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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cemitério de Escravos em Conceição do Pará

Há dias atrás estivemos no  "Cemitério de Escravos" localizado em Conceição do Pará. Quem nos apresentou o lugar foi o nosso parceiro Vandeir Santos. Também estiveram conosco os jornalistas Paulo Henrique Lobato (Estado de Minas) e Selma Assis (me desculpe o erro na grafia de seu sobrenome....rsrsrs) (Prefeitura de Pitangui).

Foto: Licínio Filho
O cemitério está em um propriedade rural no condomínio "Aldeia do Pará", às margens do Rio Pará. Cercado por um muro de pedras apresenta um cruzeiro e algumas covas, o proprietário do terreno mantém o local limpo.Existem muitas histórias sobre o lugar que precisam ser levantadas

Foto: Licínio Filho

15 comentários:

  1. Postar uma matéria a respeito de um cemitério escravo, no dia da "Consciência Negra" pode parecer contraditório. Mas a leitura que faço é de que assim como o cemitério escravo ainda resiste ao tempo, a luta de Zumbi também está presente nos nossos dias, resistindo ao tempo. Hoje é dia de conscientizarmos a respeito do preconceito racial e social, além da importância da raça negra na construção da cultura do povo brasileiro.

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    1. Eu sou testemunha: Dênio não tem nada de preconceito, num é Tidengo? kkkkkkkkkkkkkk
      Grande abraço!

      Carlinho

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  2. Concordo Dênio.
    por mais paradoxal que seja, o cemitério nos remete à memória dos africanos que para cá vieram e à luta de resistência à escravidão. A luta dos negros é também a luta das minorias, que continuam oprimidas em nosso país.

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  3. E aí Domingo Jorge velho qual é a sua?
    O quilombo permanece vivo a luta continua
    Na ditadura grandes mestres foram exilados
    Seu Rui Barbosa cadê os livros da História que foram queimados?
    Na minha cidade 21 de abril é feriado
    e 20 de novembro mau é lembrado
    Mas mesmo assim trago sorriso no rosto tenho o samba no pé
    Sou bamba de capoeira e acredito no meu candomblé
    Aro bôbôi ôxum maré
    patácuri ôgum comorodé odé
    Cabecilhê kaô
    Tem muito mais não tenho preconceito
    Pelo contrário tenho orgulho estampado no peito
    Somos miscigenados por inteiro
    salve o povo índio branco áfro-brasileiro

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    1. Salve Mano,
      seja bem vindo...
      mandou bem na consciêcia e na rima.
      Abraço.

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  4. Além de toda a simbologia histórico social, me chamou a atenção a conservação do local, que transmite uma visão quase que poética. Parabéns pela postagem, professor!

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  5. Opa, Licínio! Tranquilo quanto ao "erro ortográfico"...rsrsrs! Mto boa a postagem e como presenciei a visita, o local é realmente mto bem cuidado e como vc disse, há que se fazer um levantamento das histórias que rondam aquele pequeno pedaço de chão. Ao que parece, o local guarda mtas histórias e mistérios. Bacana!

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    1. Valeu Sema!
      O lugar é mesmo cheio de mistérios.Vamos tentar revelar alguns deles, né?
      Abração

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  6. Gente... que lugar é este ? Show de bola ! Léo Morato, especialista no assunto, pode me dizer, mas acho que este lugar tem um grande potencial turístico não acham ? Onde fica isto ? Parabéns pela postagem ! Renato Lomas

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    1. Renato, se você for de Pitangui para Conceição, pelo asfalto, vire a esquerda antes da ponte (sítio do Rebolo)e vá para Aldeia do Pará, são cerca de 6km. Ao chegar naquela localidade siga reto o acesso de entrada mesmo quando acabar as casas e você chegará em uma porteira, passe pelo arame e desça a esquerda desta porteira e você verá o cemitério daí a cerca de 100 metros.

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    2. Este cemitério fica em uma propriedade privada, está bem conservado,mas não sabemos muita coisa sobre sua história.
      Penso que o proprietário do terreno poderia explorá-lo cobrando entrada, mas seria preciso algo mais,né? O lugar desperta curiosidade,mas seria interessante que o visitante obtivesse informações sobre quem mandou fazer este cemitério, em que época isto aconteceu, como eram as relações entre os senhores e os escravos, se o terreno era área de mineração, etc. Existe público para este tipo de turismo, você sabe bem disto.A atividade turística envolve muita coisa,né Renato Lomas? Esta é minha opinião como historiador e viajante que gosta de visitar este tipo de lugar...rsrsrs... O Léo, que é turismólogo saberá falar melhor sobre este assunto.

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    3. Pessoal, no Turismo as possibilidades são vastas... pois esta "indústria" utiliza e desenvolve conceitos técnicos e científicos de diversas áreas do conhecimento. E a metodologia de planejamento deve ser adaptada a cada realidade, a cada atrativo. Concordo com o prof. Licínio, pois a contextualização histórica e social são fundamentais. A sinalização de acesso (placas rústicas indicando o local); a presença de Guias de Turismo capacitados, prestando informações sobre o atrativo;a disponiblização de banheiros; e um pequeno restaurante com comida regional, compõe uma infra-estrutura interessante que pode gerar emprego e renda. Com a consolidação de local como atrativo turístico, será necessário fazer um estudo da capacidade de suporte /carga (nº de visitantes X espaço de tempo)e, por que não, realizar atrações culturais como roda de capoeira, maculêlê; e chalés /cabanas para pernoite. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" Fernando Pessoa.

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  7. Existia um outro na fazenda Ponte Alta mas pelo que me falaram encontra-se destruído/perdido, necessitaríamos de uma pesquisa local mais apurada para saer a localização dele.

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  8. Embratur prepara para 2013 roteiros turísticos ligados à história do negro no Brasil
    22/11/2012 às 17h30

    Na semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20 de outubro), a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) anunciou que está desenvolvendo um programa especifico para o turismo étnico em 2013, voltado especialmente para o público dos afro-americanos e africanos, que visitam o país motivados pela diversidade cultural brasileira.

    Os produtos serão os roteiros históricos, que perpassam pela construção da identidade do negro no Brasil, segundo a coordenadora de Geral de Acompanhamento e Estruturação de Produtos da Embratur, Delma Andrade. Entre os destinos, a Embratur quer salientar os Ciclos do Café, no Rio de Janeiro, que passam pelas cidades do Vale do Café; do Ouro, em Minas Gerais, por Belo Horizonte e Ouro Preto; e do Açúcar, no Nordeste, principalmente nos estados de Alagoas e Pernambuco.

    Para Delma, estes locais são a oportunidade do turista estrangeiro vivenciar a cultura negra brasileira, “que é mesclada com a história dos povos indígenas e dos brancos, e forma o nosso mosaico cultural brasileiro”.

    A decisão de montar os roteiros começou a ser definida em maio, quando o presidente da Embratur, Flávio Dino, recebeu o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira. Os dois decidiram firmar uma cooperação entre as duas instituições para construir roteiros baseados em momentos importantes da história negra no Brasil, principalmente ligados à história contra a escravidão no país. “A busca pela memória familiar e também social e histórica é sempre um grande motivador de viagens em todo o mundo”, afirma presidente da Embratur, Flávio Dino.

    A destinação destas cidades, como roteiros turísticos étnicos, foram decididos a partir do seminário internacional “Herança Identidade, Educação e Cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão”, realizado em agosto.

    Organizado pela Fundação Palmares (FCP) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com apoio da Embratur, o seminário teve como objetivo analisar as melhores práticas na área para identificar novas abordagens e desenvolver diretrizes claras para o desenvolvimento de um manual e de módulos de treinamento que possam facilitar o estabelecimento de rotas de memória e, assim, capacitar os gestores responsáveis por essas rotas.

    Fonte: Portal Planalto

    http://www2.planalto.gov.br/imprensa/noticias-de-governo/embratur-prepara-para-20013-roteiros-turisticos-ligados-a-historia-do-negro-no-brasil/view


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