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domingo, 1 de maio de 2011

O Jaú da Pipoca

A Pipoca do Jaú.


Na sexta feira da Paixão desta Semana Santa em Pitangui, por volta das 8:30 da noite, tivemos a oportunidade de bater um papo com o senhor Raimundo Reis da Silva, enquanto ele trabalhava nas proximidades da Matriz. Você o conhece? E se falar Jaú da Pipoca fica mais fácil? Pois é, há mais de 50 anos o Jaú faz a pipica para os pitanguienses de todas as idades. Segundo ele: "Tem mininu que comprava pipoca aqui comigo e hoje já traz os netos".



O Jáu e a D. Irani atendendo a clientela.

Nascido em Caeté - MG, em 20/7/1941, Jaú nos contou que o seu pai fabricava e comercializava fogos de artifício. E que ele e os irmãos saíam pelas cidades vizinhas para vender os foguetes, então foi aí que ele conheceu Pitangui e nos revelou: "gostei tanto daqui de Pitangui, que acabei ficando e estou até hoje".




No preparo da pipoca.



O Senhor Raimundo Reis da Silva disse que já fez muita coisa e trabalhou até no circo Irmãos Elias que existiu em Pitangui por uns tempos. Contou também que faz pipocas em festas, batizados, aniversários e encontros familiares. E que já chegou a vender 300 sacos de pipoca em um único dia.


Olha a pipoca aí gente.


Nos minutos em que esticamos a prosa, o Jaú contou um pouco da sua história. Mas há um fato que não foi contado por ele, mas ouvimos por aí: O Jaú tinha um carrinho maior, que facilitava o armazenamento e a comercialização da pipoca. O carrinho ficava guardado no "beco" ao lado do Banco do Brasil e, segundo contam, numa madrugada destruíram o carrinho por puro vandalismo. Lamentável. Soubemos também, que um empresário local estaria se mobilizando para conseguir um carrinho melhor para o nosso pipoqueiro. Nada mais justo, nós apoiamos esta iniciativa que será um merecido presente para os 70 anos do Jaú!!!



O movimento estava bom neste dia, heim Jaú!?

Neste 1º de maio, dia do trabalhador, fica aqui a nossa homenagem e o nosso agradecimento ao Jaú que há décadas faz a alegria da meninada vendendo a sua pipoca e contribui para que predomine esse clima hospitaleiro e essa característica interiorana de Pitangui.

5 comentários:

  1. Pessoal, que matéria brilhante! Não haveria idéia melhor em colocar um trabalhador como o Jaú que está religiosamente na porta da matriz todos os domingos pra vender sua pipoquinha. Me lembro que era criança e ia com minha mãe a missa e sempre pedia pra ela levar o dinheiro da pipoca pra depois da missa. Realmente, pelo carrinho da foto, dá pra ver que mudou porque me lembro do carrinho maior. O dia do trabalho merece ser representado por esta figura da nossa Pitangui, simples, mas de forte, honesta e boa índole que ganha seu pão sem fazer mal a ninguém. Parabéns ao Jaú pela persistência e ao blog pela matéria. Abraços, Fabinho

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  2. Oi Léo,
    já vi este senhor várias vezes com seu carrinho de pipoca perto da Matriz, gosto muito de pipoca , mas ainda não comprei a do Jaú. Em minha próxima ida à missa na Matriz vou dar uma parada no carrinho dele.
    Bacana também a homenagem aos trabalhadores na figura do Jaú da pipoca.
    Valeu!

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  3. Olá Léo,
    Parabéns pela postagem mostrando este trabalhador que adotou Pitangui e fez história na cidade.Tocou-me profundamente a históri de seu Jaú. Tomara que ele consiga um carrinho novo.
    Olá Licínio,
    Obrigada pela visita, é sempre um prazer grande ter você em meu cantinho. Achei bonito ver você dizer que vai a missa. Sou de familia católica também.
    Um abraço,
    Dalinha

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  4. Meus amigos, realmente a homenagem ao sr. Jaú é merecida! Fico grato com essa possibilidade que o BLOG tem de divulgar a importância de algumas pessoas para as tradições pitanguienses.
    Um abraço.

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  5. Leonardo, boa tirada esta de resgatar um pouco da história do Jaú. Ele mora na minha vizinhança, próximo a Praça Antonio Fiúza; aliás, mais próximo mesmo é do "bar do guezinho".

    O Jaú era só festa para a minha filha Isadora a uns cinco anos atrás quando, praticamente todos os fins de semana, passava na minha porta, carrinho de pipoca carregado, subindo a rua da cavalhada aos pouquinhos. Descansando. Ia rumo ao "poliesportivo" naquele tempo em que o "João Quiqui" promovia as mais variadas festas naquele clube.
    Era o Jaú apontar lá na "gruta" (pequena gruta erguida na extensão da Praça Antonio Fiúza, em frente a casa do Rodrigo Advogado) e a Isadora, com sentido nas pipocas, esperava ele ir chegando devagarinho.
    Aí o Jaú parava, descansava os braços. Atendia a Isadora. E vai converda...
    Depois, ia, paripasso, rumo ao Poliesportivo tracionando o seu carrinho.
    Bom e velho Jaú.

    A meses não o vejo, senti saudades dele...

    Se necessário, podem contar comigo para ajudar o Jaú na aquisição de outro carrinho, estou em casa aos fins de semana.

    Grande Abraço.
    Geraldo Wagner Gonçalves
    Praça Antonio Fiúza.

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