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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pitangui no Arquivo Ultramarino

Entrada da sede do Arquivo.



Com o intuito de contribuir com o resgate histórico da Sétima Vila do Ouro das Gerais, fomos em busca de informações no Arquivo Histórico Ultramarino -AHU, aqui em Lisboa. Realizamos uma investigação prévia no site da instituição www.iict.pt para saber sobre o acervo e sobre a disponibilidade das informações. Depois, com um mapa nas mãos, seguimos até o Ultramarino, situado na Calçada da Boa-Hora, nas mediações do bairro de Belém.




O sr. Martinheira - arquivsita.



Na sede do arquivo, após identificação e cadastro, tivemos acesso à sala de pesquisa e fomos recebidos pelo sr. José Sintra Martinheira (arquivista chefe do Centro de Estudos). Antes de tratarmos sobre a pesquisa específica sobre Pitangui, o sr. Martinheira explanou sobre o AHU.




Orientações sobre o AHU.



O Arquivo é vinculado ao Governo de Portugal e foi fundado em 9 de junho de 1931, com o objetivo de reunir, cadastrar e organizar toda a documentação existente (desde 1590), relacionada à Côrte Portuguesa e sua colônias. Com relação à história brasileira (enquanto colônia de Portugal), o acervo foi agrupado e está disponível para consulta, por meio do Projeto Resgate, uma parceria entre os dois países.



Catálogo virtual - 185 assuntos sobre Pitangui.



Após realizar as explicações iniciais sobre o AHU e de saber um pouco sobre Pitangui, por meio do Blog, o arquivista nos auxiliou nas consultas relacionadas à 7ª Vila fundada na Capitania de Minas Gerais, no Brasil .





Leitor de microfilmes.




Ao visualizar no catálogo virtual os 185 tópicos relacionados à Pitangui, a sensação foi ter achado um precioso tesouro! São documentos do século XVIII que abrangem desde confirmações de nomeação nos cargos militares, até solicitações (requerimentos) da Câmara e da Paróquia da Vila da Piedade de Pitangui, à Côrte de Portugal.




Requerimento de Pedro da Fonseca Neves, mestre de campo do Terço (tropa) dos Auxiliares da Vila de Pitangui, solicitando a sua confirmação no exercício do referido posto. 10/11/1726.




Os próximos passos desta agradável pesquisa foram: abrir os documentos no arquivo virtual, anotar as referências (assunto, ano, numeração, etc), solicitar os microfilmes, colocá-los no projetor, localizá-los e imprimí-los. Cada um dos documentos, geralmente é composto por dois ou três anexos. Adquirimos alguns raros documentos e os divulgaremos parceladamente aqui no Blog. Ao sr. José Martinheira, o nosso muito obrigado pela receptividade e pelas orientações prestadas!




Requerimento.


Carta Patente.


Certidão.



A reprodução e publicação destes documentos seguem os critérios devidamente autorizados e as imagens são fotografias das reproduções adquirdas.

3 comentários:

  1. Oi Léo,
    imagino como deva ser gratificante visitar esta instituição,um verdadeiro deleite...
    Estamos anciosos pelas novidades.
    Abraço.

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  2. É verdade professor! Nas duas ocasiões das visitas me senti em casa devido a receptividade. Os achados..., a interação com o pessoal do arquivo e com os pesquisadores (mestrandos, doutorandos...) foi ímpar. Por aí nos falamos. Abração-

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  3. Deve ter sido uma maravilha, hein Leo! Quanta organização. E hoje em dia, com tecnologia tão acessível, será possível que as autoridades pitanguienses não vão perceber que é preciso criar um arquivo público digital das coisas da cidade? Abraços!

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