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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Salário dos trabalhadores da educação, em Minas Gerais, no final do século XIX




Em minhas pesquisa no Instituto Histórico de Pitangui encontrei este documento entre as  páginas de um antigo jornal que circulou em Pitangui. O "achado" me deixou bastante feliz, pois, a instrução pública em Pitangui é o objeto de meus estudos. O documento em questão é uma tabela de vencimentos dos empregados da "Secretaria da Inspectoria Geral da Instrucção Pública", do estado de Minas Gerais, com data de 19 de junho de 1883,
Sabe-se que a instrução pública brasileira e, em especial, a de Minas Gerais enfrentou - como ainda enfrenta - problemas diversos no transcorrer do século XIX, como a formação deficitária dos professores, ausência de estruturas físicas adequadas para a instalação das escolas e os baixos salários dos professores, dentre outros problemas.
No que diz respeito aos salários parece-me que "está tudo como dantes, no quartel de Abrantes", os profissionais da educação das redes públicas estaduais e municipais continuam sendo mal remunerados e, cada vez mais exigidos, fenômeno que os estudiosos da educação classificam como precarização do trabalho docente.
E o mais grave, a classe não tem poder de mobilização, aceitam passivamente este estado de coisas, basta ver como o professorado se mantêm imobilizado diante do que o Governo do Estado de Minas Gerais causou a milhares de professores, que foram efetivados pela Lei 100 e agora perderam o direito ao cargo concedido pelo Estado de forma inconstitucional, o que é ainda mais grave. Mas, os profissionais prejudicados não podem se esquecer que são eleitores e o voto é nossa maior arma. 

Clique sobre a imagem abaixo para melhor visualizá-la.




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