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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Balanço Cultural 2009

Foto: Léo Morato

O blog daquidepitangui teve início em agosto de 2009, desde então abordamos sobre a riqueza cultural de Pitangui, por meio das postagens. Com o intuito de lançar outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro das Gerais, buscamos mostrar o contexto histórico, os talentos pitanguienses e os atrativos que compõem a nossa identidade e o nosso potencial turístico.


Durante o ano de 2009 abordamos aqui no blog, por meio das post

Boneco gigante de Brasópolis/M.G no desfile de anivesário da cidade em 9 de junho.

Foto Licínio Filho

Como dissemos em outra postagem no Blog:

Reconhecer e preservar a nossa cultura é valorizar a nossa identidade. Os casarões, monumentos e locais históricos de Pitangui, são provas reais da importante participação da Sétima Vila do Ouro na história do Brasil. E, os nossos costumes, os nossos ofícios, as festas profanas e religiosas, a música, a capoeira, a nossa culinária e os nossos hábitos retratam as tradições que são passadas de geração a geração. Esse patrimônio (material e imaterial) é a nossa marca, é o que nos diferencia. (www.daquidepitangui.blogspot.com / Patrimônio Histórico: Preservar para existir. Existir para preservar. 27/08/2009).



Durante o ano de 2009 abordamos aqui no blog, por meio das post

Casarão restaurado.

Foto Licínio Filho

Sob a ótica da cultura, consideramos que tivemos avanços em Pitangui, durante esse ano, haja vista que os casarões históricos não foram derrubados; que restaurações e eventos culturais diversos foram realizados pela Administração do Município; que a Barraquinha da Penha e a tradição do Mastro foram reativadas por iniciativa da sociedade; e que acima de tudo, mais pessoas estão manifestando interesse, civismo e amor pela cidade, tornando-nos atores principais da nossa própria história e não meros coadjuvantes.


Teatro com o "Grupo do Beco"
Foto: Licínio Filho

Muita coisa ainda precisa ser feita e novas iniciativas estão vindo por aí... Quanto mais caminharmos e evoluirmos nessa direção, mais valorizada será a nossa cidade e maior será o orgulho de sermos pitanguienses.

Durante o ano de 2009 abordamos aqui no blog, por meio das post


Durante o ano de 2009 abordamos aqui no blog, por meio das post

O "Trio Caldas" no Projeto Causos e Violas.

Foto: Prefeitura Municipal

O nosso desejo (e das pessoas que compartilham as nossas idéias) é que 2010 seja um ano de muito trabalho, de prosperidade pessoal e, principalmente, prosperidade nos aspectos que envolvam a vida em sociedade. Que possamos valorizar cada vez mais o que é nosso e que o Turismo Sustentável seja visto (e trabalhado) cada vez mais como uma forma de desenvolvimento socioeconômico e cultural de Pitangui, rumo aos 300 anos.


Barraquinha da Penha 2009 e a tradição do mastro.

Foto: Léo Morato

A todos que em 2009 nos visitaram, acompanharam, deixaram comentários (sugestões, críticas e elogios), o nosso muito obrigado. Feliz Ano Novo!

Equipe Daqui de Pitangui.



A cidade vista da Serra da Cruz do Monte.
Foto: Léo Morato

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O invisível dedo de Deus


Entre pingos de chuva
e raios de sol
o invisível dedo de Deus
rabisca coisas no céu
revela cores no prisma
Arco-íris, aquarela
meninos na calçada
uma moça na janela
Entre pingos de chuva
e raios de sol
o invisível dedo de Deus
fez esta tarde mais bela

(Licínio Filho)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Além do Centro Histórico


Nas postagens aqui no blog, vimos relatando e retratando literalmente o patrimômio histórico - cultural de Pitangui, as origens e belezas naturais da cidade, as peculiaridades da terra e as louváveis iniciativas de valorização da Sétima Vila do Ouro da Gerais. Mas o nosso foco hoje vai para o morro (pela própria topografia da cidade), mas não no sentido pejorativo de periferia e sim no sentido de lugar de convivência, de relações humanas.

Nos morros (entenda-se bairros da cidade) moram muita gente boa, personagens da história diária, do vai-e-vem da cidade. Gente que acorda cedo e sai pra ganhar o pão, gente que apesar das dificuldades tem a típica alegria do povo brasileiro. Gente que se alegra só de ver o sol entrando pela fresta da janela, se alegra com o cantar do passarinho e se alegra ao tomar a cerveja gelada depois do trabalho, no butiquim com os amigos.



Fotos: Léo Morato

É lá no morro que mora o samba, as lavadeiras, os artesãos, as benzedeiras e muitos outros talentos pitanguienses. É lá no morro que os meninos correm atrás da bola, com os pés descalsos, na rua ou no campo de terra batida. É lá que as crianças empinam as suas pipas, colorindo o céu da cidade. É lá que as meninas penteiam os cabelos das bonecas, ou brincam de roda, sonhando com o que vão ser quando crescer, vislumbrando um futuro melhor. É lá, no alto do morro, que tem as mais bonitas vistas da cidade. Lá também mora o povo aguerrido como os primeiros bandeirantes, fazendo do “morro” uma autêntica e legítima parte Pitangui.




quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A chegada de imigrantes alemães em Pitangui

O processo imigratório no Brasil teve início nas primeiras décadas do séc. XIX e se manteve mais ou menos freqüente até as primeiras décadas do séc. XX. Em se tratando do estado de Minas Gerais, o movimento imigratório teve seu início com a aprovação da Lei nº 2.819 de 24 de outubro de 1881, que concedia favores pecuniários aos proprietários de fazendas que importassem trabalhadores para suas terras. No Relatório Provincial de 1888 é mencionada a intenção de trazer imigrantes de vários países, evitando desequilíbrios na administração pública como acontecera na Argentina e distribuí-los em núcleos pelas cidades que oferecessem melhores condições de adaptabilidade. São explícitas as preocupações quanto a formar “um centro de assimilação ethnica, onde se não obliterem nem pouco nem muito os característicos de nossa primitiva consangüinidade”. A chegada dos primeiros imigrantes se deu no mês de junho do mesmo ano, Não me foi possível obter maiores detalhes pois o relatório se encontra manuscrito e a má qualidade da reprodução prejudica muito a leitura.

Deste momento em diante o processo de imigração sofreu breves interrupções devido a doenças, crises financeiras e guerras. É justamente após a regularização do fluxo com o fim da 1ª Guerra Mundial que o governo do estado decide formar três núcleos na região oeste do estado: Raul Soares em Pará de Minas (1927), David Campista (1923) no centro de Bom Despacho e Álvaro da Silveira (1923) com terras em Bom Despacho e Pitangui, sendo o terreno cortado ao meio pelo Rio Lambari que fazia a divisa dos municípios.


A colônia Álvaro da Silveira foi criada com a partir da aquisição das terras da antiga fazenda do Capão e no final de sua implantação já eram 4.289 hectares, fazendo dela a maior das três colônias. Possuía ao todo 179 lotes, dos quais 102 estavam, em 1927, ocupados por famílias predominantemente alemãs, dentre elas os Hammerich, Engelman, Gimmpel, Bergerhoff, Falkenbuch, GÖlz, Bartels, Primus, Gottschalk, Steinbrecher, Korell, Motskus, Weisel, Kohnert, Hanke, Anuth, Darmstädter, Koslowski, Frei, Hunger, Frösler, Müller, Jung, Pfeifer, Schimidt, Walder, Schierm, Lutkenhaus, Escher, Richter, Fahner, Kraftzig e Köster. Estas famílias produziam arroz, feijão, milho, mandioca, cana, café e algodão.

Embora alojadas em casas feitas de tijolos , assoalhadas e dotadas de instalações sanitárias de conformidade com o plano adotado pela diretoria de higiene e profilaxia da época e contando ainda com um posto médico para combater verminoses e paludismo, foi a proximidade com o rio, que tornava crítica a proliferação de insetos, que determinou o fracasso do projeto. Os colonos eram extremamente vulneráveis ao contágio de doenças tropicais transmitidas por insetos como a malária (maleita/paludismo), febre amarela e também tifo. Sofrendo com doenças e com sabotagens praticadas por fazendeiros vizinhos, a maior parte das famílias abandonaram a colônia partindo para lugares com melhores condições de vida como as outras colônias e centros urbanos próximos. A cidade de Pitangui foi alvo deste êxodo. Não foi possível precisar quais famílias vieram ao todo, mas pelo menos uma fincou raízes definitivas na cidade.

Ao saber deste processo de colonização, procurei saber dos parentes e amigos próximos se alguém sabia alguma informação da colônia, dela ninguém sabia informação alguma, mas vários me informaram que existia no Lavrado um tal “Zé Alemão”. Não suportando a curiosidade, solicitei a um amigo que me levasse ao tal “Alemão” já pensando na possibilidade de se tratar de alguém que simplesmente possuía pele e olhos claros. Qual foi minha surpresa ao descobrir que o Sr. José Walder é descendente direto dos imigrantes que vieram para Álvaro da Silveira. Seu avô Guilherme Walder veio da cidade alemã de Marienhein com a esposa Gertrudes Vohswingel e os filhos Hulbert (pai de José Walder), Guilherme e Hildegard. Os três filhos de Guilherme Walder se casaram em Pitangui e só Hildegard não teve filhos. Abandonaram a colônia na década de 30 em busca de melhores condições para criar a família.



Família Walder na casa da Colônia Álvaro da Silveira



Segundo o Sr. José Walder, existiram outros alemães em Pitangui cujos descendentes se mudaram para outras cidades, um deles era um tal Eugênio (Eugene?) que trabalhava na manutenção da fábrica de tecidos.

Para os que estranharam a localização geográfica da colônia, informo que a região hoje pertence ao município de Leandro Ferreira, que se emancipou em 1963.



Guilherme Walder (Pai)



Guilherme Walder (filho) com esposa brasileira e filhos




Hulbert Walder (esquerda) pai do Sr. José Walder e um amigo


Cartão de pensionista de Hildegard Walder


Edital de casamento de Hildegard publicado em um jornal de Pitangui


Esta postagem só foi possível graças ao trabalho de pesquisa de Vandeir Santos,que nos enviou este magnífico material fotográfico,a reprodução do jornal "O Município de Pitangui" e o texto.


O Alvorecer em Pitangui


O dia clareando



A Igreja de São Francisco


Nascente
Clareia, manhã...
O sol vai esconder clara estrela cadente.
Pérola do céu.
Refletindo teus olhos.
A luz do dia a contemplar seu corpo, sedento, louco de prazer e desejos ardentes...
(Flávio Venturine - Murilo Antunes)



Fotos: Léo Morato.

Da janela lateral do quarto de dormir (e da minha varanda), essa é a vista que se tem da alvorada em Pitangui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pitangui presente na Final da Primeira Olimpíada Nacional em História do Brasil

Ana Karolina, Professor Licínio, Antônio e Isabela

Neste fim de semana aconteceu em Campinas/S.P., no campus da Unicamp a final da Primeira Olimpíada Nacional em História do Brasil. A final aconteceu no dia 12 e no dia 13 de dezembro houve a solenidade de encerramento da Olimpíada, que em sua primeira edição contou com quase 16.000 participantes de todo o país.

Desembarque no Aeroporto de
Viracopos, em Campinas.


Geraldo Magela, ex-aluno do CEPFS e hoje cursando o
Doutorado na Unicamp foi o nosso anfitrião em Campinas.


A caminho da Unicamp


Em Campinas o transporte urbano de passageiros já utiliza
fontes alternativas de energia (biodiesel).
O Professor Nadinho (Química) já previa isso.


Queremos deixar registrado aqui nossos agradecimentos ao Geraldo Magela que gentilmente nos recebeu em Campinas. Valeu!


Credenciamento na Unicamp.
Foto Licínio Filho


E Pitangui esteve lá, representada pelos alunos do Centro Educacional "Professor Francisco Saldanha", que classificou as equipes ciberhistória e a Antônio Conselheiro. Devido a problemas de ordem diversas, apenas a equipe CIBERHISTORIA pôde comparecer ao evento. A equipe foi composta pelos alunos Antônio Higino, Isabela Corgosinho e Ana Karolina Araújo.

Equipe Ciberhistória a postos.

Para os alunos envolvidos foi uma experiência acadêmica ímpar, pois além de participarem de um evento de grande envergadura, conheceram uma das mais conceituadas universidades do país, ampliando horizontes e a própria experiência de vida.


Equipe Ciberhistoria na solenidade de encerramento da 1ª ONHB
Foto: Licínio Filho

Gostaria também de parabenizar aos alunos Euller, Thamirys,Taciana, Rafaella, Fernanda e Lívia, que voluntariamente participaram da Primeira Olimpíada Nacional em História do Brasil. Faço público os meus agradecimentos a vocês.
Recebemos Menção Honrosa e representamos brilhantemente a cidade de Pitangui.
O ano que vem tem mais e conto com todos vocês.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os Motins em Pitangui

No início do século XVIII, grupos de bandeirantes paulistas, muitos deles com envolvimento na Guerra dos Embobas (1707-1709), iniciaram a ocupação da região centro-oeste da Comarca do Rio das Velhas. Segundo Taunay, citado emTorres:1966,

"lá se encontravam alguns dos mais notórios bandeirantes das Minas, como Jerônimo e Valentim Pedroso de Barros, Manuel Dias da Silva, Domingos Rodrigues do Prado, Bartolomeu Bueno da Silva, o segundo Anhanguera, Sulpício Pedroso Xavier e muitos outros."

Estes bandeirantes haviam abandonado a região do conflito denominado Guerra dos Emboabas e se embrenharam pelo sertão do oeste, na região, onde anos antes, em 1696, o bandeirante Bartolomeu Bueno de Siqueira havia descoberto ouro e dado início ao povoamento onde hoje é Pitangui.

Mapa sobre as expedições dos bandeirantes paulistas

Desde os primeiros dias as autoridades portuguesas em Minas encontravam grandes dificuldades em manter aquela região sob a jurisdição municipal de Sabará, onde havia grande número de reinóis (portugueses). O isolamento geográfico de Pitangui permitiu o surgimento de lideranças que adotaram uma postura de enfrentamento em relação às autoridades metropolitanas. Pitangui era tida como abrigo de rebeldes e insubordinados, localidade turbolenta. É claro que esta era a visão de representantes da coroa portuguesa que não admitiam nenhuma forma de resistência ou contestação à presença das autoridades régias.

Não tardou surgir conflitos, no decorrer das primeiras décadas do século XVIII, muitos temiam percorrer a região. Em 1720, Domingos Rodrigues do Prado liderou o mais famoso e talvês sangrento motin em Pitangui, já no governo do Conde de Assumar. Segundo registros históricos, próximo ao rio São João ocorreu feroz batalha entre forças comandadas por Domingos Rodrigues do Prado e as tropas régias, com baixas entre as forças beligerantes. O líder da Revolta de Pitangui nunca foi capturado, pelo menos não existem registros oficiais sobre a sua captura.

FONTES:

CUNHA,Wagner da Silva. Paulistas no "Sertão" das Gerais:os motins de Pitangui, acessado em http://www.fafich.ufmg.br/temporalidades/pdfs/1p55.pdf em 12/12/2009. TORRES, João Camilo de Oliveira. História de Minas Gerais,v.1.2ª ed., Difusão Pan-Americana do Livro, Belo Horizonte,1966.

Esta postagem também contou com a preciosa colaboração de Vandeir Santos e Luiz de Vasconcelos.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Chester à moda de Minas



Como já ficou tradicional no blog, no início de cada mês postamos uma receita típica da cozinha mineira. Aproveitando as comemorações de final de ano, trazemos mais uma receita deliciosa. Siga as orientações e bom apetite, saúde, paz e prosperidade para todos.


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CHESTER À MODA DE MINAS



INGREDIENTES:
  • 1 Chester de 3 kg.
  • 3 colheres (sopa) de alho e sal
  • meio copo (tipo americano) de vinho branco suave
  • 1 copo (tipo americano) de água
  • 1 colher (café) de nóz-moscada
  • 1 colher (sopa, rasa) de ervas finas moídas
  • 200g. de azeitonas sem caroço
  • 1 cabeça de cebola fatiada
  • 3 colheres (sopa) de margarina
  • 3 litros de água
  • suco de dois limões

PARA A DECORAÇÃO:
  • folhas de alface
  • cheiro verde
  • 1 cacho de uvas rosadas
  • 20 cerejas

MATERIAL:
  • papel alumínio

COMO FAZER:

De véspera, tirar o chester da embalagem e retirar os miúdos que estão na parte interna da ave. Em seguida, para limpar bem, deixá-la de molho com trê litros de água e suco de dois limões, de um dia para o outro, na geladeira. O caldo será desprezado. No dia seguinte, três horas antes de assar a ave, colocar em um recipiente o alho, o sal, as ervas finas, o vinho branco suave, um copo de água, a nóz moscada e misturar bem.
Por último, acrescentar as azeitonas e a cebola. Misturar. Com uma faca de ponta fina, fazer 20 furos em diversas partes do chester. Com uma colher (sobremesa) regar esses furos com o caldo do tempero e preencher com as azeitonas e a cebola.
Em seguida, untar o chester com margarina. Cobrir com papel alumínio e levar ao forno por uma hora. Retirar o papel e deixar mais 30 minutos no forno, até dourar. Servir assado com farofa e decorar com alface, cheiro verde, uvas e cerejas.

FONTE:
Sabores de Minas v. 39. Suplemento do Jornal "Estado de Minas".

sábado, 5 de dezembro de 2009

Escultura de Amílcar de Castro em Pitangui

Foto: Vandeir Santos

Há uns anos atrás, quando trabalhei como professor substituto na EPAMIG, em Pitangui, me surpreendi com uma "descoberta". Em uma área em frente ao prédio central da escola havia uma escultura que pude constatar ser de autoria do grande escultor mineiro Amílcar de Castro. Na escola as pessoas ignoravam, e penso que continuam ignorando a importância daquela escultura. Dênio Caldas e Vandeir Santos estiveram na "Escola Agrícola" para conhecerem a escultura e fizeram registros fotográficos. Infelizmente, a escultura se encontra em precário estado de conservação.


Dênio diante a escultura - Foto: Vandeir Santos


"O que caracteriza um artista é ele olhar para dentro de si mesmo . Toda experiência em arte é um experimentar-se, é a experiência de si mesmo, é uma pesquisa em você mesmo. Você não pode fazer experiências com os outros. Este silêncio do olhar para dentro à procura da origem das coisas é o grande problema da arte. Procurando a origem você fica original, e não, querendo fazer uma coisa diferente. É por isso que eu acho que criar está junto com viver, que arte e vida são a mesma coisa."

Amílcar de Castro



Foto: Vandeir Santos



Conheça um pouco da história de Amílcar de Castro

Amílcar Augusto Pereira de Castro (Paraisópolis, 6 de junho de 1920Belo Horizonte, 21 de novembro de 2002) foi um escultor, artista plástico e designer gráfico brasileiro. Foi o introdutor da reforma gráfica do Jornal do Brasil nos anos 1950, que revolucionou o diagramação, e design de jornais como um todo, no Brasil.

Estabeleceu-se em Belo Horizonte em 1934 e formou-se em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1945.

Freqüentou a Escola Guignard entre 1944 e 1950, onde estudou desenho com Alberto da Veiga Guignard e escultura figurativa com Franz Weissmann. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1953, iniciando sua carreira de diagramador nas revistas Manchete e A Cigarra. Participou do Grupo Neoconcreto no Rio de Janeiro (1959-1961), e elaborou a reforma gráfica do Jornal do Brasil (1957/59). Durante os anos 60 fez a diagramação dos jornais Correio da Manhã, Última Hora, Estado de Minas, Jornal da Tarde e A Província do Pará, entre outros, além de ter trabalhado como diagramador de livros na Editora Vozes.

Após receber uma bolsa da Fundação Guggenheim e o Prêmio Viagem ao Exterior no XV Salão Nacional de Arte Moderna, em 1967, viajou para os Estados Unidos, fixando-se em Nova Jérsei. Em 1971 retornou a Belo Horizonte, dedicando-se a atividades artísticas e educacionais. Dirigiu a Fundação Escola Guignard (1974/77), onde ensinou expressão bidimensional e tridimensional. Foi professor de composição e escultura na EBA/UFMG (1979/90) e de escultura na FAOP (1979).

Amilcar de Castro é considerado pelos críticos e historiadores da arte um dos escultores construtivos mais representativos da arte brasileira contemporânea.

FONTE: WIKIPÉDIA

VISITE A PÁGINA OFICIAL SOBRE AMÍLCAR DE CASTRO CLICANDO AQUI.

Por acaso, encontrei este vídeo sobre a escultura de Amílcar de Castro na praça da Assembléia Legislativa, em Belo Horizonte. No vídeo há um depoimento de uma cidadão pitanguiense, Sávio Nunes de Freitas, então no 4º período do curso de Ciências Sociais.




Um pouco de nossa cidade


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Pistas sobre a "Entrada Real" de Pitangui

Vandeir Santos, pesquisador da história de Pitangui e amigo do blog, nos apresenta um material bastante interessante sobre a "Entrada Real" de Pitangui que reproduzimos abaixo:


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A “ENTRADA REAL” DE PITANGUI

Silvio Gabriel Diniz em “Pesquisando a História de Pitangui” nos transcreve a topografia da Vila no início do séc. XIX e nos presenteia com preciosos detalhes que hoje nos permite entender como era a cidade naquele tempo. Os trechos abaixo nos mostra como se dava a entrada na Vila através da Estrada Real que partia de Sabará.

Pág. 199 “Rua de Santo Antonio Era a antiga estrada para a Vila, vindo-se do Brumado... Vinha essa terminar no Alto do Adão, onde se comunicava com a de João Cordeiro.”

Neste ponto vale lembrar o que está registrado no Livro de Guardamoria na página 19 (verso): “... a água do Ribeiro do Bromado, junto a estrada real, no açude...” (pág. 35)

Continuemos no trajeto de entrada na Vila através do 2º trecho representado pela Rua da Ponte de João Cordeiro, depois denominada de São José e atualmente chamada de Cel. João Carvalho.

Na petição que Manuel Mendes de Siqueira Bastos dirigiu ao senado em 1784 consta: ”... que ele é hoje senhor de umas casas novas, sitas na ladeira que desce para a Ponte chamada de João Cordeiro, estrada geral desta vila...” (pág. 197)

Ao descrever a Rua da Ponte de João Cordeiro, Silvio nos faz o seguinte relato: “Começava essa rua na ladeira situada entre o sobrado do Capitão Antonio Mendes da Silva e a casa de Manuel Mendes Siqueira, vindo da Rua do Pilar” (pág. 196)

A Rua do Pilar tem a seguinte descrição na pág. 204 “ Rua do Pilar – principia do largo de Santa Rita, subindo, e acaba na casa que faz esquina na rua São José.”

Se considerarmos que “A primitiva Casa da Câmara e Cadeia tinha a frente para o nascente. Ficava fronteira a Capela de Santa Rita.” (pág. 183 de PHP) e que “Seu núcleo (da vila) principal era a chamada Praça da Cadeia, onde foi levantado o Pelourinho na instalação da Vila e se construiu a primeira Casa da Câmara e Cadeia.” (pág. 179), chegamos ao ponto final da “Entrada Real” de Pitangui.

Portanto, quem quiser refazer o antigo trajeto de entrada na vila deve entrar pelo trevo do Bairro Santo Antônio, pegando a esquerda na Rua Santo Antônio, virar na 3ª a direita na Rua Coronel João Carvalho (Rua São José), percorrer cerca de 500 metros e virar a esquerda na rua Dr. Jacinto Álvares, chegando ao lado da matriz passa ser contra-mão para quem está de carro, sendo necessário contornar a igreja.A partir da esquina da matriz continuar no mesmo sentido indo até o final na esquina da Rua da Câmara com Rua Martinho Campos, onde então se localizava a Casa da Câmara e Cadeia, núcleo da Vila de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Igreja de São Francisco


Igreja de São Francisco

O Templo foi erquido por iniciativa de Ignácio Joaquim da Cunha em 1850 no Alto das Cavalhadas (como era chamada a região), a partir de projeto arquitetônico assinado pelo Frei Eugênio Maria de Gênova. As obras se prolongaram por vários anos fazendo com que o templo recebesse a consagração eucarística somente no ano de 1872. O relógio, trazido de Portugal, data de 1811 e o sino, 1862. A Igreja abrigou por muitos anos, as principais festividades religiosas da cidade durante a reconstrução da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que havia pegado fogo. Fonte: Placa informativa situada ao lado da Igreja.




Um dia desses, batendo um dedo de prosa, ao som do violão, o amigo e parceiro aqui do blog, Dênio Caldas me disse uma frase que representa bem o que é a Igreja de São Francisco: “No relógio do templo os sonhos não envelhecem”! Ou seja, o relógio antigo da Igreja nos remete lembranças que estão vivas e atuais na memória. Os grandes casamentos e cerimônias religiosas, velórios, os namoros no Adro da Igreja, as serenatas e luais, a Unidos do São Francisco descendo o morro, etc. Quem não se lembra de uma boa estória alí nas proximidades?

A Igreja e a Serra

Contando um “causo”
No fim da década de 80 (se não me falha a memória), em um Domingo de Ramos, os fiéis se concentravam para a tradicional cerimônia religiosa, no Adro da Igreja de São Francisco, após a procissão. À medida em que o povo ia chegando, ia se espalhando o cheiro do capim-santo, da erva cidreira e dos demais ramos peculiares à data. Eu ainda menino, acompanhava tudo com a minha família, quando ouvíamos as primeiras badaladas do sino da Igreja. Mas o que o povo não sabia era que tinha uma caixa de abelhas, das grandes, dentro da torre do sino. De repente, o enxame investiu sobre os fiéis. Foi aquele corre-corre, empurra-empurra, aquela gritaria, aquele desespero, gente se abanando, jogando os ramos no chão e até escondendo debaixo do forro branco do altar improvisado. E o povo foi dando o seu jeito. Só sei que no final da história, nada de muito grave aconteceu, apenas algumas picadas de abelhas e um grande susto. Pelo que se sabe, nunca mais a Procissão de Ramos aconteceu por aquelas bandas. Esse acontecimento ficou marcado na memória, pois eu nunca havia visto uma coisa daquelas. Se você leitor, esteve presente naquele dia, registre o seu relato nos comentários dessa postagem. Pois deve ter gente curiosa para saber mais detalhes desse acontecimento.



Fotos: Léo Morato

Esse belo templo religioso passou recentemente por reformas na sua estrutura e no telhado, por meio de parcerias com a Prefeitura de Pitangui. Acredito ser do interesse de todos nós, a restauração completa da Igreja, para valorizar este imponente e importante monumento representativo da nossa história.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Espírito Natalino ilumina as noites de Pitangui

Árvore de Natal - Foto: Licínio Filho


No último domingo,29, foi inaugurada a decoração natalina na praça Getúlio Vargas com a utilização de material reciclável na confecção de anjos e de uma bela árvore de Natal, que estão expostos no adro da Matriz de Nossoa Senhora do Pilar. A decoração juntamente com a iluminação trouxe uma atmosfera singela para a noite da cidade e tem atraído muitas pessoas que se deixam envolver pelo espírito do Natal.

Foto: Licínio Filho

Iluminação natalina na Praça Getúlio Vargas
Foto: Licínio


História do Natal:

origem e curiosidades

Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Antes do nascimento de Jesus, a história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”.

Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. No século 4 AC, o então Papa Julius I muda para sempre a história do Natal escolhendo o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades. A idéia era substituir os rituais pagãos que aconteciam no Solstício de Inverno por uma festa cristã.

No ano de 1752, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário. Alguns setores da Igreja Católica, os chamados “calendaristas”, ainda festejam o Natal em sua data original, antes da mudança do calendário cristão, no dia 7 de Janeiro.


FONTE:

http://www.presentedenatal.com.br/historia_natal.htm



Foto: Licínio Filho


Foto: Licínio Filho