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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Resquícios da pré-história em Pitangui


Foto: Vandeir Santos.

Em Pitangui encontramos alguns exemplares do período pré-histórico. Entre eles podemos citar o passeio de uma residência situada na Rua Major Bahia, cujo revestimento é feito com pedras que apresentam traços fossilizados de plantas que existiram há milhões de anos.


Foto: Vandeir Santos.

Nascendo junto a algum curso d’água, estas plantas sofreram um processo de cobertura por lama que posteriormente se solidificou e se transformou em rocha metafórmica, muito utilizada para fins decorativos pela construção civil. Ao serem laminadas e posteriormente cortadas, trazem à luz do dia a planta que um dia foi coberta.

Foto: Vandeir Santos.

Nas ruas de Pitangui existem exemplos tanto em quartzito chamado pedra rio verde quanto em chapas de ardósia como a encontrada na casa do Léo Morato, componente deste blog. Esta última peça apresenta-se com uma importância maior por se tratar de um produto mineral muito abundante na região próxima a Pitangui e embora sejam geologicamente muito antigas as ardósias brasileiras apresentam-se com pouco conteúdo fossilífero (fonte: Dicionário Livre de Geociências).


Foto: Vandeir Santos.

Ainda como exemplo, temos uma casa da rua Dr. Vicente Soares onde reside o Sr. José Alves de Vasconcelos, o Zé do Quelé, que apresenta no seu revestimento da fachada uma pedra que também contém uma planta fossilizada. Embora estas pedras não tenham sua extração realizada em nosso município, fica para os pitanguienses mais uma oportunidade de conhecer alguns representantes (as pedras fossilizadas) do nosso tão distante passado.

Vandeir Alves dos Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais.




Foto: Léo Morato.
MAKING OFF: Vandeir Santos em mais um trabalho de campo, fotografando as pedras fossilizadas de Pitangui.

O Blog Daqui de Pitangui agradece ao Vandeir por mais essa pesquisa, dedicando tempo e trabalho ao resgate histórico de Pitangui.

9 comentários:

  1. O Vandeir está sempre nos trazendo grandes descobertas.
    Parabéns!

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  2. Mais uma postagem rica em pesquisa e apuração jornalística. Parabéns, Vandeir!

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  3. Infelizmente, essas marcas nas rochas não são plantas fossilizadas. São apenas concentrados de minerais, de origem inorgânica, que lembram fósseis de impressão de plantas. São chamadas dendrites. (Joga no google para uma explicação mais detalhada!). É uma pena né.

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  4. Renatu F.S.!Não considero que seja "uma pena". Pois mesmo se tratando de "concentrados de minerais, de origem inorgânica" ou "dendrites" o fato não tiram o mérito da pesquisa, do carater de descoberta e de valorização das questões relacionadas a Pitangui. De qualquer forma, obrigado por dedicar o seu tempo, acessando o daquidepitangui.

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  5. Olá Renato,
    Seja bem-vindo ao blog.
    obrigado pelos esclarecimentos sobre este assunto. Eu, particularmente sou leigo sobre este tema.
    Suas dicas serão consultadas para podermos reformatar a postagem.
    Abraço.

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  6. Leonardo, é uma pena por se tratar de um fenômeno relativamente comum. Seria mais legal se fossem realmente fósseis. Parabéns a vocês pelo Blog. Acesso sempre! Abraço.

    Renato.

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  7. Bacana, Renatu. Agradeço pela participação compartilhando o seu entendimento sobre o tema. Toda manifestação que visa contribuir com os assuntos relacionados à cidade (ou com temas postados) é bem vinda! Um abraço.

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  8. O nosso colaborador Vandeir Santos, após a participação do visitante Renatu F. S., aprofundou a pesquisa do tema que deu origem a esta postagem e nos enviou a retificação /complementação abaixo.

    Ressaltamos que o blog Daqui de Pitangui vem se consolidando através construção coletiva e agradeçe as intervenções que visam contribuir com este espaço pitanguiense na web.

    " Em Pitangui encontramos alguns exemplares minerais formados no período pré-histórico com estranhos efeitos. Entre eles podemos citar o passeio de uma residência situada na Rua Major Bahia, cujo revestimento é feito com pedras que apresentam dendrites, estruturas que durante muito tempo foram consideradas fósseis vegetais devido à semelhança de suas formas com pequenas plantas fossilizadas.
    Estas estruturas resultam do preenchimento de pequenas fissuras nas rochas com óxido de manganês, de cor negra, presente nos fluídos que circularam pela rocha metamórfica, muito utilizada para fins decorativos pela construção civil. Ao serem laminadas, e posteriormente cortadas, trazem à luz este bonito efeito.
    Nas ruas de Pitangui existem exemplos tanto em quartzito, chamado Pedra Rio Verde, quanto em chapas de ardósia como a encontrada na casa de Léo Morato, componente deste blog. Esta última peça apresenta-se com uma importância maior por se tratar de um produto mineral muito abundante na região próxima a Pitangui.
    Ainda como exemplo, temos uma casa da rua Dr. Vicente Soares onde reside o Sr. José Alves de Vasconcelos, o Zé do Quelé, que apresenta no seu revestimento da fachada uma pedra que também contém dendrites. Embora estas pedras não tenham sua extração realizada em nosso município, fica para os pitanguienses mais uma oportunidade de conhecer alguns representantes minerais do nosso tão distante passado.
    Fonte: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/geologia/geo2002/materiais/paleoMafra.pdf "

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