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domingo, 8 de dezembro de 2013

A Venda do Tisnado

Tisnado com um jornal da época. Ou seria a caderneta das vendas?

Neste 8 de dezembro, dia de N.S. da Conceição, da Festa de Cardosos e aos 300 anos de São João Del Rey, trazemos uma parte da história de Pitangui: A Venda do senhor Levi de Freitas - Tisnado. As imagens foram postadas pelo Zé Alexandre no facebook e os comentários do post trazem informações interessantes. Dizem que na loja tinha de tudo, mas, de tão cheia, nem sempre o dono achava o que o freguês procurava. Além da loja em si, e das mercadorias variadas, outra curiosidade era uma pilha de jornais antigos que ficava em cima do balcão de madeira. A loja que funcionava na esquina foi ao chão, assim como o casarão ao lado, onde morava o Tisnado. Não se sabe ao certo se o desmoronamento ou derrubada coincide com o um incêndio ocorrido no local, na década de 1980. Correções e ou informações adicionais são bem vindas e podem ser enviadas para o e-mail do blog ou pelos comentários desta postagem.

 
      A lateral e a fachada da loja.


Tisnado proseando com um "freguês".
( Fotos de autoria desconhecida)

6 comentários:

  1. Leo, a venda do Tisnado é um bom símbolo da história de nossas velhas cidades mineiras, Tão ricas que não cabem em si! Nem sempre, fisicamente, elas resistem ao tempo, mas felizmente sobrevivem vigorosas na memória coletiva e na lembrança de muita gente. Viva as memórias e lembranças de Minas Gerais!

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    1. Muito bem dito, caro Emílio. Eu particularmente não me lembro do Tisnado, mas me recordo do casarão e da loja da esquina. Peculiaridades de Pitangui que ficam na memória. Um abraço.

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  2. Bela recordaçao eu me lembro da loja do tisnado qndo eu era criança e ia pra escola nos anos 80 da muuitas saudades dakele tempo.

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  3. Vejam só como o espaço era bem melhor utilizado naquela época. Além de haver um casarão histórico, era ponto comercial. Hoje, infelizmente, o mesmo terreno é um lote vago, cheio de mato, que abriga viciados em drogas e, vez ou outra, é usado como estacionamento. É triste.

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  4. Realmente é triste. Sou sobrinha neta do Tisnado e todo o espaço, que vai de uma rua a outra e que abrigava a loja do Tisnado e do Dodo, o casarão e um grande quintal pertenceram a minha avó, dona Quirina. Quando a mesma faleceu, foi feita a partilha do imóvel, coube ao meu pai, Nazareno Luciano a parte que tinha a venda do Tisnado, que já não existia quando meu pai herdou o pedaço do imóvel. O restante da área ficou com o meu tio Saul Luciano. Não sei se ele achou melhor colocar tudo a baixo e murar a parte dele e pronto. Eu acho uma pena, pois na minha infância, quando passava férias em Pitangui, todos os dias eu ia junto com a Tia Marta passar as tarde no casarão. Como já havia dito, quando meu pai herdou a parte que a ele coube, a venda do Tisnado já não existia porque tinha sido destruída por um incêndio. Quanto ao lote vago, que é de propriedade de meu pai, nós filhos, estamos querendo reunir para podermos fazer um pátio coberto, mais certo, garagens para colocar nossos carros quando vamos aí. Inclusive o meu pai tem um casarão na rua de cima, que vai dar na Matriz. O casarão do meu pai, durante muitos anos abrigou a Escola do Snoop. Ela chegou a quase a ser destruída pelo tempo e também serviu de abrigo para viciados. Acontece que meu pai, resolveu recuperar o casarão e hoje ele é tombado pelo patrimônio histórico e está muito bonito. Tenho um carinho todo especial pelo casarão do meu pai. Ele foi adquirido por ele antes mesmo de casar com a minha mãe e eu nunca havia entrado dentro dele quando criança, só agora, depois de adulta é que posso desfrutar do casarão.

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