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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eles se preocupam com o muro deles. E nós com os nossos ?






Nesta postagem, mostramos matéria veiculada no jornal Estado de Minas de terça feira passada (24-10), que fala a respeito da muralha de pedra que existe na Serra do Curral.


E.M. - Proteção para as muralhas Começa o processo de tombamento de sítio histórico que fica no alto da Serra do Curral e ainda é pouco conhecido pelos moradores de Belo Horizonte. Estudo vai dar detalhes dos vestígios. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural Municipal abriu o processo de tombamento de uma estrutura de pedras, batizada de “muralhas de BH”, que fica no alto da Serra do Curral, na divisa com Sabará e Nova Lima. A partir dessa medida, a equipe da diretoria de Patrimônio Cultural, da Fundação Municipal Cultura (FMC), começou os estudos necessários para garantir o tombamento definitivo, diz o historiador Ismael Andrade, destacando que a abertura do processo já representa uma salvaguarda para os vestígios arqueológicos. Ismael disse ontem que o próximo passo será formar parceria com outras instituições, como universidades, para elaboração de um laudo arqueológico sobre a estrutura localizada em propriedade particular, para se conhecer a origem, datação e outros aspectos fundamentais para esclarecimento da história.




Pesquisas antropológicas mostram que, no século 18, tais muros eram muito comuns para divisão de terrenos e contenção do gado. “Mas isso não quer dizer que este seja daquela época. Precisamos pesquisar”, adiantou o historiador, que, recentemente, participou de uma expedição ao local. Em fevereiro, o Estado de Minas mostrou a situação do monumento, depois de uma visita com integrantes do Movimento Comunitário, Cultural, Esportivo e Ecológico Saudade e Adjacências, da Região Leste. Empenhado na defesa desse patrimônio histórico e paisagístico e preocupado com as ameaças, o grupo buscou apoio no Ministério Público (MP) estadual via Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico/MG. A reportagem mostrou que o muro e o entorno vêm sendo alvo constante de atos de vandalismo, com pedras arrancadas e formação de círculos para celebração de cultos evangélicos, lixo jogado em vários pontos e depredação causada por motoqueiros e jipeiros.



No próximo dia 1º, o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, que coordena as promotorias de defesa do patrimônio, vai se reunir com donos de uma mineradora que tenciona expandir negócios na região e apresentará o projeto. A pedido do MP, o arqueólogo Carlos Magno Guimarães, do Laboratório de Arqueologia da UFMG, fez um primeiro laudo no qual aponta a necessidade de pesquisas sobre a área. “Precisamos preservar esse monumento que pode ser do século 18”, disse Marcos Paulo. A mineradora, segundo o historiador Ismael, já fez modificações no projeto original para impedir a construção de uma estrada que cruzaria a estrutura de pedras.Com mais de dois quilômetros de extensão e em alguns pontos com até 1,20 metro de altura, o muro se estende no alto da Região Leste da capital, sendo acompanhado ainda de um valo, com até 1m de profundidade. O tombamento pelo município é um velho sonho de moradores, como o presidente do movimento, o médico Marco Antônio de Oliveira Zocrato, e os integrantes Dirson Ovídio Borges, de 63, e Edson Batista Barbosa, de 50, que, desde criança brincavam no local e ouviam histórias sobre o muro que teria sido erguido pelo bandeirante paulita João Leite da Silva Ortiz, quando a Serra do Curral ainda se chamava Serra das Congonhas. GVR-Estado de Minas.

Daqui de Pitangui - O que temos feito para preservar os muros que ainda restam na nossa cidade ? Acreditamos que é dever da sociedade, junto com os órgãos públicos, fiscalizar, preservar e proteger o nosso patrimônio histórico. Para uma cidade que pretende aquecer o turismo, ações constantes são primordiais para desenvolver o setor. Se não nos conscientizarmos a respeito, o que ainda nos resta, está fadado ao desaparecimento.







































Um comentário:

  1. Boa abordagem, caro Dênio! Temos que valorizar e preservar os nossos patrimônios culturais! E quanto mais o tema for disseminado, maior será a conscientização sobre o papel de cada um, nesse processo! Parabéns pela postagem.

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