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quinta-feira, 24 de abril de 2014

O pai de Aleijadinho orçou as obras da Capela mor da Matriz de Pitangui



O pai de Aleijadinho, o arquiteto português, Manoel Francisco Lisboa deixou sua marca pelas terras mineiras. Há registros de obras de sua autoria em várias cidades, como Ouro Preto. Este arquiteto foi incumbido pelo, então, governador da Capitania de Minas Gerais, Gomes Freire de Andrada, de fazer o orçamento da obra da capela mor da Matriz de Pitangui, conforme nos relata a pesquisadora Judith Martins.
Cabe aqui uma observação: O texto abaixo reproduzido respeita a norma culta em vigor na época do estudo desenvolvido pela pesquisadora acima citada e, também, dos documentos consultados por ela.

" Não só a Vila Rica, Mariana, Caeté e Catas Altas prestou Manoel Francisco Lisboa sua valiosa colaboração. Vêmo-lo também, pela portaria de 25 de agosto de 1752, do Governador Gomes Freire de Andrada, ser incumbido de elaborar o orçamento da obra da capela-mor da Matriz de Pitangui.
A 9 de outubro do mesmo ano 'o Dr. Provedor da fazenda real na forma da ordem de Sua Magestade examinará os apontamentos juntos e condiçõens e laços que tem havido para a factura da obra da capella-mor da Igreja Matriz da Villa de Pitangui, como também a resposta do Mestre das obras deste Palacio Manoel Francisco Lisboa; e por cripto me informará com o parecer na forma da ordem do dº Sr. Vª Rª a nove de outubro de 1752.'
Data do dia seguinte, 10 de outubro, a carta do Governador, comunicando o menor lanço obtido para a obra da capela mor da Matriz de Pitangui foi de 19.000 cruzados e que o mestre das obras Manoel Francisco Lisboa declarou que a mesma poderia se fazer por 18.000 cruzados, mas como Pitangui 'fica muito longe, enfronhada no sertão, provavelmente, poucos oficiais queirão ir lá trabalhar.'
Essas obras só foram arrematadas a 13 de março de 1758, por José Simões Borges." (MARTINS, 1961, p. 130-131)



FONTE:

MARTINS, Judith. Novos apontamentos acerca de Manoel Francisco Lisboa. In: Revista do IPHAN, n° 15, p. 113-138. Rio de Janeiro: IPHAN, 1961.

2 comentários:

  1. Interessante como o texto nos leva a refletir sobre a noção de distância naquela época. Hoje se gasta pouco mais de uma hora dos "Curraes" a "Villa do Pitanguy", mas naquela época as coisas eram bem mais complicadas.

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    1. A noção de tempo e espaço estava ligada também aos infortúnios da viagem.

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