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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aniversário do EEMAO

          No último domingo, dia 31 de março, o EEMAO comemorou mais um ano de vida e aproveitamos a oportunidade para a publicação de uma excelente matéria de autoria do Marcos Antônio de Faria, o Barrica, pesquisador da história pitanguiense:


         ESCOLA ESTADUAL MONSENHOR ARTHUR DE OLIVEIRA

Pátio do EEMAO, década de 30 - Acervo da família de Rute Álvares Maciel 

         A Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira – EEMAO -, é um dos mais antigos estabelecimentos de ensino do Centro-Oeste de Minas Gerais. A sua história se iniciou com o sonho de um homem, Monsenhor Arthur de Oliveira, que lançou a idéia da fundação de um colégio em Pitangui. Ele se tornou realidade no dia 31 de março de 1916, com a inauguração do “Ginásio de Pitangui”.
        
         O seu primeiro diretor foi o seu fundador, Monsenhor Arthur de Oliveira, que permaneceu no cargo até o ano de 1927, ocasião em que transferiu sua residência para Belo Horizonte. No mesmo ano, com distribuição gratuita aos pais e alunos do colégio, circulou o jornal “Gymnásio de Pitanguy”. Era dedicado aos interesses do colégio e às iniciativas do progresso da cidade.

         Em seus primeiros meses de funcionamento, eram ministrados os seguintes cursos, com seus respectivos professores: - Português – Prof. Corgozinho Filho; Francês – Sr. Assis da Rocha; Aritmética – Prof. Miguel Rocha; Geografia – Dr. Assis Rocha; Religião – Monsenhor Arthur de Oliveira; Trabalhos Manuais e Costura – Professora Maria Dolabela Portela Nunes; Canto – Professora Rocha.

         Nesses seus primeiros seis meses de funcionamento, um aluno, José Valadares da Fonseca, se destacou dos demais, com as seguintes notas, :Francês – 10; Aritmética – 10; Geografia – 10; Civilidade – 10; Religião – 10; Português – 6.

         Por iniciativa de seu diretor, foi anexado o curso normal, passando o estabelecimento de ensino a denominar-se “Escola Normal de Pitangui”. Pelo Decreto nr. 6.792, de 10 de novembro de 1925, a “Escola Normal de Pitangui” foi equiparada à Escola Normal de Belo Horizonte.

EEMAO - Foto: Norberto Alves dos Santos

         Nesse mesmo ano de 1925, ocorreu a primeira formatura de alunos, todos mulheres, Herminia Corgozinho; Wolanda A. Freitas; Zélita de A. Freitas; Izaurina Freitas; Rosina Corgozinho; Maria C. Silva; Maria F. Fonseca; Maria de . Rattes; Maria Soares e Vicentina Freitas.

         Era diretor Monsenhor Arthur de Oliveira; Secretario – Prof. Miguel Rocha; Paraninfo – Dr. Lúcio dos Santos; Presidente do Estado – Dr. Mello Vianna; Secretário do Interior – Dr. Sandoval Azevedo; omenagead
         Homenageados – Dr. Rocha Vianna e José A. de Oliveira.

         Em 1928, o Sr. Jacyntho Caetano da Silva, acompanhado de uma comitiva, composta dos pitanguienses, Pe. Lopes Cançado, Pe. Bicalho e o Dr. Agenor Filho, esteve em Belo Horizonte, com a finalidade de solicitar a oficialização estadual para a escola.

            Nesse mesmo ano formaram, como normalistas, as seguintes alunas: Carmelita Ephifânio Pereira (Divinopólis); Maria José Lopes Cançado; Etelvita Valadares; Maria Vasconcelos Barbosa.

         Paraninfo – Pe. Joaquim Lopes Cançado; Homenageados – Dr. Romualdo Cançado Filho, Dr. Isauro Ephifânio Pereira Dr. Agenor Lopes Cançado.

A solicitação dos pitanguienses feita em 1928, foi atendida em 4 de março de 1929, pelo Decreto nr 8.996 a oficialização foi deferida pelo então Presidente do Estado de Minas Gerais, Dr. Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, sendo Secretário do Interior, o pitanguiense Dr. Francisco Campos.

Aula do curso técnico - Foto cedida por Antônio Navarro

A instalação da Escola Normal de Pitangui, ocorreu em 23 de março de 1929, com a presença do ilustre pitanguiense, Dr. Francisco Campos, o célebre “Chico Campos”, Secretário do Interior de Minas Gerais, que  pronunciou um discurso sobre a importância do curso de formação de professores primários. Merecidamente, ele é reconhecido como um dos beneméritos do ensino em Pitangui. Nessa época, era diretor do Colégio, o Pe. Joaquim Lopes Cançado. A política pitanguiense era chefiada por Francisco Campos, cunhado do Sr. Jacintho Guimarães, recém-eleito Presidente da Câmara Municipal de Pitangui.

         Em 1930, houve a formatura de uma nova turma de normalistas, Dinorah Filgueiras Cançado; Hortênsia Lacerda; Judith Nunes Valério; Maria Duarte Pereira; Maria da Conceição Gontijo (Divinópolis)., Francisca A. Filgueiras; Mercês de Navarro Borges; Mercês Ferreira Lopes; Antônia Victor Martins; Vera Cançado Trindade.

         Paraninfo – Dr. Gustavo Capanema; Diretor – Sebastião de Faria Zimbres; Homenageados – Dr. José R. Zica Filho; Jacyntho Silva C. Guimarães. 

            Na administração do prof. João Barbosa Filho, a escola passou para a categoria de 2º. Grau, no ano de 1932, graças ao então Secretário do interior de Minas Gerais, o pitanguiense,  Dr. Gustavo Capanema.

         Em 1933, a relação de alunos matriculados na Escola Normal Oficial de Pitangui, apresentava os seguintes números – Curso de Aplicação – oito alunos; Curso Preparatório – 88 alunos; Curso de Adaptação – 72 alunos; Curso Anexo – 24 alunos; num total de 124 alunos.

         Formandos de 1933: Maria de Lourdes Arruda (Abadia-Martinho Campos); Haydé Trindade; Maria de Lourdes Morato; Yolanda de Melo (São Gonçalo do Pará); Maria José Trindade; Ruth Alves Maciel; Iria Gabriela da Silva;Leonor de Melo (São Gonçalo do Pará); Maria José dos Santos; Celina Lacerda; Maria Agustina dos Santos; Maria Cristina Lemos Nunes da Silva; Maria de Lourdes Rocha.

            Diretor – João Barbosa Filho; Paraninfo – Dra. Ruth de Assis; Homenageados – Dr. José R. Zica Filho; Professor Dr. Edson da Silva.

Em 13 de dezembro de 1945, o estabelecimento passou a denominar-se “Escola Normal Monsenhor Arthur de Oliveira”, de acordo com o Decreto nr. 2.181. Em 1946, foram instituídos dois tipos de ensino: o curso Ginasial e o Segundo Ciclo de Ensino Normal, pelo Decreto Lei nr. 1.875. Em 01 de agosto de 1949, pela portaria de nr. 375, recebe a nova denominado de “Ginásio Escola Normal estadual de Pitangui”.

Durante muitos anos, o colégio funcionou de modo geral em modelo elitista, dedicado quase que exclusivamente, para a formação de alunos de pais com alto poder aquisitivo.

EEMAO - Fonte desconhecida

Funcionou, vários anos, somente com 7 turmas. No vespertino com as seguintes turmas, 5ª. Série; 6ª. Série; 7ª. Série e a 8ª. Série. No matutino, uma turma do 1º., 2º. E 3º ano normal. Não havia o curso noturno.

Naquela época, não havia nenhuma escola na região e como só havia uma só turma para cada série, sendo grande o número de candidatos, o aluno devia fazer o exame de admissão, o qual equivaleria a um vestibular, no final de cada ano.

Existiam, em nossa cidade, diversos cursos preparatórios, para o exame de admissão e que eram, geralmente, inacessíveis para os alunos de poucos recursos financeiros. Mesmo concorrendo com alunos preparados, muitos que não freqüentavam esses cursos, conseguiram superar as dificuldades, fazer sua matricula no colégio.

Em março de 1966, o Colégio Comercial Maria Dolabella foi oficializado, funcionando no mesmo prédio do Ginásio Escola Normal Estadual de Pitangui, a ele anexado, sendo que o ginásio passou a denominar-se Colégio Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira  - CEMAO. Posteriormente o nome foi novamente mudado para EEMAO – Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira

Intelectuais, homens ilustres das letras e da política, lecionaram na Escola Normal de Pirtangui, Dr. Onofre Mendes Junior; Corgozinho Filho; Dr. Agenor Lopes Cançado, Dr. José R. Zica Filho; Dr. Gustavo Capanema; Dr. Edson Álvares da Silva; Dra. Ruth de Assis; Prof. Miguel de Assis Rocha; Dr. Sigismundo Fiúza; Prof. José Morato; Dra. Ivone Guimarães; Professora Maria Dolabella Portela Nunes; Pe. Jesuíno da Cunha; Monsenhor Artur de Oliveira; Pe. Joaquim Lopes Cançado; Professor Newton Braga; Dr. Waldemar Campos; Dr. Longuinho de Freitas Bueno; Professora Adelan Maria Brandão. Dr. José Lacerda Machado; Dr. Tasso Lacerda Machado, Professora Nazaré Lemos; Professora Esther de Carvalho Valério Calderaro Teixeira; Lenita Henrique; Dermeval Lino Fiúza e muitos outros.

Alunos: Dr. Paulo Miranda; César Tadeu Miranda; Pe. Demostnes Cezar Mota; Humberto Mota; Dr. Antônio Álvares da Silva; Sr. Silvio Alves da Silva; Dr. Pe. Carlos Valadares; Dr. Jose Maria Valadares; Dr. José Maria Vasconcelos Valadares; Pe. João Emilio de Souza; Pe. Maurilio Fonseca, Dr. Murilo Malachias,; Dr. Plínio Malachias., Dra. Yole Malachias Nazar; Dr. Ronaldo Moura Fiúza; Dr. Geraldo Lemos Filho; Dr. José Maria Chaves; Maria José Valério Calderaro Teixeira; Dr. Marcos Antônio de Faria; Dr. Mario Lucio Campos; Ciro de Freitas, Cláudio José de Freitas; Dr. Marcio de Melo Franco; Walter Guilherme de Freitas e muitos outros.

Marcos Antônio de Faria

Um comentário:

  1. Temos na escola, á disposição de todos, os quadros com os Formandos de 1930 (achado recentemente guardado dentro de uma armário abandonado numa oficina que não é usada há anos), temos também outros quadros dos primeiros formandos, mas não lembro a data agora. temos um grande acervo histórico com todos os registros de alunos, desde a fundação.

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