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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

OS 98 ANOS DE LUZ ELÉTRICA EM PITANGUI


     Hoje, dia 30 de agosto de 2012, faz 98 anos que Pitangui passou a ser servida de energia elétrica, segundo nos conta Monsenhor Vicente Soares em seu livro A História de Pitangui: “A festiva inauguração da luz elétrica ocorreu a 30 de agosto de 1914. Houve banquete no Hotel Sinfrônio Saldanha e cinema ao ar livre, sob as palmeiras imperiais de João Alves Machado e João da Silva Caldas nas Praças de S. Rita e da Matriz.”

Foto antiga da usina. Fonte: Robson Santiago

     Brumado já era abastecido de energia desde o dia 2 de fevereiro daquele ano, já que a usina que fora montada tinha por objetivo o abastecimento da fábrica de tecidos que então só existia naquele distrito. Ainda segundo Monsenhor Vicente a ideia de se construir a usina havia sido tratada em assembleia da diretoria da fábrica no dia 12 de julho de 1911, quando se definiu pela compra da cachoeira de Bento Lopes no rio Pará.

Foto da antiga fábrica do Brumado. A seta indica a pequena estação que distribuía energia para a fábrica. No alto a direita as novas instalações em construção.

A estação ainda existe, é a unica estrutura que sobrou da antiga fábrica

     A geração de energia possibilitou a construção das novas instalações da fábrica do Brumado na parte alta do distrito, pois já não se dependia da força hidráulica obtida através do córrego desviado do alto da serra. O terreno baixo e alagadiço deixou de ser problema. Muitos não sabem, mas a 1ª fábrica se situava na parte baixa do terreno junto ao campo de futebol existente hoje. A solução não possibilitou melhoras somente no Brumado, com a nova fonte de energia foi possível a inauguração da segunda unidade da fábrica dentro da área urbana de Pitangui ainda no ano de 1913. Infelizmente a energia elétrica não chegou a tempo de trazer seus benefícios para a igreja matriz da cidade, naquele mesmo ano, devido ao uso descuidado de um toco de vela, a suntuosa igreja se incendeia e Pitangui perde o maior representante do seu acervo arquitetônico.

Foto atual da parte externa da usina - Fonte: Cláudio Faria

Foto da parte interna da usina com os geradores da parte inferior - Fonte: Cláudio Faria

     O excedente era distribuído à população e a distribuição se dava através de simples postes de madeira, tendo o benefício atingido primeiramente o centro para depois, ao longo dos anos, ser estendido à periferia. A Cia de Tecidos foi responsável pelo abastecimento até a segunda metade da década de 60 quando então a CEMIG assume a distribuição.

Chave interruptora do fornecimento de energia para a unidade do Brumado - Fonte: Charles Aquino

     A entrada da CEMIG no abastecimento de luz não representou o fim da usina de Bento Lopes, tendo sido modernizada ao longo dos anos, atualmente ela conta com 4 turbinas com a capacidade de geração de 1.700 kW/h que alimentam uma rede de 13,8 kV para o abastecimento das unidades de Brumado e Pitangui (desativadas) e outra de 23 kV para Pará de Minas (em funcionamento), conforme nos relatou o Sr. Rogério Martins Braga, responsável pela manutenção da usina e que muito gentilmente nos recebeu para uma sessão de fotos.

Vandeir Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais         


4 comentários:

  1. Bela postagem Vandeir. Depois poderia postar sobre a antiga fabrica do Brumado e dos achados que encontramos por lá.

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  2. Muito interessante, Vandeir! Ótima pesquisa, com a participação do Charles e do Cláudio.

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  3. Belíssimo material. A gente fica se perguntando... Será que se a energia tivesse chegado logo à Matriz, não teria ocorrido o incêndio destruidor? Ainda teríamos aquela mesma igreja? Mas não é melhor agora, que temos a outra, maior e mais imponente? São questões curiosas.

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