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domingo, 27 de novembro de 2011

Caipirão a moda - Amauri Xavier



Na postagem de hoje, recordamos o saudoso Amauri Xavier, o Bar Arvoredo e uma receita deliciosa da extinta casa.



A fotografia ao lado, foi feita no momento exato em que Amauri flabava uma de suas receitas no Bar Arvoredo. Bar que tinha um charme todo espacial... Sempre com música de qualidade, cerveja gelada e tiragosto de primeira. Talvez o Boca da Noite e o Arvoredo, foram os melhores butecos que já tivemos na nossa cidade.







Certa vez, uma receita do Amauri chamou a atenção, pelo paladar, de um jornalista do jornal Estado de Minas que visitava Pitangui, que logo o convidou a participar de uma matéria no caderno Sabores de Minas - Roteiros Gastronômicos. Segue a matéria divulgada no jornal.

Alquimia de talentos - A noite chega e está na hora de encontrar um lugar bem gostoso para jantar. Ouvindo dicas de sábios conselheiros, os viajantes encontram o Restaurante Arvoredo, na rua Doutor Romualdo Cançado (Beco da Cândida), 128, bairro São Francisco, em Pitangui, a 125 quilômetros de Belo Horizonte. O nome da casa já diz tudo – aliás, desde a entrada, com os receptivos arbustos decorativos. O quintal tem mangueira, bananeira, pitangueira, acerola e até pé de jurubeba, uma frutinha amarga, que é coadjuvante de um saboroso prato criado pelo proprietário, Amauri Xavier. Cantor, cozinheiro, radialista, professor de inglês e “pau-pra-toda-obra”, Xavier é capaz de discorrer longamente sobre música e culinária, prendendo a atenção da clientela, acomodada nas mesas ao ar livre. Ou bebericando no bar de madeira rústica, decorado com a Bandeira do Brasil e foto cinematográfica de James Dean. Tem clima! Ele brinda a freguesia com o caipirão à moda, frango com vários temperos, servido numa telha de cerâmica moldada pelo próprio dono da casa. A receita, elaboradíssima, leva também pequi e recebe, só pelo aroma, aprovação geral. Depois da primeira garfada, muitos elogios, e Xavier explica, tintim por tintim, a fórmula da iguaria.










Ingredientes:



• 1,5 kg de frango caipira


• 6 dentes grandes de alho, bem picadinhos


• 3 colheres (sopa) de sal


• 150 g de palmito, picado em cubos


• Meia lata de milho verde


• 20 jurubebas (podem ser encontradas em mercados municipais)Pimenta-do-reino a gosto


• 8 pimentas cumari


• 1 cebola roxa grande (metade cortada em pedaços grandes, metade em pedaços pequenos)


• 500 g de arroz


• 1 dúzia de pequis


• 2 tabletes de caldo de galinha caipira• 1 xícara de óleo


• 800 ml de água quente



Como fazer o Caipirão à moda :
Cortar o frango em pedaços e temperar com metade do alho triturado, as pimentas e sal. Reservar por meia hora. Cozinhar o pequi por 15 minutos e reservar, junto com a água. Fritar meia cebola (pedaços pequenos) em uma xícara de óleo e deixar dourar, quase queimar. Juntar o restante do alho e fritar por alguns segundos. Acrescentar o frango e apertá-lo bem. Despejar o pequi com a água e o restante da cebola.







Quando o frango estiver quase cozido, adicionar os demais ingredientes, menos o palmito. Assim que a carne ficar pronta, juntar o palmito e tampar a panela, para apurar o sabor. Reservar. Pôr o arroz em uma panela com óleo e, quando estiver torrado, adicionar o restante do alho triturado e sal a gosto. Acrescentar duas conchas do caldo do frango, completar com água quente e cozinhar normalmente. O frango e o arroz podem ser servidos separadamente ou misturados, como se fosse uma galinhada.








fotos do Bar Arvoredo - filhos do Amauri

4 comentários:

  1. Pitangui tem uma dívida eterna com o Amauri. Ao contrario de muitos que criticavam (e criticam), ele acreditava na cidade, valorizava, tinha esperanças. Foi bom ver fotos do arvoredo, embora eu não seja muito chegado a bebidas, eu sempre bebia uma ou duas cervejas sentado junto ao balcão, ficava ali escutando as conversas do Amauri com os fregueses sempre repletas de cultura e intelectualidade e também trocando idéias sobre o futuro de Pitangui. Uma pena, menos um na nossa batalha. Que Deus o tenha em um bom lugar. Vandeir

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  2. Muito bem lembrado, justa homenagem, Dênio! O taleto do Amauri e este espaço de cultura, nos fazem falta!

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  3. Tive a oportunidade de ir ao Arvoredo com a Rosenice várias vezes. Lá me encontrei com o Rico e muita gente boa que reconhecia naquele espaço o bom gosto gastronômico e musical do Amauri.
    Bela postagem.

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  4. Belíssimo post! Com certeza, todos temos ótimas lembranças do Arvoredo, do xará e de todos os outros bares que ele montou. Abraço a todos.
    Ricardo Amauri.

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