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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Primeira Conferência Municipal da Cultura de Pitangui e Onça do Pitangui

Aconteceu hoje no auditório do E.E.M.A.O. a "Iª Conferência Municipal da Cultura de Pitangui e Onça de Pitangui", etapa integrante da IIª Conferência Nacional da Cultura. O evento também faz parte da "Jornada Mineira do Patrimônio Cultural". Além de autoridades municipais de Pitangui, Onça do Pitangui e Conceição do Pará a conferência reuniu em torno de 100 pessoas, representantes da sociedade civil que após a apresentação dos temas propostos se reuniram em grupos para debaterem sobre o tema "Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento" que foi dividido em cinco eixos temáticos:

I - Produção Simbólica e Diversidade Cultural
II - Cultura, Cidade e Cidadania
III - Cultura e Desenvolvimento Sustentável
IV - Cultura e Economia Criativa
V - Gestão e Institucionalidade da Cultura

Mesa Diretora do evento - Foto: Licínio Filho

Pronunciamento do prefeito de Pitangui,
Evandro Rocha Mendes
Foto: Leonardo Morato



Os eixos temáticos nortearam os debates durante a conferência. Foram propostas sugestões para a gestão cultural e patrimonial nos municípios participantes, apresentadas durante plenária. Pode-se perceber o grande interesse de todos os envolvidos com as questões apresentadas nos eixos temáticos.

Em torno de 100 pessoas participaram do evento
Foto: Leonardo Morato



Diálogo sobre eixo temático - Foto: Licínio Filho

Após a apresentação das propostas foi promovida a eleição dos delegados que representarão os municípios em uma segunda rodada de debates, em nível estadual, em data ainda a ser confirmada. O saldo do evento foi positivo, pois permitiu que representantes da gestão municipal dialogassem com a comunidade sobre tema que é de interesse comum: promover o desenvolvimento humano e econômico em Pitangui e Onça do Pitangui a partir da valorização do patrimônio histórico-cultural.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Exploração de ouro em Pitangui

Léo Morato me enviou uma foto de uma mina desativada localizada no quintal de uma residência no bairro da Penha. Confira.

Mina desativada na Penha - Foto: José Maria Rosa


Fonte:
FERREIRA DE SOUZA,Tânia Maria.Onde o sol nunca brilha. investimentos britânicos e mudança tecnológica nas minas de Gongo Soco, Passagem e Morro Velho. Disponível em:http://www.abphe.org.br/congresso2003/Textos/Abphe_2003_49.pdf.
Acessado em 29/10/2009.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

As ladeiras de Pitangui

"Vai por aí descendo o morro dessa cidade, desse Pitangui" (Trecho da Música e Letra do pitanguiense Giancarlo Scapolatempore).

As ladeiras são características predominantes nas cidades hitóricas de Minas e exercem influência nos hábitos e costumes das populações locais, nos métodos de construção e na organização do comércio.

"Quantas ruas, esquinas, ladeiras, quantos becos a se percorrer"... Alceu Valença.



Fotos: Léo Morato




terça-feira, 27 de outubro de 2009

Casarão de Maria Tangará

Antigo casarão de Maria Tangará, hoje abriga a E. E. José Valadares.
Foto: Licínio Filho


Maria Tangará teria vivido em Pitangui, se tornando uma lenda por seu gênio forte e dominador. Conta-se que o marido de Tangará elogiou os dentes de uma escrava e no outro dia os dentes da escrava estavam servidos no café da manhã. De outra feita, ficou nervosa com um cavalo e quebou-lhe os dentes com um martelo. Também são notórios as histórias da rivalidade entre Maria Tangará e Joaquina de Pompeu.

Assista ao vídeo abaixo:





Fonte do vídeo:Rede Globo Minas

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vilas do Ouro: ontem e hoje

Encontrei este mapa em uma edição especial do jornal "Estado de Minas" de maio de 2005 citando Pitangui e o escaniei. Ele trás informações interessantes sobre as vilas do ouro ontem e hoje.

Clique na imagem abaixo para ampliá-la e ler as informações.

domingo, 25 de outubro de 2009

Nestor de Aguiar: um pitanguiense na Segunda Guerra Mundial


Dentro de nossa proposta de resgatar a memória histórica de Pitangui, trazemos nesta postagem um verdadeiro herói, que como muitos brasileiros foram lutar na Europa. Trata-se de Nestor de Aguiar, combatente da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que lutou nos campos de batalha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Sua Filha, a professora Edilma de Freitas Aguiar Barcelos, que gentilmente me recebeu em sua residência na tarde de sexta feira, 23, é a guardiã de um verdadeiro tesouro, objetos pessoais da campanha na Itália: condecorações, trajes militares, postais italianos e álbuns de fotografias pertencentes a seu pai. Neste encontro Edilma me relatou algumas histórias que seu pai lhe contara sobre a guerra enquanto folheavámos os álbuns de fotografias e pastas de documentos.

Edilma Aguiar - Foto: Licínio F.


O Brasil na Segunda Guerra Mundial

Com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em 1941, o Brasil, honrando compromissos firmados com o governo estadunidense rompe com as forças do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) em 1942.

"O preço dessa decisão não tardou a ser cobrado, com o afundamento de navios mercantes na costa brasileira. A partir daí, com a população enfrentando as restrições impostas pelo cotidiano da guerra, iniciou-se forte mobilização civil e militar contra o Eixo. Mas apesar desse movimento crescente em direção ao alinhamento do Brasil aos Estados Unidos, as vitórias dos alemães na Europa e na África continuaram a exercer forte influência sobre as Forças Armadas, o que levou "aliadófilos" e "germanófilos" a se entrechocar por mais algum tempo dentro do governo brasileiro. Finalmente, em agosto de 1942, iria começar a história do Brasil na guerra." (FGV-CPDOC)

Nestor de Aguiar - Foto: Acervo Edilma Aguiar

Segundo Edilma, seu pai já servia o exército em 1941, com o rompimento do Brasil com os países que compunham o Eixo, Nestor permaneceu nas fileiras do exército, em treinamento para a guerra. Estes treinamentos ocorreram em Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro até seu embarque para a Itália em 1944.


Medalha de Campanha
recebida por Nestor de Aguiar



Diploma da Medalha de Campanha
Acervo Edilma Aguiar
Foto: Licínio Filho



Placas de identificação militar
foto: Licínio Filho

Nestor de Aguiar serviu na Itália de outubro de 1944 a setembro de 1945, participando de várias batalhas, destacando-se a tomada de Monte Castelo (21/02/1945) e Montese (16/04/1945). Incorporado ao 11º Regimento de Infantaria, lutou seis meses na "Linha de Frente" como 1º atirador de bazuca.


Página do jornal Estado de Minas de 22/02/1973,
comemorativa ao 38º aniversário da tomada
de Monte Castelo pela FEB.

Acervo Edilma Aguiar.


Quepe e luvas militares usadas
por Nestor de Aguiar.
Acervo Edilma Aguiar
Foto: Licínio Filho


Cantil que Nestor encontrou com
um soldado alemão morto em combate.
Acervo Edilma Aguiar.
Foto: Licínio Filho


Uniforme da FEB.
Acervo Edilma Aguiar.
Foto: Licínio Filho


Nestor de Aguiar faleceu em julho de 1988. Este material ficou aos cuidados do irmão mais velho de Edilma, Edson de Freitas Aguiar. Após seu falecimento Edilma passou a cuidar deste precioso acervo histórico.

Álbum com Postais italianos da época da guerra. Ao centro imagem
dos corpos de Benito Mussolini,sua mulher e colaboradores,
mortos pela resistência italiana.


Assista ao vídeo abaixo sobre a tomada de Monte Castelo baseado em livro de Joel Silveira, jornalista brasileiro que atuou como correspondente de guerra na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.






BlogBlogs.Com.Br

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Governo Federal lança PAC das Cidades Históricas


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à Ouro Preto na última quarta feira (21), lançou o PAC das Cidades Históricas. A iniciativa prevê investimentos anuais para a recuperação do patrimônio histórico visando o desenvolvimento urbano e econômico dos municípios.
Consultando o site o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) encontramos algumas informações sobre este novo programa do governo federal:

"Ressaltando o programa como a maior ação conjunta pela recuperação e revitalização das cidades históricas já implantada no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o PAC Cidades Históricas, um projeto articulado pela Casa Civil, coordenado pelo Ministério da Cultura – MinC, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, e conta com as parceiras do Ministério do Turismo, Ministério da Educação, Ministério das Cidades, Eletrobrás, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil – BNB. A perspectiva envolve também os governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada. Em Minas, por exemplo, essa pareceria conta inclusive com a participação da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig."

E ainda, segundo o site do IPHAN, o PAC das Cidades Históricas irá atuar em 173 cidades de todos os estados brasileiros. Nesse primeiro momento serão beneficiadas as cidades de Marechal Deodoro, Penedo e Piranhas, em Alagoas; Cachoeira, Cairu e Salvador, na Bahia; Icó, Sobral e Viçosa, no Ceará; Pirenópolis, em Goiás; São Luís, no Maranhão; Belo Horizonte, Diamantina, Ouro Preto e São João del Rei, em Minas Gerais; Corumbá, no Mato Grosso do Sul; Belém, no Pará; Areia e João Pessoa, na Paraíba; Olinda, Recife e Serinhaém, em Pernambuco; Parnaíba e Pedro II, no Piauí; Rio de Janeiro; Natal, no Rio Grande do Norte; Jaguarão e Piratini, no Rio Grande do Sul; Laguna e São Francisco do Sul, em Santa Catarina; Santos, em São Paulo; e São Cristóvão, em Sergipe. Os investimentos ainda para 2009 são da ordem de R$140 milhões.

Em entrevista o presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida afirmou que, "as cidades foram selecionadas de acordo com os projetos apresentados pelas prefeituras. Eles contemplam embutimento de fiação elétrica, considerado um dos maiores responsáveis pela poluição visual, requalificação urbanística, restauração de monumentos e contenção de encostas que ameacem os acervos de relevância." (Portal UAI)

Para 2010, o governo estenderá o programa para outras cidades, ampliando os investimentos para R$250 milhões. O governo prevê que até 2012 sejam investidos R$1 bilhão no PAC das Cidades Históricas.

Ainda na quarta feira, 21, o IPHAN assinaria convênio
para projetos de eletrificação subterrânea em 21 cidades históricas mineiras, o que vai eliminar as redes aéreas e os postes.

Será que para os próximos anos nossa cidade receberá investimentos provenientes do PAC das Cidades Históricas? Esperamos que sim, seria uma ótima oportunidade para a recuperação do casarão que abrigava o museu histórico de Pitangui, por exemplo. Afinal, uma cidade histórica precisa de um museu em atividade e aberto à visitação pública.

O prefeito esteve em Ouro Preto participando da solenidade de lançamento do PAC das Cidades Históricas e tenho certeza que ele nos dará ótimas notícias.

FONTES:
PAC das Cidades Históricas tem lançamento em Ouro Preto/M.G..Disponível em http://www.cidades.gov.br/noticias/pac-cidades-historicas-tem-lancamento-em-ouro-preto-mg , acessado em 22/10/2009.
A Favor do Patrimônio. Disponível em http://www.cultura.gov.br/site/2009/10/21/a-favor-do-patrimonio/, acessado em 21/10/2009.
Minas recebe R$17milhões para cidades históricas. Disponível em http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/10/21/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=132701/em_noticia_interna.shtml , acessado em 23/10/2009.
PAC Cidades históricas: governo federal lança programa diferenciado com investimento na área cultural.Disponível em http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=14753&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia , acessado em 21/10/2009.

O cruzeiro da praça


Visão da cidade a partir do cruzeiro situado à praça da Capela de São José. Inspiração para a Fé, "causos", estórias e violas.

Capela de São José.



Fotos: Léo Morato
Pitangui: em cada canto um lugar especial. Ao fundo avistamos a serra da Cruz do Monte.

domingo, 18 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dênio Caldas


Fotos: Léo Morato

Música, s.f. - Arte de combinar as tonalidades e os sons numa sucessão temporal para provocar um prazer. Os elementos da música são: a melodia, a harmonia, o timbre, o ritmo e a acentuação...


Luciana , Zezinho Rachid e Dênio

De famíla tradicional e com um estilo próprio, o Dênio Caldas é um dos grandes músicos do cenário pitanguiense. Em seu gosto musical apurado a MPB, o Samba e a música de raíz são predominantes. As apresentações são realizadas em bares, restaurantes, casas noturnas, e eventos em geral. Além de Pitangui, suas “tocadas” são realizadas em lugares de renome em Belo Horizonte e em outros lugares de Minas. Interpretando grandes nomes da música brasileira e artistas pitanguienses, o Dênio também tem suas composições próprias. Hoje está inovando, além do violão, também toca as pick -ups realizando apresentações como DJ. Está aí um autêntico músico pitanguiense.


Delan, Dênio e Ricardo Caldas

A música em seus vários estilos alegra a alma, traz lembranças, nos diverte e representa uma importante expressão cultural. Pitangui tem o privilégio de ser um grande celeiro musical, lançando várias bandas e músicos de renome nacional. O berço dessa talento é formado pelas tradicionais famílias de músicos como: Os Nunes, os Rachid, os Caldas, os Lopes, a Família do Zé Norberto, O Grupo Ferro Velho, os violeiros, os sanfoneiros, o pessoal do samba e muitos outros. Esta seção do blog veio para divulgar a prata, ou melhor, o ouro da casa. Periodicamente, sem data marcada, continuaremos a divulgar esses talentos de Pitangui.


Dênio com o Trio Caldas no Projeto "Causos e Violas", uma parceria do SESC e Prefeitura Municipal de Pitangui, em junho de 2009. Fonte: Dpto. de Comunicação Social da Prefeitura.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ao mestre com carinho !!!!!

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Paulo Freire

Aos meus e em especial ao Professor Licínio, meu abraço e parabéns pela data !!!!

Fotos raras de Pitangui no Arquivo Público Mineiro

O acervo fotográfico do Arquivo Público Mineiro tem uma série de fotos raras de Pitangui datadas do início do século XX. Vale a pena dar uma conferida. Clique na imagem abaixo para acessar as fotos. Você poderá perceber através das fotos como o espaço urbano da cidade passou por profundas transformações no decorrer do século passado até os dias atuais. Uma viagem no tempo.


Fachada do casarão de Maria Tangará
Foto: Cristovão de Faria/sem data

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

As Serras de Pitangui


Foto: Léo Morato
Visões panorâmicas de Pitangui, cidade aconchegante e protegida por uma muralha de serras, um convite ao ecoturismo.


Foto: José Maria Rosa
No século XVIII, além do ouro abundante, esse clima acolhedor deve ter sido um dos motivos que atraíram os primeiros bandeirantes paulistas, que residiram em Pitangui.


Foto: José Maria Rosa
Minas Gerais: um mar de montanhas.


Foto: Léo Morato
"Todo mineiro tem um trem de ferro apitando nas veias, uma montanha brilhando nos olhos e uma banda tocando nos ouvidos". Jorge Fernando dos Santos.


Foto: Léo Morato
O fim de tarde visto da Serra da Cruz do Monte.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Chafariz da Praça Getúlio Vargas

Dentre os monumentos que compõem o conjunto arquitetônico da Praça Getúlio Vargas, o chafariz ali erguido em 1835 é um dos monumentos mais importantes. Algumas de suas características chamam a atenção. Em seu frontispício estão esculpidos o brasão do império acompanhado da frase "Viva a Constituiçam", além das típicas carrancas que ornamentavam as bicas d'água.

Chafariz da Praça Getúlio Vargas - Pitangui/M.G.
Foto: Licínio Filho - outubro 2009


Acredita-se que a frase "Viva a Contituiçam" seja uma alusão ao Ato Adicional à Constituição de 1834 - um ano antes da construção do chafariz - de caráter descentralizador e marcante da primeira fase do Período Regencial (1831-1840), permitindo entre outras medidas, a criação das Assembléias Legislativas Provinciais.

Um pouco da história dos chafarizes em Minas

Quando da ocupação da região das minas, no período colonial, uma das primeiras preocupações foi referente ao abastecimente de águas para as vilas que abrigavam um contingente cada vez maior de pessoas atraídas à região pela possibilidade de enriquecimento, a partir da exploração aurífera. A princípio, a água era trazida em ombros de escravos até às moradias de seus senhores. Atentas a esta questão, as autoridades coloniais e metropolitanas passaram a regulamentar o uso, ocupação e abastecimento dos espaços urbanos iniciando a canalização da água e a construção de chafarizes públicos.
Os chafarizes rapidamente se tornaram um espaço de socialização, principalmente dos escravos, que se dirigiam àqueles locais com mais frequência. Ali podia ouvir mexericos sobre o que ocorria dentro dos lares dos senhores, compartilhar sonhos e estratégias de fuga. Em algumas vilas, as autoridades proibiram a aglomeração de escravos nos chafarizes alegando que os mesmos promoviam ali algazarras, distúrbios e até mesmo crimes motivados pela rivalidade ou desavenças entre escravos e negros libertos.

Carrancas: um dos ornamentos dos chafarizes mineiros
Foto: Licínio Filho - outubro 2009


O chafariz e ao fundo o prédio do forum de Pitangui
Foto: Licínio Filho - outubro 2009


FONTE:
ferias.tur.br acessado em 10/10/2009

SILVA, Fabiano Gomes da.Chafarizes e Máscaras: Pequena Referência à Participação Africana na Produção Artística Mineira.In:PAIVA,Eduardo França, IVO, Isnara Pereira(ORG). Escravidão, mestiçagem e histórias comparadas. 1ª ed. São Paulo. Annablume, 2008. p. 139-159.



domingo, 11 de outubro de 2009

Surubim assado no pirão

INGREDIENTES:

1 Kg. de surubim em postas
2 dentes de alho picado
1,5 litro de água
2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
3 batatas cozidas, cortadas em rodelas
cheiro-verde a gosto
meia colher (sopa)de açafrão tempero caseiro a gosto


COMO FAZER:

Para o pirão, retirar a pele do peixe, com cuidado de não desmanchar as postas. Refogar a pele e demais sobras com o tempero, alho e açafrão. Pôr água e deixar, até que o caldo fique encorpado. Coar e desprezar a pele e as sobras. Levar o caldo coado ao fogo e, aos poucos, pôr a farinha de mandioca. Mexer até o pirão engrossar, mas não muito. Despejar o pirão em uma travessa, pôr as postas de peixe e as batatas cozidas, de modo que as postas e as batatas fiquem cobertas, mas não totalmente, pelo pirão. Salpicar cheiro-verde e levar ao forno por cerca de uma hora e meia.

Fonte: Sabores de Minas v. 61 - encarte mensal do jornal Estado de Minas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ricardo Nazar

Ricardo é mais um filho de Pitangui que enveredou-se pelos caminhos da música. Nesta postagem aproveitamos para apresentar um pouco de sua trajetória artística. O texto abaixo é a reprodução do realese apresentado no site da TRAMA VIRTUAL.

"Cantor e compositor, vencedor de vários prêmios literários e festivais de música, com composições próprias, Lançou seu CD “Ricardo Nazar”, com produção independente, trazendo onze autorais em parcerias com Flávio Henrique, Beto Lopes, Wilson Lopes, Rohr, William, Jomba, e as participações especiais de Paulinho Pedra Azul, Marina Machado, Grupo Amaranto, Chico Amaral, Sérgio Santos, Wilson Lopes e Vander Lee.
Dividiu com Milton Nascimento e Wilson Lopes uma parceria no CD “Pietá” – “A Lágrima e o Rio” – e teve ainda composições gravadas por Telo Borges (Clube da Esquina), Grupo Amaranto, Kadu Vianna, Paulinho Pedra Azul (disco comemorativo de carreira), Mara Nazar, entre outros.
Atualmente se apresenta por todo o Brasil com “Show em Homenagem a Chico Buarque”, no qual, com autorização do próprio Chico, faz uma retrospectiva desse genial compositor da MPB, contando e cantando sua trajetória musical, vida e obra, com total participação do público e grandes elogios da crítica especializada. Paralelamente desenvolve com o grupo teatral “Cara de Palco”, a premiada peça “Chico Rosa – o encontro mágico entre Chico Buarque e Noel Rosa”, participando como músico e ator."

Conheça a música de Ricardo Nazar clicando AQUI.

Veja no vídeo abaixo trechos do espetáculo "CHICO ROSA"

com Ricardo Nazar e Luiz Rocha.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Recuperação de Casarões em Pitangui

Esta postagem apresenta uma iniciativa positiva em prol da preservação do patrimônio histórico de Pitangui. Há anos a população da cidade assistia à degradação do casarão localizado na Travessa Dom Silvério, mais conhecida como "Rua do Centésimo", até que uma parceria providencial (herdeiros do imóvel, a Mitra Diocesana de Divinópolis - proprietária de parte do imóvel - e a Metamorphose Engenharia e construção ,empresa especializada em restauração de imóveis tombados pelo IPHAN) possibilitou a salvação daquele prédio histórico. Precisamos de mais ações como esta.

CASARÃO ANTES DA RESTAURAÇÃO:

Foto: Rogério de Souza - outubro de 2007


Foto: Rogério de Souza - outubro de 2007



CASARÃO APÓS A RESTAURAÇÃO:

Foto: Licínio Filho - outubro 2009

Foto: Licínio Filho - outubro 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

O Morro do Batatal

Morro do Batatal. Foto: Léo Morato

Uma das grandes dificuldades de Dom Braz Baltazar da Silveira - Governador da Capitania de Minas Gerais, empossado em 21 de setembro de 1713 - na implantacão da ordem nos dias turbulentos da aurora de Minas Gerais provinha da situação de Pitangui, reduto de paulistas emigrados dos distritos assolados pela Guerra dos Emboabas. Lá se encontravam alguns dos mais notórios bandeirantes das Minas, como Domingos Rodrigues do Prado, Bartolomeu Bueno de Siqueira e muitos outros. Haviam descoberto jazigos auríferos, vários dos quais muito ricos, como o do Batatal e feito saber aos renóis e forasteiros que lhes não permitiam a presença por lá, ameaçando-os das maiores violências. Durante muito tempo os paulistas se mantiveram em Pitangui, fazendo novas descobertas e crescendo de forças. E por outro lado conflitos surgiam, ora com outros descobridores, ora com autoridades (contra o pagamento do quinto do ouro), culminando em uma verdadeira batalha, em janeiro de 1720 às margens do Rio São João.

A descida do Morro. Foto: Licínio Filho

O ouro começou a ser descoberto quando Portugal assinou o Tratado de Methuen, em 1703, com a Inglaterra, garantindo uma série de privilégios aos comerciantes britânicos. Portugal abria seu próprio mercado e o de suas colônias, às manufaturas britânicas (e o pagamento era feito com ouro do Brasil). Calcula-se que Inglaterra e Holanda (campeãs do contrabando do ouro) apossaram-se por meios lícitos e ilícitos de mais da metade do ouro referente ao “quinto real”, que Portugal deveria receber do Brasil, naquela época.
Foto: Léo Morato

Durante mais de cem anos, pelo interior mineiro e pelos caminhos que ligavam o sertão ao litoral (Estrada Real), escoaram riquezas e circularam milhares de pessoas. Entre 1740 e 1750, saía das minas brasileiras mais da metade do ouro produzido no mundo. Esse ouro criou fortunas na Europa e financiou a Revolução Industrial, que transformou a história da humanidade.
Texto adaptado das seguintes fontes: TORRES, João Camilo de Oliveira. História de Minas Gerais. Vol. 1. Pág. 141, 142, 143 e 163. 2ª ed. Belo Horizonte. Difusão Pan – Americana do Livro. 1962. // GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Pág 66 e 67. 37ª ed. São Paulo. Editora Paz e Terra. 1996. // Revista Cidades Históricas do Sudeste. Pág. 18 – complemento do Jornal do Brasil de 29/10/2000.


Festa do Bambeia 2009. Foto: Léo Morato

Com base no texto e em outros fatos, é fácil constatarmos a importante participação de Pitangui na história do Brasil e identificarmos a representatividade do Morro do Batatal. É preciso e possível “resgatar o nosso ouro” por meio da preservação das tradições pitanguienses e do incentivo ao turismo histórico cultural, que pode gerar novos empregos e renda na cidade. Em julho deste ano, houve a brilhante iniciativa do resgate da “Festa do Bambeia”, subindo o Batatal em homenagem a Santo Antônio da Penha, um evento que não acontecia há 10 anos. Entretanto, para que haja a constante valorização desse nosso patrimônio, é necessário realizar mais ações do gênero e direcionar investimentos em infra-estrtutura. Uma boa notícia é que, segundo o Departamento de Cultura da Prefeitura de Pitangui, existe um projeto de Sinalização Turística em andamento, elaborado em parceira com a Associação das Cidades Históricas de Minas, pleiteando recursos junto ao Ministério do Turismo.
Bairro da Penha. Estátua em homenagem aos Bandeirantes.
Foto: Licínio Filho

Acredito que o caminho é esse: iniciativas da soci
edade pitanguiense e investimento público em prol de Pitangui. Pois valorizando e investindo em nosso patrimônio cultural, quem sabe em um futuro próximo, com a soma de esforços, possamos alcançar o reconhecimento que Pitangui merece?!