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sábado, 12 de junho de 2010

Pitanguienses mundo afora: Luiza Pereira

A seção "Pitanguienses mundo afora" apresenta hoje a senhora Luiza Pereira, prima do José Luiz Peixoto, e que reside na Argentina a 29 anos ( Luiza vive com seu marido Abel Alexander (foto ao lado), em uma cidade nos arredores de Buenos Aires chamada San Miguel), mas se matém fiel às suas raízes pitanguienses. Tivemos a oportunidade de conhecê-la através do blog. Luiza conheceu o "Daqui de Pitangui" e nos mandou um e-mail com um relato muito bonito sobre suas lembranças de Pitangui e também algumas fotos de família, que ela nos autorizou publicar por aqui. Luiza ainda nos relatou que pretende lançar um livro de memórias em breve, que teremos o maior prazer em divulgá-lo.

Fica registrado aqui a homenagem de Luiza Pereira à sua família, e claro, à Pitangui.



"Pitangui está linda, bem cuidada, limpa, os casarães bem conservados e a juventude participando nos 295 anos. É importante transmitir aos jovens o espírito cívico, dar continuidade às tradiçães, respeitar o patrimnio histórico do lugar onde se nasce.
Acho que Pitangui é o resultado destas famílias tradicionais mineiras que conservam estes bons costumes.



Família reunida na porta da casa de Tia Luizinha (Rua Major Bahia)

década de 1960
Foto: acervo pessoal Luiza Pereira


Tenho esta cidade entranhada em meu ser. Ai passei os melhores anos da minha infância, as minhas mais lindas memórias deste tempo. Vivíamos atrás da Igrejinha do Bom Jesus.
Somos 6 irmãos que brincávamos nas tardes, na porta de casa e vinham as vizinhas com seus filhos para o bate papo e nós brincávamos de esconde - esconde, de roda, de fazer colar com as frorezinhas de bonina...

Aniversário de vovô Lindolfo no sítio do Paulo Teixeira, em Onça
década de 1960
Foto: acervo pessoal Luiza Pereira


Daí saía a procissão do enterro com o Cristo morto, mas antes participávamos todos os vizinhos na decoração da capelinha.
Sempre que passo perto de um cipreste o aroma me faz voltar a esta época da semana santa no Bom Jesus. Ouço o tilintar da matraca nas mãos dos coroinhas e do grito dos meninos vendendo a vela!
Lembro-me do vovô Lindolfo fazendo barquinhos de papel para que nós, os netos, soltássemos na enxurrada quando chovia.
Do quintal víamos a tormenta varrer o coqueiro do lavrado e os raios riscarem o céu. As pedras que calçavam a rua ficavam brancas e reluzentes depois de lavadas pela água da enxurrada morro abaixo.



Baile no Club Pitanguiense: tio Peixoto, tia Aguinalda, tia Ercy e Tio Lindolfo

década de 1960
Foto: acervo pessoal Luiza Pereira


Lembro-me da caminhada até a Escola Normal, do eucalípto gigantesco onde nos sentávamos à sua sombra para descansar esperando o sinal de entrada.
São tantas as boas lembranças desta terra que é como um colo de mãe!
Ah! Eu estou falando dos anos 50 a 55. É, da época da construção de Brasília, de quando morreu Getúlio Vargas, Evita Peron, Carmem Miranda.
Pitangui era deliciosa, calma, tranquila e o Padre Guerino comandando as festas religiosas, as barraquinhas, lindas festas....Tenho tantas saudades, mas eu vou visitar esta terra em breve.Vou escapar do frio da Argentina e vou respirar os ares desta montanhas mineiras, comer o pão de queijo da tia Luizinha, conversar com meus priminhos queridos José Luiz Peixoto e Lélio Martins.
Um beijo grande a todos os pitanguienses. "



Luiza Pereira

5 comentários:

  1. Os relatos da Luíza a respeito de Pitangui são emocionantes !!! Tá aí uma pitanguiense de coração !! Muito interessante quanto ela fala da "importância de se transmitir aos jovens o espírito cívico, dando continuidade às tradições culturais, respeitando o patrimônio histórico do lugar onde se nasce", acho que o nosso papel no blog tem a mesma filosofia que a Luíza citou. Se contagiamos um pitanguiense, demos o primeiro passo !! E como conversamos hoje, Licínio, o nosso contagio chegou lá nos pampas.
    Parabéns e obrigado à Luzia pelas palavras !!
    Valeu professor

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  2. Realmente é de se emocionar! Belos relatos da Luiza, bela postagem Licínio. Enquanto tiver gente entendendo o nosso propósito e se "enamorando" de Pitangui, seguimos a estrada.

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  3. Querido Licínio,essa mesma emoção que a Luíza sente ao relembrar Pitangui,eu também sinto,embora eu esteja bem mais perto que ela pois daqui de Itaúna mato minhas saudades sempre que entro neste blog.Assim como ela sinto saudades da minha infância e adolecência vividos aí nos anos 60 como ela.Adorei ler os relatos dela.Parabéns.Abraços Maria da Conceição F.Lopes

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  4. Olá Conceição,
    essas lembranças nos emocionam mesmo. Eu também me emocionei com a forma como Luiza descreveu suas lembranças de Pitangui.
    Obrigado pelo comentário. Te espero mais vezes por aqui.
    Abraço.

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  5. Luiza,
    Não sei por qual razão lembrei-me de Pitangui e acabei visitando a sua página e vendo as fotografias do Peixoto, Erci, Aguinalda, Lindolfo. Aí a memoria viaja pelos tempos de criança na casa de meu avô em Divinópoils, na casa do Paulo Teixeira, na fábrica do Paulo e assim as recordações vão se acumulando, fazendo com que nosso espírito volte aos tempos de criança. Infelizmente as vêzes os elos se perdem e somente com a ajuda de alguém ou de uma fotografia ou de algum estímulo, conseguimos por alguns momentos lembrar de quanto fomos felizes quando crianças. Meu nome é Geraldo Amaral Júnior, também longe e distante de Divinópolis por muitos anos- mais de 50 e quasi sem raízes. Foi muito bom ter acessado a sua página. Um grande abraço. Geraldo

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