Seguidores

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia Nacional do Choro

Hoje, dia 23 de abril é o dia de São Jorge Guerreiro, neste dia nasceu também um mestre da música brasileira e universal, o Pixinguinha. Em sua homenagem, o dia 23 de abril foi instituído como Dia Nacional do Choro – estilo musical genuinamente brasileiro. Também no mês de abril nasceu o notório Pitanguiense que, com o seu bandolim, dava o tom nas rodas de Choro do Grupo Ferro Velho. Para relembrar o saudoso Ném Teodoro clique na foto abaixo.

Ném Teodoro.

Links relacionados:

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pitangui by Túlio Lara


Arte criada pelo Túlio Lara, o Tulinho, e segundo ele :

Pitangui by Tulio
"Nasci nesse berço, em meio a casarões e história... Foi ali que passei minha infância, dias e "bocas da noite". Hoje vejo o patrimônio sendo valorizado. Os filhos da terra começam a valorizar a eterna Pitangui. 
E fico muito feliz..." 

sábado, 20 de abril de 2013

Fim de tarde em Pitangui - M.G.

Foto: Licínio Filho
 Aproveitando a linda luz do mês de abril também fiz o registro do fim da tarde de sexta feira (19) visto do bairro Dona Judith Abreu e Silva/Pitangui/M.G.

Foto: Licínio Filho

sexta-feira, 19 de abril de 2013

As cores de abril

Aqui estamos nós de novo, para falar que estamos na área e para desejar um ótimo fim de semana para Pitanguienses (de alma, sangue e ou coração) e visitantes! Neste mês de abril o céu de Pitangui está nos presenteando com belos espetáculos de cores. Na foto de hoje, o nosso amigo Geraldo Wagner Gonçalves, frequentador assíduo do Daqui de Pitangui, registrou o cair da tarde lá na Praça Antônio Fiúza. A foto dispensa legenda mas expressa a sensibilidade do olhar do fotógrafo. Compartilhe seus clicks conosco para, no intervalo de um garimpo histórico e outro, apreciarmos as paisagens pitanguienses.

Foto: GWG.

domingo, 14 de abril de 2013

Cores no céu de Pitangui

 
 Nas lentes de Nicodemos Rosa.

Reproduzimos aqui algumas imagens de um bonito fenômeno natural ocorrido ontem no céu de Pitangui. O arco íris foi registrado a partir de dois pontos opostos da cidade: bairros São Francisco e Lavrado, pelas respectivas lentes de Nicodemos Rosa (o Nikon) e da Stefania Ribeiro Alves (frequentadora assídua do Blog), que a partir de hoje terá uma seção para a divulgação de suas fotos no Daqui de Pitangui.



 O arco íris registrado a partir do Lavrado.
Fotos: Stefania Ribeiro.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Uso do Transporte Animal na Colonização do Interior do Brasil

 Tropa de mulas nos caminhos do ouro (1).

A ocupação e o povoamento do país desde os tempos do Brasil Colônia tiveram como fator predominante o uso do transporte animal para a circulação de pessoas e mercadorias. “Híbridas do cruzamento do jumento com égua as mulas são extremamente fortes e resistentes para o transporte”. “Já em 1732 o preador rio-grandense Cristóvão Pereira de Abreu teria trazido até São Paulo, destinado às regiões mineiras, 800 mulas e 3000 cavalos (...)” (KEATING & MARANHÃO, 2008 págs. 201 e 191).

 Viajantes no interior do país, no séc. XVIII (2).

Nas primeiras décadas do século XVIII a corrida do ouro originou uma economia interna que não dependia de Portugal. Sorocaba (vila paulista situada a 700 km de Vila Rica) era um exemplo da força da economia aurífera. “Todo ano a vila sediava a maior feira comercial da colônia, voltada, sobretudo para os mercados de Minas Gerais e de seus fornecedores. O principal produto negociado eram as bestas de cargas, criadas no Rio Grande do Sul. Por volta de 1750 cerca de 10 mil animais eram vendidos anualmente, fazendo girar uma robusta rede de comércio e serviços. As hospedarias e tabernas ficavam repletas de homens de negócio, vendedores de produtos finos, artistas de circo, jogadores profissionais, trapaceiros e mulheres de vida alegre” (FIGUEIREDO, 2011, págs. 244 e 245). O comércio de bestas favoreceu a conexão entre núcleos populacionais (arraiais e vilas) antes economicamente independentes.

Ranchos nos caminhos dos tropeiros (3).

De Sorocaba as tropas se encaminhavam para as Gerais pelo Caminho Velho, transportando alimentos, equipamentos, couro e voltavam carregadas de ouro. “Logo passaram a usar caminhos e descaminhos, estimulando a criação de vilas e povoados para que pudessem ser abastecidas, descansar e trocar os animais. Uma verdadeira rede urbana se formou ao longo desses caminhos, a partir de ranchos, pousos o comércio e a prestação de serviços” (KEATING & MARANHÃO, 2008  págs. 202 e 203).


 
Comitiva (tropa) atravessando o rio (4)

Em seus cadernos de viagem o botânico Karl Friedrich Phillip von Martius relata o incessante movimento  das tropas de mulas entre São Paulo e Minas Gerais, em 1817: “Cada tropa constava de vinte até cinqüenta mulas, conduzidas por um arrieiro a cavalo, incumbido da direção geral do comboio. É quem dá ordem de partida, de descanso, de pernoite, do equilíbrio da carga, do estado das cangalhas, das condições dos animais, se não estão feridos ou desferrados. Sob suas ordens os tocadores viajam a pé, cada qual incumbido de lote de sete mulas, que devem carregar e descarregar, tratar e levar ao pasto, assim como cozinhar para si e para os demais viajantes. O arrieiro, geralmente mulato liberto, também se ocupada da compra e venda de mercadorias na cidade, a representar o comissário do dono da tropa (...)” (GOMES, 2007, pág. 129). Segundo o historiador Celso Furtado (no livro Formação Econômica do Brasil), as mulas constituíam a verdadeira infra-estrutura da economia nos tempos da mineração. Mesmo com a inserção das ferrovias a partir de 1860, os muares foram essenciais nos pequenos trajetos onde a malha ferroviária não cobria. E a utilização do transporte animal predominou até meados de 1930, com o advento da indústria automobilística (KEATING & MARANHÃO, 2008 pág. 189).

Venda para o abastecimento de tropeiros, viajantes, garimpeiros (5).

As mulas burros e cavalos como meio de transporte também foram bastante utilizados em Pitangui, a Sétima Vila fundada nos territórios da exploração aurífera nas Gerais, que fazia parte das rotas e caminhos do ouro que ligavam o litoral ao interior do Brasil Colônia. “Pitangui foi durante o século XVIII um importante foco de mineração aurífera, porta de entrada para o sertão oeste, passagem obrigatória para muitos que se dirigiam às Minas de Goiás. A transformação do arraial de Pitangui em Vila em 1715 conferiu àquele centro urbano papel central de todo aquele sertão” (CATÃO, 2011, pág. 11).

Antiga Matriz de N.S. Pilar de Pitangui.

Ao observarmos as fotos desta postagem podemos constatar a utilização deste meio de transporte em Pitangui, no início do século XX. Tal fato ganha mais evidências com os relatos a seguir: “Papai passou depois a ser cometa-viajante com tropas no lugar do tio Borba. Foram muitas experiências que ele ganhou, viajando pelos sertões de Minas, enfrentando sol e chuva, dormindo em barracas.” - D. Amália Rocha Mendes se referindo ao pai Lacerdino Rocha – (MENDES, 1999, pág.47).

Sr. Lacerdino Rocha em sua montaria (6).

O sr. Manoel Ricardo Fiúza, em um bate-papo informal em junho de 2012, me contou que seu pai o sr. Antônio Fiúza, médico, ia a cavalo visitar os seus pacientes, no entorno de Pitangui. “Lá em casa naquele tempo situada a Rua Floriano Peixoto, 69, antiga rua da Lavagem, existia uma cocheira onde ficavam abrigados três cavalos de nome "Mato Grosso", "Passa-tempo" e "Guarani" que eram utilizados para atendimentos não muito distantes e em estradas de condições de melhor uso.E uma mula muito robusta e boa de estrada, de nome "Rivera" para os atendimentos mais distantes que às vezes chegavam a dez léguas, ou seja 60 km. Mantinha sempre pelo menos um tratador para esses animais. Acontecia também que em se tratando de atendimentos noturnos, em dias de chuva, ou locais de difícil acesso ou localização, o emissário que vinha a procura do atendimento médico urgente, trazia já um animal selado e acompanhava meu Pai na ida e na volta”. 

 Homens e o seu meio de transporte. Casarão na Praça da Câmara.

Meu pai, João Batista Morato, conta que o meu avô João Morato trabalhou na construção de algumas estradas nos arredores de Pitangui (Coqueiros e Cunha) e que os trajetos foram abertos na base da picareta e a terra era retirada nos carroções puxados por mulas. Assim como a areia retirada do rio Pará, utilizada nas construções, também era transportada por carroças com tração animal. Fui informado também que até o nosso Pe. Antônio Pontello ia a cavalo confessar os fiéis enfermos e levar a Comunhão.  Outra importante prova testemunhal era o movimentado ramo da Selaria em Pitangui, representado pelo Sr. Carlito Seleiro que há décadas se dedica à arte deste ofício.


Casarão do Monsenhor Vicente.


Atualmente em Pitangui poucas pessoas (como o sr. Bernardinho do Leite) utilizam a força dos muares e ou eqüinos para o transporte ou trabalho. E em algumas fazendas (talvez pela praticidade e custo benefício) as motos estão substituindo os animais, na lida do campo. Mas as cavalgadas e romarias que são organizadas periodicamente no município, conservam o hábito da montaria, por lazer. Pela representatividade histórica, pela contribuição efetiva para o desenvolvimento do país, e como atrativo turístico seria muito interessante criar o Museu do Tropeiro em Pitangui para reunir e preservar utensílios, objetos e informações (patrimônio cultural imaterial) sobre o uso do transporte animal na colonização do interior do Brasil.

Leonardo Silva Morato –Turismólogo

Comércio e animais na Praça da Câmara.



Fontes da pesquisa:
 Livros:
- CATÃO, Leandro Pena (Org.) Pitangui Colonial – História e Memória. Editora Crisálida. Belo Horizonte, 2011.
- FIGUEIREDO, Lucas. Boa Ventura – A corrida do ouro no Brasil (1697 – 1810). Editora Record. 2ª Ed. Rio de Janeiro, 2011.
- FONSECA, Cláudia Damasceno. Arraiais e Vilas D’el Rei – Espaço e Poder nas Minas setecentistas. Editora UFMG. Belo Horizonte, 2011.
- GOMES, Laurentino. 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. Editora Planeta. 4ª Ed. São Paulo, 2007.
- KEATING, Vallandro & MARANHÃO, Ricardo. Caminhos da Conquista – A Formação do Espaço Brasileiro. Editora Terceiro Nome. São Paulo, 2008.
- MENDES, Amália Rocha. Memória do Sobrado. Editora Matiz Bureau de Serviços Gráficos. Divinópolis-MG, 1999.

Imagens:
1 - Ricardo Maranhão - Caminhos da Conquista.
2 - Rugendas - Compêndio de História do Brasil.
3 - Rugendas - Arraiais e Vilas D’el Rei.
4 - Debret - Boa Ventura.
5 - Ricardo Maranhão - Caminhos da Conquista.
6 - Foto - Memória do Sobrado.

Fotos: 
- Pitangui na primeira metade do século XX - autor(es) desconhecido(s) .

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Capela, por outros ângulos

Igreja de São Franciso de Assis: o velho e imponente templo religioso e histórico cultural está ficando novo.




Ainda em fase de restauro, o templo que foi erguido no final do século XIX, atravessa gerações e está ganhando cara nova.
É como  receber o passado de presente para manter a nossa identidade histórica para as gerações futuras. Para saber mais sobre este importante patrimônio de Pitangui e sobre o processo de restauração, acesse os marcadores ao final da postagem. Informações sobre o andamento das obras ou curiosidades sobre a capela, podem ser registrados nos comentários.
Fotos: Leonardo Morato.


 
Em fevereiro de 2007.

Em março de 2013.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ao doce de amendoim!!!

Nas ruas de pedra, o doce.

Algo que também chama a minha atenção na cidade é o seu próprio cotidiado, com os costumes e hábitos das pessoas, e algumas características bem peculiares do interior. Um dia desses escutei, de longe, a frase que fez lembrar os tempos de criança: “ao doce de amendoim, é só um real”. Era o senhor Tarcísio Pacheco Borges, que nas tardes percorre as ruas do Centro, Lavrado e Penha vendendo os doces fabricados por sua esposa.

 Vai um doce de amendoim?

Então aproveitei para comprar um doce (muito bom por sinal) e para trocar um dedo de prosa por alguns minutos com esse homem simples, sério e trabalhador, cuja ofício complementar adoça as tardes das crianças e dos adultos pitanguienses. Portanto, ao escutar o sr. Tarcísio  falando “ao doce de amendoim, é só um real” não hesite em comprar, pois além de saborear a iguaria você ajudará a manter esta peculiaridade de Pitangui.
Tarcísio do doce. Fotos: Léo Morato.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aniversário do EEMAO

          No último domingo, dia 31 de março, o EEMAO comemorou mais um ano de vida e aproveitamos a oportunidade para a publicação de uma excelente matéria de autoria do Marcos Antônio de Faria, o Barrica, pesquisador da história pitanguiense:


         ESCOLA ESTADUAL MONSENHOR ARTHUR DE OLIVEIRA

Pátio do EEMAO, década de 30 - Acervo da família de Rute Álvares Maciel 

         A Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira – EEMAO -, é um dos mais antigos estabelecimentos de ensino do Centro-Oeste de Minas Gerais. A sua história se iniciou com o sonho de um homem, Monsenhor Arthur de Oliveira, que lançou a idéia da fundação de um colégio em Pitangui. Ele se tornou realidade no dia 31 de março de 1916, com a inauguração do “Ginásio de Pitangui”.
        
         O seu primeiro diretor foi o seu fundador, Monsenhor Arthur de Oliveira, que permaneceu no cargo até o ano de 1927, ocasião em que transferiu sua residência para Belo Horizonte. No mesmo ano, com distribuição gratuita aos pais e alunos do colégio, circulou o jornal “Gymnásio de Pitanguy”. Era dedicado aos interesses do colégio e às iniciativas do progresso da cidade.

         Em seus primeiros meses de funcionamento, eram ministrados os seguintes cursos, com seus respectivos professores: - Português – Prof. Corgozinho Filho; Francês – Sr. Assis da Rocha; Aritmética – Prof. Miguel Rocha; Geografia – Dr. Assis Rocha; Religião – Monsenhor Arthur de Oliveira; Trabalhos Manuais e Costura – Professora Maria Dolabela Portela Nunes; Canto – Professora Rocha.

         Nesses seus primeiros seis meses de funcionamento, um aluno, José Valadares da Fonseca, se destacou dos demais, com as seguintes notas, :Francês – 10; Aritmética – 10; Geografia – 10; Civilidade – 10; Religião – 10; Português – 6.

         Por iniciativa de seu diretor, foi anexado o curso normal, passando o estabelecimento de ensino a denominar-se “Escola Normal de Pitangui”. Pelo Decreto nr. 6.792, de 10 de novembro de 1925, a “Escola Normal de Pitangui” foi equiparada à Escola Normal de Belo Horizonte.

EEMAO - Foto: Norberto Alves dos Santos

         Nesse mesmo ano de 1925, ocorreu a primeira formatura de alunos, todos mulheres, Herminia Corgozinho; Wolanda A. Freitas; Zélita de A. Freitas; Izaurina Freitas; Rosina Corgozinho; Maria C. Silva; Maria F. Fonseca; Maria de . Rattes; Maria Soares e Vicentina Freitas.

         Era diretor Monsenhor Arthur de Oliveira; Secretario – Prof. Miguel Rocha; Paraninfo – Dr. Lúcio dos Santos; Presidente do Estado – Dr. Mello Vianna; Secretário do Interior – Dr. Sandoval Azevedo; omenagead
         Homenageados – Dr. Rocha Vianna e José A. de Oliveira.

         Em 1928, o Sr. Jacyntho Caetano da Silva, acompanhado de uma comitiva, composta dos pitanguienses, Pe. Lopes Cançado, Pe. Bicalho e o Dr. Agenor Filho, esteve em Belo Horizonte, com a finalidade de solicitar a oficialização estadual para a escola.

            Nesse mesmo ano formaram, como normalistas, as seguintes alunas: Carmelita Ephifânio Pereira (Divinopólis); Maria José Lopes Cançado; Etelvita Valadares; Maria Vasconcelos Barbosa.

         Paraninfo – Pe. Joaquim Lopes Cançado; Homenageados – Dr. Romualdo Cançado Filho, Dr. Isauro Ephifânio Pereira Dr. Agenor Lopes Cançado.

A solicitação dos pitanguienses feita em 1928, foi atendida em 4 de março de 1929, pelo Decreto nr 8.996 a oficialização foi deferida pelo então Presidente do Estado de Minas Gerais, Dr. Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, sendo Secretário do Interior, o pitanguiense Dr. Francisco Campos.

Aula do curso técnico - Foto cedida por Antônio Navarro

A instalação da Escola Normal de Pitangui, ocorreu em 23 de março de 1929, com a presença do ilustre pitanguiense, Dr. Francisco Campos, o célebre “Chico Campos”, Secretário do Interior de Minas Gerais, que  pronunciou um discurso sobre a importância do curso de formação de professores primários. Merecidamente, ele é reconhecido como um dos beneméritos do ensino em Pitangui. Nessa época, era diretor do Colégio, o Pe. Joaquim Lopes Cançado. A política pitanguiense era chefiada por Francisco Campos, cunhado do Sr. Jacintho Guimarães, recém-eleito Presidente da Câmara Municipal de Pitangui.

         Em 1930, houve a formatura de uma nova turma de normalistas, Dinorah Filgueiras Cançado; Hortênsia Lacerda; Judith Nunes Valério; Maria Duarte Pereira; Maria da Conceição Gontijo (Divinópolis)., Francisca A. Filgueiras; Mercês de Navarro Borges; Mercês Ferreira Lopes; Antônia Victor Martins; Vera Cançado Trindade.

         Paraninfo – Dr. Gustavo Capanema; Diretor – Sebastião de Faria Zimbres; Homenageados – Dr. José R. Zica Filho; Jacyntho Silva C. Guimarães. 

            Na administração do prof. João Barbosa Filho, a escola passou para a categoria de 2º. Grau, no ano de 1932, graças ao então Secretário do interior de Minas Gerais, o pitanguiense,  Dr. Gustavo Capanema.

         Em 1933, a relação de alunos matriculados na Escola Normal Oficial de Pitangui, apresentava os seguintes números – Curso de Aplicação – oito alunos; Curso Preparatório – 88 alunos; Curso de Adaptação – 72 alunos; Curso Anexo – 24 alunos; num total de 124 alunos.

         Formandos de 1933: Maria de Lourdes Arruda (Abadia-Martinho Campos); Haydé Trindade; Maria de Lourdes Morato; Yolanda de Melo (São Gonçalo do Pará); Maria José Trindade; Ruth Alves Maciel; Iria Gabriela da Silva;Leonor de Melo (São Gonçalo do Pará); Maria José dos Santos; Celina Lacerda; Maria Agustina dos Santos; Maria Cristina Lemos Nunes da Silva; Maria de Lourdes Rocha.

            Diretor – João Barbosa Filho; Paraninfo – Dra. Ruth de Assis; Homenageados – Dr. José R. Zica Filho; Professor Dr. Edson da Silva.

Em 13 de dezembro de 1945, o estabelecimento passou a denominar-se “Escola Normal Monsenhor Arthur de Oliveira”, de acordo com o Decreto nr. 2.181. Em 1946, foram instituídos dois tipos de ensino: o curso Ginasial e o Segundo Ciclo de Ensino Normal, pelo Decreto Lei nr. 1.875. Em 01 de agosto de 1949, pela portaria de nr. 375, recebe a nova denominado de “Ginásio Escola Normal estadual de Pitangui”.

Durante muitos anos, o colégio funcionou de modo geral em modelo elitista, dedicado quase que exclusivamente, para a formação de alunos de pais com alto poder aquisitivo.

EEMAO - Fonte desconhecida

Funcionou, vários anos, somente com 7 turmas. No vespertino com as seguintes turmas, 5ª. Série; 6ª. Série; 7ª. Série e a 8ª. Série. No matutino, uma turma do 1º., 2º. E 3º ano normal. Não havia o curso noturno.

Naquela época, não havia nenhuma escola na região e como só havia uma só turma para cada série, sendo grande o número de candidatos, o aluno devia fazer o exame de admissão, o qual equivaleria a um vestibular, no final de cada ano.

Existiam, em nossa cidade, diversos cursos preparatórios, para o exame de admissão e que eram, geralmente, inacessíveis para os alunos de poucos recursos financeiros. Mesmo concorrendo com alunos preparados, muitos que não freqüentavam esses cursos, conseguiram superar as dificuldades, fazer sua matricula no colégio.

Em março de 1966, o Colégio Comercial Maria Dolabella foi oficializado, funcionando no mesmo prédio do Ginásio Escola Normal Estadual de Pitangui, a ele anexado, sendo que o ginásio passou a denominar-se Colégio Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira  - CEMAO. Posteriormente o nome foi novamente mudado para EEMAO – Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira

Intelectuais, homens ilustres das letras e da política, lecionaram na Escola Normal de Pirtangui, Dr. Onofre Mendes Junior; Corgozinho Filho; Dr. Agenor Lopes Cançado, Dr. José R. Zica Filho; Dr. Gustavo Capanema; Dr. Edson Álvares da Silva; Dra. Ruth de Assis; Prof. Miguel de Assis Rocha; Dr. Sigismundo Fiúza; Prof. José Morato; Dra. Ivone Guimarães; Professora Maria Dolabella Portela Nunes; Pe. Jesuíno da Cunha; Monsenhor Artur de Oliveira; Pe. Joaquim Lopes Cançado; Professor Newton Braga; Dr. Waldemar Campos; Dr. Longuinho de Freitas Bueno; Professora Adelan Maria Brandão. Dr. José Lacerda Machado; Dr. Tasso Lacerda Machado, Professora Nazaré Lemos; Professora Esther de Carvalho Valério Calderaro Teixeira; Lenita Henrique; Dermeval Lino Fiúza e muitos outros.

Alunos: Dr. Paulo Miranda; César Tadeu Miranda; Pe. Demostnes Cezar Mota; Humberto Mota; Dr. Antônio Álvares da Silva; Sr. Silvio Alves da Silva; Dr. Pe. Carlos Valadares; Dr. Jose Maria Valadares; Dr. José Maria Vasconcelos Valadares; Pe. João Emilio de Souza; Pe. Maurilio Fonseca, Dr. Murilo Malachias,; Dr. Plínio Malachias., Dra. Yole Malachias Nazar; Dr. Ronaldo Moura Fiúza; Dr. Geraldo Lemos Filho; Dr. José Maria Chaves; Maria José Valério Calderaro Teixeira; Dr. Marcos Antônio de Faria; Dr. Mario Lucio Campos; Ciro de Freitas, Cláudio José de Freitas; Dr. Marcio de Melo Franco; Walter Guilherme de Freitas e muitos outros.

Marcos Antônio de Faria

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Novos Clicks pela cidade

No alto da Serra, o Cristo.

O nosso amigo Daniel (Chumbinho) Caldas nos enviou alguns registros fotográficos feitos na Velha Serrana. Muito bacana, além de músico o Daniel vem se mostrando também um bom fotógrafo. Aguardaremos as próximas fotos!

 Espelho d'agua (piscina do Clube Pinheiros).

A bela capela. Parece que foi estrategicamente "colocada" neste lugar!