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quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Festa da Penha


A procissão do Mastro.
Foto: Alexandre Barros, um dos organizadores do evento.

Ainda em tempo, registramos com alegria um grande acontecimento cultural resgatado em Pitangui, em julho de 2009, a Barraquinha da Penha e a procissão do Mastro. A festa não era realizada há cerca de 10 anos e foi reativada em uma brilhante iniciativa da sociedade pitanguiense, juntamente com a comunidade do bairro da Penha.



A Barraquinha da Penha. Foto: Léo Morato.

A “Barraquinha da Penha”, essa antiga tradição da cidade e dos pitanguienses, também é conhecida como Festa de Santo Antônio e caracteriza-se pelos festejos juninos. A parte religiosa era composta por novenas e celebrações na Capela da Penha. Na versão de 2009, foi realizada a Barraquinha com bebidas, comidas típicas, apresentações de artistas locais, quadrilha junina e gente se divertido.



O povo levando o mastro, ou será o mastro levando o povo?
Foto: L. M.

Quanto a tradição do Mastro em homenagem a Santo Antônio, de acordo com o amigo Neivaldo Barros, um dos organizadores da Festa:Todo ano é escolhido um mordomo, ele recebe o povo em sua casa, cada um doa ou leva a bebida e a comida, é rezado orações e depois sai a procissão com destino ao local da festa. Ano passado (2009) fizemos homenagens para o 'Catrepa' e para o 'Márlucio do Matia Gato', pois eles eram integrantes fieis da procissão do mastro”.




O mordomo e o estandarte do Santo. Foto: A. Barros.

Em 2009 o mordomo foi o Humberto “Tibola”, que recebeu os fiéis em sua casa. Na procissão, os participantes têm a divertida e literalmente pesada tarefa de levar o mastro nos ombros, da casa do mordomo até a Capela da Penha, percorrendo algumas ruas e subindo o Morro do Batatal (antiga jazida de ouro). Acredito que é daí que veio o refrão dos versos improvisados, (o melhor da festa) cantado durante todo o trajeto; “Ô num bambeia não”!!!!



A Fulia. Foto: A. Barros.


A Quadrilha Junina. Acervo de A. Barros.

Tive a grata oportunidade de participar dos festejos em 2009 e pude vivenciar a alegria do povo, recebendo de braços abertos o retorno dessa tradição. Com a participação popular e vontade política (como vem acontecendo na cidade), as nossas tradições serão mantidas e o Turismo tornar-se-á uma opção viável para Pitangui. Fica aqui os nossos parabéns aos organizadores e o desejo que a festa continue. Ah, já ia me esquecendo “ô num bambeia não”!

Artesanato Pitanguiense.
Foto: L. M.

2 comentários:

  1. Esperamos que este ano a festa se repita com o mesmo êxito da anterior
    Parabéns aos organizadores.

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  2. É isso aí Licínio. O maior festejo popular da cidade não pode parar!

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