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terça-feira, 6 de novembro de 2012

EM BUSCA DO OURO PITANGUIENSE


       Os relatos de partículas de ouro sendo coletadas nas ruas de Pitangui não estão presentes só na literatura que aborda o passado recente da cidade, em conversa com moradores de meia idade é possível escutar histórias onde estes cidadãos chegaram a ajudar os pais a praticar o garimpo urbano.

Partículas de ouro encontradas por um morador de Onça do Pitangui. Foto: Vandeir Santos

            Ao contrário do que muitos podem pensar, o ouro em seu estado bruto não brilha, é um grão amarelo opaco e sujo de terra que passaria despercebido por 99,99% da população e somente olhos treinados são capazes de identificar essas minúsculas pepitas, mesmo assim contando com a ajuda da água das chuvas. E era treinando este olhar que muitos pitanguienses se faziam bandeirantes modernos, mas de técnica simples, procurando nos depósitos que se formavam nos pés dos morros o metal que a água da chuva havia lavado, realçando a sua cor e tornando o metal perceptível. Esta era a brincadeira preferida da criançada que corriam ao Juca Ourives vender o metal encontrado e converter o resultado em doces, refrigerantes e outras guloseimas.

"Bandeirante" moderno com seu detector. Tecnologia inútil se comparada a olhos bem treinados. Foto: Paulo Lobato

            Neste último fim de semana acompanhei o repórter Paulo Henrique Lobato em uma visita a Onça, onde um morador ainda conserva esta tradição, assim que acontece uma estiagem ele sai percorrendo os depósitos de cascalho em uma estrada na encosta da cidade. Tendo sorte ele consegue encontrar dois ou três gramas, os quais ele vende por R$60,00 o grama. Eu e Paulo tentamos, usamos até um detector, mas em vão. O ouro, tímido, só se revela aos olhos do homem simples.

Vandeir Santos
Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais         

6 comentários:

  1. É Vandeir... Qualquer coisa que vc posta no blog me chama imediatamente a atenção. Vc é sempre muito interessante. É também simples, objetivo (até demais) e cativante. Impõe presença e exala perseverança, sonha demais (não se trata daquele sonho do Marcelino pão e vinho - sonha Marcelino, sonha!-.
    Gosto de VC.

    Agora; esta de vc, depois da chuva, ir para Onça em busca do ouro. Pelo amor de Deus né.

    Êta Indiana Jones.

    Abração.

    Geraldo Wagner Gonçalves
    Praça Antonio Fiúza/Pitangui

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  2. Obrigado pelas palavras de incentivo Geraldo. Ir a Onça depois da chuva ainda é pouco perto do que estou planejando, não pretendo ficar rico, mas quero viver a experiência de tirar da terra nem que seja uma minúscula pepitinha. Foi este desejo que moveu meus antepassados ha 300 anos atrás e possibilitou a fundação de nossa querida Pitangui.

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  3. Vandeir,
    Se vc puder, vamos voltar em breve a Onça, pq é um passeio bem agradável. Mais gostoso que procurar as pepitas (na verdade partículas) de ouro, é ouvir as histórias dos moradores, né... Grande abraço a todos do blog.
    Paulo Henrique Lobato

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  4. Com certeza Paulo, vou tentar agendar com o Zé de Abreu uma visita a mina que se encontra no terreno dele, tem muita gente me cobrando. É uma aventura super interessante.

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  5. Vandeir, desnecessário lembrar a alguém como você que o que nos move a todos são os nossos sonhos.

    As realizações, todas elas, sem exceção, nasceram de um sonho. Ocorre que os sonhos, os sonhos bons nascem nas mentes igualmente boas, e, como tal, vibra, irradia-se e alcança outros igualmente sonhadores. Este seu sonho, na minha opinião, alcança seus inúmeros amigos e a gente começa a acreditar nele também.

    Tenho certeza que você está reunindo, agregando, ajuntando e amontoando conhecimentos sobre coisas e fatos que têm no centro a querida Pitangui e a prole dos seus antepassados.
    É certo também que no momento oportuno tudo irá elevar você acima, bem acima do que você planejou.

    A sua linhagem deve se orgulhar muito de você.

    É claro que foi em tom de brincadeira que “capei” (nun capa não!) você por ter saído quase na chuva a procura de ouro. É claro que eu queria ter ido com você. É claro que a diversão é das melhores e é claro que os personagens que você faz questão de envolver nas suas andanças ficam muito lisonjeados e felizes pela oportunidade da sua companhia.

    Enfim, agora é sério mesmo.
    Abraço.
    Geraldo Wagner Gonçalves
    Praça Antonio Fiúza/Pitangui

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  6. Vandeir eu,meu irmao e meu pai chegamos a encontrar alguma poeira. Durante minha infancia a gente saia a tardinha com um carrinho de mao e uma pa,juntavamos o cascalho levava para casa e bateavamos.O mais interesante é que a primeira pedrinha,ele achou a olho nu,por cima da terra na rua do cruzeiro na penha. Chegamos a encher meio vidro,tipo esses de novalgina. Depois meu pai deixou para o lado,parou de procurar(era muito trabalho para pouco retorno). Sugiro que vc procure nos cascahos que fica encostado nos buracos de enxurradas e onde ouver minerio de ferro ou pó de mineiro,esqueça

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