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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Reforma do casarão do Inácio Campos

          O patrimônio histórico de Pitangui está prestes a ser enriquecido com a recuperação de um importante representante do seu acervo, o casarão do Inácio de Oliveira Campos, situado na rua Padre Belchior esquina com rua do Pilar. Adquirido pela família de Márcio Campos, neto do antigo proprietário, o prédio abrigou durante muitos anos, em sua parte inferior,  um importante comércio, muito ativo durante as primeiras décadas do século 20, que pertencia a Inácio e que comercializava de tudo: tecidos, ferramentas, armas, móveis, chapéus, utilidades domésticas, etc.

 Foto da antiga loja de Inácio Campos - Acervo do arquivo da cidade


          Durante a limpeza do local foram encontradas várias fotografias antigas, dentre elas uma muito interessante, e rara, que documenta o início das atividades da loja no prédio que pertenceu ao Monsenhor Vicente e que atualmente também se encontra em reforma. Observa-se pela foto que o estabelecimento se chamava Ignacio Campos e Irmão. 

Foto do primeiro estabelecimento de Inácio Campos
Acervo da família de Márcio Campos

             Ainda se encontra no imóvel  o cofre que pertencia ao comércio e que também será alvo de uma futura restauração para que possa fazer parte do conjunto arquitetônico que já teve o seu telhado restaurado e atualmente passa pela reestrutura da parte hidráulica e elétrica. A parte superior, onde morava a família de Inácio, também será alugada, mas segundo Waldemar Campos existe um projeto de exploração comercial pela própria família dentro de um futuro próximo.

Cofre pertencente ao antigo estabelecimento de Inácio Campos
Foto: Vandeir Santos

           É bom saber que o imóvel se encontra sob a administração de uma família consciente de sua responsabilidade como detentora de importantes patrimônios em nossa cidade (a atual residência de Márcio Campos também é do século XIX). Uma pena que o restante dos casarões não caíram em mãos de gente com tais atributos. Fica para a cidade mais um exemplo de valorização de nosso passado.

Vista atual do casarão - Foto Vandeir Santos

Vandeir Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais         


9 comentários:

  1. Parabenizo a iniciativa da família de Márcio Campos em reformar este belo casarão.
    ótima postagem, Vandeir. Melhor ainda foi a garimpagem de fotos e outros materiais no local.

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  2. Excelente postagem, Vandeir! Tanto pelo conteúdo histórico, quanto por ressaltar esta louvável iniciativa dos Campos. Pensamento preservacionista da memória de Pitangui, um belo exemplo!!!

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  3. O escritor Luiz Vasconcelos me mandou um e-mail com o detalhamento da exploração comercial deste imóvel bem antes dele ser gerido pelo Sr. Inácio Campos, segue abaixo o e-mail com uma grande riqueza de detalhes:

    Meu caro Vandeir,
    a respeito do casarão, objeto do blog abaixo, tenho a comentar o seguinte:
    antes de pertencer a família Campos ele pertenceu, pelo menos, a 3 famílias as quais foram igualmente proprietárias da variadíssima loja. A saber: a 1a. delas foi de meu avô Manduca, pai de meu pai. Meu pai chegou a residir naquele casarão, até o falecimento de meu avô, em set/1921. Meu avô teve uma sociedade com um seu irmão (Durico, cuja casa era ao lado da casa do dr. Waldemar (Márcio Campos). A firma era Vasconcellos & Vasconcellos. Tenho em meu poder alguns livros de escrituração dessa firma, escritos pelo meu avô. Quero crer que a loja foi fundada pelo meu avô e pelo Durico.
    Como dito, com o falecimento de meu avô a firma foi desfeita e a loja e o casarão vendidos para o sr. Messias Jacob Lemos que viera do Pompéu para se estabelecer em Pitangui. Sua família também habitou o casarão.
    O 1o. automóvel de Pitangui foi do Messias Jacob que o trouxe do Pompéu. A chegada do carro foi saudada com grande foguetório. entrando na cidade pelo morro do Lavrado. Durante as comemorações uma senhora quebrou a perna nas escadas do casarão, que se situava do lado de fora da casa - na foto que aparece no blog, aquela passagem lateral (na descida da rua do Pilar) fazia parte da entrada do 2o. andar do sobrado. Mas o Messias Jacob faliu e veio a ser tabelião em Pitangui.
    A massa falida foi adquirida pelo sr. Sinhô (Antonio) Machado, que habitou a casa com sua família e deu prosseguimento no comércio até falir também. O Sinhô Machado era irmão da Canducha, do Pingo Machado (com loja na praça do Jardim), do José Machado, pai do dr. Tasso Lacerda Machado, dentre outros.
    Não estou certo mas creio que foi o sr. Antonio Mourão, sogro do Inácio Campos, quem adquiriu a massa falida do Sinhô Machado e a repassou para o genro. A partir daí é que começa a história da posse pela família Campos. O sr. Inácio é quem deve ter mudado a escadaria para dentro da casa, a partir uma (nova) varanda lateral, contígua à casa vizinha.
    Fico satisfeito em saber que meu amigo e colega Márcio Campos está preservando os 2 imóveis.
    Abrs
    Luiz

    Conforme comentei com o Luiz, como o Inácio já possuia um estabelecimento no prédio do Monsenhor, é provável que tenha ocorrido uma fusão da massa falida com o comércio que o Inácio já possuía. Gostaria de agradecer ao Luiz Vasconcelos pelos esclarecimentos. É través de colaborações como esta que conseguimos resgatar a nossa história, caso alguém tenha mais informações, por favor, queira nos comunicar.

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  4. Relato importantíssimo que merece registro junto à postagem.

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  5. Fico feliz pela iniciativa do Marcio Campos de restaurar o casarão no qual eu tenho boas lembranças de infancia. Eu ia muito visitar os tios de minha mãe com minha familia e primos. La moravam Olga, Geraldo e Mariola campos.Eu e meus primos brincavamos de esconder no segundo andar, onde tinha um piano, quandros antigo, me lembro que nao tinha nenhum banheiro no segundo andar. Minha mãe Junia Campos passou a infancia no casarão com com seus Avós.

    Parabens pelo blog, tem bastante historia da cidade, sempre visito para saber das atualizações.

    Grande Abraço,
    Henrique Guimaraes.

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  6. Pessoal do blog, o Henrique tem muita historia desse casarão, é da família. O Henrique trabalha comigo e ficou entusiasmado e impressionado com a riqueza de informações divulgadas. E elogiou muito o site.

    Parabens ai galera!

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    1. Ricardo, o blog não chegaria a lugar nenhum sem o apoio de pessoas como vocês que apreciam e enriquecem o nosso trabalho. Obrigado e continuem nos visitando.

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  7. Muitas vezes parei nesta loja para um papo com sr.Inacio e seu filho Darcy. Boas pessoas que me deixaram saudosas lembranças.Esta foto do casarão me traz lembranças de um tempo que não volta mais.

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