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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Hoje tem Sarau Lítero-Musical no UniBH.


Este evento cultural acontecerá na faculdade UNI-BH e Pitangui estará muito bem representada pelo parceiro Dênio Caldas que fará uma apresentação musical. Confira a programação. Fica aqui o convite aos vários pitanguienses que moram, trabalham e estudam na capital mineira, para prestigiar o conterrâneo.

domingo, 30 de outubro de 2011

Vai babaca!!!




Na postagem de hoje, irreverente e respeitosamente, fazemos uma homenagem ao amigo Welington Lima, você conhece? É o cabrito mesmo, babaca! Apreciador da boa música o mestre é facilmente encontrado nas baladas de sábado em Pitangui e costuma dar umas "canjas" por onde passa. Quem não é da cidade e não o conhece, certamente não está entendendo muita coisa. Mas como diz o mestre "Dá um time" no que você estiver fazendo e aperte o play, babaca! Um bom domingo a todos!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

Repercussão da Segunda Guerra Mundial em Pitangui


Em mais uma visita ao acervo do Instituto Histórico de Pitangui encontramos em várias edições do jornal "Município de Pitangui", de agosto de 1942, diversas notícias sobre a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Nos chama a atenção as manifestações nacionalistas em apoio ao governo de Getúlio Vargas neste momento histórico, vários artigos publicados neste jornal exaltam o nacionalismo neste momento de conflito.


Acima, propaganda convidando a população a adquirir bonus de guerra, papéis do governo federal para capitar recursos no esforço de guerra.


Divulgação da revista "Agressão", que buscava esclarecer a população sobre os motivos que levaram o Brasil a declarar guerra à Alemanha e demais forças do Eixo.



Acima, convocação de reservistas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"Maracatu da Menina Donzela"



Esse encontro musical pitanguiense aconteceu no carnaval de 2011, na casa do Juca Freitas. Entre os atrativos da festa, tocou-se muita música boa, como por exemplo, esse clássico da época do Pitaculta, produzido pelo JoNba*, Rhor, William e companhia. Saiba detalhes dessa preciosidade, com as informações do Fabinho Freitas.


"Essa música se chama 'Maracatu da Menina Donzela'. Eu nao sei exatamente em que época foi feita mas foi no pitaculta sim. Ela foi inclusive gravada pela Mara Nazar (irma do Ricardo Nazar). Essa música apesar de ser um maracatu visivelmente, ela fala muito das coisas de minas. Cheia de figuras de linguagem. Tio João adora uma aliteração como você pode notar no trecho '...O jambo, o Jua e a jabuticaba'.

A Mara gravou também no CD dela a música 'Faca de Ponta' do Rolando Boldrim. Quando ela enviou uma copia do CD pro Rolando, ele gostou tanto do 'Maracatu da Menina Donzela' que a chamou pra cantar no [Programa] Senhor Brasil e o Reinaldo foi acompanhando ela. A razão pela qual o Boldrim a chamou pra cantar e pela qual gostou da música foi porque - além do ritmo e letra - a música começava com a palavra unhas (Unhas, cabelos, suspiros e abraco... Queijo no prato, goiaba em pedços).

O Rolando Boldrim disse que foi a primeira música que ele tinha escutado que começava com unhas, o que geralmente pode representar - na minha opiniao, é claro - algo malevolo, como unhas de bruxa, de gavião, mas que na música soa como parte de um conjunto da beleza da menina donzela. Essa e uma das musicas que mais gosto de tocar". (Fábio Freitas).

* Mais uma curiosidade pitanguiense: segundo o João Batista Freitas, o pseudônimo "Jonba" com N foi só para diferenciar no Pitaculta e acabou se firmando.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eles se preocupam com o muro deles. E nós com os nossos ?






Nesta postagem, mostramos matéria veiculada no jornal Estado de Minas de terça feira passada (24-10), que fala a respeito da muralha de pedra que existe na Serra do Curral.


E.M. - Proteção para as muralhas Começa o processo de tombamento de sítio histórico que fica no alto da Serra do Curral e ainda é pouco conhecido pelos moradores de Belo Horizonte. Estudo vai dar detalhes dos vestígios. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural Municipal abriu o processo de tombamento de uma estrutura de pedras, batizada de “muralhas de BH”, que fica no alto da Serra do Curral, na divisa com Sabará e Nova Lima. A partir dessa medida, a equipe da diretoria de Patrimônio Cultural, da Fundação Municipal Cultura (FMC), começou os estudos necessários para garantir o tombamento definitivo, diz o historiador Ismael Andrade, destacando que a abertura do processo já representa uma salvaguarda para os vestígios arqueológicos. Ismael disse ontem que o próximo passo será formar parceria com outras instituições, como universidades, para elaboração de um laudo arqueológico sobre a estrutura localizada em propriedade particular, para se conhecer a origem, datação e outros aspectos fundamentais para esclarecimento da história.




Pesquisas antropológicas mostram que, no século 18, tais muros eram muito comuns para divisão de terrenos e contenção do gado. “Mas isso não quer dizer que este seja daquela época. Precisamos pesquisar”, adiantou o historiador, que, recentemente, participou de uma expedição ao local. Em fevereiro, o Estado de Minas mostrou a situação do monumento, depois de uma visita com integrantes do Movimento Comunitário, Cultural, Esportivo e Ecológico Saudade e Adjacências, da Região Leste. Empenhado na defesa desse patrimônio histórico e paisagístico e preocupado com as ameaças, o grupo buscou apoio no Ministério Público (MP) estadual via Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico/MG. A reportagem mostrou que o muro e o entorno vêm sendo alvo constante de atos de vandalismo, com pedras arrancadas e formação de círculos para celebração de cultos evangélicos, lixo jogado em vários pontos e depredação causada por motoqueiros e jipeiros.



No próximo dia 1º, o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, que coordena as promotorias de defesa do patrimônio, vai se reunir com donos de uma mineradora que tenciona expandir negócios na região e apresentará o projeto. A pedido do MP, o arqueólogo Carlos Magno Guimarães, do Laboratório de Arqueologia da UFMG, fez um primeiro laudo no qual aponta a necessidade de pesquisas sobre a área. “Precisamos preservar esse monumento que pode ser do século 18”, disse Marcos Paulo. A mineradora, segundo o historiador Ismael, já fez modificações no projeto original para impedir a construção de uma estrada que cruzaria a estrutura de pedras.Com mais de dois quilômetros de extensão e em alguns pontos com até 1,20 metro de altura, o muro se estende no alto da Região Leste da capital, sendo acompanhado ainda de um valo, com até 1m de profundidade. O tombamento pelo município é um velho sonho de moradores, como o presidente do movimento, o médico Marco Antônio de Oliveira Zocrato, e os integrantes Dirson Ovídio Borges, de 63, e Edson Batista Barbosa, de 50, que, desde criança brincavam no local e ouviam histórias sobre o muro que teria sido erguido pelo bandeirante paulita João Leite da Silva Ortiz, quando a Serra do Curral ainda se chamava Serra das Congonhas. GVR-Estado de Minas.

Daqui de Pitangui - O que temos feito para preservar os muros que ainda restam na nossa cidade ? Acreditamos que é dever da sociedade, junto com os órgãos públicos, fiscalizar, preservar e proteger o nosso patrimônio histórico. Para uma cidade que pretende aquecer o turismo, ações constantes são primordiais para desenvolver o setor. Se não nos conscientizarmos a respeito, o que ainda nos resta, está fadado ao desaparecimento.







































quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"Reminiscências do Centro-Oeste Mineiro"




No sábado dia 29 de outubro tem lançamento de livro em Pitangui:
REMINISCÊNCIAS DO CENTRO-OESTE MINEIRO.


Conhecemos o Fernando, pela grande rede e, nos bate-papos virtuais obtivemos mais informações sobre esta obra e sobre o próprio autor. Desejando sucesso ao Fernando, compartilhamos as informações retro citadas.


Release


Em Reminiscências do Centro Oeste Mineiro, o autor mergulha no tempo e vai ao encontro do Brasil Colônia. Especificamente ao centro Oeste de Minas Gerais, onde inicia sua viagem, juntamente com os bandeirantes, por Pitangui, “celula mater” da região. O autor conta da descoberta do ouro, da exploração, das revoltas sangrentas (e pouco difundidas)do bravo povo de Pitangui contra os reinóis. Aborda também temas como escravidão e pena de morte, a importância do negro na colonização da região (criação dos quilombos). Um dos pontos altos do livro são com certeza os capítulos sobre D. Joaquina de Pompeu e Maria Tangará. Afinal, eram elas ruins como afirmam? Outros personagens históricos como o bandeirante Antônio Rodrigues Velho, o velho da Taipa, Borba Gato e Padre Belchior tem suas histórias contadas em detalhes emocionantes. O autor também conta a história de algumas cidades da região. São elas: Conceição do Pará- Divinópolis- Itapecerica-Itauna- Nova Serrana- Para de Minas e São Gonçalo do Pará e entre uma história e outra, deliciosos “causos” acontecidos na região. Leitura recomendada para leitores dos 8 aos 80 ano. A linguagem é leve agradável, uma verdadeira aventura.


O autor.


Fernando Martins Ferreira é natural de Pará de Minas, nasceu em 23 de Setembro de 1954, onde reside. Sua formação foi em exatas, mas sempre gostou de escrever. Hoje aposentado (por motivo de saúde) dedica-se a ler, escrever, como bom mineiro adora ouvir e contar “causos” e a pensar. Pensar como ele diz, toma muito tempo.
Fernando foi empresário e produtor rural (avicultor, suinocultor, criador de gado holandês). É um cooperativista fervoroso e já esteve à frente de grandes empresas do ramo do cooperativismo. É filho do ex prefeito Walter Martins Ferreira e Maria Rita dos Santos Ferreira. É pai de Caroline de Assis Ferreira e Fernanda de Assis Ferreira e avô coruja de Mariah Assis Vianna. Tem seis irmãos: Ernando- Helaine- Ernani- Heliane -Marilane e Geovane.




Não deixe de prestigiar o lançamento do livro. Mais uma importante iniciativa que resgata e documenta os primórdios da Sétima Vila do Ouro da Gerais, contribuindo para manter viva a nossa história. Na oportunidade, aproveite para conhecer o autor e as dependências do Centro Vocacional Tecnológico - CVT de Pitangui, que vem promovendo capacitação profissional aos pitanguienses, por meios de cursos e da inclusão digital, em parceria com o Governo de Minas.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mata da Pedreira pós queimadas



Nas fotos de hoje, ao observarmos a diferença das cores da serra, fica bem nítido o estrago provocado pelas queimadas de setembro. Tomara que no ano que vem essa cena não se repita!







segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Paisagem da janela

Foto: Léo Morato.

A Igreja de São Francisco e a serra da Mata da Pedreira, vistas do alto do bairro Lavrado. Abaixo, "Paisagem na Janela", interpretada por Lô Borges, para começar bem a semana!!!
Obs: as imagens e os cenários estáticos, temos como mostrar por aqui. Mas, os cheiros, sabores, tempeiros, os barulhos, os movimentos, a fuzarca, e as peculiaridades em cada canto... desse Pitangui, só vindo aqui saber do que estamos falando!!!



Fonte: youtube.com

domingo, 23 de outubro de 2011

Dica de leitura: Não foi por acaso - A história dos trabalhadores que construíram a Usiminas e morreram no Massacre de Ipatinga

Nossa dica de leitura de hoje é o livro "Não foi por acaso - A história dos trabalhadores que construíram a Usiminas  e morreram no Massacre de Ipatinga", de Marcelo Freitas. O autor nos descreve nesta obra,os acontecimentos, até então obscuros a respeito do massacre de trabalhadores em Ipatinga,no ano de 1963. Este massacre foi resultado das tensões entre trabalhadores e a polícia militar. O resultado foi a morte de quatro trabalhadores e um múmero incerto de feridos. O livro apresenta uma narrativa envolvente descrevendo os principais personagens envolvidos neste acontecimento histórico e seus últimos momentos antes do confronto que resultou no massacre. O ambiente político da época também é analisado pelo autor.
Esta obra além de sua importância como contribuição para a História contemporânea brasileira, permitiu que se abrisse na Assembléia Legislativa de Minas Gerais uma comissão de investigação sobre os fatos descritos no livro.
Marcelo Freitas tem suas raízes familiares em Pitangui, é jornalista de formação e mestre em Ciências Sociais pelo PUC Minas. Trabalhou nos jornais "Diário do Comércio", "Hoje em Dia", "O Tempo" e "Estado de Minas". Em 2001, recebeu o prêmio de jornalismo Líbero Badaró e Esso pela matéria sobre altos salários  dos deputados estaduais mineiros.



sábado, 22 de outubro de 2011

Violões de Pitangui





Neste vídeo feito em 23 de setembro de 2011, o poeta e escritor Jorge Guerra, dedilha o violão e canta a música do também escritor pitanguiense Raimundo Quildário (in memória).

Sessão de autógrafos.

Pitangui tem dessas coisas, um encontro casual no Bar do Verinho, acabou virando um sarau.


Duetos.

Teve livros autografados, composição de letra de marchinha de carnaval, contou-se causos e muita gente boa passou por lá, na tarde daquele sábado, atraídos pela música.

Causos e viola.

E o violão era revesado entre o Jorge Guerra, o Dim da Bia, o Dênio e quem mais quisesse tocar. Muito bom! O bar do Verinho naquela tarde, virou um espaço cultural.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Folia de Reis em Pitangui

No dia 03 de setembro passado registrei a apresentação de um grupo de Folia de Reis em um evento promovido pela prefeitura, no centro da cidade.A preservação das manifestações folclóricas em Pitangui garante a preservação da identidade de nosso povo.


Prestigie as manifestações folclóricas da cidade, apresente-as aos seus filhos, as novas gerações desconhecem a importância do folclore, cabe a nós ensiná-las.






quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia



A 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia está acontecendo de segunda-feira (17) a sexta-feira (23) com programação de eventos em todo o país. A organização da Semana tem como objetivo popularizar o tema, atrair a atenção dos jovens para este assunto, além de tentar manter estudantes na pesquisa sobre essa área. O evento também tem como meta a conscientização da importância do desenvolvimento da ciência e da tecnologia para o país.


Com o tema principal “Mudanças Climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”, a Semana está com presença garantida em 500 municípios brasileiros e busca envolver a juventude nesse trabalho de compreender que o clima está se alterando e que os extremos climáticos estão se agravando. Segundo Mercadante (Ministro da Ciência e Tecnologia) "Aqui no Brasil não temos tsunami, furacão ou terremotos, mas temos chuvas intensas: 58% dos nossos desastres naturais são inundações e 11% são deslizamentos de terra decorrentes da chuva forte". Os palestrantes que fazem parte da programação da Semana são profissionais das áreas de meteorologia, hidrologia e especialistas em desastres naturais.

Fonte: http://www.noticiasbr.com.br/semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia-tem-primeiro-dia-nesta-segunda-feira-25159.html


Pitangui participa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia promovendo dois eventos, conforme as informações abaixo. Prestigiem, quanto mais informações tivermos sobre os cuidados com o planeta, maiores serão as nossas atitudes e práticas preventivas.



Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo


Entre os dias 18 e 21 de outubro serão realizadas no Instituto, em Pitangui, palestras, oficinas e trilhas ecológicas abordando o tema Biodiversidade do Ecossistema Cerrado no Centro-Oeste de Minas Gerais, com destaque para as boas práticas agrícolas e formas de geração de renda para os produtores como associativismo e artesanato. A programação também inclui oficinas sobre montagem de exsicatas (amostras de plantas secas) e cestaria em taquara e fibra de bananeira. Informações: (37) 3271-4004 (Eduardo). Fonte: Girlene Oliveira (via e-mail).




Confira a agenda do CVT de Pitangui



O Centro Vocacional Tecnológico (CVT) Irene Lopes Cançado Rocha, de Pitangui, em parcerias com a prefeitura municipal e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realiza atividades para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece de 17 a 23 de outubro, tendo como temas principais: mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos.


17/10 (segunda-feira) – Exibição do filme/documentário Uma verdade inconveniente, às 14h, na sede do CVT.


18/10 (terça-feira) – Caminhada ecológica e teste do PH da água, às 15h, na mata do céu, no bairro Penha.


19/10 (quarta-feira) – Palestra sobre implantação sustentável de pastagens e o fim das queimadas com Renato Ferreira (formado pela Universidade Federal de Lavras). 14h, na sala de vídeo-conferência do CVT.


20/10 (quinta-feira) – Apresentação de maquetes produzidas por alunos da Epamig, com o tema “impactos ambientais”. 14h, no CVT.


Local: Rua Lacerdino Rocha, sem número, em frente à Praça Nove de Junho, no centro da cidade. Infomações: 37-3271-3109. Fonte: Prefeitura de Pitangui / CVT.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Jornal "O Fanal"


Nesta postagem apresentamos mais uma relíquia do Arquivo Público de Pitangui, trata-se de alguns exemplares do jornal "O Fanal", que circulou em Pitangui no final do século XIX. Ainda sob a euforia das mudanças políticas daquele momento histórico, o jornal exalta a República, então, recém inaugurada.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mais Foto & Memória

Pitangui -1975.


Mostramos hoje mais uma raridade, uma foto de 1975. Este acontecimento foi um Curso de Noivos realizado em Pitangui, nas dependências da Escola Francisca Botelho (Grupo Novo). O interessante dessas fotos de época é observar os detalhes: as calças boca de sino, os cabelos black power, os penteados das jovens senhoras, os homens de sapatos e camisas de botão, etc. Para quem é da época, a foto trouxe alguma lembrança? E você já identificou algum(a) conhecido(a)?

domingo, 16 de outubro de 2011

Dica de leitura: Fazenda do Engenho

Esta postagem é mais uma olaboração de Vandeir Santos.


A dica de leitura desta vez vai para o livro “Fazenda do Engenho...onde tudo começou...” – Descendência do Cel. Antônio Alves Filgueiras Campos (Antonio Alves “Ferro”. Trata-se de um livro dirigido e mostra, até onde foi possível pesquisar, a genealogia da enorme descendência do cel. Filgueiras em Pitangui e suas interrelações com a tradicional família Bahia (major Bahia). Relata parcialmente a "árvore de costado" do personagem central, Antonio Alves "Ferro", e observações sobre o mesmo e sua vida na cidade que o adotou. A quase sesquicentenária Fazenda do Engenho é palco de algumas passagens e o início da história da família Filgueiras na Velha Serrana.


Fazenda do Engenho

O autor é Luiz Vasconcellos, nascido em Pitangui no ano de 1945, filho de Manoel de Vasconcellos (Manoel do Manduca) e de D. Maria da Conceição Menezes (D. Mariquita). Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Francisca Botelho, passou pelo Ginásio e Escola Normal Estadual de Pitangui e se formou Engenheiro Elétrico pela UFMG em 1967. É pesquisador diletante da história pitanguiense e da genealogia de suas famílias. O mesmo se coloca a disposição dos interessados em adquirir a obra através do e-mail: luizvascon@gmail.com


Vandeir Alves dos Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais




FONTE:

VASCONCELLOS,Luiz. Fazenda do Engenho.Belo Horizonte: Lastro Editora.2002

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um circo diferente em Pitangui

No início do mês de setembro Pitangui recebeu a visita de um circo diferente, que se apresentou na quadra do Poliesportivo Pinheiros. A trupre era composta por malabaristas, trapezistas, etc.
Foi um espetáculo muito bacana, esperamos que eles voltem outras vezes.






Fotos: Licínio Filho

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mais umas do Niko(n)



Divulgamos hoje mais alguns clicks do fotógrafo pitanguiense Nicodemos Rosa. Com um olhar diferenciado e único, esse artista das lentes continua nos supreendendo com belas imagens sobre a natureza em Pitangui. Para conferir outras fotos e mais informações sobre o Niko, acesse o marcador ao final da postagem.





Clique nas imagens para ampliá-las.





quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Futebol amador do centro-oeste mineiro

No livro de Márcio Rodrigues Teixeira, "União Futebol Clube Fatos & Fotos" encontramos este anúncio comunicando uma partida de futebol em Martinho Campos entre as equipes do União Futebol Clube, daquela cidade e o Pitangui,partida realizada em julho de 1961.
Mas uma dúvida ficou no ar: nesta época já existiam os dois times com nome Pitangui (Pitangui Esporte Clube e Clube Atlético Pitanguiense? Em caso afirmativo, qual dos dois participou deste jogo?





Se você deseja adquirir os livros de Márcio Rodrigues Teixeira
acesse o link abaixo e entre em ontato com o autor:




FONTE:

TEIXEIRA, Márcio Rodrigues.União Futebol Clube Fatos & Fotos.Divinópolis.Gráfica Sidil.2011.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A história da Diocese de Divinópolis

A capa do livro.

Retratos de uma Igreja Jubilar - Pequena Memóia
, esse é o título do livro que conta a história da Diocese de Divinópolis, da qual a Paróquia de Nossa Senhora do Pilar de Pitangui, faz parte. O livro apresenta fatos interessantes sobre a formação da Diocese em 1958, sobre o Clero diocesano e a estruturação da Diocese em Foranias e Paróquias. Na obra, destacamos os fatos históricos sobre a criação da Paróquia de N. S. do Pilar, as suas comunidades (urbanas e rurais) e sobre o corpo eclesiástico incluindo os Pe. Guerino e Antônio Pontelo, por quem comunidade católica de Pitangui tem grande respeito e admiração. Esse garimpo, foi um presente do sr. Romualdo Pereira Filho, o Dim da Bia, a quem muito agradecemos! Para informações sobre como adquirir um exemplar é só procurar o Dim da Bia.

Contra-capa.

A história da Paróquia

Foram os Bandeirantes componentes da bandeira de Bartolomeu Bueno de Siqueira e depois levas de paulistas os primeiros moradores da futura Pitangui, desde 1692. O crescimento do lugar foi tomando que, o cônego Gaspar Ribeiro Pereira foi enviado como visitador das Minas Gerais com a incumbência de providenciar a instituição e administração das novas igrejas. Foi então que, em 1703, criou-se uma paróquia e Pitangui. Os Bandeirantes devotaram-na a Nossa Senhora do Pilar, sua padroeira e protetora. Porém, somente em 16.2.1724, é que o Rei de Portugal, Dom João V, confirmou a canônica da freguesia de N. S. do Pilar de Pitangui. Em 1914, um horível incêndio destruiu a Matriz, fato que mobilizou toda a comunidade e esta, em sete anos, construiu a nova Matriz.

Matriz de N. S. Pilar - Pitangui-MG.
Foto: Léo Morato.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ivone Guimarães: uma pitanguiense a frente de seu tempo

O final da década de 20 do século passado foi marcado por inúmeras manifestações feministas onde as mulheres buscavam progredir socialmente. Um grande desejo do movimento naquela época era o direito ao voto. Em 1928 no estado de Minas Gerais a figura de Mietta Santiago entra em evidência ao ser a primeira mineira a obter o direito ao voto através de um mandato de segurança. Mas até o final daquele ano ela não estaria sozinha neste privilégio.




Aos 15 de junho de 1908 nasce em Pitangui Ivone Guimarães Batista Lopes, filha de Vital Pereira Guimarães e Amélia Lobato. Em 08/12/1924 forma-se normalista no Colégio Nossa Senhora das Dores de São João Del Rey. No ano seguinte inicia suas atividades no Grupo Escolar Francisca Botelho. O próximo passo desta ilustre pitanguiense foi tentar obter, através de uma decisão judicial, o direito ao voto e a 27 de Outubro de 1928 o juiz da comarca Sizenando Rodrigues Barros, se baseando no mesmo artigo 70 da Constituição Federal no qual Mietta Santiago havia fundamentado a sua intenção de se tornar eleitora, concede o parecer favorável à sentença. No dia seguinte, a edição de nº 1 do jornal Município de Pitangui publica uma página inteira sobre a decisão, exaltando a “jovem e inteligente professora”. Não foi possível saber quantos foram os processos, em Minas Gerais, concedendo às mulheres o direito ao voto naquele ano, certo é que Ivone Guimarães foi uma das primeiras mineiras a obter esta importante conquista.

Predestinada a ser uma mulher de sucesso, Ivone não se dá por satisfeita com a sua vida em Pitangui e em 1933 exonera-se da cadeira de Metodologia da Escola Normal Monsenhor Artur de Oliveira e passa a ocupar a cadeira de Psicologia da Escola Normal de Belo Horizonte. Em 1946 é nomeada professora de Sociologia Educacional no Instituto de Educação de Minas Gerais. Também designada membro efetivo da Junta Examinadora dos candidatos ao Ministério Oficial de 2º Grau. Em 1947 forma-se bacharel em direito pela UFMG, cadastrada na OAB sob nº 3.848. Em 1962 forma-se como interprete e tradutora de língua francesa na ETIMIG. Em 1969 forma-se em primeiro lugar no Concurso de Educação Moral e Cívica no Instituto de Educação de Minas Gerais e aposenta-se como catedrática da cadeira de Sociologia educacional do I.E.M.G. Finalmente em 1980 aposenta-se como professora nível 06 do 2º Grau da Escola Estadual Governador Milton Campos. Com este invejável currículo, Ivone personifica a garra e a coragem da mulher pitanguiense, enfeitando com sua presença feminina o rol de personalidades da Sétima Vila.

Falecida em 09 de março de 1999, era casada com o Engenheiro Alício Batista Lopes e deixou os filhos: Alício Batista Lopes Filho; Paulo de Tarso Batista Lopes; Francis Batista Lopes; Patrícia Catarina Batista Lopes Borten; Magnus Batista Lopes e Ruimar Batista Lopes.






Fonte: site Wikipédia; Edição nº 1 do jornal Município de Pitangui de 28/10/28; Edição nº 214 do jornal O Independente – matéria de José Messias Fernandes.

Especial agradecimento a pessoa de Patrícia Lopes, filha de Ivone, pelas informações e fornecimento da foto.

Vandeir Alves dos Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais





domingo, 9 de outubro de 2011

Ordens Del Rei


A imagem abaixo é uma Certidão do ano de 1734, na qual os Oficiais da Câmara da Vila de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui, confirmam o registro e publicação da lei pela qual Dom João V proíbe a abertura de novos caminhos ou picadas para as Minas, onde já houver a arrecadação da Fazenda Real. Este raro documento do século XVIII, foi garimpado na pesquisa que realizamos no Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa, Portugal, em agosto passado. É possível interpretar que a referida lei del Rei, foi emitida como forma de tentar minimizar os descaminhos do ouro (ou seja, o contrabando) aumentando a arrecadação para a Coroa Portuguesa, sobre os quintos.


Certidão de Confirmação da Lei de D. João V em 1734.

A origem dos nossos impostos

Segundo as fontes históricas, o governo português se fez presente nas Gerais nos primeiros anos da corrida do ouro (final do séc. XVII), para se favorecer do metal da colônia. Em abril de 1702 foi criada a Intendência das Minas, com funcionários e regulamento próprios para buscar garantir ao Rei 20% do ouro encontrado, o quinto real. Devido a dificuldade de arrecadação, a Metrópole viu-se obrigada a criar as Casas de Fundição, com a finalidade de transformar o ouro de aluvião, em barras seladas com o brazão real, ao mesmo tempo em que proibui a circulação do ouro em pó. Novas formas de arecadação eram estipuladas de acordo com a conveniência da Coroa e devido a variaçao da produção aurífera. Como por exemplo, a capitação uma taxa fixa de 4 oitavas e 3/4 que o minerador pagava por cada escravo (com mais de 14 anos) que trabalhava nas minas. Lojas, boticas e vendas também eram taxadas com pesados impostos sobre a comercialização de mercadorias. Os protestos e sublevenções eram constantes nas Minas (como por exemplo os Motins de Pitangui) e novas formas de cobrança eram estipuladas, como a finta (uma taxa anual de 100 aborrobas de ouro), sem falar da derrama, uma cobrança compulsória sobre as fintas atrasadas. A fiscalização era intensa, mas não o suficiente para evitar o contrabando.

Barra de ouro de 273 gramas, do séc. XVIII, com as marcas da Coroa Portuguesa.
Do livro: Boa Ventura!

Como forma de minimizar a exploração pelos altos tributos e como forma de resistência, os escravos escondiam ouro em pó, nos cabelos (para mais tarde poderem comprar a liberdade); e os habitantes das Minas (escravos ou não), escondiam o ouro nas selas e nas cargas dos animais; dentro das imagens dos santos (daí o termo-santo-do-pau-oco); falsificava-se os selos das Casas de Fundição,
transportava-se o ouro por trilhas e portos clandestinos, isso porque o ouro extraído não era só da Corte, mas de grandes comerciantes e de nobres em Lisboa. A alta carga tributária não recaía somente sobre o ouro, mas também sobre, mercadorias, serviços, direito de entada, de passagem, subsídio voluntário, ofícios da justiça, correios, imposto do sêlo, subsídio literário e contribuição de Tijuco.

Na próxima postagem desta série (Arquivo Histórico Ultramarino) divulgaremos uma carta (de 10 páginas) dos Oficiais da Câmara da Vila de Pitangui ao Rei, no século XVIII, solicitando alívio sobre a cobrança do quinto. E sobre a chegada do ouro das Minas Gerais (do Morro do Batatal), nos portos de Lisboa e das transformações patrocinadas pelo nosso ouro, falaremos em outra oportunidade.

Fontes: - FROTA, Guilherme de Andréa. História do Brasil. Vol. 1 Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro 1996.

- TORRES, João Camilo de Oliveira. História de Minas Gerais. Belo Horizonte. Volume 1. Difusão Pan – Americana do Livro. 2ª ed. 1962.