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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A barraca do Zé Mamedes

Nosso colaborador, Vandeir Santos nos apresenta mais uma postagem muito interessante. Desta vez ele nos apresenta um personagem do passado pitanguiense ligado ao comércio informal, confira:


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É praticamente impossível imaginar uma cidade sem o seu comércio informal, vendedores de picolés, balas, pipocas e os camelôs com toda a diversidade de mercadorias, estes últimos afastados das esquinas dos grandes centros urbanos foram agrupados em enormes feiras populares, mas em festas de cidades interioranas ainda é possível encontrá-los aproveitando da aglomeração momentânea de pessoas. Foi exatamente durante as festividades de recepção do então governador Juscelino Kubistcheck que aportou em Pitangui o ambulante José Maria Nogueira, o Zé Mamedes.

agência do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais com a barraca
do Zé Mamedes ao lado na Rua do Pilar - Foto da pág. 72 da Revista
Acaiaca - Edição especial de aniversário de emancipação de Pitangui - 1955.

Naquela ocasião montou sua barraca no alto da Travessa Dom Silvério, ao lado do casarão do Monsenhor Vicente, bem junto da população que se reunia para dar as boas vindas ao governador. Havia um ditado antigo que dizia que um visitante ao beber água da mina (da Lavagem) não conseguiria mais se distanciar de Pitangui, não é sabido se Zé Mamedes matou sua sede naquela fonte, mas é certo que se fixou na cidade com sua barraca na Rua do Pilar ao lado do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, atual prédio da Câmara. Diariamente expunha as mais diversas mercadorias tais como bijuterias, pentes , canivetes, carteiras, isqueiros, cintos, espelhos, etc.

 Barraca do Zé Mamedes no alto da Travessa Dom Silvério com o mesmo
 sentado a esquerda da foto, a direita o Sr. Hudson, agente da Secretaria de Saúde.

 
Ficou ali por mais de dez anos, fechando sua barraca por volta de 1967. Manteve uma vida intinerante quando finalmente consegue se aposentar ele se fixa definitivamente em Pitangui, vindo a falecer no ano de 1980.

4 comentários:

  1. Vandeir, uma pergunta: por acaso o Ze Mamedes que voce menciona e o avo do Demarzinho, do Carlos e da Vera do Itau?

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  2. Fábio,
    O único contato que tive com parentes do Zé Mamedes foi com sua filha Maria José (Jó)cuja família possui uma fábrica de temperos em uma rua paralela a que vai para a AABB. São evangélicos e músicos de primeira categoria.

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  3. Olá Fábio! Respondendo à sua pergunta, o senhor Zé Mamede é tio do Demazinho, da Vera e do meu ex marido, Totonho. Ele era irmão do meu sogro Valdemar Mamede que teve uma barbearia no prédio do Banco, onde hoje é o INSS

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