Seguidores

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ném Teodoro - Uma homenagem especial



Dizem que nunca é tarde para homenagearmos as pessoas das quais gostamos. Mesmo atrasado, hoje cumprimos nosso dever em relatar um pouco do nosso saudoso Rossiano Teodoro de Mendonça, o Ném Teodoro.




Rossiano Teodoro de Mendonça, mais conhecido como Nem Teodoro, nasceu em Pitangui – MG, aos 14 de abril de 1926. Casado com Conceição Ribeiro de Mendonça num convívio feliz de mais de 54 anos teve os filhos Edwirdes, Mauro e Rossiano.






Membro fundador do tradicional “Conjunto Ferro Velho” , usou seu talento para alegrar pessoas de diferentes gerações. Tinha o dom especial de manter vivo o tão conhecido conjunto. Como o conjunto durou por algumas gerações, buscava sempre renovar o grupo a cada falecimento de um participante. Com essa atitude, o grupo sempre mantinha um sangue novo sem perder a essência das antigas músicas de salões. Seu amigo inseparável, o bandolim, as vezes parecia murmurar notas musicais, tal a proximidade da perfeição do artista. A música que encantava a todos vinha do fundo de sua alma iluminada pela melodias e acordes que inebriavam aos ouvidos mais exigentes.


Ferro Véio

Sem contar com os equipamentos ultra-modernos da tecnologia de hoje, fazia do “Chorinho” um êxtase de alegria. Seus dedos deslizantes nas cordas do bandolim, as vezes eram trocados por uma palheta no polegar, que saltitava produzindo acordes como se tivessem vida própia.
Bandolim este, que agora está mudo, pendurado em algum canto da parede, saudoso de seu senhor e artista. O Ném faleceu repentinamente em Belo Horizonte no dia 03 de Março, passado, deixando uma lacuna que talvez nunca mais seja preenchida. No seu velório, o mestre da arte de tocar e encantar tantas gerações, teve uma homenagem que com certeza o faria muito feliz, uma bandeira do time que tanto amou, o Atlético Mineiro.




Pitangui dificilmente verá entre seus filhos,

um artista nato e sensível a arte como nosso saudoso
NÉM TEODORO





A dica da postagem,

o texto e as fotografias,

nos foram enviados pelo colaborador do blog,

José Edilson de Freitas, a quem agradecemos imensamente.


17 comentários:

  1. Parabéns ao "Daqui de Pitangui" por esta visão contemporânea de patrimônio, que reconhece e valoriza como importantes personagens históricos não apenas protagonistas oficiais e personalidades de um passado distante, mas todas as pessoas que produziram ou produzem legados culturais.

    ResponderExcluir
  2. Parabéns José Edilson, pela justa homenagem ao NÉM TEODORO, aquele que foi, e é, uma grande referência em instrumento de corda(Bandolim), de Pitangui e toda região. Certamente, o céu deve estar alegre com seus acordes musicais, e com a presença de um grande torcedor atleticano, do qual orgulho do seu profissionalismo e de ter feito parte da massa alvinegra.

    ResponderExcluir
  3. Saudade de subir a Visconde do Rio Branco e vê-los e ouví-los tocar em sua casa, próximo à capela do Bom Jesus. Homenagem merecida e seguramente Pitangui perdeu um grande cidadão da música e para o lugar do qual nunca teremos outro, pois Nem é insubstituível!

    ResponderExcluir
  4. Dênio, bela e merecida homenagem ao Ném Teodoro e o ao Ferro Véio. Obrigado ao Edilson Freitas! Realmente era divino ouvir e ver os "treinos" musicais desses senhores que, ao tocarem, exaltavam a mocidade da alma e o jeito pitaguiense de ser!

    ResponderExcluir
  5. Com o Nem Teodoro e o conjunto Ferro Velho aprendi a amar o chorinho - gênero musical tipicamente brasileiro - e a apreciar a música brasileira,numa época em que a moda era 'cantar em inglês'. Nas festas das nossas famílias (Teodoro/Máximo Pereira) o Nem era presença certa, abrilhantando com o seu virtuoso bandolim. Mas Deus não nos fez eterno...e ele também se foi. Saudades!

    ResponderExcluir
  6. Eu tive a honra e o privilégio de poder trocar alguns acordes com o Ném, junto à presença do Di, do Zezé, do Julaio, dentre outros. Como o Fabio relatou, lá do pé do morro da Visconde do Rio Branco, se escutava o choro do Ném ... êh saudade !!! E a pinga e o biscoito de queijo, pqp !!! Nem se fala !!! Saudade ...

    ResponderExcluir
  7. É com imenso prazer, que falo sobre este grande Homem, pai exemplar,marido honrado,avô dedicado,amigo de todos que o conheceram.
    Instrumentista de grande pontencial, que nos ensinou eu, Beto Lopes, Wilson Lopes,meu filho Di, o caminho das harmonias tortuosas, do choro alegre, que tocava.Das grandes valsas,harmoniosas, das rancheiras, frevos, mazurcas,etc,,escola máxima, para quem quizer ser um instrumentista respeitado.
    Sei que, na GLORIA de Deus,com sua SIMPLICIDAE, o quase INGENUO, Rossiano Teodoro de Mendonça(Nem do Bandolim)estará por toda a eternidade, num PEDACINHO DO CÉU, junto a seus amigos que tambem ja foram. Entre um intervalo ou outro das execuções NO CÉU, os OITO BATUTAS,ou mais,certamente, pedirão a Deus que abençoe a todos nós.
    Agradeço de coração a todos que contribuiram na criação deste blog os que comentaram, enfim a todos, que têem o Nem do bandolim sempre na lembrança.
    Jose Marcos Lopes Cançado (Zezé)

    ResponderExcluir
  8. Emocionante o seu comentário, Zezé ! Só quem conheceu o Ném compreende o que você escreveu.
    Obrigado pelo comentário e volte mais vezes.

    ResponderExcluir
  9. Grande Emerson, gratos pela visita e pelo depoimento que valorizou ainda mais esta homenagem ao Ném Teodoro.

    Ah, a sua história como pitanguiense ausente e o tempo na "república" em Bsb, com o Zé W. e Jiló, dão boas matérias por aqui. O espaço está a disposição. Abraço.

    ResponderExcluir
  10. Muito bom ter um espaço para valorizar pitanguienses ilustres que trouxeram alegria e música da melhor qualidade para a cidade, também me lembro do som que ouvia subindo a Rua Visconde do Rio Branco. Parabéns!!!

    ResponderExcluir
  11. Licença Jacó do Bandolin, usar de sua poesia para a saudade que meu tio deixou: "naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em Nós". Que saudade de você Tio Nem. Obrigada pela boa música que você nos deixou e pela docilidade que era. Aliás, os irmãos: tio Dico, tio Nem e meu pai, Paulo eram movidos pela educação, docilidade e amizade de muita sinceridade aos amigos.
    Beijos meu tio, toque agora pra seu Rei!
    Com carinho aos primos Mendonça.
    Meire de Mendonça e família

    outono/2011

    ResponderExcluir
  12. Olá Meire !! Seja benvinda ao blog.
    Realmente o Ném faz falta às nossas mesas, com sua simplicidade ele conseguia conquistar a todos. Volte a nos visitar mais vezes.
    Abraço

    Dênio CAldas

    ResponderExcluir
  13. Márcia Maria Silva Mendonçaterça-feira, junho 21, 2011 1:36:00 PM

    Muito pertinente a criação do blog e já agradeço a quem teve a feliz idéia de criá-lo. Bem, falar do Tio Nem é fácil pra quem sempre admirou seu trabalho. Tio Nem era o professor e, ao mesmo tempo, o aprendiz. Aprendeu com a vida, com os amigos do coração e nos deu a única aula: a de ser feliz rodeado de amigos músicos, a de ser humilde e ao mesmo tempo doce. Nunca o vi exaltar, ou sentir-se envaidecido por entender bem daquilo que dominava, seu bandolim, e por entender tanto da música que tocava. Falar do Tio Nem é lembrar também de Luís Olímpio de Faria, exímio bandolinista. Poucas pessoas sabem quem foi Luís Olímpio. É uma lástima, Pitangui, esquecer desses monstros sagrados da música. Só pra lembrar: outros notáveis Pitanguienses de vozes raras e belíssimas como: Nelito, e Maria do Nelito (pais do Zezé casado com Eduíges), Elza e Kaítha (nossos vizinhos antigos de Pitangui, donas de belíssimas vozes), Antenor Teodoro de Mendonça (maestro em Pitangui, foi um expert em regência). Obrigada por falarem tão bem deste especial tio, irmão do meu pai, Paulo Teodoro de Mendonça. Ao Tio Nem, agradeço pela música que tocou e por nos fazer seres humanos melhores. Ao criador do blog, agradeço de coração que agora permite que eu mate a saudade incontida desses nossos amigos músicos.
    Obrigada, Márcia Maria Silva de Mendonça, de Belo Horizonte.
    Inverno de 2011.

    ResponderExcluir
  14. Seja benvinda Márcia !!! O Ném foi espelho musical para muitos, inclusive para e meu irmão, nós dois tocamos com ele. A paciência dele para nos passar as notas certas de cada música, era imprecionante. Posso falar de boca cheia - Eu tive o prazer de poder conviver e tocar com o Ném, através do Di e do Zezé.

    ResponderExcluir
  15. Curioso e atraído pela quantidade de comentários sobre a postagem, me detive procurando saber sobre a pessoa de quem falavam.

    Ví tratar-se de Nem Teodoro. Puxei pela memória: Nem Teodoro, Nem Teodooorooo...

    Por não ser da cidade eu não me lembrava deste nome e nem da feição. Ocorre que entre os comentaristas, alguns disseram tratar-se daquele que enchia a vizinhança da Capela do Bom Jesus com os sons de um bandolim.
    Epa! Peraí...... É claro.., eu o ouvi inúmeras vezes enquanto namorava a minha primeira namorada, assentado na janela de um porão de uma casa que fica em uma esquina, em frente a capela do BJ, do lado esquerdo de quem sobre a Rua Visconde do Rio Branco.

    Minha então namorada morava por ali; pertinho pertinho da casa do também saudoso “Zé Mosquito”.
    Ou!... Existe coisa melhor que ouvir ao longe o som harmonioso de um instrumento de cordas ou um cantarolar de um alguém?

    Prá encurtar conversa: Com a devida venia aos que tiveram o privilégio de conviver com o Sr. Nem Teodoro, creio que ele fica muito mais feliz agora que tomou conhecimento de que com o som do seu bandolim ele agradou, fez um pouco mais alegre e marcou momentos de felicidade até de quem não o conheceu pessoalmente para lhe agradecer. Faço isso agora: -Nem Teodoro, onde o Sr. estiver, obrigado.

    Geraldo Wagner Gonçalves
    Praça Antonio Fiúza
    Pitangui/MG

    ResponderExcluir
  16. Me junto aos demais nesta justa e oportuna homenagem a esse talento genuinamente pitanguiense, que nos deixou tão a seu estilo, em silêncio. Aprendi a admirar o Nem Teodoro logo que mudei para a casa próxima a Capela do "Bom Jesus". Uma figura gradiosa e extremamente humilde, que sabia através da sua arte nos passar belos exemplos.
    Está fazendo muita falta. Pitangui perdeu uma grande referência musical. Parabéns a todos pela lembrança. O Nem jamais será esquecido!

    ResponderExcluir
  17. Embora não seja músico, sempre estou junto deles, cantando (mal) e compondo de ouvido. Por isso, conheci O Nem, meu vizinho, uma referência ali atrás da capelinha do Bom Jesus. Ele era música essencialmente, o demais era acompanhamento. E ele parece que sabia disso. Grande figura, olhar tranquilo, inspirador de paz. Tenho, com Reinaldo Pereira, um fado que ele aprendeu a acompanhar no bandolim em questão de minutos, e já fazia suas costumeiras improvisações, embelezando nossa composição. Felizmente, está gravado. Que Deus te receba com festa, querido Nem.

    ResponderExcluir

Obrigado por comentar nossa postagem. Ah... não se esqueça de se identificar.