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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A desativação do Trem de Subúrbio em Pitangui


A partir dessas duas imagens apresentadas pelo Verinho em seu Arquivo Fotográfico, o Vandeir Santos pesquisou sobre este acontecimento e nos revela os fatos, no texto abaixo:


Estas imagens registram a manifestação na cidade, contra o fim das operações da "bitolinha" como subúrbio (transporte de passageiros). Segundo consta, os manifestantes deitaram nos trilhos e tiveram de ser retirados pela polícia, houve ainda alguns que colocaram a bandeira do Brasil sobre os trilhos. Após um comunicado falso da Rede de que o ramal não seria desativado a manifestação se dissolveu mas o ramal não sobreviveu ao ato. A partir deste momento as composições iam somente até o Velho do Taipa.

"Exigimos justiça, o Subúrbio é uma necessidade. O povo de Pitangui protesta".

A história do Subúrbio nos é contada por Raimundo Quildário dos Santos em seu livro Pepitas de Pitangui:

" A pedido da Cia. Siderúrgica Pitanguiense, foi criado o Trem Suburbano que era chamado de Subúrbio. Sua finalidade era transportar os seus servidores como também os moradores do povoado de Velho da Taipa e adjacências. Ainda como turismo interno o povo gostava muito deste trajeto: Pitangui a Velho da Taipa e vice-versa. O percurso era feito por seis vezes diários. Por longa data foi maquinista da bitolinha, José Lacerda Rates (Juju Rates). Que era conhecido também por Juju da Bitolinha. Na década de 50, foram foguistas do mesmo e em atividades concernentes, Rossine Nunes de Carvalho e Ademar César (Demar Padeiro)".

Em outro parágrafo ele diz o seguinte:

" A bitola larga ou bitola de metro realizou o seu último percurso na sede em 12 de junho de 1964, ficando suas prestações de serviços somente para a Cia Siderúrgica Pitangui e, depois, para a Belgo-Mineira também, desativando-se totalmente no ano de 1989. E a bitolinha no ano de 1965."

O Raimundo era filho do Mário Venâncio que trabalhou para a Rede Mineira de Viação, portanto o pai deve ter passado informações confiáveis a ele.

Vandeir Santos.

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Os registros que documentam os fatos, se tornam fontes de pesquisas que ampliam a documentação histórica. A imagem abaixo representa o trabalho acadêmico para graduação em História, de autoria de Gerson Roberto de Paula, sobre a desativação da linha férrea de Pitangui. Mas uma importante fonte de pesquisa, sobre a nossa história recente.


Foto: Dênio Caldas.

7 comentários:

  1. Marquinho do alvorada ( amigo do Nilson guitarrista e Waguinho Paruara )segunda-feira, janeiro 16, 2012 6:29:00 PM

    Lucininho, historia é um assunto do meu interesse. Por acaso encontrei teu blog e por acaso estou em Pitangui. Se estiver na cidade, por favor, entre em contato. Estou no "Hotel e Pousada Pilar.

    Alfaluz2010@yahoo.com.br

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  2. Que pena a desativação, pois o trem funcionando seria a melhor forma de preservar e manter vivo o nosso turismo ferroviário.

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  3. Triste Girlene é saber que um empresário conseguiu a preservação dos trilhos de Água Suja até o Brumado mais a locomotiva e vagões, mas o prefeito da época não demonstrou boa vontade em ir até BH e assinar os papéis. O empresário conseguiu patrocínio para todo o projeto, a prefeitura não teria custo algum,mas...

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  4. Olá Marquinho,
    há quantos anos,hein!?
    Estou na cidade sim,você fica em Pitangui até quando?
    Amanhã passo no hotel.
    Abração.

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  5. Episódio marcante da nossa história. Mais um belo garimpo do grande Vandeir!

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  6. É impossível não se empolgar com as postagens dessa turma do Daquidepitangui, que abrangem de tudo. Nesta fizeram cócegas na minha memória afetiva que me levou de subúrbio à festa de Nossa Senhora, em Conceição do Pará, junto com minha avó paterna, Isabel Pereira. Só quem foi é que sabe o que os meninos sentiam ao descer do trem e olhar para a praça cheia de barracas, com prendas, leilões, jogos, "estúdios" fotográficos onde se podia tirar foto até com jegue listrado de zebra e o cheiro de uma comida gostosa por todo lado. Depois da missa, Aquelas manhãs de domingo nunca foram esquecidas, só dormiam tranquilamente. A postagem do mago da pesquisa, Vandeir Santos, despertou essas lembranças. Quem sabe não sai algum escrito provocado por essas memórias nos próximos dias?

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  7. Esqueci de identificar-me no comentário anterior, falando da viagem de subúrbio à festa de Nossa Senhora, em Conceição do Pará.

    William Santiago

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