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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Quintais da minha infância

Folhas e frutos no chão molhado.
Assim como em várias famílias pitanguienses, todos os anos temos o hábito de reunirmos no dia 1º de janeiro, para um almoço de ano novo na casa do meu finado avô (ponto de encontro da família). Neste ano, após o almoço, resolvi descer até o quintal para rever o lugar onde brinquei durante boa parte da infância.


O pé de manga.
Foi bom ver a velha mangueira, os pés de jaboticabas, a antiga parreira de uvas, ouvir o canto dos pássaros e sentir o cheiro da terra molhada. O cenário não é mais o mesmo, as crianças cresceram e outras chegaram. Não existem mais a cabana (que construímos com bambú, cordão e folhas de árvore), o cipó para pendurar e a velha arapuca onde pegávamos (e soltávamos) os passarinhos que vinham comer os frutos do quintal.


As jaboticabeiras.

Por outro lado, vi o pé de acerola (cheio de fruta), que não existia naquele tempo. Também revivi lembranças, parte da minha história, a bela vista para o bairro da Penha e até as broncas: "Não vai sujar essa roupa heim". "Desce daí (árvore) cuidado pra não se machucar". "Menino sai daí, tá na hora de ir embora".


As acerolas espalhadas pelo chão.



A antiga parreira de uvas.

Em uma comparação com a história da cidade, faço essas ponderações para abordar sobre a importância de termos raízes e referências. Em Pitangui, os casarões centenários, as tradições culturais e os saberes e fazeres passados de pais para filhos são a nossa identidade, a nossa marca, o que nos diferencia, por isso precisam continuar a ser preservados e praticados.


A vista do quintal numa tarde nublada.
Fotos desta postagem: Leonardo Morato

6 comentários:

  1. Fantástico, Leo! Deu saudades de minha Diamantina querida, das alegres reuniões com tios e primos ao redor do fogão a lenha para um belo frango ao molho pardo... e da casa de minha avó aqui em Bh onde morei toda minha infância (galinheiro,pomar,carinho de vó,cheiro de bife com batata frita, sopinha no final da tarde, rezar a ave maria às 6 hrs...). Eu ainda tento preservar minha simplicidade e minha alegria... apesar de tudo...grande abraço e obrigada pela postagem - Raízes e referências fazem mesmo uma grande diferença em quem somos!

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  2. Que legal Ana! Acredito que podemos resumir esses sentimentos numa palavra: MINEIRIDADE!!!!

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  3. Obrigado pelo incentivo ao nosso trabalho, Welbert! Abração.

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  4. Leo, "Quintais da Minha Infâncias".É o quintal de seu Avô Wilson? Se for tambem é o quintal de minha infância, no qual passei momentos inesquecíveis com seus Tios, inclusive sua Mãe Mª Augusta. Que saudades.Parabéns p reportagem.Bjs,Neuza Lopes,Contagem-MG

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  5. Olá Neuza.Isso mesmo, é o quintal do meu avô. Que bom que você sabe do que estou falando! Precimos nos encontrar para bater um papo. Um abraço.

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