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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Foto & Memória: Rua Padre Belchior e seu casario

O Vandeir Santos conseguiu esta raridade com o Euler Marques, trata-se de uma foto da rua Padre Belchior, que acreditamos ser da primeira metade do século XX, onde podemos observar em primeiro plano a casa do Dr. Romualdo Lopes Cançado, Dr. Dito, hoje "Pousada Dr. Dito". Em segundo plano, a casa do advogado Onofre Mendes Júnior, avô do jornalista Lucas Mendes.
Agradecemos ao Vandeir e ao Euler Marques por esta preciosa colaboração.



Em troca de e-mails muitas histórias sobre a casa do Dr. Dito vieram à tona, como, por exemplo, que o ajudante do doutor era o avô do Léo Morato, Sr. Wilson da Rosa.
O Nicodemos também nos revelou uma história de seus tempos de infância muito engraçada e que reproduzo abaixo:

"Muito bom Vandeir. Pelo jeito as construções continuaram nas famílias.

(só pra descontrair. A casa do Primeiro plano, não me traz boas lembranças. rsrsrs. Lá foi posto de saúde também, e eu, criança lombriguenta como todos os meninos pobres daquela época, nossas mães nos levava lá para tomar o bendito lombrigueiro de Santa Maria (se você não conhece, pergunte para sua mãe ela deve saber o que é rsrsrs) é simplesmente "horrível" é nojento, de vomitar as tripas. Mas era o melhor vermífugo da época. Quem conseguia tomar, era tiro e queda. O caboclo cagava todas as lombrigas que tinha, até mesmo as "sucurís" kkkkkk.

Era um óleo, acho que era azeite de mamona com a folha de Santa Maria, ficava amarelinho.

Agora a pior parte. Nossas mães nos seguravam os braços para trás, e dava uma chave de pernas em nossas pernas, então vinha o carrasco com uma tigela de louça (daquelas de cafezinho de beira de estrada de antigamente), cheinha do azeite do diabo, pegava uma colher de mesa, daquelas antigas e chiques, enfiava em nossas bocas como uma alavanca e forçava, (se quebrasse dente ou machucasse a garganta... azar do moleque) e despejava aquela disgraceira toda em nossas gargantas, e em nossos ouvidos, os chingamentos, por causa do nosso choro. rsrsrs. seria cômico se não fosse trágico para nós, pois se o estômago devolvesse, repetia tudo de novo. Se tudo desse certo, depois de tres dias de caganeira, você conseguia comer e ficar de pé. Mas sem "bichas" conforme minha mãe dizia. KKkkkkkk.

Agora a revelação: Sabe quem era o nosso carrasco? O Sr. WILSON DA ROSA...!!!! Ele mesmo! O avô do nosso amigo LÉO MORATO. rsrsrs. Por muito tempo, na ignorância de criança, eu pedia para que o capeta viesse e o levasse vivo mesmo, pensava que assim ficaríamos livres do Elixir Maldito kkkkk."

6 comentários:

  1. Seus amigos da Onça!!! Eu vou fingir que não li isso aqui. Caso contrário, eu teria que chamar a polícia pra vocês. Kkkkkk.

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  2. Eu sei de alguns casos hilários do Vô Wilson, mas este eu não conhecia. Já ri muito aqui, Nico! KKkkkKKK.

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  3. Estou imaginando a cena da meninada tomando esse elixir guela abaixo. Tambem chorei de rir aqui do metodo, nada ortodoxo, pra fazer crianca tomar remedio, hahahah. Grande abraco

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  4. Nico, meu amigo, desculpe-me, mas eu não podia deixar de postar esta história descrita por você,no dia que a li quase mijei nas calças de tanto rir...rsrsrsrs....Não queria estar na pele de nenhum de vocês...rsrsrsrs...
    Abração

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  5. Licínio,

    ótima postagem! Muito engraçada essa história do Nicodemos. Eu me lembro do posto de saúde funcionando nesta casa, mas não me lembro do sr. Wilson trabalhando lá, não. Mas em compensação, me lembro do carrasco nº 2: o sr. José Megale, pai do dentista Ricardo, responsável pela vacinação da meninada, com enormes, imensas, quilométricas agulhas na mão a nos esperar, enquanto esperneávamos segurados pelas mãos firmes da mãe ou de algum dos irmãos mais velhos! Nem é bom lembrar!! Era a própria representação do inferno!

    Um abraço.

    Edilma.

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