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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fim de ano Daqui de Pitangui



Daqui de Pitangui: outros olhares sobre a cidade.

No domingo dia 22/12/13 rolou um encontro casual do povo do Blog, regado a boas prosas, brejas, ideias, risos, violas e assuntos Daqui de Pitangui. Conclusão: o ano foi positivo! Agradecemos pelas colaborações dos pitanguienses, visitantes e parceiros que contribuem significativamente com a diversidade deste Blog.

 Licínio, Leonardo, Dênio e Vandeir.

Então ficou decidido, em 2014 - por meio da pesquisa histórica, das leituras do cotidiano e de ações práticas- continua a nossa pequena participação pela valorização histórico cultural e turística de Pitangui. Quanto aos projetos em andamento, um já tem data marcada: A 5ª Lavagem do Bandeirante, no domingo de carnaval, na Penha. Até lá e rumo aos 300 anos! Saúde, paz, trabalho, harmonia, cultura e prosperidade! Feliz Ano Novo, Pitangui!

Musicografia desta postagem:

http://www.youtube.com/watch?v=WHcHsbCJxN0
http://www.youtube.com/watch?v=gQIAkSc896w
http://www.youtube.com/watch?v=od6qFDL6P6Q
http://www.youtube.com/watch?v=XaVmREQmd0o
http://www.youtube.com/watch?v=Q1GvM5Vn-lU
 
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AGENDA DA VIRADA DO ANO:
-Vai ter festa na Praça da Feirinha, no Reveillon promovido pela Prefeitura Municipal. Prestigie!
- No O Pote - Contemporâneo a noite será animada pela Banda Aline Lee & Regis, com a participação do percussionista Ricardo Caldas.
- No Solar dos Valério, em Conceição do Pará, também vai ter uma animada festa da Virada (mediante reserva de mesa).

Outras opções devem acontecer na noite Pitanguiense.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Publicação comemorativa ao centenário da Escola Estadual Francisca Botelho


Nesta postagem reproduzimos a capa da publicação comemorativa dos centenário da Escola Estadual Francisca Botelho, Pitangui/M.G. Em parceria com o governo estadual, com o IEPHA/M.G. e a Prefeitura Municipal de Pitangui, a publicação teve uma tiragem de 5000 exemplares.
Nesta publicação é contada a história de Francisca Botelho e de seu futuro esposo, Francisco José e Andrade Botelho, que deixou em testamento o desejo de se criar uma escola, em Pitangui, com o nome da esposa. Em 07 de outubro de 1907 é instalado o Grupo Escolar Francisca Botelho, que passa a funcionar oficialmente em janeiro de 1908.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Religião e Guerra em Pitangui - O nascimento do movimento evangélico na Sétima Vila do Ouro


     Quando os primeiros bandeirantes entraram em terras pitanguienses em fins do século 17 e início do 18, os presbiterianos abriam a sua primeira igreja nos Estados Unidos e os batistas na Inglaterra. A situação brasileira se mantinha estável desde a expulsão dos holandeses, mas esta estabilidade católica não duraria por muito tempo. Com a chegada da família real portuguesa em 1808 e a assinatura do Tratado de Comércio e Navegação fica assegurada a liberdade de consciência e culto, permitindo igrejas que deveriam se manter discretas e sem buscar a conversão de católicos. No ano seguinte se instala no Rio de Janeiro a primeira igreja protestante do Brasil de denominação anglicana. No interior do Brasil Pitangui se mantinha afastada de influências religiosas que não fossem a católica, aspecto comum às demais cidades da província das Minas Gerais. Mas...

     Segundo nos conta Joaquim Patrício (Agenor Lopes Cançado Filho) em matéria publicada no jornal Município de Pitangui em 30 de agosto de 1959, no início do período republicano Pitangui era administrada pelo jovem advogado Vasco Azevedo. Por outro lado a justiça estava a cargo do Dr. José Gonçalves de Sousa. A função de ambos os faziam muito próximos e até então mantinham uma relação de amizade. Certo dia aparece em Pitangui um sujeito se dizendo pastor protestante e solicita ao juiz o salão do júri, que funcionava junto com a Câmara do Município, no prédio onde está hoje o Grupo Francisca Botelho, para a realização de seu culto. Sendo um homem liberal o Dr. José Gonçalves autoriza a entrega das chaves ao pastor, no entanto Vasco Azevedo era católico fervoroso, homem conservador que não admitiria de forma nenhuma tal “extravagância” em Pitangui e se nega a entregar as chaves. Daí resultou uma enorme competição política que se arrastou até 1927.

     Por falta de tempo e oportunidade não pude pesquisar nos arquivos da câmara se a pregação realmente ocorreu e também Agenor termina sua matéria sem nos dar esta notícia. Por mais 70 anos haveria paz religiosa na Sétima Vila do Ouro.

     Eis que chega a Pitangui o rapaz Raimundo Lopes dos Santos que retorna a cidade para participar da pintura da igreja matriz. Convertido na Primeira Igreja Batista de Belo Horizonte, localizada na Praça Raul Soares, ele havia estudado química através de curso a distância e teologia na igreja Metodista de BH. Comprava panfletos religiosos, através dos correios, da Casa Publicadora Batista e os distribuía nas ruas e na porta da fábrica de tecidos. Segundo o Sr. Raimundo havia todo o tipo de recepção, tinha os que pegavam e liam, os que pegavam e jogavam fora e até mesmo o que lhe jogavam os panfletos na cara.
 
Raimundo Lopes dos Santos - Raimundo Sabão - Acervo de Nicodemos Rosa

     Conta ainda que nesta época abrigava em sua casa um evangélico da igreja Assembléia de Deus que nos fins de semana pregava na cidade andando de bicicleta, tendo fundado uma igreja que não obteve sucesso.

     Em abril de  1960 aparece em Pitangui o pastor norte americano Melvin Hubber, o missionário nascido em Fairbury, estado de de Illinois veio de carro dotado de alto falante, projetor e vários rolos de filme para exibições públicas. A procura de algum evangélico na cidade, ele é informado que um tal Raimundo distribuía folhetos nas ruas e lhe informaram o endereço, foi quando então se conheceram. A união destes evangélicos alarmou os católicos da ala conservadora de Pitangui, de imediato Padre Guerino utiliza o auto falante da igreja e começa a formar a sua “milícia” a fim de dar combate à ameaça evangélica que não se resumia mais na inocente figura do Sr. Raimundo.
 
Pastor Melvin Edward Huber - Falecido em 2008

     Contando também com a ajuda do pastor metodista belorizontino João Ferreira Filho, Melvin e Raimundo decidem promover em Pitangui uma semana de atividades evangélicas que se iniciaria com uma conferência em praça pública no dia 30 de abril de 1960. Teriam como objetivo a difusão da fé evangélica através de palestras (pregações) acompanhadas da exibição de filmes. Hospedados na Pensão Central, onde hoje se situa o prédio do Oscar Morato, Melvin e João Ferreira decidem projetar o filme na parede de frente a pensão, no prédio da atual Câmara Municipal. Era uma afronta que a “tropa” católica não toleraria e o evento foi interrompido com o tumulto provocado pela tropa do Padre Guerino. Houve ainda o lobby para que ninguém fornecesse energia elétrica para a exibição.

     Para que não voltasse a ocorrer desordens, os evangélicos resolvem promover o segundo evento na Praça Governador Benedito Valadares e novamente a tropa católica entra em ação através da utilização da aparelhagem de som retirada da matriz e montada na Boite Tangará de onde tentaram abafar as pregações evangélicas. Novamente os pastores mudam o local para o 3º dia de conferência, (02 de maio) e como era de se esperar lá também estavam os “soldados” de Padre Guerino com o som montado em um ônibus estacionado na rua Cel. José Saldanha, a diferença é que desta vez a violência recrudesceu e a tropa católica passou a apedrejar os evangélicos que ficaram acuados. Raimundo sugere a Melvin que ele e os dois assistentes fossem para sua casa em virtude do risco que corriam hospedados no centro da cidade. Ao chegarem na casa de Raimundo no bairro Gameleira, os evangélicos se viram novamente cercados pelos católicos que haviam formado uma caravana até aquela residência e a exemplo do que ocorrera pouco antes começaram a arremessar pedras sobre o telhado da casa aos gritos de que aquilo era a resposta do programa da igreja católica apostólica romana às intenções dos protestantes. O ataque católico demorou cerca de duas horas, durante as quais as crianças da casas tiveram de se abrigar debaixo das mesas e camas para não serem atingidas pelas pedras que passavam pelo telhado já destruído.

     A única ajuda que tiveram veio do vendedor ambulante José Mamedes que armado com uma espingarda foi em direção à porta da casa disposto a dar fim ao ataque, mas foi interrompido por Raimundo que da mesma forma desarmou seu pai que com uma carabina também estava disposto a resolver a questão de forma ainda mais violenta. Como cristãos crentes na Palavra o uso de armas de fogo não fazia sentido. Por pouco a situação não virou tragédia, pois a polícia estava sob a influência católica e não tomou atitude alguma, somente horas mais tarde é que compareceu um sargento que foi dispensado por Raimundo, uma vez que a sua presença naquele momento já não fazia nenhum sentido.

     Melvin não se intimida e passa a encarar Pitangui como um desafio, um dos muitos durante a sua longa vida de evangelização. Por seu lado Padre Guerino mantem sua tropa recolhida o que da tempo para que Melvin se reorganizasse.  Como apoio ao movimento, chega a Pitangui, de visita, um coronel do exército brasileiro que circula de carro, fardado, pelas ruas de Pitangui pregando junto com o pastor Melvin.
 
Igreja do Nazareno década de 70 - Acervo do Arquivo Público de Pitangui 
 
     Os evangélicos alugam uma pequena casa e retornando a Belo Horizonte, o pastor Melvin deixa com Raimundo Cr$120.000,00 para a compra de um lote para a construção da primeira igreja evangélica de Pitangui. Neste momento Padre Guerino entra em ação novamente e através de sua influência interfere, inúmeras vezes, nas tentativas de compra de um terreno. Aos proprietários padre Guerino insinuava que a conclusão daquela transação implicava na passagem direto para o inferno. Insistente, certa noite Raimundo Sabão vai atrás do bicheiro Zé da Ana e lhe pergunta se por acaso estaria interessado em lhe vender um de seus imóveis, Zé da Ana responde positivamente pedindo pelo imóvel na Av. Antero Rocha a quantia Cr$80.000,00. De manhã cedo já havia uma comissão de beatas na porta de Zé da Ana solicitando que abortasse a venda e este responde a elas que ele era um negro que honrava a palavra que havia dado e que elas eram um bando de brancas safadas. Mas a atitude das beatas deixou sequelas, a mulher de Zé da Ana só aceitava assinar o documento de venda se recebesse Cr$5.000,00, ao que Zé da Ana se opôs. Para resolver o problema Raimundo Sabão vai até a esposa do bicheiro e propõe a ela um pagamento a parte, Zé da Ana receberia os Cr$80.00,00 e ela os Cr$5.000,00 sem que o marido, a princípio, soubesse. Pagamento efetivado, entra em ação novamente a tropa católica, as irmãs do tabelião Antônio Bila pressionam o irmão para que não registrasse a transação, mas já estando os documentos assinados não havia o que fazer, o terreno da primeira igreja evangélica de Pitangui estava comprado. O valor da compra mais os custos com os registros deixou um total que era insuficiente para a construção da igreja, Melvin novamente entra em cena e em companhia de Raimundo vai para Francisville em Illinois (EUA) solicitar ajuda financeira. Na noite do primeiro culto, foi levantada a quantia de U$8.000,00 (Cr$11.200,00). Este valor foi acrescentado de outras contribuições que permitiriam a construção do muro e da igreja. Mas outra vez a ameaça de uma passagem só de ida para o inferno afastou todos os pedreiros e serventes nativos daquela obra, toda a mão de obra teve de ser recrutada em Belo Horizonte. O material de construção também era problema, as vendas só eram efetivadas se Raimundo prometesse não divulgar quem eram os seus fornecedores. Assim que a estrutura básica da edificação ficou pronta ela recebeu o auto falante, Padre Guerino se faz presente mais uma vez e através de sua influência solicita ao delegado que proíba a igreja de utilizar aquele sistema de áudio-difusão e também instiga a prefeitura a solicitar a planta aprovada do imóvel. Raimundo Sabão vai atrás de Anthero Rocha e ambos conseguem uma reunião com o secretário de segurança pública Mário Viotti em Belo Horizonte, dessa reunião Raimundo sai com uma autorização que permitia o uso do auto falante fixo em Pitangui e em qualquer outra localidade do estado de Minas Gerais e no mesmo dia consegue que um conhecido lhe fizesse a planta, ficando este documento pronto e aprovado no dia seguinte. Ao comparecerem para a busca e apreensão do auto falante, o soldado e o cabo que foram cumprir a ordem do delegado voltaram para trás com o documento assinado pelo secretário de segurança pública do estado. Estava eliminada a influência de Padre Guerino sobre o delegado.


Igreja do Nazareno - fim de culto do dia 29/12/13
Foto: Vandeir Santos
 
 
     A primeira igreja evangélica de Pitangui, Igreja do Nazareno, é inaugurada oficialmente a 22 de novembro de 1964, Raimundo Sabão já era seu pastor desde 1963 quando ainda funcionava precariamente nos fundos da nova sede e fica à frente da igreja até o ano de 1970, quando então retorna a sua origem na Igreja Batista.

     Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional nº 87 (Matéria: Evangélicos, a fé que seduz o Brasil); Jornal Correio de Pitangui, edição nº 86 (2ª quinzena de dezembro de 1990); Jornal Município de Pitangui, edição de 30 de agosto de 1959; Entrevistas com Raimundo Lopes dos Santos.

     Especial agradecimento a Nicodemos Rosa, genro de Raimundo, pela ajuda na elaboração desta matéria.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Folia de Reis em Pitangui: janeiro de 2013.




video

No dia 12 de janeiro de 2013 eu, Vandeir Santos e Selma Assis encontramos com esta folia e resolvemos acompanhá-la para fazermos um registro. As folias de Reis são manifestações típicas do interior de Minas Gerais, cultura popular que passa de geração para geração e merece nosso reconhecimento.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A ladeira da Igreja


Pela calçada vejo o templo


 Na subida casarões centenários

 

Caminhos de pedra atravesso


Para ver a Igreja, o sino, e as cores do Natal.

domingo, 22 de dezembro de 2013

"Uma História de Natal"


Aproveitando o clima natalino reproduzimos nesta postagem uma crônica do pitanguiense Joaquim Patrício, que selecionamos de seu livro de memórias "Figuras e fatos do meu tempo", onde o autor descreve um pouco da vida social, cultural e política de Pitangui no primeiro quartel (25 anos) do século XX. A crônica escolhida é intitulada "Uma História de Natal".

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UMA HISTÓRIA DE NATAL

Miguel Estácio era alto, claro, longas barbas brancas e mancava de uma perna. Tinha assim uns ares de Papai Noel. Nunca pegou no batente, no duro. Preferia mendigar. Era mais fácil, rendia mais...
Naquele tempo de escassos meios de transporte, com seu bordão de peregrino, percorria a pé todo o Estado de Minas, de Norte a Sul, de Leste a Oeste.
Tive notícias suas em São Fidélis, cidade ribeirinha do Paraíba, hóspede do Major Fortunato Lopes Cançado, ilustre pitanguiense , que ali tinha farmácia.
Onde quer que houvesse um filho da Velha Serrana, Miguel Estácio aparecia e era bem recebido. Um dia aportou no Brejo, hoje cidade de Miraí, e sua chegada foi uma festa na casa do vigário, o Padre Lopes Cançado.
Rememoram fatos e conversam  até tarde sobre pessoas e coisas de Pitangui. Foi um bate papo que não acabava mais... A velha cidade está sempre no coração de qualquer pitanguiense ausente.
Miguel Estácio era comilão e tudo cabia bem a seu estômago exigente.
Certa feita, véspera de Natal, lá se vão muitos anos, o nosso homem apareceu em Dores do Indaiá e bateu palmas na casa do pitanguiense Miguel José Barbosa, tabelião da comarca.
Como acontecia em toda parte, teve boa acolhida, foi bem recebido. Sentiu-se à vontade na casa do Ingué e suas narinas sensíveis perceberam logo um cheirinho de comida farta e saborosa...
Prelibou um jantar como há muito não comia...
Havia muita coisa gostosa para a ceia de Natal, sobretudo variedade de doces, daqueles doces que só a Véva sabia fazer... Cocada, doce de leite, laranja em calda, doce de figo, pudins, um nunca mais acabar de terrinas, cheias, a transbordar.
Padre Luís havia anunciado a missa do galo e os sinos da velha igrejinha de Dores bimbalavam festivos, convocando os fiéis...
Todos se preparavam  para a missa da meia noite. Miguel Estácio, convidado, alegou fadiga. Preferia repousar.
Ao sair, Ingué entregou-lhe a chave do armário, com a recomendação de "comer alguma coisa antes de ir para a cama".
Os olhos de Miguel se encheram de brilho, suas narinas se dilataram, a euforia transparecia na sua figura...
Ausente a família, avançou nos doces, com tanto entusiasmo, com tamanha fúria, que no fim de meia hora, nada mais restava, tudo tinha acabado!
Ingué, de volta, nada encontrando, interpelou seu bravo hóspede, que lhe respondeu ofegante: "Comi doce até empanar"...
Tudo terminou em riso, pois o Ingué era generoso, tinha um grande coração.
Só a Véva é que não gostou da brincadeira "e deu a súcia pr'o diabo", pois nessa noite não houve sobremesa na ceia de Natal.




FONTE:
PATRÍCIO, Joaquim. Figuras e fatos do meu tempo: contribuição ao estudo da vida social e política de Pitangui no primeiro quartel deste século. Belo Horizonte: Bernardo álvares, 1964, p. 19-20.

sábado, 21 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Agenda Natalina

 "Chegando na rodoviária viu as luzes de natal. Meu Deus mais que cidade linda..." 
 (Legião Urbana). Foto: Nicodemos Rosa.

No clima e sob as luzes de Natal, Pitangui tem  boas opções de lazer para esse período festivo. Além das tradicionais celebrações religiosas e do movimento nos bares e restaurantes, destacamos alguns eventos:



No domingo dia 22 de dezembro tem batizado e troca de cordas do Abadá - Capoeira (alunos do professor Ronaldo de Pitangui), no Ginásio Poliesportivo de Conceição do Pará, às 9 horas da manhã.

No dia 23, segunda-feira, tem música de primeira no O Pote com a Banda Lavanderia (formada por músicos de renome) cujo som passeia pela MPB, Jazz, bossa e outras especiarias e temperos brasileiros.


Fique ligado, chegando mais informações, atualizaremos a programação do fim de semana e feriado natalino em Pitangui. Divulgue o seu evento cultural, esportivo, religioso ou social enviando um e-mail para: daquidepitangui@gmail.com

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Nas lentes de Zé Alexandre


O Zé Alexandre Carvalho foi muito feliz ao retratar essa imagem (17-12-13), focalizando a cruz da torre da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, com a lua cheia ao fundo. Agradecemos ao Zé por nos ceder essa bela imagem e o parabenizamos por eternizar esse momento único.

domingo, 15 de dezembro de 2013

A roda da vida - Zé Carlos e Rafael Marttins

Sob produção dos pitanguienses, Zé Carlos Nunes e Rafael Marttins (Nunes), acaba de ser lançado o CD “A roda da vida”. 

O repertório do disco passeia pela MPB de Chiquinha Gonzaga a Chico Buarque de Holanda, passando por Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Tom Jobim, dentre outros. Além do belo timbre de voz do Zé Carlos, aliado às harmonias da guitarra, quase falante, do Rafael Marttins, o CD contou com a participação mais que especial de Urbano Medeiros com seu saxofone inebriante. 


Você adquire o CD através do telefone 37-9821-6515

sábado, 14 de dezembro de 2013

Maestro Juversino Mariano

Maestro Juversino.

Por meio da pesquisa e do relacionamento com os leitores, o blog exerce a prática de transformar o conhecimento tácito (informal, empírico, passado entre gerações) em conhecimento explícito (documental, registrado, sistematizado) para ser compartilhado e difundido como fonte de informações históricas. Na postagem de hoje falamos sobre o Maestro Juvercino Antônio Mariano, um dos precursores da música em Pitangui, cuja história pessoal entrelaça-se com a história da cidade no século XX. Quem nos conta é o seu neto Igor Araújo, pitanguiense que trabalha na Rádio Ativa FM. Ao Igor, parabéns pela homenagem ao avô e obrigado por contribuir com o resgate histórico de Pitangui. Boa viagem ao passado, ou melhor, boa leitura!


 Uma das primeiras formações da Banda de Música em Pitangui.
Fotos: Fornecidas pelo Igor Araújo.

“Meu avô Juvercino Antônio Mariano  é natural de Cardosos (Conceição do Pará). Foi para Belo Horizonte servir o Exército e entrou para a Banda de Música e em 1945, por estar na Banda, não foi convocado para a guerra. Com a Banda do Exército ele tocou na Rádio Inconfidência e nas praças de BH, nesta época conheceu Aurelina da Fonseca Mariano (a minha avó), tocando na banda. Depois de ter deixado o Exército, ele veio para Pitangui e trabalhou na Fazenda do Estado. Depois de um tempo, saiu da Fazenda e trabalhou na Prefeitura Municipal e depois na Companhia de Tecidos Pitanguiense. Casou-se com Aurelina e teve os filhos: José da Fonseca Mariano, Juversino Fonseca Mariano (meu pai), Maria da Conceição Mariano, Maria do Carmo Fonseca Mariano. Neste período ele entrou para a banda de música da Fábrica de Tecidos Pitanguiense, a Cetepense. O regente ia sair e teve que escolher um novo regente, entre os músicos ele (meu avô) se saiu melhor e foi o escolhido. A Fábrica de Tecidos tinha um time de futebol e um cine teatro. Com a morte do gerente da Fábrica daquela época , o time acabou e o cine teatro caiu em decadência também, ficando só a Banda Cetepense Juversino foi regente por quase 20 anos, saindo da Cetepense em 1965. Então ele conversou e conseguiu que a Paróquia de Pitangui comprasse os instrumentos da antiga banda e fundou a Lira Musical Santa Cecília (que é a padroeira dos músicos) na qual foi regente por 17 anos. Quando a Lira Santa Cecíliaentrou em decadência ele teve a ideia de renovar, foi até o Ginásio (Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira)  que na época tinha alguns garotos que queriam aprender música e escolheu os que se destacaram mais como o Nayder advogado, o Pêque do Zé Norberto, o Raimundo Santana, irmão do Nelinho e outros. Depois de um tempo no colégio ensinou os garotos a tocar os instrumentos, mas a banda não foi formada. Então levou os meninos para a Lira Santa Cecília, mesclando com o pessoal antigo, dando um gás novo à banda. Ele foi regente da banda até 1978 quando se aposentou por invalidez, após ficar doente. Juversino foi um Maestro que compôs vários Dobrados, tocou com a banda em várias cidades vizinhas como:  Martinho Campos, Papagaios, Maravilhas, Nova Serrana, Morada Nova de Minas, Pompéu e em várias comunidades rurais como: Campo Grande, Rio do Peixe, Sacramento, Coqueiro, Catita. Neste período uma pessoa que esteve lado a lado com ele desde o começo da Banda da Fábrica de Tecidos até quando ele adoeceu, foi o Sr. Francisco Teófilo Filho (Cimeão). Meu avô mesmo doente, depois de um derrame, conseguiu montar uma banda de música em Conceição do Pará. Lá surgiu mais um músico profissional que foi para a Banda do 7º Batalhão da PMMG em Bom Despacho. Depois de sua doença ele ainda ficou por um tempo na regência da Lira Santa Cecília, até que ele teve outros pequenos derrames e não podendo mais prosseguir. Neste tempo todo teve uma grande mulher que sempre estava ali o apoiando, lavando e passando o seu uniforme, minha avó Dona Aurelina que faleceu com 99 anos. Algumas pessoas que já passaram e aprenderam com meu avô: José Afrânio Dias, Mauro Alves Franco, João Teófilo Batista, José Nazareno (Banda da PM em Bom Despacho); Antonio Coutinho Franco (Banda da PM de Patos de Minas); Antônio do Sô Juca (pai do Roberto fotógrafo). Meu avô tocava todos os instrumentos de sopro,o que ele mais sobresaia era trombone e no bombardino  depois então com o falecimento dele a surgiu a banda  Viriato Bahia”.
(Texto de Igor Araújo).

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Expedicionário da FEB,Nestor Aguiar volta da Segunda Guerra Mundial


Continuando nossas postagens sobre Pitangui e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) apresentamos nesta postagem a edição de 21 de outubro de 1945, do jornal "Município de Pitangui", que trás matéria sobre o retorno do expedicionário Nestor Aguiar à Pitangui, depois de lutar na Itália, durante aquele conflito. Antes da Guerra Nestor Aguiar era funcionário da Companhia de Tecidos Pitanguiense e, quando o Brasil declarou guerra ás forças do Eixo, ele se alistou na Força Expedicionária Brasileira (FEB). 
A matéria jornalística mostra o reconhecimento da sociedade pitanguiense aos seus herois, que lutaram naquele trágico conflito mundial. Click nas imagens para ampliá-las.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Anúncios do comércio pitanguiense: 1955


Na edição especial da antiga Revista Acaiaca, em comemoração aos 100 anos da elevação de Pitangui à condição de cidade, em 1955, encontramos uma série de anúncios de comerciantes e empresários pitanguienses

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Pitangui e a Segunda Guerra Mundial: a Comissão de Madrinhas de Combatente



Apresentamos mais uma postagem sobre a participação da população de Pitangui nos esforços de Guerra promovidos pelo governo brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Aqui, reproduzimos a primeira página do Jornal "Município de Pitangui", edição de 15 de outubro de 1944.
Esta edição trazia em sua primeira página uma matéria sobre a "Comissão das Madrinhas de Combatente" composta por "senhoras" e "senhoritas" da sociedade pitanguiense. A matéria apresenta como ficou composta tal comissão, como reproduzimos abaixo:

"A Comissão ficou assim constituída: Presidente, senhora Nair Almeida Melo, auxiliada pelas senhoras Judite Abreu e Silva, Acácia de Souza Vidal, Elza de Lacerda Santos, Nelita Vasconcelos Cecin e Maristela de Carvalho." (MUNICÍPIO DE PITANGUI, 15/10/1944)

Saiba mais detalhes sobre a atuação da "Comissão das Madrinhas de Combatente", em Pitangui clicando na imagem acima, para ampliá-la.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A água voltou a jorrar na Mina



A água brotando na Mina!!!

É com alegria que publicamos imagens da Mina da Lavagem jorrando novamente. Como local histórico, como um marco da memória coletiva de Pitangui e como fonte de vida a Mina é um patrimônio da cidade. Segundo informações, a água voltou a correr em pequena quantidade no início da semana passada. E com as chuvas fortes dos últimos dias, voltou à normalidade. Há tempos, reza a lenda que quem bebe desta água sempre retorna a Pitangui. Sentimento de vínculo, pertencimento, amor à terrinha, ou alguma química especial? O importante é que a água da Mina (própria para consumo) não fique apenas em nossas lembranças e em poesia, mas matando a nossa sede e alimentando a história. 

Cuidemos da Mina da Lavagem e dos nossos locais históricos. 
Fotos: Vicente Oliveira.

A Venda do Tisnado

Tisnado com um jornal da época. Ou seria a caderneta das vendas?

Neste 8 de dezembro, dia de N.S. da Conceição, da Festa de Cardosos e aos 300 anos de São João Del Rey, trazemos uma parte da história de Pitangui: A Venda do senhor Levi de Freitas - Tisnado. As imagens foram postadas pelo Zé Alexandre no facebook e os comentários do post trazem informações interessantes. Dizem que na loja tinha de tudo, mas, de tão cheia, nem sempre o dono achava o que o freguês procurava. Além da loja em si, e das mercadorias variadas, outra curiosidade era uma pilha de jornais antigos que ficava em cima do balcão de madeira. A loja que funcionava na esquina foi ao chão, assim como o casarão ao lado, onde morava o Tisnado. Não se sabe ao certo se o desmoronamento ou derrubada coincide com o um incêndio ocorrido no local, na década de 1980. Correções e ou informações adicionais são bem vindas e podem ser enviadas para o e-mail do blog ou pelos comentários desta postagem.

 
      A lateral e a fachada da loja.


Tisnado proseando com um "freguês".
( Fotos de autoria desconhecida)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Fato Verídico

Cabrito

O Cabrito saiu cedo naquela manhã, afinal era sábado. Fazia frio e o mestre ao chegar ao centro baixo da cidade, viu que o Bar do Verinho já estava aberto. Entrou, assentou e pediu um café (isso mesmo, um café). Em meio à neblina da manhã, típica do mês de junho em Pitangui, saíam os primeiros raios de sol. E o cabrito estava lá, vendo o vai e vem da cidade, às vésperas de um nove de junho. Eis que alguém passa e pergunta:
- Tá esquentando o pé, Cabrito?
E como uma flecha afiada, um raio, de pronto ele responde:
- Não, babaca! Tô pegando um bronze no pé!
E se fosse o Maresia (Maré) narrando este episódio pitanguiense, certamente seria mais ou menos assim:
- "Eu falo e provo, eu tava lá".

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

III Festival de Música da EEMAO

Relembrando os antigos festivais de música de Pitangui, que aconteciam no Casarão (antigo cinema) e no próprio colégio, a Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira realiza a terceira edição consecutiva de seu festival estudantil de música. Sob a coordenação da professora Carol Freitas, o evento é composto por apresentações musicais diversas, dos próprios alunos e o júri é formado por professores, músicos e ex-alunos da escola. Não deixe de prestigiar este ato prático de valorização da cultura local.

3º Festival de Música da EEMAO - sexta dia 6/12/13 a partir das 18:00 hs.

Links relacionados:
http://daquidepitangui.blogspot.com.br/2012/12/festival-de-musica-no-eemao.html
http://daquidepitangui.blogspot.com.br/2012/12/ii-festival-de-muscia-do-eemao.html