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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

300 anos da Vila do Príncipe - Serro

Parabenizamos a cidade do Serro que hoje comemora seu tricentenário. 


     Igreja de Santa Rita e sua escadaria

Sede de uma das quatro primeiras comarcas da Capitania das Minas Gerais, a antiga Vila do Príncipe do Serro Frio, hoje, cidade do Serro, ainda guarda as características das vilas setecentistas mineiras, o que lhe valeu ser o primeiro município brasileiro a ter seu conjunto arquitetônico e urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em abril de 1938.




 Em 1702, uma bandeira chefiada por Antônio Soares Ferreira descobriu as minas de ouro de Ivituruí, que em língua indígena significa Serro Frio, um “nevoeiro denso que invade a parte alta da serra, acarretando grande baixa de temperatura e sendo acompanhado de vento mais ou menos forte e constante”. Assim, é descrito o típico clima da região.



Escultura "Santíssima Trindade" do artista serrano, Zé Dias

Casa do Barão do Serro

Centro da cidade, visto da Igreja de Santa Rita


 Em pouco tempo, um grande número de aventureiros chegou ao local atraídos pelo ouro que brotava fácil nas cabeceiras do Rio Jequitinhonha e seus afluentes. Em 1711, o sargento-mor, Lourenço Carlos Mascarenhas, foi nomeado superintendente das minas de ouro da região para manter a ordem e a justiça. A prosperidade do arraial motivou, então, sua elevação à vila no ano de 1714, quando, então, ganhou o nome de Vila do Príncipe. Com a criação da Comarca do Serro Frio, a vila passou a ser sede da comarca.  Em 6 de março de 1838, a vila foi elevada à cidade com a denominação de Serro.



Centro da cidade


Descrição do viajante francês Saint-Hilaire, do princípio do século XIX, a respeito do Serro Frio.


centro da cidade





Suas igrejas impressionam pela qualidade da ornamentação e pela pintura em perspectiva nos forros. Ao lado do seu acervo histórico-arquitetônico, representado pelos belos monumentos religiosos e notável conjunto de sobrados, o Serro guarda também outro importante aspecto de sua riqueza cultural do passado: as tradições folclóricas, as festas religiosas e a peculiar gastronomia. O Queijo do Serro, o mais famoso produto da região, foi o primeiro bem registrado como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais (2002) e é também Patrimônio Imaterial do Brasil (2008).




Escadaria da Igreja de Santa Rita e o casario da cidade

 Igreja de Santa Rita


Queijo do Serro, o melhor do mundo
(foto: http://www.flogao.com.br/serromg/profile)


Fotografias: Dênio Caldas
Fonte: serro.tur.br




4 comentários:

  1. Obrigado pela sua presença Anabela ...
    Professor, eu tenho alguns amigos na cidade do Serro e eles, como nós, gostam muito do torrão natal deles. Já foi várias vezes por lá e me contagiei com o astral serrano. A cidade é muito gostosa e os serranos literalmente vivem a história.
    Eles conseguiram preservar bastante o seu casario, aí quando se chega na cidade tem-se a sensação de estar voltando no tempo !!!! Sem falar da pinga e do queijo !!!!! Parabéns Vila do Príncipe, pelos seus 300 anos de história. O Serro, mesmo com as dificuldades da preservação arquitetônica, é exemplo para todas as cidades históricas brasileiras, inclusive a nossa Velha Serrana ...

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  2. Parabéns pela matéria e obrigado pela lembrança do aniversário de nossa terrinha. Parabéns também a Pitangui que está completando igualmente os seus 300 anos. Aproveito para indicar nossa página do Serro: www.serromg.blogspot.com Grande abç.

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