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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo, Pitangui!

Licínio, Dênio e Leonardo.
Outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro das Gerais.

Hoje encerra-se mais um ciclo, o ano de 2011. Nós do blog Daqui de Pitangui, agradecemos imensamente a todas e a todos que visitaram Pitangui acessando a nossa página, que comentaram as postagens, que incentivaram as nossas pesquisas (garimpos), deram sugestões, e ou nos questionaram para que o trabalho seja ainda melhor. Com a proposta de valorizar e dar visibilidade à terrinha, este espaço vem se constituindo por meio da coletividade. Muito obrigado pelas contribuições diversas ao blog, em especial ao Vandeir Santos. Em 2012 pretendemos continuar trilhando o caminho de todos aqueles que lutaram e lutam para que Pitangui volte a ter o reconhecimento que lhe é cabido. Feliz Ano Novo Pitangui, saúde, paz, trabalho, prosperidade e cultura!!!

Fotos: Arquivo do blog.
Envie suas sugestões e material sobre a cidade para o e-mail: daquidepitangui@gmail.com

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Alunos do CEPFS entrevistam o Sr. Carlito

Em setembro de 2011 tive a oportunidade de orientar um grupo de alunos do CEPFS na 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. A equipe "Jéssica e os Meninos" produziu uma matéria para o jornal "Gazeta do Jovem Historiador", atividade da quarta etapa da olimpíada. A equipe, composta por Jéssica Cezar Fonseca, Pedro Ernani e Pedro Viegas desenvolveu uma materia com o senhor Carlos Pereira, o Carlito, dono da selaria mais antiga de Pitangui. Abaixo apresento a materia produzida por eles.




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PARTICIPANTES DA OLIMPÍADA FAZEM ENTREVISTA ESPECIAL


Foto 1: Sr. Carlito, Jéssica & Os Meninos
 Na tarde de sexta-feira, 9 de setembro, os integrantes da eqipe "Jéssica eos Meninos" entrevistaram o senhor Carlos Pereira, mais conhecido como Sr. Carlito, de 86 anos, que trabalha em sua selaria instalada em sua casa. Ele nos contou um pouco sobre sua vida e seu trabalho, além de nos mostrar fotografias e máquinas usadas em seu cotidiano.
Ele nos explicou que sua selaria ainda está em funcionamento, contudo, já foi maior chegando a empregar três pessoas: Maurício, Francisco de Paula e seu pai, Antônio Mariano; todos já falecidos. Com orgulho, nos falou sobre os primeiros tempos da selaria:


 
"Era um trabalho difícil, que exigia dedicação para obter o domínio
técnico do ofício, mas o trabalho árduo era recompensador, pois,
a oficina erareferência em toda cidade e região e o trabalho rentável."


Atualmente, somente o senhor Carlito trabalha na selaria, que é a única em funcionamento na cidade. Ele queixa-se de que ninguém quer aprender este ofício,pois, já não é um trabalho tão rentável e as pessoas não têm tempo disponível para se dedicar ao aprendizado.
O senhor Carlito nos informou que continua trabalhando praticamente com as mesmas ferramentas que adquiriu quandomontou a selaria, inclusive, ainda utiliza uma máquina de costura adquirida por seu pai em 1914, uma verdadeira relíquia.

Foto 2: Selaria do Carlito, em PitanguiM.G., fundada em 1941

Visitar a selaria foi uma verdadeira viagem no tempo, onde pudemos contemplar uma vida de trabalho através de ferramentas, prateleiras, retalhos de couro e a antiga máquina de costura. Percebe-se que o processo produtivo era bem artesanal, cada detalhe feito manualmente usando a ferramenta específica.
Preservar antigos locais de trabalho é uma forma de manter viva a história de nossa cidade e região. Com certeza a entrevista com o Sr. Carlito nos foi muito instrutiva, pois, sua selaria nos permitiu lançar um outro olhar sobre antigos locais de trabalho e a rotina dos mesmos. A selaria do Sr. Carlito está em atividade desde 1941.


Foto 3: Máquina de costura de 1914.





FONTE:
Textos e fotos (1 e 2): Jéssica Cezar, Perdo Ernani e Pedro Viegas
Foto 3: Licinio Filho

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Carnaval de outros tempos


Baile de Carnaval no Centro Social - uma época de ouro em Pitangui.

Essa é do tempo do onça! Um carnaval no Centro Social de Pitangui, provavelmente nos anos 80 do século passado. Não sei de quem é a foto, copiei do grupo "Pracinha do Colégio" (facebook) postado pela amiga Quésia Diniz. Nos comentários lá no facebook identificaram na imagem: O Reninho, o Diney Camargos, o Tacinho, o Heleno Valadares, etc. Então, já identificou algum(a) conhecido(a)? Você é dessa época, estava na foto?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fatos & Boatos a respeito dos "tesouros" de Pitangui" - Parte 2.2

Nesta postagem, Vandeir Santos nos apresenta a segunda parte da matéria sobre a presença de uma equipe de geólogos alemães e brasileiros em Pitangui, na primeira metade da década de 1970. A postagem é enriquecida com fotos cedidas por José da Costa Caldas, o nosso "Mano Caldas".



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O que me chamou a atenção nesta história, e que me levou a elaborar esta matéria, foram os “causos” que se contam a respeito da presença dos técnicos e do helicóptero em Pitangui e, lógico, eu logo fiquei curioso para saber o que é fato e o que é boato no que diz respeito ao trabalho que os “alemães” realizaram na cidade.
Helicóptero pousado no heliporto montado na pista de pouso
do bairro Chapadão com a sonda HEM ao seu lado.
Foto: Mano Caldas



Nos boatos entram como objetivo das pesquisas as 40 arrobas de ouro de Alexandre Afonso, as 10 arrobas do minerador português escondidas na serra da Cruz do Monte, mais umas tantas arrobas que estariam escondidas debaixo de uma igreja da cidade, tachos de ouro escondidos por escravos, um enorme tesouro em forma de minerais que estaria no subsolo da cidade e do qual a população jamais poderia imaginar o tamanho, enfim, todo tipo de tesouro que a fértil mentalidade dos pitanguienses conseguiu inventar. Como se não bastasse, o uso, pelo helicópetro, da igreja matriz como referência geográfica (não existia GPS na época e ele pairava por alguns instantes sobre a igreja) fez com que alguns sugerissem que aquilo era alguma artimanha maquiavélica contra o padre Guerino! Quanto a questão da existência de material radioativo, bem, parte é boato e parte é fato como veremos na terceira parte deste trabalho.

Esta matéria era um objetivo antigo, mas não havia fontes confiáveis, foi então que, em uma noite no Escritório (antigo Bitoca) o Mano Caldas me chama para que eu fosse até a sua casa ver umas coisas das quais eu iria gostar muito. Não perdendo tempo fui ver do que se tratava e de dentro de uma caixa me saem várias fotos do famoso helicóptero e nas bordas das fotos a data “dez 73”. Era o que faltava, uma referência confiável. O próximo passo foi vasculhar os jornais daquele ano e mediante o encontro das matérias tomei conhecimento do órgão responsável pelas pesquisas: DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. Depois de pesquisas pela internet fui pessoalmente ao DNPM onde eu tive em mãos os diversos relatórios de pesquisas daquela época. Estava desfeito o mistério, ali se encontrava toda informação a respeito do que realmente foi encontrado em Pitangui.


Técnicos preparando o helicópetro para mais uma viagem.
Foto: Mano Caldas


O helicóptero não era uma máquina milagrosa que descobria qual era o mineral que havia no subsolo, ele apenas detectava qual área emitia uma resposta eletromagnética maior, identificada a região, uma equipe ia por terra e fazia os furos no solo, retirava o material e mandava para laboratórios de análise geológica. No município de Pitangui foram identificadas algumas áreas que foram prospectadas e os resultados foram os seguintes:

Na serra de Antimes que se situa a uns 8 km “atrás” de Brumado:

PPM - Parte por milhão = gton



Áreas próximas ao Rio Pará (abaixo do Velho da Taipa e Pontal):



Em amostras retiradas de uma área de ocorrência de quartzo aurífero situada nos fundos do Chapadão obteve-se como elemento principal o Silício e como secundários o Alumínio, Ferro, Potássio, Tungstênio, Titânio, Cobre e Cálcio.

Como pode ser observado, nada de extraordinário foi encontrado no subsolo de Pitangui, existe sim uma grande variedade de minerais, mas nem sempre se encontram concentrados a ponto de justificar o investimento necessário a sua extração e beneficiamento. Em uma determinada parte de um dos relatórios (são vários), ainda é mencionado a extração de Itabirito e hematita (minério de ferro) na década de 50 em uma região situada 4 Km abaixo do Velho da Taipa, a direita do Rio Pará. A extração foi descontinuada devido à baixa concentração de ferro no minério. Ainda são comentados outros recursos minerais como o cristal de quartzo (já comentado aqui no blog), calcáreo, caolim e agalmatolito (pirofilita).

No fim de novembro de 1973 o helicóptero encerra suas atividades em Pitangui, a primeira área no Brasil a ser pesquisada por ele, nos anos seguintes seria utilizado em várias regiões do território nacional, sendo o responsável pela descoberta de importantes recursos minerais. Em 1979 o Departamento Nacional de Pesquisas Minerais resolveu encerrar as atividades de aerogeofísica e a aeronave foi repassada ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA).

 Helicóptero com a sonda HEM suspensa.
Foto: Mano Caldas

Fontes: Relatório de Reconhecimento Geológico-Geoquímico – Pitangui – Papagaios – Pequi Minas Gerais, Detalhamento Aerogeofísico por Helicóptero – Área de Pitangui – Minas Gerais e Detalhamento Geofísico de Anomalias HEM – Pitangui – Minas Gerais. Todos elaborados pela DNPM.







Vandeir Alves dos Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pesquisando no acervo da Câmara Municipal de Pitangui


No final do mês de novembro iniciei pesquisa documental nos arquivos da Câmara Municipal de Pitangui e encontrei um vasto material de grande valor histórico e que necessita de um trabalho de higienização. São atas, livros de registros de correspondência com datação a partir da segunda metade do século XIX.




Nesta pesquisa busco documentos para meu projeto de Mestrado em Educação
 e prosseguirei com a mesma após as festas de final de ano.



Eu não poderia deixar de registrar a ajuda do amigo e vereador Alexandre Barros, como também, dos funcionários da câmara, que gentilmente me receberam,em especial, Dovanir Luiz de Vasconcelos (Ni). Quero também agradecer aos demais funcionários: Wagner de Alcantra Moreira, Oldair Luiz de Vasconcelos,Sônia Assis Silva Cerqueira, José Maria da Silva (Sabará), Mary Lúcia dos Santos Pereira e  Valéria Cesar Azevedo Vilaça. A todos meus agradecimentos e votos de um próspero ano novo!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Mensagens de Natal

Mensagem do Sr. Paulo Salatiel - Fotógrafo.


Ao longo deste mês recebemos votos significativos de um Feliz Natal e de um bom ano novo. Lisonjeados com as mensagens compartilhamo-nas por aqui dedicando a todos os visitantes, colaboradores e parceiros do Blog e a todos que amam Pitangui.

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"Eu gostaria de deixar registrado os meus sinceros votos de um Natal iluminado, com muita paz, amor, fraternidade para toda a família Pitanguiense. Que Deus ilumine, proteja essa cidade mágica, que tive oportunidade de conhecer. Ao mesmo tempo, desejar um feliz ano novo, com muita energia, sucesso, e fazendo pulsar e sempre a cultura desse povo tão hospitaleiro!

Parabéns Licínio, Dênio e Leonardo pelo trabalho que estão fazendo para elevar o nome dessa querida cidade.

Felicidades sempre".

Fausto André

Paracatu (MG).



Turismólogo (amigo e colega de faculdade) que já visitou Pitangui por duas vezes.





Giovanni Marques e Selma Assis -Ass. de Comunicação da Prefeitura de Pitangui.



sábado, 24 de dezembro de 2011

Desejamos a todos Boas Festas!!!!!

A todos os nossos amigos visitantes nossos sinceros votos de um Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Aos amigos Dênio e Leonardo, meu fraterno abraço e meus agradecimentos pela cumplicidade
neste belo projeto chamado "Daqui de Pitangui".


Presépio Luminoso (CDL) na Rua Padre Belchior (Natal 2011).





sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Requerimento do Velho da Taipa


Finalizamos hoje as publicações da série Arquivo Histórico Ultramarino, que trata-se de documentos produzidos no século XVIII relativos à então Vila de Pitangui. Para mais informações acesse o menu no fim desta postagem.

Requerimento de Antônio Rodrigues Velho [o Velho da Taipa] da Vila de Pitangui, solicitando justiça pelo descaminho de um escravo, Manuel Jacinto, pardo forro e de uma sua escrava chamada Inácia.

A carta de Antônio Rodrigues Velho datada em 13.12.1761.

Penso que o título deste documento serve como tema de um bom conto literário, num misto de aventura e romance. Como deve ter sido esse episódio da nossa história? Quais os reais motivos que levaram o Antônio Rodrigues Velho a reclamar a fulga dos escravos? Teria o casal fugido para o suposto quilombo no Veloso? As respostas certamente ficarão a cargo da imaginação de cada um. Alguém se habilita a escrever sobre o tema? A propósito, é Velho da Taipa ou Velho do Taipa?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dica de leitura: "Minha terra, minha poesia !" (Sonetos)

Nossa dica de leitura de hoje é o livro de sonetos do pitanguiense José Antônio de Freitas,lançado em 2006. Nesta obra, o autor manifesta seus sentimentos por Pitangui e também resgata na memória lembranças de pessoas e acontecimentos de outros tempos.




O "Festim"

No Bar do Jésus, pela noite afora,
sem nunca abandonar o bandolim,
toca o Midico, toca. E, de hora em hora,
pega um cigarro, fuma, bebe o gim.

João Nunes e Chiquito, neste fim,
nos violões o acompanham. como outrora.
Gurge uma valsa, surge, E o "Festim"
lá vai, meu Deus,lá vai, lá vai embora.

Arriba! Exclama logo o Zé Esperto
que, já bem "alto", vai chegando perto,
pegando uma cadeira e se assentando.

E assim prossegue toda essa alegria
que, de imediato, inspira uma poesia
a um poeta, lá no fundo, suspirando.






Nota do autor: "Festim" era uma expressãousada pelo Midico (Mamede Nogueira Filho) para definir aquelas boas horas que a gente passava no Bar do Jésus (Jésus Lemos), ao som inimitável de seu bandolim, dos violões de João Nunes e Chiquito Ourives, bem como, eventualmente, curtindo as bonitas vozes de Marcos Paulo, João Albino e Geraldo da Rosa. 
             Ah, bons tempos que não voltam mais!






Fonte: FREITAS, José Antônio de. Minha terra, Minha poesia (sonetos). Pitangui:2006

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mais um ângulo do Templo

Acredito que todo pitanguiense ou visitante tenha um ou mais locais na cidade onde goste de estar, de ver ou de fotografar. Na minha opinião, a Igreja de São Francisco é um destes locais. Já divulgamos diversas imagens deste importante templo, mas nenhuma é igual a outra.

A Igreja atualmente está processo de restauro e fazemos votos que as etapas de recuperação sejam concluídas para valorizar ainda mais a imponência deste patrimônio arquitetônico pitanguiense, do século XIX.

Fotos: Léo Morato.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Juntos por um Natal melhor

Clique na imagem para ampliá-la.


O blog Daqui de Pitangui apoia esta iniciativa. Participe, dê um pouco de calor humano a quem precisa! Quinta dia 22/12/11 às 17 hs no Poliesportivo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Distâncias e os caminhos para Pitangui - Parte 2

Vandeir Santos nos apresenta a segunda parte da matéria "Distâncias e os caminhos para Pitangui".


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Nesta segunda parte da matéria detalharemos quais os quatro principais trajetos rodoviários possíveis de se utilizar para se chegar a Pitangui. Para a medição das distâncias foi utilizado um GPS Garmin Etrex Hight Sensitivity. Vale lembrar que todo aparelho tem seu nível de precisão o que pode ocasionar pequenas divergências com valores obtidos com outros GPS’s. Foi considerado como ponto de partida a Praça 7 de Setembro no centro de Belo Horizonte, seguindo pela Avenida Amazonas que a continuação natural da BR 381. Começaremos pelo caminho primitivo que passa por Florestal, posteriormente detalharemos o caminho pela BR 262. As duas últimas opções são as que envolvem uma antiga polêmica sobre as vantagens de se passar por dentro ou por fora do centro urbano de Pará de Minas. A diferença obtida entre os dois trajetos foi de cerca de 500 metros a favor da passagem pelo centro daquela cidade, mas considerando a existência de vários semáforos e de alguns quebra-molas, torna-se vantajoso a passagem por fora, ou seja, pegando a BR 352 antes de se chegar a Pará de Minas.


1º Caminho – Via Florestal – Além de ser o mais antigo trajeto rodoviário, é uma estrada bonita com belas paisagens, principalmente na época de florada dos ipês. É uma excelente alternativa quando há problemas de tráfego na BR 262 na subida da Boa Vista.


2º Caminho – Via BR 262 – Foi durante muito tempo o único trajeto asfaltado para se chegar à cidade. Acredito ser o caminho mais fácil embora o mais longo para Pitangui, o que é compensado pela duplicação da 262 até o trevo dos Gama, permitindo uma direção mais tranqüila e desimpedida do que na sinuosa 352 entre Pará de Minas e Pitangui.

3º Caminho – Via BR 262/352 – O ponto negativo deste trajeto é a descontinuidade da BR 352 após o trevo de São José da Varginha. A rodovia reaparece de repente como continuação da Rua Epaminondas Marinho. Isto pode contribuir para confundir um eventual turista. Mas com certeza é o caminho mais prático e rápido para se chegar a Pitangui.



4º Caminho – Via BR            262/Centro de Pará de Minas/352 – A utilização deste caminho é indicada nos casos de necessidade de alguma estrutura de apoio que possa vir a ser necessária como borracharia, posto de combustível, restaurante, supermercado, farmácia, etc. A existência de semáforos e quebra-molas, além de um fluxo maior de veículos, torna desaconselhável este trajeto quando não há as necessidades citadas anteriormente, mas é aconselhado caso algum turista deseje conhecer um pouco da cidade.




Vandeir Alves dos Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais



sábado, 17 de dezembro de 2011

Nossa homenagem ao Ronan

Ronan na Iª Conferência Municipal de Cultura

Ronan sempre defendeu o patrimônio histórico e cultural de Pitangui, participando de debates e organizando eventos ligados à tradição histórica da cidade.


Iª Conferência Municipal de Cultura

Em alguns momentos divergimos, mas sempre mantendo o respeito pelo debate democrático e a cordialidade, que era uma característica marcante deste pitanguiense.



Ronan e Lelé durante a Mostra de Fotográfica promovida pelo blog.


Ele e sua esposa, Lelé, sempre estiveram presentes nos eventos promovidos pelo blog, como a "Lavagem do Bandeirantes", e a "Mostra Fotográfica". 


Lelé e Ronan durante a Mostra Fotográfica




Mostra fotográfica - Praça Gov. Benedito Valadares, Pitangui


Léo Morato, em nome do blog, de Brasília, nos mandou por e-mail a mensagem abaixo:

"O Ronan, era um pessoa simples, tranquila, assessível, parava para ouvir os outros, considerava o trabalho do blog e foi um pitanguiense que gostava do cuidado com o patrimônio cultural da cidade. Em fim, ele jogava no nosso time, ou seja, levantava a bandeira de Pitangui.
Que Deus lhe reserve um bom lugar.

Nas minhas reflexões aqui, penso que a gente só leva desse mundo as boas coisas que fazemos, os momentos vivenciados ao lado de familares e amigos e as boas e simples ações e o bem que praticamos."


Lavagem do Bandeirantes:carnaval de 2010


Lavagem do Bandeirante: carnaval de 2010

Que Deus conforte os familiares do Ronan e do Caio
Rezaremos também meu pleno reestabelecimento da Lelé.
Força a todos!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A barraca do Zé Mamedes

Nosso colaborador, Vandeir Santos nos apresenta mais uma postagem muito interessante. Desta vez ele nos apresenta um personagem do passado pitanguiense ligado ao comércio informal, confira:


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É praticamente impossível imaginar uma cidade sem o seu comércio informal, vendedores de picolés, balas, pipocas e os camelôs com toda a diversidade de mercadorias, estes últimos afastados das esquinas dos grandes centros urbanos foram agrupados em enormes feiras populares, mas em festas de cidades interioranas ainda é possível encontrá-los aproveitando da aglomeração momentânea de pessoas. Foi exatamente durante as festividades de recepção do então governador Juscelino Kubistcheck que aportou em Pitangui o ambulante José Maria Nogueira, o Zé Mamedes.

agência do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais com a barraca
do Zé Mamedes ao lado na Rua do Pilar - Foto da pág. 72 da Revista
Acaiaca - Edição especial de aniversário de emancipação de Pitangui - 1955.

Naquela ocasião montou sua barraca no alto da Travessa Dom Silvério, ao lado do casarão do Monsenhor Vicente, bem junto da população que se reunia para dar as boas vindas ao governador. Havia um ditado antigo que dizia que um visitante ao beber água da mina (da Lavagem) não conseguiria mais se distanciar de Pitangui, não é sabido se Zé Mamedes matou sua sede naquela fonte, mas é certo que se fixou na cidade com sua barraca na Rua do Pilar ao lado do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, atual prédio da Câmara. Diariamente expunha as mais diversas mercadorias tais como bijuterias, pentes , canivetes, carteiras, isqueiros, cintos, espelhos, etc.

 Barraca do Zé Mamedes no alto da Travessa Dom Silvério com o mesmo
 sentado a esquerda da foto, a direita o Sr. Hudson, agente da Secretaria de Saúde.

 
Ficou ali por mais de dez anos, fechando sua barraca por volta de 1967. Manteve uma vida intinerante quando finalmente consegue se aposentar ele se fixa definitivamente em Pitangui, vindo a falecer no ano de 1980.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Da Vila de Pitangui para o Rei de Portugal



Em 30 de novembro passado, postamos um texto relatando sobre as origens e atribuições das 1ªs Câmaras Municipais, abordando também sobre os primórdios da Câmara de Pitangui. Neste contexto, divulgamos mais uma raridade. Trata-se de uma Representação dos Oficiais da Câmara da Vila de Pitangui, informando ao Rei da difícil situação econômica em que se achavam as Minas e solicitando providências no sentido de alivar os povos da referida Capitania da excessiva carga tributária que recaía sobre o ouro extraído. Este raro documento histórico, com data de 30/8/1751, foi pesquisado no Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa, onde estivemos em agosto deste ano.



Segundo Salles (1982, p. 194 e 195) : "Em geral as nossas Câmaras lutavam, procurando sempre soluções legais contra as imposições excessivas do fisco. Houve casos, sem dúvidas, em que a ação radical dos motins lançava os camariatas ao lado do rei (...) mas o comum era a Câmara se colocar na defesa dos povos propondo soluções parciais ou conciliatórias".

Acredito que ao consideramos esta petição do século XVIII, ao Rei D. João V, podemos constatar sobre a influência que Pitangui tinha nas Minas Gerais e que a atuação dos nossos representantes, à época, vinha ao encontro (confirmava) dessas afirmações de Salles.











Obs: pretendemos doar os documentos adquiridos no Ultramarino para o Instituto Histórico de Pitangui.

Bibliografia:
- Arquivo Histórico Ultramarino - AHU.

- SALLES, Fritz Teixeira de. Vila Rica da o Pilar. Belo Horizonte. Editora Itatiaia; São Paulo. Ed. Universidade de São Paulo. 1982.