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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Teatro em Pitangui

Quando estava participando da oficina de documentários da 1ª Mostra de Cinema de Pitangui entrei em contato com William Santiago em busca de informações sobre o Grupo de Teatro CTPENSE, do qual seu pai foi o principal articulador, pois iríamos produzir um documentário sobre o "Teatro Operário" em Pitangui que recebeu o nome de "Tecendo Memórias".
O William, como sempre, muito atencioso conosco, enviou-me algumas fotos de seu acervo pessoal, além de resgatar algumas lembranças da época.
Nesta postagem reproduzimos as fotos e os textos dos e-mails trocados com William Santiago, pois tornaram-se registros históricos.


"A tia dela, o pessoal a chamava de "Leda" ou "Lêsa" e era participante importante. Contracenou com meu pai muitas vezes. Outro que participava era o Bené (José Benedito Rodrigues Pereira), o "Bené da Gráfica". João Rios, Sebastião Leão também foram componentes do grupo.Da história, posso dizer alguma coisa. Eu era o "filho do Padre", na peça "O Tio Padre", creio de autoria de Pedro Bloch (não estou seguro), e fiz várias vezes a peça. Eu tinha seis para sete anos. Só entrava e dizia: papai, mamãe ... Era o final do segredo da peça, meu papel era "importantíssimo". Saíamos em viagens pelo interior (Pompéu, Martinho Campos), em ônibus tipo "jardineira", em estradas de terra. Em Pompéu, aí por 1957, demos duas sessões, porque era tanta gente que encheu o cinema. Eu dormia depois da minha entrada, depois me acordavam pra repetir o difícil texto: papai, mamãe, apontando para as pessoas certas e desfazendo toda a trama. "
William Santiago




"Eu era muito criança no auge do Grupo Teatral. Me lembro das minhas participações, aquelas dos longuíssimos textos (papai, mamãe) em "O Tio Padre" e as apresentações no Cine Cetepense, por causa do meu pai. Uma das peças foi "AS Mãos de Eurídice", que era um monólogo. E meu pai dominava a platéia. E acho que ele era incrível mesmo, porque, além dos dramas, tinha fama de grande comediante (e era mesmo, porque a turma ria bastante). Como te disse em email anterior, é uma herança familiar, porque o avô dele, Faustino Oto Pereira da Fonseca, e o pai, Alexandre Pereira, também participaram da vida teatral em Pitangui. Não se esqueça que existe até o anfiteatro da Praça das Cavalhadas, pra baixo do Coreto dos Nunes, que tem o nome de Alexandre Pereira Neto. As coisas que mais me marcaram foram mesmo as viagens a Pompéu. Viajávamos de jardineira, comendo poeira, entrávamos no cinema, preparávamos o cenário e mãos à obra. Demos duas sessões, pra contentar o público enorme que não pôde entrar na primeira sessão. Me lembro de, depois de encerrada minha participação, caí no sono. Nem sabia da segunda sessão. Aí, papai me foi acordar pra entrar em cena de novo. Aí, não dormi mais, fiquei escutando os aplausos que não paravam mais e achava aquilo lindo. Não tinha bem a noção do que representava, mas achava igualmente lindo."
William Santiago
09/11/2010


"pensei que tinha mais fotos. Do Grêmio Teatral Amador Prof. Sales Couto (estou quase certo que esse era o nome do grupo), só encontrei uma foto. É a cena em que participam um tal Raul (não sei quem é exatamente), Nazareno (também não sei que família) e Lesa do Sebastião Leão. Ela é a mãe do Henrique Leão. As outras fotos são de apresentações da época, como o tradicional casamento na roça. Meu pai é o padre, o noivo é o Cristino (filho do Coletor) e a noiva é Zulvane Malachias (prima da D. Yole Malachias). Falando em Dona Yole, ela também deve ter fotos, porque seu marido e suas irmãs participavam de muitas coisas da época. Já o Brasília Clube, é o clube que havia em cima do atual correio, no Edifício Liliza. Ali se dançava. Você conseguiu confirmar a autoria da peça "O Tio Padre"? O enredo era mais menos o seguinte: um senhor, solteirão, precisa provar a seu tio, um padre, que está casado e tem um filho, para entrar como herdeiro universal do tio. Como era solteirão, simula estar casado e ter um filho (o filho sou eu nessa representação). Mas o tio descobre a trama ao pedir que o suposto sobrinho se dirija ao pai e à mãe, já no final da peça. E o menino derruba os farsantes, reconhecendo o pai e a mãe corretos. Algo assim."
William Santiago

10 comentários:

  1. Reprodução de e-mail a respeito desta postagem:

    "Gentem,

    cada vez mais e mais vibro com o trabalho de vocês.

    Abração pros três,

    William"

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  2. Parabéns pela postagem, bem garimpada, Professor !!!! E elogios vindo do Mestre Willian, só nos faz ter a certeza que não estamos em estradas erradas. Estamos no caminho certo !!!!!

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  3. É isso aí, Dênio...o reconhecimento de nosso amigo William Santiago é um grande incentivo.
    Abração.

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  4. Pessoal.
    A reportagem está errada. A Zulvane Malachias é irmã do Jefferson Malachias, prima do Yole Malachias. Filha do Plínio Malachias e Georgina Nunes Malachias (Gina).Gentileza faça correção do texto.OK? Sou filho dela.Abraços.Daniel Malachias Valerio

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  5. se for quem estou pensando...
    esse william era umcara considerado"inteligentissimo" que morava na arabia saudita, filho do dinho ao qual eu era muito amiga da familia e tinha o maior respeito.

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  6. Oi Eliane,
    este é o William que você conheceu sim, filho do Dininho.
    Abraço.

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  7. As duas pessoas da última foto: Zé Baiau, o mais alto (José Antonio Rodrigues), treinador e juiz de futebol, lutador de luta-livre. O de bigode o Dininho (Ubaldino Pereira da Fonseca)

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  8. Oi pessoal,
    Vendo a foto do grupo teatral no CTPENSE, acredito que o anjo que vemos é a minha irmã Télvia. Atrás dela, não seria a minha tia Letícia? .....como é bom rever tudo isso. E o Dininho.....que figura bacana. Parabéns a todos. Zé Carlos.

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    Respostas
    1. Olá Zé Carlos.
      Este grupo de teatro marcou época em Pitangui e região,é bem provável que sejam sua irmã e tia sim. Tive a oportunidade de participar da produção de um documentário sobre o Grupo de Teatro CTPENSE e me parece que entrevistamos sua tia. O documentário está disponível no You Tube e chama-se "Tecendo Memórias", dê uma conferida ficou muito bacana. Abraço.

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    2. Ok Licínio
      Obrigado pela dica. Vou conferir.
      Abraços
      Zé Carlos
      Ps- O meu pai também trabalhou no CTPENSE atuando como ator. Vou procurar saber mais sobre.
      Abraços

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