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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Consequências do incêndio na Matriz em 1914


Em sua edição de número 83, ano IV (2ª quinzena de outubro de 1990) o Jornal Correio de Pitanguy publicou uma interessante matéria sobre as consequências do incêndio ocorrido na antiga  Igreja Matriz  de Nossa Senhora do Pilar em Pitangui, no ano de 1914. O artigo é de autoria do arquiteto Evandro Rocha Mendes, atual prefeito de Pitangui. No texto destaca-se um triste fato: o estilo eclético da nova Matriz, influenciou uma onda de demolição dos templos religiosos erguidos no século XVIII, na cidade. Este exemplar do Correio de Pitanguy faz parte da coleção doada ao Blog, pelo nosso conterrâneo e parceiro William Santiago.


Informando-nos um pouco mais sobre os nossos processos históricos, parafraseamos o amigo Manoel Fiuza, para compreendemos a necessidade do "Tombamento ainda que tardio" como forma de manutenção da identidade cultural de Pitangui. Fica o convite ao Evandro Mendes e demais estudiosos do tema (Patrimônio Histórico Cultural) a fazerem suas considerações complementares, através dos comentários desta postagem ou pelo e-mail do Blog.

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2 comentários:

  1. Salve, salve Pitangui

    Frequentava muito Pitangui no final da década de 70, início de 80. Inclusive sou amigo do Wilian Santiago, do Reinaldo e da família Santiago (Sr.Ziquinha). Nesta época percebia a preocupação dos amigos pitanguienses, pela preservação arquitetônica e cultural da cidade. Salve engano, a última vez que estive em Pitangui, foi em julho de 2007 e percebi que a cidade já estava muito descaracterizada (na década de 80 ainda restavam alguns casarões). Vi que o autor da matéria publicada, no ano de 1990, é o atual prefeito da cidade. No final, ele ressalta a necessidade de se preservar o que a cidade ainda possuía. Espero que ele não tenha mudado seus ideais.

    Sempre que posso, acompanho o blog de vocês para saber notícias dessa terra que parte de uma época muito boa de minha vida. Parabéns a vocês.

    Salve salve Pitangui

    Toninho do Carmo

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  2. Salve, salve Toninho do Carmo. Obrigado pela visita e pelas ponderações. Pelas referências, você já é de casa!

    Com base nesta e noutras fontes identifica-se diversos motivos que geraram a descaracterização do nosso patrimônio arquitetônico ao longo de décadas, entre eles: a exploração imobiliária e a falta de consciência histórico cultural. Por outro lado a diversidade de estilos arquitetônicos diferencia Pitangui das demais cidades do Ciclo do Ouro. O importante é que nos últimos 10 anos foram realizadas mais iniciativas de restaurauração dos nossos bens culturais. Temos que pensar de agora para frente fazendo com que esta preservação do nosso passado seja constante e irreverssível. Na minha concepção a melhor opção para o crescimento sustentável de Pitangui, está no binômio cultura e turismo (abrangendo a educação ambiental e historico cultural, incentivo às manifestações populares, profissionalização dos prestadores de serviço e continuidade do aprimoramento dos equipamentos do receptivo turístico - alimentação, hospedagem, atrativos, transporte, eventos e informações).

    Para elucidar o nosso entendimento, segue abaixo um artigo* de Eder Santos Carvalho, estudante de Arquitetura da UniSC.

    Porque Preservar o Patrimônio Histórico e Cultural

    Discute – se muito hoje a necessidade de preservação do Patrimônio Cultural, valorização do passado e memória coletiva das cidades; não só na arquitetura, mas em diversas áreas do conhecimento humano.
    O Patrimônio Arquitetônico representa uma produção simbólica e material, carregada de diferentes valores e capaz de expressar as experiências sociais de uma sociedade.
    Mas, com o rápido e desordenado crescimento das cidades brasileiras, com uma progressiva perda e descaracterização do Patrimônio Histórico, nos faz refletir acerca da constante necessidade de transformação dos espaços urbanos, paralelo às implicações referentes à qualidade ambiental e preservação do patrimônio construído.
    Nossas cidades não são locais onde apenas se ganha dinheiro, não se resumem em ser apenas dormitório para seus habitantes. Nela vivem seres humanos que possuem memória própria e são parte integrante da nossa história. Por esse motivo, não passa despercebido pelos habitantes das cidades a destruição da casa de seus antepassados, de antigos cinemas, bares, teatros e outros prédios históricos. Toda essa “destruição do patrimônio” para dar lugar ao automóvel ou aos gigantes edifícios de aço e concreto deixam nossas cidades poluídas, sem emoção e seus habitantes perde um pouco da identidade e identificação com o local onde vivem.
    Passado a euforia do modernismo, o homem se volta para a busca de seu passado, de suas memórias. Essa busca vem do anseio de uma civilização dominada pela técnica que deseja voltar seus olhos para o passado. Uma espécie de saudade da época em que nossas cidades eram mais humanas, em que o homem tinha mais tempo para refletir sobre seu destino.
    Assim, a memória coletiva das cidades está em seus velhos edifícios. Eles são o testemunho mudo, porém valioso, de um passado distante. Servem para transmitir às gerações posteriores os episódios históricos que neles tiveram lugar e também como referência urbana e arquitetônica para o nosso momento atual. Preservá –los não só para os turistas tirarem fotos ou para mostrar aos nossos filhos e netos, mas para que as gerações futuras possam sentir “in loco” a visão de uma cidade humana e como se vive nela. Para terminar, parafraseio um importante historiador: “Uma cidade sem seus velhos edifícios é como um homem sem memória”.

    * www. historiaearquitetura.blogspot.com – 20/04/09.

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