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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O céu nas tardes de Pitangui



Este ano tivemos o prazer de conhecer e divulgar muitas histórias, causos, belezas, fatos e talentos da nossa terra. Em uma dessas garimpagens conhecemos a arte do fotógrafo Nicodemos Rosa, que pode ser chamado de mágico das lentes. Então, nada melhor do que fechar o ano apreciando mais algumas pinturas desse artista. Divulgamos hoje 11 imagens para brindar o ano novo, agradecer as conquitas e reafirmar as esperanças para 2011. Aos amigos, visitantes, seguidores e colaboradores do Blog Daqui de Pitangui, muito obrigado pela companhia em 2010. Continuem apoiando a nossa missão de valorizar Pitangui, lançando outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro das Gerais. Um fraterno abraço a todos!!!
Equipe Daqui de Pitangui.





























Para conhecer mais fotos do pitanguiense Nicodemos Rosa acesse o Marcador: Nas Lentes de Nicodemos Rosa (aqui no blog) e os endereços abaixo:

http://picasaweb.google.com/narropit
http://panoramio.com/user/nicodemosrosa

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Pôr do Sol na Mata do Céu


Fim de tarde.

Os olhares do Blog Daqui de Pitangui, divulgam mais um belo cenário pitanguiense. Trata-se do Hotel Fazenda Mata do Céu. O nome já diz tudo! O espaço fica alí aos "fundos" da Penha, é aberto à visitação e dispõe de serviço de bar. A dica de hoje é curtir o fim de tarde na companhia de amigos, sob um bom bate-papo. Em breve divulgaremos mais detalhes sobre esse cantinho pitanguiense.

Hotel Fazenda Mata do Céu.
Fotos: Léo Morato.

domingo, 26 de dezembro de 2010

História da Indústria Têxtil em Pitangui

A partir de hoje postarei alguns artigos sobre a história da indústria têxtil em Pitangui.
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PARTE I – ORIGENS
Durante o período colonial a produção têxtil na região das Minas Gerais ocorria em escala doméstica, de forma artesanal. Os acordos firmados entre Portugal e Inglaterra a partir da segunda metade do século XVII prejudicaram o desenvolvimento de um setor manufatureiro tanto em Portugal quanto no Brasil, que atendendo à lógica mercantilista, em vigor naquele momento histórico, assumia o papel de fornecedor de matérias primas e consumidor de manufaturados vindos da metrópole.
Em meados do século XVIII, durante o reinado de D. José I, assumia o cargo de Secretário de Estado do Reino (1750-1777) Sebastião José de Carvalho e Melo, o primeiro Conde de Oeiras e Marquês de Pombal. Representante do Despotismo Esclarecido em Portugal, colocou em prática uma série de medidas que buscavam criar alternativas econômicas que diminuíssem a dependência de Portugal em relação à Inglaterra. Neste sentido, procurou dinamizar a produção portuguesa em relação à concorrência estrangeira - em especial a inglesa -, desenvolveu o comércio colonial visando o enriquecimento da metrópole e estimulou a produção manufatureira, possibilitando que em Minas Gerais iniciasse uma produção têxtil rudimentar, pois não havia na colônia capital privado para alavancar esta atividade.
Com a morte de D. Jose I, assume o poder D. Maria I, a louca, que destitui Pombal do cargo e, em 05 de janeiro de 1785 assina o Alvará proibindo a produção manufatureira no Brasil. Com a determinação de D. Maria, todos os teares foram imobilizados e recolhidos. Em Pitangui e em outras localidades mineiras houve resistência e a produção têxtil permaneceu clandestinamente. Só com a chegada da corte portuguesa ao Brasil em 1808 a produção têxtil foi retomada, com a revogação do Alvará de 1785.
No decorrer do século XIX a produção têxtil em Minas Gerais se dividia em dois processos produtivos: a produção doméstica e a produção fabril. Em Pitangui, o primeiro processo produtivo já vinha se desenvolvendo desde o século XVIII, já que havia matéria prima oferecida pela produção algodoeira local. Uma parte desta produção era enviada para outros mercados como o Rio de Janeiro e Bahia, enquanto outra parte era consumida internamente. Corroborando com o exposto aqui MELLO (1991) afirma que em 1812 Eschwege encontrou em Pitangui uma ativa produção de fiação e tecelagem e que a vila, juntamente com Minas Nova era um importante centro de venda de algodão, que era enviado para o Rio de Janeiro, com destino final o mercado inglês.
A produção têxtil doméstica ainda permaneceu ativa até a década de 1960, como bem comprova o folclorista Saul Martins em sua obra “A indústria Caseira em Pitangui” (1966), que ao percorrer o município de Pitangui identificou e registrou várias famílias que ainda sobreviviam da produção doméstica de fios e tecidos.
Fonte:
MARTINS, Saul. A Indústria Caseira em Pitangui. Série Artesanato.Belo Horizonte,Imprensa Oficial:1966.
Na próxima postagem falarei sobre a fábrica do Brumado.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Visite Pitangui!!!

A Torre da Igreja.

O ato de viajar é praticado desde os primórdios da humanidade e a atividade turística vem evoluindo através dos tempos para proporcionar prazer e comodidade a quem viaja. Quem não gosta de aproveitar o tempo livre e por o pé na estrada para visitar parentes, amigos e conhecer lugares novos? Por que não sair da rotina e combinar lazer com descanso, para renovar os planos e recarregar as energias? Breves ou demoradas, boas viagens fazem bem à saúde, proporcionam bem-estar e ficam para sempre registradas na memória e nas fotografias. As viagens aumentam a bagagem cultural, proporcionam conhecimento, diversão e aproximam os povos.

A lua...
Foto: Dênio Caldas.

Então, tá esperando o quê? Pé na estrada, visite Pitangui-MG-Brasil!!! Pegue o trem da história para conhecer a Sétima Vila do Ouro das Gerais, uma cidade acolhedora, cativante, com um povo hospitaleiro. Venha conhecer os nossos músicos e bandas, os nossos casarões, as fazendas centenárias, as igrejas antigas, a tradicional comida mineira e o nosso folclore. Venha percorrer as nossas trilhas, apreciar o pôr do Sol na Cruz do Monte e ver a lua nascer atrás da Igreja de São Francisco. Venha participar de nossas festas, descer (e subir) as ladeiras, subir as serras, andar pelas matas e apreciar nossos rios... Venha conhecer nossos “causos” e tomar uma cerveja gelada acompanhada de boa música e dos petiscos variados em nossos bares e restaurantes. A cidade dispõe de boas opções de hospedagem, de serviços em geral e tem um clima bucólico propício ao turismo histórico cultural, ecológico e rural. Pitangui espera por você!

Para mais informações sobre a cidade, acesse o site oficial: http://www.pitangui.mg.gov.br/




"Pelas ruas que andei, procurei. Procurei, procurei te encontrar".
Alceu Valença.





Ficha Técnica (autoria) ao final do vídeo.


CONSUMO CONSCIENTE: BAGAGEM LEVE, NA IDA E NA VOLTA...


Veja, abaixo, cinco dicas que ajudam a tornar sua viagem mais confortável, mais prazerosa e também mais sustentável:


-->Viaje leve – Carregando pouca bagagem, é mais fácil deslocar-se, utilizar ônibus, andar de bicicleta ou mesmo a pé. Além da economia de combustível e de menor impacto ambiental, permite maior convívio e interação com o povo e com os costumes locais.


-->Racionalize o consumo de água e energia – Na hospedagem, se possível, dispense a troca diária de toalhas e roupas de cama. Apague as luzes e desligue aparelhos elétricos ao sair do quarto. Não use sabão ou detergente em cachoeiras e rios (o planeta agradece).

-->Siga as trilhas e cuide do seu lixo – Nos passeios, respeite os limites das áreas de visitação. Só jogue lixo nos locais adequados e pratique a coleta seletiva sempre que puder. Dos locais visitados, leve apenas fotos, suvenirs e boas recordações.

-->Prefira produtos locais e valorize guias nativos – Pratos típicos, artesanato e artigos regionais expressam a cultura local e são fonte renda e sustento. Por isso, valorize-os para fortalecer a identidade cultural, prefira os serviços de guias nativos, contribuindo para que essa atividade (o turismo) seja economicamente sustentável.

-->Planeje os gastos – Faça um orçamento para que a viagem seja do tamanho de suas possibilidades. Inclua gastos com pequenas despesas e presentes. Não ultrapasse o planejado; controle o uso de cartões de crédito, para não trazer dívidas na bagagem.

Fonte: Adaptado do Jornal Cooperforte nº 55/ dez 2010.



Demais fotos desta postagem: Leonardo Morato.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Desejamos a todos Boas Festas!!!!!

Nosso amigo Paulo Salatiel nos mandou um lindo cartão de Natal que estamos compartilhando com todos os nossos visitantes. Durante estes 16 meses de existência do blog "Daqui de Pitangui" tivemos a oportunidade de conhecer várias pessoas que nos visitaram e firmaram laços de amizade que nos emocionam alimentando nosso desejo de continuar com este trabalho de resgate de memória e também de divulgação de Pitangui. O feedback tem sido bastante positivo.
Ao compartilharmos esta mensagem natalina aproveitamos para desejar a todos que nos prestigiam Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, que as bençãos de Deus se espalhem e nos fortaleçam para seguirmos nossa caminhada.
A todos nosso fraterno abraço.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

1822 - Dica de Leitura


A dica de leitura de hoje, para quem também gosta de História, é o livro 1822 de Laurentino Gomes (mesmo autor de 1808). Além dos importantes acontecimentos do ano de 1822, como o Dia do Fico em 9 de janeiro e a Proclamação da Independência em 7 de setembro, o livro relata os principais fatos e as grandes adversidades vividas no país, que começava a formar a sua identidade, na regência de D.Pedro I.
Sobre o “Grito do Ipiranga” o livro cita a participação do Padre Belchior, vigário de Pitangui e conselheiro do Imperador, veja alguns trechos a seguir:

Em relação à montaria de D. Pedro o autor afirma que nem de longe se parecia com o belo alazão retratado no famoso quadro "O Grito do Ipiranga" e escreve:


“Outra testemunha, o padre mineiro Belchior Pinheiro de Oliveira cita ‘uma bela besta baia’. Em outras palavras, uma mula sem nenhum charme, porém forte e confiável” (GOMES, pág.30, 2010).

Sobre a comitiva de D. Pedro, o autor afirma:


"Eram todos muito jovens, a começar pelo próprio D. Pedro que completaria 24 anos um mês depois, no dia 12 de outubro. Padre Belchior, com a mesma idade, nascido em Diamantina, era vigário da cidade mineira de Pitangui, maçom e sobrinho de José Bonifácio" (GOMES, pág. 30, 2010).

No livro, é citado também que quatro anos mais tarde (1826) o Pe. Belchior escreveu um depoimento sobre o que havia testemunhado:

"D. Pedro tremendo de raiva arrancou de minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e deixou-os na relva. Eu os apanhei e guardei. Depois virou-se para mim e disse:
- E agora, padre Belchior?
Eu respondi prontamente:
Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil será prisioneiro das cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e a separação.
D. Pedro caminhou alguns passos, silenciosamente, acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros, em direção aos animais que se achavam à beira do caminho. De repente estacou no meio da estrada dizendo-me:
- Padre Belchior, eles o querem, eles terão a sua conta. As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre separado de Portugal.
Respondemos imediatamente com entusiasmo:
Viva a liberdade! Viva o Brasil separado! Viva D. Pedro!
O Príncipe virou-se para o ajudante de ordens e falou:
Diga à minha guarda que eu acabo de fazer a independência do Brasil.
Estamos separados de Portugal.
O tenente Canto e Melo cavalgou em direção a uma venda, onde se achavam quase todos os dragões da guarda". (GOMES, pág.36, 2010).

Em outra versão, no próprio livro, o Alferes Canto e Melo relata que D. Pedro proferiu a célebre frase:


- É tempo! Independência ou morte! Estamos separados de Portugal! (GOMES, pág.37, 2010).


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Mas como já disse o professor Licínio: "Para a nossa sorte na história não há verdades definitivas".

Fica aqui a nossa dica de Leitura de Hoje!

GOMES, Laurentino. 1822. Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado. 1ª ed. Rio de Janeiro, Editora Fronteira 2010.
Túmulo de Pe. Belchior no Adro da Igreja Matriz de Pitangui.
Foto: Paulo Campos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os “Cavaleiros Redondos” visitarão Pitangui


Os Cavaleiros.

Como foi falado pelo Licínio na sexta passada, dia 17, o blog vem atraindo a atenção e a amizade virtual de pessoas que se identificam com o nosso trabalho e que se encantam com Pitangui, por meio das postagens. Recentemente, conhecemos virtualmente a Ana Teresa (amiga do Dênio em BH) que nos apresentou os Cavaleiros Redondos da Távola. O grupo pratica caminhadas, viagens e outras atividades em comum, como a arte da culinária. Em breve receberemos a visita dos nossos novos amigos, para umas folias em Pitangui. Então, vamos conhecer um pouco dessa galera, pela própria Ana Teresa. Sejam bem vindos Cavaleiros!!!


"Comilança"

Os cavaleiros se conheceram em uma viagem a Corumbau - BA em Janeiro de 1996. Lá em Corumbau ficamos numa pousada sensacional, que tinha uma única mesa redonda - com 6 cadeiras. Lógico que só sentávamos nela, para caber todo mundo. Nos vários passeios que fizemos fomos percebendo que toda mesa que a gente escolhia pra sentar era redonda.... então, numa brincadeira, surgiu o nome - Cavaleiros Redondos da Távola. Intitulamos-nos "Redondos" ou "Cavaleiros".
Os redondos são muito ecléticos. Prá falar a verdade somos bem diferentes em vários aspectos, mas o legal é isso. Deixamos o tempo ir mostrando o perfil de cada um. Acho que isso nos mantém unidos, mesmo que fiquemos um longo tempo sem nos falarmos. Entre os cavaleiros houve uma perfeita sintonia, e desde então o grupo já fez várias viagens juntos (e separados), sem contar os cinemas, exposições, etc., e se encontra quando pode, para comilança e para momentos agradáveis.
A nossa formação inicial era: Jane, Mara, Neil, Vitor, Carlos, Ana Teresa. Agora somos: Carlos & Simônia, Vitor & Elisa, Mara, Neil e Ana Teresa.
Dentre nós, temos profissionais liberais, professores, funcionários públicos, unidos pelo gosto comum em caminhar e se reunir para um bom papo em uma tarde de comilança. Três outros não-redondos irão a Pitangui conosco: Regina (minha grande amiga) e o marido, e Ivano (meu veterinário... ops!). E por falar nisso, o povo tá animado, viu! Chova ou faça sol - já estamos nos preparando para o passeio a Pitangui!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Instalação da Câmara Jovem

No dia 09 de dezembro a Câmara Municipal de Pitangui promoveu a solenidade de Instalação da Câmara Jovem e a realização da primeira Sessão Plenária dos Vereadores Estudantes.



A criação da Câmara Jovem foi fruto de projeto desenvolvido pela professora Damary, da Escola Estadual Gustavo Capanema, em parceria com a Câmara Municipal convidou as escolas da rede pública e privada do município para participar do projeto que tem como objetivo aproximar a comunidade do poder legislativo, como também, criar um canal objetivo para a prática da cidadania.


Os Vereadores estudantes foram eleitos em suas escolas e, em seguida, por meio de sorteio, a câmara elegeu os 9 representantes que terão mandato de 1 ano.

Vereadores Estudantes, respectivas Escolas e Vereadores Conselheiros
Caíque Braga de Faria - E. E. Padre Joaquim Xavier Lopes Cançado
Vereador Conselheiro Alexandre Maciel de Barros
Heitor Luiz Hermisdorff A. Silva - Instituto Ester Valério
Vereador Conselheiro José Raimundo de Vasconcelos (Jota)
Hélio Modesto Faria Cordeiro - Sistema Pedagógico Otoni Braga
Vereador Conselheiro Djair Silésio Rodrigues
Kamila Ramos Barcelos - E. M. Jorge Morato (Rio do Peixe)
Vereador Conselheiro Francisco Chagas Filho (Chiquinho da Penha)
Laís da Silva Morato - E. E. Gustavo Capanema
Vereador Conselheiro Márcio Antônio Gonçaves ( Denguinho)
Luis Felipe Ribeiro Morato - E. M. Dr. José Lima Guimarães (Brumado)
Vereador Conselheiro Amilton Flávio Dias de Barcelos (Neco do Tim do Zé da Cota)
Sumel Vasconcelos de Faria - Centro Educacional "Prof. Francisco Saldanha"
Vereador Conselheiro José Lopes de Faria Sobrinho (Lopinho)
Sara lves de Souza - e. e. Professor José Valadares
Vereador Conselheiro Célio de Oliveira Campos (Célio Leiteiro)
Vitor Alves David Junior - E. E. Monsenhor Artur de Oliveira
Vereador Conselheiro Irene Susana da Silva Melo Franco

Fotos desta postagem: Licínio Filho

domingo, 19 de dezembro de 2010

Outras riquezas minerais de Pitangui - Parte II Cobre

Dando sequência às postagens com material produzido por Vandeir Santo,s sobre as riquezas minerais de Pitangui, apresentamos a segunda parte do artigo "Outras riquezas minerais de Pitangui".
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O Cobre (Cu) é um metal de coloração avermelhada, dúctil, maleável e bom condutor de eletricidade, sendo o principal elemento na fabricação de cabos e fios elétricos. O elemento está presente também em ligas muito importantes como o latão e o bronze.
No arquivo de Pitangui existem referências a existência de minério de cobre no município já no ano de 1926 mas na internet é possível encontrar decretos autorizando a pesquisa do mineral em Pitangui somente na década posterior:


A fazenda Indaiá ainda se mantém imponente e bem conservada às margens da estrada que liga Conceição do Pará a Leandro Ferreira e atualmente se encontra em terras deste último município, a 4 quilômetros da sede. Fui ao local acompanhado do Sr. Geraldo Lacerda, parente dos antigos donos, que me afirmou que a exploração do cobre não chegou a acontecer devido o minério existente no local ter um baixo percentual do metal, o que inviabilizava economicamente a implantação da estrutura destinada a extrair o produto. Tal fato não impediu que de frente a fazenda, ao longo da linha de trem, fosse criada a “Parada da Mina do Cobre” muito provavelmente para permitir o transporte do minério caso o processo de extração viesse a ser implantado.


Local onde estaria a mina de cobre - Foto: Vandeir Santos


Fazenda Indaiá - Foto: Vandeir Santos


O local onde foram realizadas as pesquisas se encontra atrás da fazenda Indaiá, em terras que hoje pertencem a outras fazendas e do processo não restou nenhuma evidência em virtude do preparo do terreno para a exploração da pecuária, mas ficaram os decretos que documentam mais uma das inúmeras riquezas de Pitangui.
Vandeir Santos

sábado, 18 de dezembro de 2010

CAP x PEC - Craques do passado

Foi realizado no dia 05 de dezembro passado, mais uma edição do CAP x PEC - CRAQUES DO PASSADO, que reúne a nata futebolística pitanguiense para uma disputadíssima pelada. Nos últimos anos o evento vem sendo organizado na AABB, sob a batuta do grande incentivador do esporte em Pitangui, Gilberto Becô. A foto nos foi cedida pelo Jornal O Independente.

Um clássico pitanguiense!!!

Clique na imagem para ampliá-la.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Agenda 2011:trekking em janeiro

O blog vem se tornando um ponto de encontro de pessoas que surgem de todas as partes destas veredas virtuais. E é incrível como elas nos parecem tão familiares. Agora mesmo conhecemos a Ana Teresa, amiga de Dênio Caldas e, que faz parte de um grupo praticante de trekking chamado "Cavaleiros Redondos".

Ao visitar nosso blog Ana se encoantou com Pitangui e já articula a vinda dos "Cavaleiros Redondos" à "Velha Serrana" para conhecer o patrimônio histórico cultural ecológico da cidade. Estamos combinando um encontro para janeiro de 2011, mas já vou apresentando um pouco das belezas naturais daqui de Pitangui a eles nesta postagem.

Se mais alguem se interessar em participar desta caminha é só se manifestar pelos comentários da postagem, que será bem vindo.






Licínio e Dênio no início da trilha



Pelo conhecimento que adquiimos a respeito das trilhas no entorno de Pitangui sugerimos que seja percorrida aquela que se inicia na mata próxima ao campo do São Francisco e que nos leva até a Cruz do Monte. Ao todo o percurso deve ter uns 7 km.



No início da caminhada subimos a serra por uma trilha que nos proporciona uma visão maravilhosa da cidade. A subida não apresenta grandes obstáculos e preciso apenas resistência.




Ao atingirmos o topo da serra encontramos nova trilha, desta vez,

plana e tranquila de se percorrer.



Uma parada para desanso e em seguida é retomada a caminhada.





Se o tempo colaborar poderemos desfrutar de um horizonte maravilhoso.




Sem quere, Dênio e eu quase reproduzimos a capa do álbum "HELP", dos Beatles




Os registros fotográficos não podem faltar.

Chegada à Cruz do Monte, pausa para mais um descanso e admirar a paísagem. Depois é seguir em frente para descer a serra.




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Palmeiras de Pitangui

Em 04 de agosto de 2010, postamos uma matéria comentando o livro de Monsenhor Bicalho, Palmeiras de Pitanguy, editado em 1948, em que o autor faz um relato das palmeiras existentes em Pitangui. Nesta postagem, transcrevemos a respeito das palmeiras que existiam onde hoje é a Câmara Municipal. A transcrição foi feita na íntegra, respeitando a grafia original editada.

Aos pitanguienses dedico estas páginas em troca de alguns cruzeiros para a Santa Casa de Pitangui, cuja construção teve o seu acabamento, há 100 anos 1847.
Monsenhor Bicalho/1948.




As palmeiras do Banco Hipotecário


As três palmeiras, imponentes, ao lado do antigo Banco Hipotecário.
Foto: Arquivo Público Mineiro.
Em 1884, ainda no regimen monárquico, o finado João Alves Machado indo ao Rio de Janeiro, ao regressar das côrtes, encantado com a formosura das esbeltas, palmeiras de D.João VI, arrancou do convívio aristocrático da Côrte, transplantando para Pitangui, três crianças – três palmeirinhas que por ele plantadas junto da Capela de Santa Rita, onde está hoje o Banco Hipotecário, cresceram e se tornaram moças, conservando o mesmo luxo da Metrópole, os mesmos hábitos de linhagem nobre fugindo sempre toda a relação com os coqueiros daqui, de família humilde, de vida diferente. Apesar de sua origem dessemelhante e de costumes fidalgos, adaptaram-se ao meio e se tornaram formosas e ricas, mais bem afortunadas que os naturais cuja vida de exíguos recursos os transtornou pobres, depauperados uns e doentios outros como os que moram perto da Capela da Cruz.

Aqui percebe-se, ainda, as três palmeiras.

É mesmo assim a condição da vida. Os estranhos são muitas vezes bem sucedidos que os naturais. Aqui conquanto hajam adquirido fortuna alguns cavalheiros cujos nomes não cito, para outros não melindrar, há peregrinas somas de tesouros estranhos do nosso “habitat”. Ao meu ver, as palmeiras tomaram a melhor posição na cidade. Foram residir num dos melhores pontos da nossa “urbs”.

“Um trecho d´horizonte
Que se avista bem
Da estação local
Lá em cima, além”



Aqui, só duas restaram.
Analisando as fotos anteriores, nessa foto, a palmeira do meio já não existia mais.

Tenha n’álma depois que te conheci, ó encantadora trindade, um murmúrio, uma alvorada, uma alacridade de qualquer coisa que ilumina a alma, um entusiasmo que me desperta alegria, das alegrias das manhãs de festas, das festas da ressurreição do meu espírito.


Aqui, infelizmente elas já não mais existem.
Foto: Léo Morato. 02/2009.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dr. Marcial e o arquivo do Verinho

Dr. Marcial conferindo as fotos. Ao fundo, o Verinho.
Foto. Léo Morato.


Um dia desses encontramos o Dr. Marcial lá no Bar do Verinho, conferindo o acervo de fotos históricas, incluindo o futebol pitanguiense em décadas passadas. O Dr. Marcial é médico, foi goleiro do Atlético Mineiro e, em Pitangui jogou e foi treinador do CAP - Clube Atlético Pitanguiense. Como o meu tempo estava escasso, o dedo de prosa ficou para depois. Para saber mais sobre esse pitanguiense de coração (como diz o Dênio Caldas), acesse o marcador de postagem "Dr Marcial".

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Estude no CEPFS

O Centro Educacional "Professor Francisco Saldanha",
a escola onde trabalho, está com matrículas abertas.