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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Restauração da Santa Casa


Fotos: Prefeitura de Pitangui

Com satisfação divugamos a informação veiculada no site da Prefeitura de Pitangui sobre a restauração da Antiga Santa Casa. A empresa responsável pelas obras é a VIOTTI Edificações e a conclusão das obras está prevista para abril (veja a matéria na íntegra em www.pitangui.mg.gov.br).
É fato que muitos dos nossos prédios históricos ainda carecem de cuidados e que se esse processo de valorização tivesse sido iniciado há pelo menos 50 anos, maior seria o nosso acervo arquitetônico e Pitangui talvez teria a mesma valorização das demais cidades históricas de Minas. Mas, analisando sob uma ótica menos poética e mais realista, é bom presenciarmos essas iniciativas que estão promovendo uma mudança de paradigma. Ou seja, o nosso patrimônio histórico vem sendo tratado como uma herança testemunhal do nosso passado glorioso e não como uma “coisa velha”. Quanto mais pessoas e segmentos da sociedade abraçarem essa causa, maiores e melhores serão os resultados. Pois, grande parte da receita das cidades históricas vem do Turismo que gera emprego e renda no local visitado.
Segue abaixo, um artigo* de Eder Santos Carvalho, estudante de Arquitetura da UniSC.



Discute – se muito hoje a necessidade de preservação do Patrimônio Cultural, valorização do passado e memória coletiva das cidades; não só na arquitetura, mas em diversas áreas do conhecimento humano.
O Patrimônio Arquitetônico representa uma produção simbólica e material, carregada de diferentes valores e capaz de expressar as experiências sociais de uma sociedade.
Mas, com o rápido e desordenado crescimento das cidades brasileiras, com uma progressiva perda e descaracterização do Patrimônio Histórico, nos faz refletir acerca da constante necessidade de transformação dos espaços urbanos, paralelo às implicações referentes à qualidade ambiental e preservação do patrimônio construído.
Nossas cidades não são locais onde apenas se ganha dinheiro, não se resumem em ser apenas dormitório para seus habitantes. Nela vivem seres humanos que possuem memória própria e são parte integrante da nossa história. Por esse motivo, não passa despercebido pelos habitantes das cidades a destruição da casa de seus antepassados, de antigos cinemas, bares, teatros e outros prédios históricos. Toda essa “destruição do patrimônio” para dar lugar ao automóvel ou aos gigantes edifícios de aço e concreto deixam nossas cidades poluídas, sem emoção e seus habitantes perde um pouco da identidade e identificação com o local onde vivem.
Passado a euforia do modernismo, o homem se volta para a busca de seu passado, de suas memórias. Essa busca vem do anseio de uma civilização dominada pela técnica que deseja voltar seus olhos para o passado. Uma espécie de saudade da época em que nossas cidades eram mais humanas, em que o homem tinha mais tempo para refletir sobre seu destino.
Assim, a memória coletiva das cidades está em seus velhos edifícios. Eles são o testemunho mudo, porém valioso, de um passado distante. Servem para transmitir às gerações posteriores os episódios históricos que neles tiveram lugar e também como referência urbana e arquitetônica para o nosso momento atual. Preservá –los não só para os turistas tirarem fotos ou para mostrar aos nossos filhos e netos, mas para que as gerações futuras possam sentir “in loco” a visão de uma cidade humana e como se vive nela. Para terminar, parafraseio um importante historiador: “Uma cidade sem seus velhos edifícios é como um homem sem memória”.

* www. historiaearquitetura.blogspot.com – 20/04/09.

5 comentários:

  1. Valeu Dênio! Essa é a nossa proposta: divulgar, incentivar e realizar as boas ações em Pitangui. Um abraço.

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  2. Meus caros,
    todas as ações voltadas ao benefício de Pitangui devem ser reconhecidas e divulgadas.
    Bela postagem,Léo.
    Abraço.

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  3. òtima matéria, é bom saber que tem pessoas que se interessam pelo patrimônio histórico brasileiro e mostram as iniciativas para preservação.Muito bom trabalho.Parabéns.

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  4. Olá Eder,
    seja bem-vindo ao blog.
    Quando existe vontade política e interesse e interesse da comunidade podemos preservar o patrimônio histórico de nosso país.
    Agradecemos a sua visita.
    Abraço.

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