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sábado, 26 de julho de 2014

Sim, Pitangui sempre teve hino !!!

Recentemente veiculamos uma matéria aqui no blog, na qual sugerimos a composição de um hino para Pitangui, que abrangesse mais características predominantes da cidade. Porém, não analisamos um passado recente da nossa história, onde consta que em meados da década de 1960, foi composto pelo saudoso José Nunes Oliveira, o Patesko, o hino a Pitangui. Coincidentemente, na semana em que fizemos a postagem, eu e o Licínio tivemos a oportunidade de nos encontrarmos com o José Carlos, filho do Patesko, que em um rápido bate papo, nos alertou da existência deste hino.

Prof. Patesko Nunes.

Posteriormente, nos encontramos em Belo Horizonte, onde, além de contar muitas histórias da cidade, pudemos discutir a respeito da composição do hino, já que o José Carlos possui, além da gravação e da partitura da música, um vasto material deixado por seu Pai.

Hino a Pitangui
Do Lavrado ao São Francisco
Da Penha ao Chapadão e Olaria
Santo Antônio, Serrado e Centro
Seu Povo canta alegre nesse dia
Pitangui bicentenária
És legendária capital do amor
Qualquer cultura tem
Em toda arte tem
Tem um pouco de Pitangui também

Rainha do oeste tu fascinas
Berço de celebridades mil
Tu honras sempre nossa Minas
És orgulho do Brasil

Patesko.

Analisando o hino composto nos idos de 1960, portanto Pitangui estava próximo a completar seus 250 anos de idade, podemos perceber a complexidade musical do mesmo, o que comprova quão grande músico era o Patesko. Da bela poesia, atemporal, podemos inferir que ela faz referência à nossa cultura, aos hábitos da nossa gente e, ainda, elege a cidade como a “Rainha do Oeste”, valorizando o seu extenso território e a sua força enquanto cidade do ouro.

José Carlos Xavier de Oliveira

Não sabemos o motivo de a música não mais ser executada como hino oficial da cidade, mas fica a dica à Administração Municipal, que nas comemorações do nosso tricentenário a inclua como tal. Sabemos que, em se tratando de musicalidade, Pitangui é bastante privilegiada e é muito bem representada. Portanto, não queremos encerrar aqui o debate e a reflexão sobre a nossa a produção musical, mas, sim, dar o devido reconhecimento ao Patesko pela composição do Hino a Pitangui.


Zé Carlos e Dênio Caldas

Em breve disponibilizaremos aqui uma cópia do hino e uma nova postagem falando sobre a trajetória musical do Patesko Nunes.

17 comentários:

  1. Família Nunes, parceria amiga, desde meus avós e preservada por geraçoes. Berço de grandes artistas e grandes exemplos. Meu respeitoso abraço a todos e especial gratidão pelos ensinamentos deste grande e saudoso músico Patesco.

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    1. Olá Beethoven, que bom ouvir você dizer tudo isso. De vez em quando nos encontramos, musicalmente falando, em Belo Horizonte, o que é sempre muito bom, não é mesmo? Obrigado pelos comentários. Sei que são de coração, pois a nossa infância foi ali naquela rua onde hoje se tem o Coreto do Nunes. Nós respirávamos música todo o tempo.....graças a Deus. Um grande abraço. Zé Carlos.

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  2. Pois então Beethoven, Pitangui deve muito à família Nunes, pois ela é Celeiro de grandes músicos e de pitanguienses que sempre elevaram o nome da nossa cidade.

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  3. Zezé Patesko ... extraordinário ... tive o prazer de conhecer e ouvir grandes memórias

    Antonino Bueno

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  4. Dênio,
    esta postagem é providencial, mais uma vez o blog cumpre o seu papel de resgatar a memória histórica de Pitangui. Retirar este hino do esquecimento (a maioria dos habitantes da cidade não tem conhecimento de sua existência) é de grande importância.
    Parabéns!

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  5. Pois é Dênio Caldas, quando vcs pediram pra fazer novo hino de Pitangui, eu coloquei aki pra vcs que já existia um do tio Patesko q ainda digitei " olha aí Anderson" . Ele respondeu " Gente já não tem o Hino do papai ? . Que bom que encontram meu primo e veio a tona esse músico maravilhoso que foi meu tio que juntamente com seus irmãos cantavam esse Hino lindo. E eu tenho tudo de cor na minha cabeça. Obrigada Denio e Licinio que vem resgatando o nosso passado. Agora é a vez do papai ...Aguardem

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  6. José Carlos Xavier de Oliveirasábado, julho 26, 2014 1:52:00 PM

    Oi Dênio
    Foi um prazer recebê-lo em minha residência para um bate papo sobre a nossa Pitangui. Fico feliz que as coisas estejam tomando o rumo que precisa tomar e que o reconhecimento, mesmo que tardio, venha à tona. O comentário sobre o hino de Patesko...."a maioria dos habitantes da cidade não tem conhecimento de sua existência", feita pelo Licínio, é muito triste. Mas compartilho com ele que deve ser de fato, uma realidade incontestável. Espero que os mais velhos, que certamente têm o hino guardado na memória, possam agora passá-lo aos seus filhos e netos, honrando com toda a glória a nossa Pitangui, que não demora completar os seus 300 anos de muitas histórias. Parabéns para todos nós. Que este Blog continue a divulgar a nossa "Velha Serrana" e proponho que levantem uma bandeira FERRENHA, para colocar a cidade reconhecida como a 7ª Vila do ouro. Quero vê-la no lugar que ela merece, por direito. José Carlos Xavier de Oliveira

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    1. Caro José Carlos,
      infelizmente, em nosso país, a memória histórica é pouco valorizada, também fico triste com isto, mas, como historiador, vejo em ações como a que você desenvolve para resgatar o lugar de direito do Hino composto por seu pai, um exemplo a ser seguido. Você pode ter certeza que o blog "Daqui de Pitanguy" tem como primeiro compromisso promover e divulgar este resgate. Abraço.

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    2. Oi Licínio.
      Você mais uma vez está com a razão. Muito pertinente o seu comentário. Agradeço a atenção dispensada e em breve estaremos juntos para falarmos do Hino de Pitangui,e também de nossa "Velha Serrana", a Rainha do Oeste. Um grande abraço e continue assim, buscando o clarear dos fatos, permitindo que a verdade possa imperar sempre. José Carlos Xavier de Oliveira

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  7. Pessoal,

    Segue o link no qual constam as razões que levaram a esta realidade da cidade de Pitangui (publicado em 26/07/2014):

    http://daquidepitangui.blogspot.com.br/2014/06/um-hino-para-pitangui.html

    Igor Grisolia

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  8. A memória é mesmo uma "caixinha de recordações"... Lembro-me de uns cadernos que eram distribuídos pela Prefeitura de Pitangui, na década de 1980 quando eu estudava no Grupo da Zulma. Salvo engano, tinha o Brasão ou a Bandeira da cidade na capa e o Hino a Pitangui, do Patesko, impresso na contra capa. Era uma forma bacana de incentivar o civismo e de cultuar as nossas tradições. Mais tarde, no final da década de 1990 eu conversava com um Hippie na praça Tiradentes, enquanto apreciava o seu artesanato, em uma fria manhã de Ouro Preto. Foi quando eu disse que era de Pitangui e o Hippie me respondeu: "Já ouvi falar, terra do Patesko né, grande músico"!

    Os links abaixo dão acesso ao documentário Pitanguienses em Brasília e os 300 Anos, onde, aos 35 minutos, o Betinho Giriza canta uma parte do referido hino.
    http://daquidepitangui.blogspot.com.br/2014/06/pitanguienses-em-brasilia-e-os-300-anos.html
    https://www.youtube.com/watch?v=ZXAGYQBMp2E

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    1. José Carlos Xavier de Oliveiradomingo, julho 27, 2014 12:08:00 PM

      Olá Léo,
      Que alegria poder viajar por Brasília nesta reportagem, e rever alguns conhecidos de minha época em Pitangui. Mais ainda em poder assistir ao Betinho Girisa cantarolar parte do Hino da cidade, autoria de Patesko, com tanta maestria. Olha que ele não errou em nenhum momento. Faltou apenas a segunda parte, mas para mim foi como se ele estivesse cantado todo ele. Obrigado.
      Prazer maior em rever o Willian Santiago com aquela sabedoria que lhe é peculiar, tratando os assuntos com segurança e conhecimento, valorizando e muito a reportagem.
      Você Léo, com uma visão periférica invejável, consegue visualizar um futuro para a nossa Pitangui que comunga muito com o que eu penso. Turismo deve ser o forte, desde que a nossa cidade passe por uma reformulação em todos os sentidos. Afinal de contas são 300 anos de vida e conservá-la VELHA é o "bum" da questão. Tombar toda a cidade é fazê-la renascer. A história está exatamente no seu tempo de existência. Cada local preservado faz com que ela se mostre mais bela.
      Quanto aos seus outros comentários Léo, você também tem toda razão e você terá oportunidade de rever tudo isso em breve, ao vivo e a cores. A fala do hippie foi sensacional.Grande abraço.
      Ps- Dimas e Messiinhas (Jiló), muito bom saber de vocês também.Parabéns aos demais colaboradores na reportagem, José Carlos Xavier de Oliveira.

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  9. Olá Zé Carlos, prazer falar com você. Acredito que já nos vimos lá no “Arvoredo”, mas não fomos apresentados. Obrigado por reforçar o time do blog, que, desde a sua criação tem a proposta de resgatar, valorizar e divulgar os patrimônios pitanguienses, como a música de Patesko. Quanto ao documentário, não conseguimos falar com todos os pitanguienses em Brasília, mas acredito que, pela qualidade dos depoimentos, o vídeo amador cumpriu a finalidade de ressaltar a nossa terra, constituindo-se como um registro histórico sobre os 300 anos. Sobre o Turismo, ainda podemos aprimorar para que seja de fato, uma janela de possibilidades para Pitangui. Grande abraço.

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    1. Oi Léo - Se não nos conhecemos lá no Arvoredo, não faltará oportunidade agora, certo?
      Tenho uma colega que se chama Irislene Morato, que trabalhou comigo na área de saúde do Tribunal - TRT em Belo Horizonte, por acaso não seria sua conhecida? De sua família talvez?
      Quanto ao vídeo de Brasília eu gostei de verdade. A montagem feita ficou bem legal e as entrevistas bem interessantes. Dá para perceber o prazer dos entrevistados.... Abraços. Zé Carlos

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