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domingo, 8 de agosto de 2010

A festa da Penha

Praça do Bandeirantes - Penha.
Fotos de Leonardo Morato.

No final de julho foi realizada a 2ª edição da Festa da Penha, depois da sua reativação em 2009 (após de 10 anos desativada). Essa é uma das mais tradicionais realizações dos festejos populares de Pitangui.


A Banda Paletó de Veludo animou a noite de sábado.

A Barraquinha consiste em um espaço coberto (com decoração típica das festas juninas e julinas) onde as pessoas se divertem ao som das bandas e artistas locais, apreciam comidas e bebidas típicas (além de uma boa cervejinha) e arrematam o tradicional frango assado, acompanhado da clássica frase do leiloeiro: “Quer que espinica”?


O início da procissão, na saída da casa do mordomo.

Estivemos presentes na sexta 30 e no sábado 31/7 e comprovamos o sucesso e a organização da festa. Mas em se tratando de tradição e religiosidade, o ponto alto do evento foi a procissão do Mastro de Santo Antônio (O Bambeia).


Percorrendo as ruas do centro.

O Mordomo desse ano (responsável pela tradição do mastro) foi o Carlinhos “Bang-Bang”, que recepcionou os fiéis de Santo Antônio em sua casa, alí no Largo do São Francisco.


Nas ladeiras de Pitangui.

Nós do Blog Daqui de Pitangui não podíamos ficar fora dessa, claro, e por volta das 9 da noite do sábado 31/7 acompanhamos a saída do cortejo, levando o mastro do Santo, percorrendo as ruas do centro, subindo o morro do Batatal até a capela da Penha. A alegria dos participantes deu o tom da festa.

Olha a Fanfarra aí gente!


Se depender da nova geração, o Bambeia continuará por muito tempo.

Ô num bambeia não!

Além da alegria dos presentes, da fé e emoção em cada casa visitada durante o trajeto, o que não faltou foi o coro afinado entoando os versos e o refrão... ô num bambeia não! Mais uma vez foi um espetáculo, nas nossas andanças por esse Brasil afora nunca presenciamos nada igual. Isso é a essência de Pitangui.


Os mordomos e a bandeira do Santo.


A subida do Batatal.

A exemplo do ano passado, não poupamos elogios aos organizadores dessa magnífica festa pitanguiense. E para o ano que vem, dar uma caprichada nos sanitários da Barraquinha e na limpeza da praça (ao redor da igreja) tornará a festa ainda melhor. Para finalizar, ô num bambeia não!


O Mastro sendo erguido.
Salve Santo Antônio!



Parabéns aos festeiros da Barraquinha 2010.

Um pouco de história
Antônio é conhecido como o Santo Casamenteiro e das causas difíceis. Nasceu em 1195 em Lisboa, Portugal e morreu em 1231 em Pádua, na Itália. A veneração ao Santo no Brasil ocorreu por intermédio dos potugueses, na colonização.

-->Imagem de Santo Antônio, na Capela da Penha.
Foto: Licínio Filho.

“Enterneciam-se diante da imagem os rudes desbravadores dos matos, os ousados bandeirantes. Mal acabavam os colonos de fixar residência, juntando-se a outros em pequeno arraial, não tardavam em levantar uma ermida, uma capela em honra do Santo querido e com o tempo ela se transformava em matriz. Caso, porém, não se consagrasse a matriz a S. Antônio, era obrigatório colocar a sua imagem no altar-mor ou num altar lateral próprio. Não eram, entretanto, somente os lugares religiosos onde se tributava veneração ao Santo lisbonense. Quiseram os nossos antepassados batizar com seu nome localidades, fazendas, fortalezas, rios, serras, botequins, lojas, boticas, açougues e até Agências do Correios”.
Fonte: RÖWER, Frei Basílio. Santo Antônio. Vida, milagres, culto. Petrópolis. Editora Vozes. 8ª ed. 1981.

4 comentários:

  1. Léo,
    A manifestãção religiosa marcada pelo "Bambeia" é a parte marcante desta festa.
    Bela postagem.

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  2. É verdade meu amigo! É muito bom ver e participar desta tradição que mistura o popular ao religioso. O Bambeia é mesmo uma festa onde participa todo mundo.

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  3. Prezados,

    É muito bom ver que fetas tradicionais da nossa cidade estão sendo reeditadas, as barraquinhas de Pitangui me fazem relebrar de bons tempos!!!
    Mas uma coisa me chamou atenção, a precariedade dos sanitários!!!!!Além de um desrespeito ao usuário e principalmente ao meio ambiente, é também um problema de saúde pública!!!!O nosso município não possui banheiros químicos ???
    Para promovermos uma festa que atrái tantas pessoas devemos ter no mínimo infraestrutura para tal!!!Ou não??!

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  4. Olá José Geraldo,
    devo reconhecer que na primeira festa os banheiros estavam precários, já na segunda não fui, mas pelo seu relato a coisa não mudou muito.
    Fica registrado seu desagravo com relação às estruturas sanitárias da festa.
    Torceremos para que os organizadores solucionem este problemas nas próximas edições do evento.

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