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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Quero o meu ouro

Folha de São Paulo*.

Neste dia 5 de agosto de 2010, o blog Daqui de Pitangui completa 1 ano de existência e os parceiros Licínio e Dênio já fizeram belas postagens à altura desta data. Aproveito também para deixar a opinião que compartilhamos, para que a cidade obtenha o reconhecimento que lhe é merecido.

Do livro Pitangui em Trovas ,Verso e Prosa.
Por Jorge Mendes Guerra Brasil.

Nestes versos acima, do poeta pitanguiense Jorge Guerra, destacam-se algumas questões: o amor do autor pela cidade, a abordagem sobre a importância histórica de Pitangui, o questionamento sobre o destino do ouro extraído no Batatal e nos faz refletir sobre a forma de recuperar esse “ouro”.
Vejamos, é fato que por ser colônia de Portugal, a maioria dos recursos auríferos (explorados no Brasil, em Minas, em Pitangui), foi destinada àquele país. Mas devido ao Tratado de Methuen (em 1703) Portugal tornara-se dependente da Inglaterra e pagava as manufaturas Britânicas com o ouro brasileiro. Portanto, o nosso ouro só passava pelos portos de Lisboa, com destino à Inglaterra e financiou mais tarde a Revolução Industrial. Sem falar no ouro contrabandiado (cerca de 30% do total) cujo destino foi incerto.



Rumo às Minas Gerais.
Folha de São Paulo*.



Folha de São Paulo*.

Por isso, o Ciclo do Ouro em Minas Gerais (em Pitangui) foi um dos maiores acontecimentos da humanidade (veja o anexo acima), pela quantidade de riquezas geradas, pelo grande movimento migratório envolvido, pelas transformações sociais, nos meios de produção e nas artes em geral. Mas também explorou a mão-de-obra escrava e exterminou milhares de índios. O fato é que o mundo passou por grandes mudanças a partir da descoberta do nosso ouro.

Folder da Prefeitura de Pitangui, 2005.

Por ter participado diretamente desse processo histórico, Pitangui tem uma origem grandiosa (temos história, raíz, identidade). Por isso, caro Jorge Guerra, afirmo que é possível trazer de volta várias “lasquinhas” desse ouro. Ou seja, com a captação do turismo, mais dinheiro circulará no comércio da cidade, haverá mais consumo e saída para os produtos e serviços locais, mais impostos serão recolhidos, haverá necessidade de maior formação profissional, mais recursos deverão ser investidos para preservar o nosso patrimônio histórico cultural e mais vivas estarão as nossas tradições. Para tanto, é preciso continuar “arrumando a casa” e promover eventos. Mas é preciso definir o tipo de turismo que queremos. Um turismo de massa, a qualquer custo, ou turismo histórico cultural que também contemple os nossos atrativos rurais (fazendas, festas, costumes)? Só para exemplificar, ouvi no rádio, hoje, que os organizadores do Festival Literário de Paraty-RJ prevêm a presença de 20.000 turistas (durante os dias do evento), imaginem o que isso representa para a economia daquela cidade. Guardadas, as devidas proporções, Pitangui pode obter benefícios muito maiores (do que os atuais) por meio do turismo.

Mapa de Minas Gerais.

Reconhecemos as boas ações e iniciativas (públicas e ou particulares) que estão sendo empreendidas e notamos mudanças para melhor. E entendemos que quanto maior for a inter-relação entre a sociedade, as instituições sociais e de segurança, os comerciantes, os empresários e os Poderes da Administração Municipal, maior será a capacidade de estruturação e consequentemente maiores serão os resultados gerados com turismo na Sétima Vila do Ouro das Gerais.

Fonte: EXC. Liv. e Pap. N.S. do Pilar.

Fonte para o embasamento histórico:

- GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Pág 66 e 67. 37ª ed. São Paulo. Editora Paz e Terra. 37ª ed. 1996.

- * FOLHA DE SÃO PAULO. História do Brasil – Os 500 anos do país em uma obra completa, ilustrada e atualizada. São Paulo. Editora Publifolha. 2ª ed. 1997.

- VASCONCELOS, Diogo. História Antiga das Minas Gerais. Belo Horizonte. Editora Itatiaia. 4ª ed. 1999.

- TORRES, João Camilo de Oliveira. História de Minas Gerais. Volume 1. Belo Horizonte. Difusão Pan – Americana do Livro. 2ª ed. 1962.

2 comentários:

  1. O ouro está nas nossas mãos !! Basta o lapidarmos que ele brilhará !!

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  2. É verdade, caro Dênio! E cada um de nós tem um dom, um talento, um tijolo a ser colocado na construção de uma cidade perfeita para se viver e visitar.

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