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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Negros no Estúdio do Fotógrafo

Por Sandra Koutsoukos.



Este é o título do livro de autoria da pesquisadora Sandra Koutsoukos, que conta uma parte pouco divulgada da nossa história por meio da fotografia.


Cartão -postal na década de 1880.


O livro é o resultado de uma ampla pesquisa realizada em diversos arquivos (públicos e particulares), para a defesa de sua Tese de Doutorado no Instituo de Artes da UniCamp em 2006. No trabalho, a autora tece importantes ligações entre os relatos de negros e a situação social reinante no Brasil oitocentista.




Senhor branco e os seus escravos (com os pés descalços).



Para a delimitação do objeto de estudo, foram escolhidas as fotografias feitas em estúdio, encontradas nos álbuns das famílias aristocráticas da época.




Ama de leite e o "filho" branco. Ama-seca com as crianças brancas.



O que chamou a atenção da pesquisadora, foram as imagens das amas de leite, das amas-secas (babás), dos serviçais e dos escravos forros. Estes últimos, precisavam se vestir a carater para comprovar a sua condição de alforriado e tinham o direito de usar sapatos.




Um negro alforriado e os escravos vestidos com os trajes da época.



Apesar de revelarem uma situação de aparente submissão e de retratarem os negros como coadjuvantes na relações sociais da época, o livro resgata e revela a importante participação dos negros na formação da nossa identidade. Por meio desta obra, podemos entender (ou deduzir) sobre alguns acontecimentos ocorridos também em Pitangui, que estava inserida no contexto escravagista do século XIX. Fica aqui a nossa dica de leitura de hoje.



Obra: KOUTSOUKOS, Sandra Sofia Machado. Negros No Estúdio Do Fotógrafo. Editora Unicamp. 1ª ed. Campinas-SP, 2010.



Fonte desta postagem: Revista Fotografe Melhor. Ano 15, nº 174. Março de 2011.

Um comentário:

  1. Ubuntu. As coisas são resultado de um processo onde tudo se encadeia na Natureza. Visualiza-se, ficam mais frias as Classe Média desmamadas precocemente e criadas com leites artificiais. Para as europeias super vaidosas, o amor materno significava coisas de negros escravizados, coisas de índios, o que as faziam crer que amamentação não tinha nada a ver com uma dama, e esse comportamento escroto era copiado pelas demais classes como sinal de distinção social. Primeiro era o preconceito europeu com o seu genocídio cultural, mais tarde foi reforçado o desmame pela máfia do leite em pó, que passou a interferir com um sete uns nas mentes das mães quanto a sua capacidade de amamentar. Na prática, nem o leite fraco, nem a falta de leite podem ser comprovados.

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