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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dica de leitura: Ocorrências em Pitangui


        Recentemente fui comunicado de que uma historiadora de Pitangui estaria com um esboço de livro sobre a história da cidade. A pessoa que me informou fez questão de me ressaltar que a mesma relatava o motim de 1720 com alguns personagens polêmicos que já foram abordados aqui no blog. Nesta obra surge novamente um tal sargento Madureira que comandava os dragões e que não é mencionado em nenhum documento conhecido. Providenciei então para que chegasse às mãos da referida historiadora a obra Ocorrências em Pitangui – História da Capitania de São Paulo e Minas – (1713 – 1721) de Teóphilo Feu de Carvalho. Trata-se de uma obra fundamental para qualquer um que queira estudar os motins pitanguienses do início do século 18. 

Capa da edição original, página 559 da Revista do Arquivo Público Mineiro nº/ano desconhecido

       Theóphilo Feu de Carvalho nasceu em Mariana, em 15 de janeiro de 1872 e faleceu em 8 de setembro de 1946, aos 74 anos. Filho do tabelião Pedro d’Alcântara Feu de Carvalho e de Maria da Cruz Pereira Feu, foi casado com Alzira Numan Feu de Carvalho com quem teve sete filhos. Estudou no Colégio Caraça e diplomou-se em Direito, em 1910, na cidade de Ouro Preto. Foi Segundo Oficial do Arquivo Público Mineiro. Assumiu interinamente a direção do Arquivo no período de 5 de novembro de 1920 a 5 de setembro de 1922, até a posse do novo diretor, Mário Franzen, a quem novamente substituiu, de 16 de  outubro de 1926 a 10 de janeiro de 1927 e, posteriormente, de maio de 1933 a 14 de abril de 1936. (Fonte: http://www3.cultura.mg.gov.br/?task=interna&sec=5&cat=18&con=1008)
         Baseando-se em 82 documentos da época que se encontram guardados no Arquivo Público Mineiro, o autor teve como objetivo organizar a documentação existente para que fosse possível formar “melhor conceito” a respeito do que aconteceu na Vila de Pitangui. A obra aborda toda a situação social, política e econômica que culminou no motim de 1720 com detalhes interessantes dos preparativos para que a Vila ficasse isolada e os revoltosos enfraquecidos. É possível saber que os dragões eram em número de 23 e eram comandados pelo Capitão de Dragões João Rodrigues de Oliveira e que as tropas enviadas pela coroa teve seu primeiro enfrentamento a duas léguas antes de entrar em Pitangui. Enfim, é uma obra para quem quer conhecer dados confiáveis a respeito de tão importante período da história da Sétima Vila do Ouro.
       Feu de Carvalho publicou a obra dentro da Revista do Arquivo Público Mineiro, órgão no qual trabalhava. Dificilmente é encontrada a disposição, no entanto disponibilizo aos interessados cópia digitalizada. Pedidos: vandeir.santos@yahoo.com.br
Vandeir Santos
Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais         




2 comentários:

  1. Esse Vandeir... Cheio de coisa boa sobre nossa cidade. Excelente conteúdo!

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  2. Oi Vandeir, a historiadora em questão é a D. Adelan Maria Brandão (minha tia e professora no INESP) que é representante da FUNEDI em Pitangui na Recuperação do Arquivo Judiciário do Instituto Histórico de Pitangui (que você já conhece). Pode conversar com ela, ela ama dissertar sobre esse assunto e, teve, inclusive, um trabalho publicado sobre isso na Revista Ibero Americana. Grande abraço. Valéria Schmitt

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