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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Jovens pitanguienses participam do programa Ciência sem Fronteiras: Antônio Cordeiro

Iniciamos hoje, uma série de postagens abordando a experiência de jovens pitanguienses, que  estão  no exterior que participando do programa do governo federal, "Ciência Sem Fronteiras". Nossa ideia é estimular outros jovens, que estão prestes a ingressar no ensino superior a se prepararem para viver esta experiência. Mas é preciso dedicação para ser aprovado em uma instituição de ensino superior pública.
 E você? Vai perder esta oportunidade? 
Nosso primeiro entrevistado é Antônio Higino de Campos Cordeiro, o Tó, 20 anos. Aluno do curso de Engenharia de Produção, da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI),  Ele nos relata como tem sido esta experiência acadêmica e pessoal. Atualmente participa do Ciência Sem Fronteiras estudando na University of Southern Indiana, Evansville/Indiana/Estados Unidos



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Daqui de Pitanguy:
Quais os motivos que levaram você a se inscrever no Programa Ciências Sem Fronteiras?

Antônio Cordeiro:
No início, o programa Ciência Sem Fronteiras não era tão divulgado, então tomei conhecimento do programa quando um dos meu amigos, que morava na mesma república que eu, no Brasil, se inscreveu e conseguiu um intercâmbio para Portugal. Desde então, vi que essa nova experiência, de morar no exterior por um ano, poderia ser um grande diferencial, tanto em questões profissionais quanto pessoais. Então, decidi correr e me increvi no programa.

Daqui de Pitanguy :
Você está fora do Brasil há quanto tempo? Como foi ou está sendo, o processo de adaptação?

Antônio Cordeiro:
Estou fora do Brasil desde Agosto de 2013. Muitas pessoas encontram diversas dificuldades de adaptação quando se deparam com outras culturas, mas eu não encontrei muitas dificuldades para me adaptar aqui. Sim, é tudo muito diferente, comida, clima, costumes, mas desde que cheguei aqui,  as pessoas foram e têm sido muito acolhedoras, sempre dispostas a ajudar em qualquer coisa que você precise, principalmente quando você é estudante internacional. Isso não acontece em todos os lugares, mas contei com um pouco de sorte por parte da região e da  minha faculdade aqui no exterior. No meu caso, o processo de adaptação foi muito tranquilo.

Daqui de Pitanguy:
Como é a sua rotina acadêmica hoje?

Antônio Cordeiro:
Esse é um ponto bem diferente do Brasil. Por exemplo, no Brasil fazia muito mais horas/aulas semanais em minha universidade do que aqui. No entanto, eles costumam passar muitas tarefas a serem feitas em casa, o que acaba te deixando sobrecarregado alguns dias. No mais, a rotina continua a mesma do Brasil, estudos e sempre reservando um tempo para o lazer, para dar uma tranquilizada na mente.

Daqui de Pitanguy:
Você poderia descrever as diferenças e semelhanças do ensino oferecido a você aí e em sua Universidade de origem?

Antônio Cordeiro:
A primeira diferença é a questão de horas ou créditos, como é chamado em alguns lugares no Brasil, por semana. Aqui é bem menor o tempo que você passa dentro das salas de aula. No entanto, você acaba tendo muito trabalho a serem feitos em casa. Até o momento, os professores têm utilizado os mesmo métodos de ensino, como powerpoint, trabalhos a serem apresentados em classe, dissertações a serem feitas, testes surpresas,  que te pegam desprevenido quando você menos espera e você acaba continuando aquela rotina do Brasil de virar algumas noites estudando.

Daqui de Pitanguy:
Fale um pouco sobre a diversidade cultural que você está vivenciando dentro da Universidade,

Antônio Cordeiro:
Aqui na universidade tem muitos brasileiros, 21 ao total, o que é bom em partes. Aliás, tem brasileiro espalhado por todo lugar. O mais interessante é que alunos do mundo inteiro se submetem a intercâmbios e então tenho feito contato com pessoas de diferentes lugares, como alemães, franceses, chilenos, bolivianos, sérvios, chineses, árabes, que assim como brasileiros, estão por toda parte, o que acaba sendo muito bom, eu acho, do que apenas conhecer uma só cultura, no meu caso, a norte americana.

Daqui de Pitanguy:
Como você preenche seu tempo fora do ambiente acadêmico? A Universidade lhes oferece opções de lazer?

Antônio Cordeiro:
Esse é um ponto muito legal de ser falado porque aqui nos Estados Unidos uma coisa que eles dão muito valor e incentivo é à prática de esportes. Então a minha faculdade, assim como eu penso que seja em muitas outras, oferece uma boa estrutura para o setor de lazer. Temos uma excelente academia, quadras para para basquete, tênis, futsal, campos para futebol americano, rúgby, beisebol e sim futebol, futebol de verdade, aquele que quase não somos fanáticos, piscinas para natação, pistas para corridas e ciclismo, trilhas para mountain bike. Opções para lazer não faltam.

Daqui de Pitanguy:
Até o momento, qual a experiência que mais te marcou?

Antônio Cordeiro:
São muitas diferenças que acabam te marcando muito. Uma coisa fácil de se notar é a questão de educação ou costumes. Norte americano não conversa sem falar obrigado ou se desculpar por alguma coisa. É muito diferente essa questão de respeito entre as pessoas. Sempre sorrindo e te cumprimentando. Eles realmente respeitam a sinalização de trânsito, pedestre aqui tem mesmo a preferência. Não que no Brasil não tenha isso, mas pode-se dizer que aqui é mais intenso.

Daqui de Pitanguy:
Como você avalia a iniciativa do governo brasileiro, em promover o programa Ciências Sem Fronteiras?

Antônio Cordeiro:
Bom, muitos encaram isso como uma cartada eleitoral ou tentativa de fazer uma coisa muito boa para esconder algumas falhas em outros pontos. Eu penso que qualquer que seja  o motivo, essa é uma excelente iniciativa e oportunidade que o governo brasileiro tem oferecido para nós, universitários.

Daqui de Pitanguy:
Qual a avaliação que você faz desta experiência para seu futuro profissional?

Antônio Cordeiro:
Com certeza essa experiência será um grande diferencial para todos nós. Primeiro, porque o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e quaisquer experiências, principalmente quando se trata de vivência no exterior, uma vez que o domínio de outro idioma já te coloca na frente daqueles que não tiveram a oportunidade de aprender outro, já representa um grande passo para a construção de um bom futuro  profissional.

Daqui de Pitanguy:
O governo está fazendo um investimento em vocês. Em contrapartida espera que vocês deem retorno à sociedade, afinal, o propósito é formar uma elite intelectual. Como você pretende usar os conhecimentos adquiridos com esta experiência, em benefício da sociedade brasileira?

Antônio Cordeiro:
Acho que cada um, quando em contato com uma nova cultura, adquire uma nova forma de pensar e muitas vezes você se coloca a pensar como certa coisa seria legal se existisse em seu país. Então,  se cada um dos milhares de brasileiros que estão no programa Ciência Sem Fronteiras neste exato momento, voltar e com essa nova forma de pensar, bem como se tornando bons profissionais no Brasil, muitas pessoas poderão sim promover mudanças positivas em meio à sociedade baseadas em tudo o que aprendeu enquanto esteve fora do Brasil.

Daqui de Pitanguy:
Para finalizar, qual o recado que você mandaria para aqueles que querem ingressar em uma Universidade Federal?

Antônio Cordeiro:
Eu nunca fui muito ligado aos estudos e até certo ponto eu nunca tinha pensado em tomar o caminho que tomei. Felizmente minha família, assim como eu penso que todas fazem, me deu inúmeros conselhos e realmente hoje eu vejo a importância de se ter uma boa formação. Sim, temos  excelentes universidades particulares, mas no meu ponto de vista, as Universidade Federais já representam um grande pró em sua carreira profissional, pois apesar do ensino diferenciado, o que eu posso comprovar, pois estudei por um tempo em uma universidade particular antes de ser chamado para minha vigente Universidade Federal e pude perceber uma considerável diferença, te abre inúmeras portas e te possibilita estar mais apto a ingressar em nosso disputado mercado de trabalho. Inúmeras empresas focam e dão prioridades a profissionais graduados em Universidades Federais.



Um comentário:

  1. Parabéns ao Blog por esta iniciativa, pois além de divulgar a imensurável experiência que esses jovens pitanguienses estão vivenciando no exterior, incentiva outros a participarem do programa. E também, não poderia deixar de cumprimentar meu querido irmão por este depoimento: Sucesso!

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