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sábado, 31 de agosto de 2013

Pharmacia do Povo


Nesta postagem apresentamos um anúncio da" Pharmacia do Povo", publicado no jornal "A Justiça", de 1904. Este jornal tinha como redator Vasco Azevedo, que além de jornalista e advogado era uma das principais lideranças políticas do município naqueles tempos. 
Já a "Pharmacia do Povo", um dos estabelecimentos comerciais mais tradicionais de Pitangui - tendo encerrado suas atividades a poucos anos - pertencia ao Major Agenor Lopes Cançado, farmacêutico prático e também partidário de Vasco Azevedo.
Segundo Diniz (1969, p.45-47), em 1900 este estabelecimento foi motivo de grande disputa política entre as frações de classe que disputavam o poder local, ou seja, Vasquistas e Gonçalvistas, estes liderados por José Gonçalves, que tinha origens em Itaúna, mas veio para Pitangui, onde seu pai era líder político, para exercer o cargo de diretor da Companhia de Tecidos Pitanguyense e depois assumiu o cargo de juiz de direito.
Ocorreu que os Gonçalvistas estavam no poder e queriam fechar a "Pharmacia do Povo" para beneficiar uma pessoa que tinha interesse em abrir uma farmácia na cidade. Agenor Lopes Cançado recorreu ao jornal "A Justiça" para publicar, em dezembro de 1904, artigo onde afirmava que não fecharia seu estabelecimento. Ao final da contenda "instalou-se a farmácia dos gonçalvistas sob a direção de Gil de Carvalho" (DINIZ, 1969, p. 47), ao passo, que a "Pharmacia do Povo" também continuou funcionando.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

DINIZ, Sílvio Gabriel. O Gonçalvismo em Pitangui. Revista Brasileira de Estudos Políticos. Belo Horizonte: UFMG, 1969.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Casarão colonial deu lugar ao prédio do Banco do Brasil

Acervo da Câmara Municipal de Pitangui

Apresentamos na postagem de hoje mais uma foto que registra a história de Pitangui. Aqui vemos o casarão que se localizava na rua Martinho Campos, onde hoje funciona o Banco do Brasil.
Segundo Edgar Lima, nosso amigo e frequentador das páginas do blog, esta casa pertenceu ao Coronel   Agenor Lopes Cançado, que também foi famaceutico em Pitangui.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Antiga instalação do Foto Kamargos

Acervo Câmara Municipal de Pitangui

Na postagem de hoje apresentamos o local onde funcionava o "Foto Kamargos", na antiga Rua de Cima (Rua Martinho Campos). Ainda pode-se ver uma parte do Edifício Liliza, no canto superior esquerdo da fotografia.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

E a fonte, secou?!?!?

 Cadê a água que estava aqui? A degradação comeu?
Com tristeza e indignação postamos as fotos tiradas hoje pelo pitanguiense Vicente Oliveira. De acordo com as imagens, a água que há tempos brotava na Mina da Lavagem, secou. Fenômeno natural (a seca) ou ação do homem? Será que não tem relação com a degração ambiental, no Sítio Arqueológico Minas do Batatal (que ficam logo acima da Mina da Lavagem), pela recente ação da "Fábrica de tijolos ecológicos"? Cantamos a pedra, mas pelo jeito a intervenção foi tarde demais. Até quando a cidade vai continuar perdendo os seus patrimônios?

 A água da Mina da Lavagem agora faz parte das nossas lembranças?

Não somos oposição, nem situação, nem direita, nem esquerda, a nossa bandeira é Pitangui e estamos fazendo mais um alerta. E em se tratando das questões pitanguienses, não dá para ficar alheio ou em cima do muro. 


Lamentável!

sábado, 24 de agosto de 2013

Verde perto

Foto: Léo Morato.

De trás dos muros, nos becos, ruas e vielas
a beleza de Pitangui se revela
zelemos por ela!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O turismo na prática em Pitangui

 Sim, turistas visitando Pitangui!
 
Na manhã do sábado dia 3 de agosto, conversando com o Barrica alí perto do antigo museu, um fato chamou a nossa atenção. Presenciamos um grupo de pessoas reunidas lá na Praça do Jardim, eram turistas visitando a cidade. A turma (cerca de 40 pessoas de Belo Horizonte) era conduzida pelo nosso conterrâneo Padre João, conhecido também por João do Padre - que periodicamente celebra missas na comunidade de Coqueiros na zona rural de Pitangui.


(Ao centro o Pe. João).

O padre João trouxe os seus paroquianos para conhecerem Pitangui - A Cidade Mãe do Centro Oeste Mineiro - e com entusiasmo ia interagindo com os antigos e hospitaleiros moradores que encontrava pelo caminho e nas sacadas dos casarões. Acompanhamos o grupo até as proximidades da Matriz e durante o trajeto ouvimos do Guia de Turismo (o padre) algumas informações fidedígnas sobre os nossos locais, personagens e fatos históricos.

Turismo: interação entre pessoas, aprendizado.

Parabenizamos o Padre João pela iniciativa espontânea que também contribui para a afirmação do turismo em Pitangui hoje, amanhã e depois dos 300 anos. Aos visitantes: obrigado e voltem sempre! A nós Pitanguienses de sangue ou coração, presentes ou ausentes, fica a reflexão: como estão os nossos mecanismos para receber, informar e atender os visitantes? E os preparativos para a grande festa em 2015? Ideias, questionamentos e propostas pertinentes ao desenvolvimento cultural e turísitico de Pitangui, estão sendo lançadas a todo tempo e precisam ser consideradas.


Turismo: oportunidades de trabalho e renda no local visitado.


História: matéria prima para a atividade turística.
Turismo histórico: preservação da identidade,  incentivo à prática cultural.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uai ... Como assim ?

Foi (re)anunciado ontem pela PresidentE Dilma, na cidade mineira de São João del-Rei, o investimento de R$-1.6 bilhão de recursos do PAC das cidades históricas brasileiras. Minas Gerais foi contemplada em 8 cidades, com o valor de R$-257 milhões, distribuídos da seguinte forma, de acordo com o IPHAN:


Belo Horizonte - 5 obras - R$-16.720.000,00
Sabará - 9 obras - R$-18.520.000,00
Congonhas - 10 obras - R$-25.080.000,00
Serro - 11 obras - R$-22.390.000,00
Diamantina - 13 obras - R$-29.290.000,00
Ouro Preto - 15 obras - R$-36.460.000,00
São João del-Rei - 15 obras - R$-41.420.000,00
Mariana - 15 obras - R$-67.280.000,00



Pitangui ... ¿ Donde estas qe no te miro ?
 Por falar em recursos para o patrimônio histórico (que não chegaram até nós) como está, na prática, a nossa  política cultural?  E os 300 anos que já apontam no horizonte pitanguiense? Cultura é construção coletiva, acesso, participação.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Teatro em Pitangui: "Um dia com o Inimigo"



É uma peça que envolve situações do nosso dia a dia. Dirigida por Daniel Vinicius, pitanguiense de 31 anos que trabalha junto com o grupo de jovens Cadec. Foi apresentada em Pitangui, dia 15 agosto.

Foto: Daniel Vinícius

A peça faz com que o público reflita sobre situações do nosso cotidiano,envolvendo drama e comédia, com duração aproximada de 50 minutos.  Participam da peça 12 atores todos de Pitangui. Sendo Gabrielle Nunes - atriz e cantora, interpretando “A Mendiga”; Euller Ferreira como “Drogado”; Marilia Faria como “Adolescente Frustrada”;GleyceSilva como “A mãe”; Lívia Nunes“A prostituta”; Fernanda Oliveira  como “Insultadora e mãe”; Diego Moreira como “Insultador”; Guilherme Cezar como “O Bonitão”; Cinthia Vilaça como “Religiosa”; Junior Barcelos como “Jesus”; Hiago Coutinho “Demônio” e Daniel Vinicius  “Satanás”. Texto adaptado, figurino, sonoplastia e direção geral - Daniel Vinicius.

Foto: Daniel Vinícius

Após um ano de estreia da peça, no último dia 15 aconteceu a quinta apresentação.Sendo apresentada já em Divinópolis e Carmo do Cajuru. Daniel diz que embora a peça tenha uma essência religiosa é totalmente laica, e sonha com apoio da cidade e dos responsáveis pela cultura em Pitangui, sendo que não participam nem da plateia.

Foto: Daniel Vinícius

Se liga aí Secretaria de Cultura de Pitangui...é preciso conhecer a cena cultural da cidade e apoiar, hein?!

sábado, 10 de agosto de 2013

Ver o que há

 Outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro das Gerais.


Vim te ver Pitangui

Equilibrar em suas ladeiras
subir pelas curvas de suas serras
parar nas esquinas, entrar nas igrejas
olhar lá de cima 
e  ver o que há

Pitangui das Gerais
imponente e singela
ignorada por uns
amada por muitos 
És historicamente bela

Por suas ruas fico até triste
pois as "pedras" de outrora
há tempos debaixo do pixe
brotam hoje de outra forma
para destruir filhos teus

Vim te ver Pitangui
desejar vê-la brilhar
com o sol entrando por suas janelas
esperando novos ventos
darem o ar de sua graça

Trezentas são as expectativas
 egos e inércias também
mas milhares ainda lhe verão
se um só for o nosso refrão:
Somos por ti Pitangui!


(Leonardo Morato)



Ver o que há.
Fotos: Léo Morato

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sem perder o foco: trabalhamos com resgate da memória

No domingo passado, 4 de agosto o blog "Daqui de Pitangui" completou quatro anos de existência. Neste período tivemos oportunidade de trazer à tona uma parte importante da história de Pitangui, nos debruçamos sobre a questão do resgate da memória, levantamos bandeiras para questões relacionadas à vocação econômica do município e valorização da arte local.


Acervo: Câmara Municipal de Pitangui

A partir de nosso trabalho, muitos pitanguienses e não pitanguienses também passaram a conhecer e valorizar mais a história desta cidade. Muitos, inclusive, nos tomaram como exemplo para organizarem na web grupos em redes sociais, que também têm o objetivo de trabalhar com o resgate da memória, além de novos blog que surgem com o mesmo objetivo. Ficamos muito felizes com tudo isto.


Acervo Câmara Municipal de Pitangui

Vamos em frente, sem perder o foco.

Phirma Confecção

 Painel de imagens antigas de Pitangui - Phirma Uniformes.
 Fotos: Léo Morato.

A  Phirma Confecção é uma empresa que há 20 anos trabalha pela preservação da memória histórica de Pitangui, atuando no ramo de camisetas e uniformes em geral.  A  loja vem se especializando na divulgação da Sétima Vila do Ouro das Gerais, por meio da produção e comercialização de camisetas, canecas, caixas, mouse peds e outros souvenires com imagens antigas da cidade sob a denominação Artes de Pitangui.
 
 Artesanatos personalizados.
 
Os proprietários Lana e Juninho relatam que a loja já foi visitada por pessoas de diversos lugares e até de outros países (integrantes do grupo Jocum por exemplo)  para procurar lembranças da cidade. Informaram também que nos feriados e finais de semana, quando a cidade está cheia a demanda aumenta. Portanto, são favoráveis a uma maior atenção ao turismo no município como forma de favorecer o comércio, a economia da cidade e de valorizar da história local. Fica a dica e o convite para os visitantes do Daqui de Pitangui para conhecerem a cidade e a Phirma uniformes que fica alí na Rua Inácio de Oliveira Campos, tel: (37) 3271-3322, e-mail: phirmauniformes@gmail.com, ou pelo facebook.
 
Camisetas com imagens antigas da cidade.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tardes de agosto


O sol se despede da cidade
com a promessa de retornar amanhã


Dará o ar da sua graça noutra terra longe daqui
daqui de pitangui
Foto : Dênio Caldas

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Daqui de Pitangui - 4 anos de estrada


Ontem o Blog Daqui de Pitangui completou quatro anos de estrada, com a proposta de lançar outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro das Gerais. De forma voluntária buscamos resgatar, divulgar e promover a valorização dos patrimônios pitanguienses, tendo como foco principal a história a cultura e os talentos de Pitangui. Por meio da pesquisa documental, do trabalho de campo e de diversas colaborações o Blog constitui-se como um arquivo virtual (e como referência para outras iniciativas) sobre a Velha Serrana.



Para comemorar a data, na quinta dia 1º, refizemos a caminhada que deu origem a este projeto, percorrendo a trilha dos Bandeirantes (antigo caminho do tropeiros) na Mata do Céu. Além de relembrar a ideia da criação do blog a caminhada serviu para colocarmos as prosas em dia e para pensarmos em novos projetos...
As belezas da natureza, na Mata do Céu.



  
Os detalhes do caminho.

No sábado à noite houve uma reunião à beira do fogão de lenha para confraternizar com os amigos, trocar ideias e degustar o frio deste inverno.

Vandeir, Leonardo, Licínio e Dênio.










Caldos & prosas.
Encerrando os trabalhos festivos, no domingo fomos até a Capela da Penha para agradecer e pedir inspiração e criatividade para seguir a estrada. Obrigado a todos e todas que estiveram conosco nestes quatro anos, caminhemos juntos rumo aos 300 anos de Pitangui.

Capela da Penha.
Fotos desta postagem: Equipe Daqui de Pitangui. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Ipês de Pitangui


Nesta época do ano o ipê roxo traz um colorido especial ao Largo do São Francisco e à Igreja.

 
 
 Fotos: Léo Morato.

sábado, 3 de agosto de 2013

Lembranças & causos

Atores do grupo de Teatro no Cine Cetepense. Acervo do William Santiago.
 
Neste sábado que antecede o 4º aniversário do Blog a programação vai ser leve e irreverente, vamos de lembranças e causos. Iniciamos como uma foto poesia, na qual o amigo William Santiago homenageia o pai, o saudoso Dininho. Na sequência, vai  um causo baseado em uma cena do Cine Cetepense (também em homenagem ao Dininho) e já que hoje é sábado, para finalizar seguem uns causos de pinga, todos contados pelo Jonba, no Beira de Balcão.

 
 
CHEIRO DE PAPEL

 Houve um tempo em que, em Pitangui, havia um grupo de teatro. Muita gente boa se revelou: Dininho, Zé Mosquito, João Rios, Bené e tantos outros. Infelizmente, o fogo apagou e hoje ficam as recordações e o apelo para que se volte à arte da cena.E foi numa das peças levadas em cena no antigo Cine Cetepense, na rua da Fábrica, quando contracenavam num ato o João Rios e o Zé Mosquito. O Zé tinha em mãos uma carta que incriminava o seu personagem e tinha que queimá-la. Nesse momento, chegava o João que dizia: - “ Sinto cheiro de papel queimado ”. Acontece que o isqueiro falhou e negou fogo. Veio o pânico, e a única solução, naquela hora de improviso, foi rasgar a carta. O João Rios percebeu o lance e se saiu muito bem: - “Sinto cheiro de papel rasgado”...
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APOLOGIA DA PINGA

 O Chico Pitanga, na venda do Martinho, em Velho da Taipa é que comentava:
                   - Num tem nada no mundo mió que pinga. Faiz muié feia ficá bunita, faiz cabôco bravo ficá manso e o manso ficá bravo, faiz preguiçoso trabaiá, faiz triste cantá.
                   E mais uma ladainha de vantagens sobre a velha pinguinha.
                   E contou um caso seu pra confirmar:
                   - Martinho, eu comprei cem grama de arsênico pra mistura cum fubá e dá os rato pra eles morrê. Mais no dia chegô meus neto, mininada piquena e incapetada; aí, pra sigurança, iscundí o pacutim do veneno em cima do teiado, no pau da cumieira.
                   Os neto ficaro lá em casa uma semana e quando foram imbora, procurei o arsênico por todo lado e num achei. Pus a culpa na muié ,ela brigô cumigo, me xingô e nóis, depois de quarenta ano de casado, tava quais separado.
                   Aí eu pensei: vô bebê uma pinga que tudo vai se resorvê.
                   E fui lá na cozinha. Peguei o litro dibaixo do fugão, pus uma dose boa no copo e joguei na goela.
                   Foi quando aconteceu.
                   Na hora que virei a cabeça pra cima pra bebê a pinga, acabei vendo o pacutim do arsênico lá no cantim da cumieira.
                   Pinga é ô num é coisa de Deus?
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DENTADURA

 
Quem viu foi o Fernando Catita. Ele estava com a turma no bar do Lilico, tomando umas cervejas, comendo uns peixinhos. De repente, chegou um estranho, tímido, simples e pediu:
                   - Ô moço, põe pra mim uma pinga e corta cem  grama de salame em “taiada”.
                   Lilico, na época ainda “pobre”, atendeu de boa vontade. Serviu a pinga, cortou o salame, colocou num papel e deixou sobre o balcão .Conversa vai, conversa vem, a turma jogando conversa fora, e o moço lá, bebia uma pinga, comia uma “taiada” e jogava pra um cachorro alí na porta a casca. Pedia outra pinga, outra “taiada”, outra pinga, ...
                   Mas tudo tem limite, muito salame e muita pinga acabam não se combinando. Foi o que aconteceu. O rapaz se levantou, cambaleou até a porta e acabou vomitando, no passeio, tudo o que comera e, de quebra, a própria dentadura.
                   O cachorro, assustado, saltou de lado, mas depois veio cheirando aquela porcaria e deve ter confundido a dentadura com salame. Tanto que a apanhou e saiu com ela na boca, atravessada, “rindo”...
                   E o rapaz, dono da dentadura, atrás, correndo, cambaleando, chamando:
                   - Vorta cá, titiu, titiu, titiu, vem cá...
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O PREJUÍZO
O João Biléu estava no bar do Alarico conversando e bebendo como sempre, contando vantagens sobre o tanto que comia e bebia. Dizia que tomava quatrocentas cervejas e comia cinqüenta bisnagas de salame, coisas desse tipo.
                   Aí ,o Alarico resolveu tirar a prova. Apanhou uma bisnaga inteira de uns dois quilos, pegou uma faca e entregou a ele dizendo:
                   - Taí, Biléu, cê diz que come muito, intão prova. Se comer tudo não precisa pagar.
                   - Isso é mole pra nós! respondeu o João.
                   E foi de mansinho, fatia após fatia, devorando o salame, até que, quando já ultrapassava a metade, o Alarico pegou a bisnaga e disse:
                   - Pode pará, Biléu, eu acredito. Mas deixa eu sarvá uma parte do prejuízo.
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OPÇÃO
 Cansado de ser preso todos os dias por causa de cachaçada e arruaças, o Biléu pediu ao Delegado:
                   - Ô Dotôr, o sinhôr pudia fazê uma coisa por mim: ou mudar a cadeia pra perto da minha casa ou trazer minha casa pra perto da cadeia, purquê minha muié tá ficando de perna fina de tanto vim aqui pra trazê cumida e me visita.
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VELÓRIO II
O João Albino chegou no velório, cumprimentou rápido os parentes e se sentou junto com o Bocão e a turma. Perguntou de cara:
                    - Cadê?
                   Bocão respondeu:
                    - Tá lá debaixo do fogão, mas num bebe muito, heim!
                   João Albino voltou pouco depois com um bafo terrível e xingou o Bocão:
                    - Ocê é disgraçado, heim! Me deu foi querosene.
                   A resposta:
                    - Não, sô, a pinga tá mais escondida no canto, atrás da garrafa do querosene.

 
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Manhãs de agosto

 A Capela de São Francisco de Assis.
Fotos: Léo Morato

Para brindar agosto publicamos estas imagens registradas na manhã de hoje. Conhecido como mês da ventania e do cachorro doido (?)  em agosto comemora-se também algumas datas importantes como por exemplo: o Dia Mundial da Fotografia, o Dia Nacional do Patrimônio Histórico e do Historiador.

Paisagem "emoldurada".
 
Também em agosto, mais precisamente neste fim de semana, o Blog Daqui de Pitangui completa quatro anos de estrada, divulgando e estimulando a valorização dos patrimônios Pitanguienses. Estamos pensando em alguma atividade para comemorar a data e aceitamos sugestões. Que tal refazer a caminhada que deu origem a este blog?
 
"Vejo uma igreja, um sinal de glória... quando olhava da janela lateral."

- DEIXA FALAR -

"Agosto,
mês do desgosto"...
Que péssimo gosto
Desse refrão!

Quem não ama o vento,
Que-vento-frade?
Desgostar quem há-de
Bate, coração!

Mula-sem-cabeça,
Saci Pererê,
Gosto de você.
Se essa rua inteira,
Fosse toda minha, Eu mandava-dava,
toda ladrilhar,
Se o folclore existe,
e ninguém é triste,
Ao ouvir cantigas,
vamos folclorar?

Chamá-lo com raiva
De mês azarento,
É pura maldade.
Fofoca de gente
Que não acha graça
Na vida, eu aposto,
De mês tão bonito
Não posso ter medo
(Agora o segredo)
Nasci em agosto...

 
(Um poema de Maria da Consolação Sampaio Paquete, publicado no livro Poecontos, em 1986).