimento, Lô Borges e Beto Guedes, entre outros. Com cinco discos solos lançados, Beto Lopes é um músico bastante requisitado, sendo sua técnica de tocar guitarra e violão reconhecida no meio musical. O vídeo abaixo documenta uma bela apresentação de Beto Lopes com Andy Summers,o ex-guitarrista da banda inglesa "The Police" no Heineken Concerts (São Paulo), em 1996. Ah... no vídeo, Beto Lopes é o músico de camisa azul.

Conheça a música de Beto Lopes clicando AQUI.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Motos nas trilhas de Pitangui

O trail vem ganhando cada vez mais adeptos em Pitangui. A topografia da região favorece a prática deste esporte radical. Nos fins de semana o ronco das máquinas anunciam que mais um grupo de "treieiros" partirão para mais um dia de aventuras.

Trilha na Cruz do Monte

Percorrer as trilhas é pura adrenalina, porém, o passeio deve ser bem planejado. Clique na foto abaixo e veja as dicas que o campeão brasileiro Jorge Negretti dá para quem quer evitar transtornos na trilha e voltar para casa com segurança.

Equipamentos de segurança são fundamentais.


A preservação da natureza também é responsabilidade dos praticantes deste esporte, por isso, tome cuidado para não acelerar processos de erosão do solo que possam comprometer o ecossistema da região.


Estradão

A educação no trânsito também é importante. No perímetro urbano é preciso respeitar os limites de velocidade para que não ocorram acidentes de graves proporções. Tem "neguin" entusiasmado acelerando demais nas ruas de Pitangui. Lembrem-se que a boa educação é tudo.

No tempo do trem...

Estação Ferroviária de Pitangui ( década de 1950)
Acervo da Biblioteca Pública Municipal


"Velho maquinista com seu boné
Lembra do povo alegre que vinha cortejar
Maria fumaça não canta mais
Para moças flores janelas e quintais
Na praça vazia um grito um ai
Casas esquecidas viúvas nos portais"

Ponta de Areia (Milton Nascimento / Fernando Brant)



domingo, 9 de agosto de 2009

Uma Homenagem aos Pais

As Mãos do Meu Pai

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
- como são belas as tuas mãos -
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...


Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos
e tenta acendê-los contra o vento?

Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida - que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

Mario Quintana

Pirão de Galinha

Mais uma novidade: na primeira semana de cada mês estaremos postando uma receita típica da cozinha mineira que você pode preparar em sua casa em meio a uma boa prosa entre amigos, saboreando a bebida de sua preferência. Por aqui, geralmente, rola uma cerveja bem gelada e uma pinguinha da boa,mas o vinho também é sempre bem-vindo.


Nossa primeira receita será o "Pirão de Galinha Caipira", prato típico do Vale do Jequitinhonha
Bom apetite!

INGREDIENTES:
  • 1 galinha caipira cortada em pedaços,
  • óleo de soja ou o de sua preferência;
  • 3 dentes de alho;
  • 2 cebolas médias picadas;
  • 6 pimentas-de-cheiro picadas;
  • 2 folhas de hortelã picadas
  • 1 tomate grande picado;
  • sal a gosto;
  • 1/2 colher (sopa) de coentro;
  • 1 colher (chá) de cominho;
  • 1 tablete de caldo d galinha;
  • 1 copo (americano) de farinha de mandioca;
  • cheiro verde a gosto;
  • água
COMO FAZER:
Fever a galinha por dois minutos, depois que a água levantar fervura. Refogar no óleo, em uma panela de pressão uma cebola, o tomate, o cominho, o sal, o alho, três pimentas, o coentro e o frango. Pôr um copo (americano) de água e, logo que o caldo engrossar, acrescentar mais três copos de água. Tampar e deixar cozinhar por 20 minutos depois que a panela der pressão. Retirar um terço do caldo do cozimento e levar ao fogo com o caldo de galinha, uma cebola, três pimentas e a farinha de mandioca, que deve ser dissolvida em um copo (americano) de água. Mexer até engrossar e salpicar cheiro-verde. Servir o pirão acompanhado da galinha.

Fonte: Sabores de Minas v. 53 - encarte mensal do jornal Estado de Minas.



sábado, 8 de agosto de 2009

Literatura e Memória: Pitangui e seus Escritores

Olá pessoal,
Esta postagem inaugura uma nova coluna do blog denominada "Literatura e Memória", onde iremos postar trechos de romances, crônicas, poemas, enfim, obras de escritores de Pitangui. Se você tem um livro de um autor pitanguiense e quer homenageá-lo entre em contato conosco através dos comentários e teremos grande prazer em reproduzir um trecho da obra por aqui.
Para inaugurar a coluna postaremos a crônica "Sinonímia de Demônio", escrita por Joaquim Patrício, extraída de seu livro "Figuras e fatos de meu tempo", publicado em 1964.

Neste livro Joaquim Patrício resgatava de sua memória fatos ocorridos em Pitangui no primeiro quartel do século XX, ou seja, ente 1901 e 1925. O autor também escreve sobre casos pitorescos ocorridos ainda no século XIX, que ele deve ter ouvindo em rodas de conversas durante sua infância. Então, vamos nos deliciar com esta crônica que nos revela uma Pitangui pitorescamente superticiosa. Realmente um belo "Causo" que o reproduziremos literalmente.

Leia, divirta-se, comente.


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Sinonímia de Demônio

O CAPETA andava assanhado e aparecia toda a noite, pondo a cidade em polvorosa. Não se falava noutra coisa.
Tinha sido visto em diferentes lugares, com chifres, rabo comprido e botando chispas pelos olhos!
Certa feita, deu de persseguir Sinhá Zê, com propostas indecorosas.
Batia-lhe na porta da casinha, nas cavalhadas, e Sinhá Zê, terço na mão, punha a boca no mundo.
Uma noite a coisa foi mais séria e o DIABO ameaçou entrar pelo buraco da fechadura. Sinhá Zê deu gritos feios, de espantar o próprio DEMÔNIO.
Quem acudiu foi João Xoxinho que morava perto e ainda enxergou o ESPÍRITO DAS TREVAS pelas costas, com uma cauda de meio metro.
Pedro Zézinho, ali ao lado, estava tranquilo. Tinha na sala um quadro com a imagem da Virgem do Pérpetuo Socorro, que lhe garantia a casa e a família.
Muita gente (os de mais coragem), se dispunha a passar as noites em claro, à espera do SUJO.
Nicolau Valério foi um deles. Organizou uma "ronda" e logo se verificou que PEDRO BOTELHO estava arranchado no moinho do João Caldas, ao lado do matadouro.
Padre Américo não tomou a coisa muito a sério, mas por via das dúvidas levou para casa a calderinha de água benta, pronto a acudir ao primeiro chamado, exorcismar (sic) e expulsar SATANÁS da cidade, toda vida amparada pela Nossa Senhora do Pilar.
Contava-se que para o lado da Corte, havia uma casa em que, a horas mortas, arrastavam correntes, atiravam esterco, davam gritos horríveis e bradavam contra Deus e os Santos do Paraíso.
O PÉ DE PATO andava furioso, pior que uma fera.
Na casa de D. Eduarda, onde a máquina Singer costurou sozinha, sem ninguém a lhe mover as rodas, organizou-se um jogo de truco para esperar o INIMIGO, mas duas horas da madrugada dispersada a roda, começou a barulheira debaixo do sobrado e para o lado do jenipapeiro.
Acudiu a guarda da cadeia, que ficava pertinho.
Um soldado chamado André, tão valente, que até tinha sido ordenança do Felão, se benzeu, fez o nome do Pai e com a devida cautela, percorreu todo quintal, sem encontrar o COISA RUIM.
ANJO MAU sabia desaparecer quando procurado.
Mas, já dizia minha "Mãe", "um dia a casa cai". Certa noite, já era tarde, saía Félix Turco da casa de uma mulher, no Beco do Canudos, quando encontrou BELZEBÚ, bem em frente à Capela do Bom Jesus. Félix, de religião era druzo e os druzos não têm medo do TINHOSO. Consta que até lhe prestam culto.
Passou-lhe uma gravata, arrancou-lhe os chifres e o rabo e desmascarou o DIANHO.
Com surpresa para toda gente se verificou que o IMUNDO, que andava assombrando a cidade, era um rapaz de boa família, da melhor sociedade serrana. O Jairo tinha-se transviado e andava praticando atos ilícitos irregulares. Como é velho o pleiboísmo!
Desde o momento em que Félix o desmascarou, na Rua da Paciência, nunca mais o MALIGNO apareceu.
SATÃ sumiu e o sossego voltou às nossas ruas.

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Essa história do PERRO, tão mal contada pelo cronista, talvez seja uma fantasia de sua imaginação, conversa fiada de escriba sem assunto.
Talvez seja, talvez não seja...
O TRAPACEIRO é quem sabe.

Fonte:
PATRÍCIO, Joaquim. Figuras e Fatos de meu tempo "contribuição ao estudo da vida social e política de Pitangui no primeiro quartel deste século". Belo Horizonte: Ed. Bernardo Álvares,1964.

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Juro que vi...


A Sétima Vila do Ouro ainda busca sua vocação. Por ser uma cidade fundada no século XVIII, dentro do processo de formação da sociedade mineradora, a exploração do turismo histórico torna-se um meio de geração de renda para o município, apesar de nosso patrimônio arquitetônico setecentista necessitar de socorro. Aliás, o ecletismo arquitetônico da cidade já seria um grande atrativo turístico, afinal, a "Velha Serrana" completou 294 anos de existência.
Neste sentido, foi criado o CAT, Centro de Atendimento ao Turista "Mauro Borja Lopes", o Borjalo. Para quem não sabe, Borjalo, nascido no Velho do Taipa em 1925, foi um grande cartunista e desenhista, que atuou em vários jornais e também na TV Globo, onde criou a famosa zebrinha da Loteria Esportiva. Sendo assim, batizar o CAT com seu nome foi uma justa homenagem.
E como toda grande inauguração deve ter uma placa, o CAT também recebeu a sua. Localizado no prédio da biblioteca pública, antiga estação ferroviária da cidade, desativada por volta de 1968, lá está a placa de inauguração em material inox, bilínguie, com citação da música "Encontros e Despedidas" de Milton Nacimento e Fernando Brant.
Escolheram aquela parte que diz assim:

"Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar..."

Antiga Estação Ferroviária.


Lindo,não? Só que o responsável pela tradução deve ter "jogado" o texto original em um destes tradutores encontrados na internet e veja o que está na placa de inauguração do CAT. Ah... não é preciso ser um grande conhecedor da língua inglesa para detectar um erro grosseiro da "tradução". Que nos perdoem os turistas, os gestores não sabem o que fazem.

Isso faz lembrar o "Inglês" do Joel Santana.
Pode uma coisa dessa?


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Hoje tem Lua Cheia

Assim vi a Lua Cheia no Lavrado - Foto:Licínio

Hoje tem Lua Cheia para clarear a noite do interior e todo o céu do Brasil. Uns aproveitam pra tomar umas geladas, outros para liberar a libido e ainda há quem lerá um poema, ouvirá uma música ou simplesmente sentará naquele banco da calçada para olhá-la junto com a namorada. Aqui em Pitangui a Lua Cheia parece brilhar mais.
Talvês o Dênio toque seu violão em casa ou em um boteco. Hoje tem Lua Cheia e ela toca todo mundo, leva as pessoas às ruas.Isso me faz lembrar uma velha música de Sá & Guarabyra que dizia asim: "Não consigo ficar em casa, olhando aquele luar bonito da calçada... As estrelas me esperam sair para aparecer, pois conhecem meu jeito de ser..."

Então é isto... onde você estiver aproveite a noite ao seu modo, pois hoje tem Lua Cheia.

A Lua Cheia vista de meu quintal

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

- Trilha de treking Mata do Céu/Cruz do Monte

















































Pra quem quer proximidade com a natureza pitanguiense, a dica é percorrer a trilha que começa pela Estrada Real, próxima ao Hotel Fazenda Mata do Céu e vai até ao topo da Serra da Cruz do Monte. No trajeto é possível ver, sentir e ouvir toda a beleza da Mata do Céu.














Pra descer, todo santo ajuda !!!! Para quem gosta de aventura, use a trilha que os motoqueiros de trail utilizam ... Se preparem para os tombos nas ladeiras íngremes !!!!! Certeza de adrenalina e muita poeira ... Ao ouvirem ruídos dos motores dos treieiros, suba no barranco mais próximo !!!!!


Requisito principal para o uso da trilha :

RESPEITO AO MEIO AMBIENTE !!!!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2009