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quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Rio Pará


O rio Pará. Fotos: Léo Morato.
Destaque para as pilastras que sustentavam o pontilhão de ferro, com os trilhos do trem que passava sobre o rio.

Apresentamos hoje algumas peculiaridades do nosso Rio Pará, cuja preservação é dever de todos nós pitanguienses, ribeirinhos e visitantes. Uma dica para apreciar o Pará, na região de Pitangui (Velho do Taipa), é degustando o tradicional peixe frito, nos bares a beira rio, acompanhado de um limão galego, uma cerveja gelada e ouvindo os "causos" de pescadores.



O Rio Pará foi descoberto e nomeado pelos sertanistas que primeiro chegaram a Pitangui, no final do século XVII. Inicialmente chamava-se pitang-y rio das crianças sozinhas (abandonadas). Conta a lenda que um grupo de mães índias estava a beira deste rio e foram surpreendidas pela chegada dos exploradores embrenhados no sertão. Assustadas, elas deixaram as suas crianças para trás e desapareceram no mato.
Às proximidades, floresceu a colonial Vila de Pitangui, famoso centro urbando do século XVIII, patrimônio histórico estadual (possui o Centro Histórico tombado) e berço dos primeiros filhos de Minas. Com o crescimento e desenvolvimento da região, o rio Pitangui era identificado como o maior, o mais caudaloso e o mais longo, que na lingua geral da época era chamado Pará. Foi em meados do século XVIII, que essa denominação tornou-se oficial pois, em todos os documentos e escrituras passaram a adotá-la, por influência dos fazendeiros.



O Pará é afluente do Rio São Francisco, nasce próximo a Desterro de Entre Rios, na serra das Talhadas e vai recolhendo águas de inúmeros córregos e rios. Seus afluentes principais são: o rio do Peixe (Piracema), antes de formar a represa de Cajuru (Carmo do Cajuru) e do Gafanhoto (Divinópolis); um pouco abaixo, recebe águas do Itapecerica (Divinópolis), do Peixe (Pequi), do São João (Conceição do Pará), do Lambari (Alberto Isacsson) e do Picão (Martinho Campos), antes de desembocar próximo à represa de Três Marias, no município de Pompéu).
Por não cortar nenhuma cidade em seu percurso regional, é um dos poucos rios cujas águas ainda estão razoavelmente limpas.
A Bacia Hidrográfica do Pará tem 12.300 Km², abrangendo 35 municípios, 27 dos quais localizados na área de drenagem. A população desses municípios é de 510 mil habitantes (dados de 1998).

Fonte de pesquisa: A Prova 7 – Origens. Câmara Municipal de Divinópolis, pág. 31. maio de 1998.
Para informações sobre a origem do nome Pitangui, acesse o Marcador abaixo ou no menu à direita da página.

4 comentários:

  1. Valeu Dênio! Pra ser sincero, fico igual a "pinto no lixo" quando encontro um novo material de pesquisa sobre a terrinha. É muito bom conhecer sobre a história de Pitangui. Abração.

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  2. oi vou pescar neste rio sempre e gostei muito de saber mais sobre ele, só gostaria de saber se já existiu algum campeonato de pesca lá e quem foi o primeiro ganhador? haa e quais peixes ele pescou?

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  3. Prezado, vamos buscar informações... Se não me engango existe ou existiu um Clube de Pesca de Pitangui.
    Neste tópico "Na Beira do Rio" existe mais algumas matérias relacionadas, confira.
    Um abraço.
    Equipe Daqui de Pitangui.

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