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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jornal "Município de Pitangui": edição de junho de 1965


A edição de 20 de junho de 1965 do jornal "Município de Pitangui" trazia a coluna "Diário de um Combatente", escrita por Nestor de Aguiar (ver imagem ao lado), que reproduziremos na íntegra abaixo. Nesta coluna, Nestor descrevia seu cotidiano como soldado da FEB durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


DIÁRIO DE UM COMBATENTE


Nestor de Aguiar


Comandava o 11 R.I. o Cel. Delmiro Pereira de Andrade. Fui incluído na 6ª Cia. sob o comando do Capitão Hélio Covas Pereira, e trabalhei no Pelotão de Petrecho, comandado pelo 1º Tenente Hélio Barreto Mateus, com o 2º Sgt. Euclides Geraldo Pires, 3º Sgt. Geraldo Pio Lana, Cabos Edésio Moreira de Castro, Milton Tafuri, Raimundo Rosa de Lima, Antônio Abel da Silva e outros bons comandantes, Tenentes, Sargentos e Cabos, cujos nomes completos não tenho na memória.
Na 6ª Cia. recebemos de fato os treinamentos para a guerra: instruções de combate, precauções contra gaz (sic), conhecimento geral de armas modernas que para mim ainda eram desconhecidas, tais como bazucas, metralhadora ponto 30 , ponto 50 e portátil, granada de mão, morteiro, revólver, etc.; e bem assim dos cuidados que o soldado deve ter em campo minado, defesa individual, vigilância contra os quinta-colunas, e abandono de navio em caso de torpedeamento. Esta instrução começamos na Vila Militar; fizeram um estaleiro de madeira de uns 20 metros de altura no qual nós subíamos e descíamos pelas cordas ali dependuradas. Enfim, recebemos uma série de instruções úteis ao ponto de embarcarmos destemidos e na certeza de conquistarmos para esta Pátria querida, a vitória da Fôrça (sic) Expedicionária Brasileira.
Não poderia eu deixar de relatar nêste (sic) meu diário, os cuidados com que se houve o Estado Maior, preparando a tropa. No Morro do Capistrano, as instruções eram intensivas, moldadas no sistema americano, e não passou despercebido o mínimo detalhe na preparação do Contingente, com todos os requisitos necessários para deixar o país.


Continua



O material desta postagem foi cedido por Edilma Aguiar ( Acervo de família).

Um comentário:

  1. Postagem interessante Licínio! Ela vem afirmar mais ainda o importante trabalho realizado pelo sr. Nestor Aguiar, na II Guerra.
    Um abraço.

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