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sábado, 6 de setembro de 2014

Sim, Pitangui sempre teve hino !!!

Dando sequência à série de matérias a respeito do hino da nossa cidade, postamos hoje um bate papo que tivemos com o José Carlos, filho do saudoso Zezé Patesko, que esteve presente com o nosso Prefeito Marcílio Valadares, no dia 20 do mês passado, para a apresentação da documentação levantada por ele relativa ao hino pitanguiense. Ao final da postagem, acesse o link para escutar o hino composto por Patesko.
O QUE VOCÊ PODE NOS DIZER SOBRE A SUA VISITA AO PREFEITO MARCÍLIO PARA FALAR DO HINO DA CIDADE DO MÚSICO PATESKO?
Foi uma recepção calorosa, polida, onde o Prefeito Marcílio recebeu-me muito bem, abrindo as portas da prefeitura de Pitangui para que eu pudesse apresentar o tema, sem tempo marcado para terminar. Foi uma conversa de cavalheiros e ele ouviu e discutiu tudo o que foi exposto.

QUANDO FOI ESTE ENCONTRO? E QUAIS SÃO AS NOVIDADES SOBRE ESTE TEMA EM QUESTÃO - O HINO DE PITANGUI?
A visita se deu no dia 20 de agosto deste ano, e pelo que tudo indica as perspectivas são ótimas, de que tudo se resolva a contento em muito pouco tempo. Foi apresentado ao prefeito as provas que elucidam a veracidade da existência do Hino de Pitangui, música e letra de José Nunes de Oliveira, conhecido no meio musical como Patesko.




QUE PROVAS SÃO ESTAS?
- Em 1965 quando era Prefeito de Pitangui, o Sr. José Morato, a prefeitura solicitou ao Patesko a confecção de um hino que foi apresentado pela primeira vez ao público pitanguiense através das paradas escolares, sob o comando de D. Olga Campos. A banda tocou e teve a participação do público que lotava as ruas da cidade. Nas escolas além do Prof. Patesko, muitos professores ajudaram os alunos na "decoreba" do texto do hino. Tivemos até a presença do político Magalhães Pinto, então governador do estado de Minas Gerais, que veio convidado pela prefeitura da cidade. Quem estava lá pode confirmar a apresentação. São muitas as testemunhas, aliás a cidade toda pode comprovar o que eu falo.
- Durante a gestão do Prefeito Antônio Carlos Pereira Bahia (Cacá), a prefeitura distribuiu cadernos escolares às escolas públicas da cidade, e que traziam na contracapa a letra do Hino de Pitangui do músico Patesko. Todos os alunos  puderam ter a oportunidade de conhecer bem de perto o hino que vinha sendo apresentado nos eventos sociopolíticos da cidade.
- A prefeitura de Pitangui  colocou no Coreto dos Nunes em 1995 uma placa homenageando o músico Patesko. Na época era prefeito o Sr. Paulo de Vasconcelos Carvalho e a placa tinha a primeira parte da estrofe do hino do Prof. e músico Patesko que dizia: DO LAVRADO AO SÃO FRANCISCO, DA PENHA AO CHAPADÃO E OLARIA.
- Na comemoração dos 298 anos de Pitangui, o músico Patesko foi homenageado na "parada" pelas ruas, em três Cartazes/Fotos, sendo uma com uma partitura musical, outra com sua foto e o seu nome gravado, e a terceira com a letra do Hino a Pitagui da primeira à última estrofe.
- Houve outras homenagens e posso disponibilizá-las aos interessados caso tenham interesse.




E A VALSA DO RANULPHO NUNES? O QUE VOCÊ TEM A DIZER AGORA?
-Como e já disse antes, publicado neste mesmo blog, a valsa de Ranulpho se chama " PITANGUI......E NADA MAIS" e tenho comigo a letra e a partitura assinadas por ele. Tenho certeza absoluta de que o Ranulpho jamais pensou em ter a sua melodia como sendo o Hino de Pitangui. Infelizmente a sua música foi utilizada inadequadamente por alguns, trazendo um profundo desconforto aos familiares de Patesko. Que fique bem claro: que os familiares de Ranulpho, NÃO tiveram nenhuma participação nisso tudo.Eu diria que foram vítimas como o Patesko e os seus familiares. Ainda bem que não conseguiram criar uma rusga entre os primos.

FALANDO EM PARENTESCO, E A FAMÍLA NUNES? QUE TRADIÇÃO É ESTA?
-Sim bem lembrado. Dizem as "boas linguas" que quem nasce na família Nunes já nasce músico. De fato a história dos Nunes é antiga e a família é enorme. Só em Pitangui temos um grande número deles  e mesmo assim não param de crescer.
-Teve época em que a família Nunes tinha uma orquestra. A banda do Quito é um bom exemplo. Além de grupos vocais masculinos e femininos tínhamos outros grupos musicais como por exemplo o "Conjunto Night and Day que o músico Patesko comandava. Eu costumo dizer que em cada esquina da cidade de Pitangui tem no mínimo uma meia dúzia de  Nunes esperando por você, com um violão ou outro instrumento para tocar e cantar.





COMO VOCÊ FICOU SABENDO QUE O HINO DE PITANGUI, DE AUTORIA DO PATESKO NÃO ESTAVA SENDO TOCADO?
-Pelo fato de morar em Belo Horizonte e estar sempre viajando em razão de minhas atividades profissionais e esportivas, tenho tido muito pouca chance de saber sobre estas questões. Quero aproveitar este momento para agradecer a este Blog, a oportunidade inusitada de poder falar sobre esse assunto. Ao Vandeir Santos, que levantou esta discussão, o meu muito obrigado, em nome de toda a minha família. Se não fosse a "alfinetada" dele, talvez ainda eu estivesse tranquilo no meu canto. Ele foi a válvula propulsora. Digo a você Vandeir, que vamos ter em mãos o decreto para comemorarmos juntos em grande estilo.

Vejo que tudo isso é uma questão de tempo, uma vez que as provas estão ai, bem claras e incontestáveis. A prefeitura da cidade, através de seu Prefeito Marcílio, um político nato, de visão ampla, um ser humano que busca ouvir o seu povo e a respeitar as boas ideias e ser justo em suas decisões, vai tomar as providências devidas, em comum acordo com o seu Departamento Jurídico, para a oficialização do hino. Tudo precisa estar muito bem claro, e a legalidade estará permeando todo o processo.
Estou mantendo contato com o Dr. Marcílio, e também com o Dr. Fernando do Departamento Jurídico da prefeitura, colaborando com as informações técnicas necessárias. Antecipadamente agradeço a atenção dispensada.



O QUE MAIS VOCÊ GOSTARIA DE ACRESCENTAR SOBRE O HINO DE PATESKO?
-Na realidade o hino vem traduzir a memória de um povo. É atemporal. Vem sustentar com música e canto, a força de uma gente. É  a bandeira, o abre-alas, que enche de orgulho e amor aqueles que o cercam. Podemos dizer que  o hino é um grito de "guerra". É uma marca, um registro que pede passagem e respeito.
Não se atualiza sua letra musical. Ela tem vida própria. Eteniza-se no momento em que é escrita e recebe a assinatura do compositor da partitura e de seus ouvintes. Não se troca um hino de uma cidade. O hino a uma cidade se torna o hino da cidade, se transforma em seu símbolo, desde seu nascimento. É sua história contada, seu passado que se conserva vivo, cantado em verso e prosa, no fortalecimento do orgulho  do carinho de ser um filho daquela terra.
Só para concluir, eu diria que tudo isso dito já bastaria. Para coroar, relembraria aqui que os direitos autorais exitem para proteger o patrimônio musica/cultural, das "linhas" criadas pelos músicos e poetas deste mundo de Deus.
O hino de uma cidade é um Símbolo do Município.
Aproveitem para ouvir o Hino a Pitangui, com arranjos de Wâner Nogueira maestro, professor de música da Universidade Federal de Minas Gerais, que nos brinda com uma orquestração de luxo, que a nossa Pitangui bem merece.
Muito obrigado.

28 comentários:

  1. Obrigada Blog, obrigada Denio Caldas. Essa reportagem foi fantástica ... Me sinto responsável por esse hino do meu tio ter vindo a tona . Foi diante da enquete , que tudo disparou ,,,, Fique super emocionada , até chorei ... Ficou muito lindo . E a reportagem sem comentários.

    Angélica Xavier

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  2. Acredito que se torna importante já apresentar este hino às bandas de Pitangui para que as mesmas já se familiarizem com a melodia e possam abrilhantar os eventos oficiais da cidade.

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  3. Oi Dênio
    É muito bom ver as coisas certas nos seus devidos lugares. É sensacional ver a verdade reinar e se fazer valer aos olhos de quem quer, de fato enxergar.
    É saber que Deus é justo e que a sua presença entre nós para ajudar os pobres, em todos os sentidos da palavra, é fundamental.
    A pior pobreza não é a falta de dinheiro, não é a escassez de alimento, mas sim a pobreza intelectual.
    Que este erro histórico seja corrigido e que a nossa tão querida cidade volte a escutar o seu hino, feito com todo carinho e amor pelo pitanguiense apaixonado pela sua terra, o Patesko.
    Obrigado a todos do Blog, Dênio, Léo, Licínio e a você Vandeir o meu especial abraço. Sua participação direta neste processo foi e tem sido de muita importância.
    Léo o hino já é lindo, mas com a sua arte ao fundo ele cresceu muito mais. Parabéns mais uma vez.
    Zé Carlos

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  4. Família Blog DAQUIDEPITANGUI
    Eu estive com o meu marido em Pitangui, e fui com ele à Prefeitura, onde fomos muito bem recebidos, para falar com o Prefeito Marcílio.
    Sei o quanto os familiares de meu sogro, o Patesko, estão sentidos com a ausência nas cerimônias cívicas da cidade, do hino de Pitangui escrito por ele.
    Tenho acompanhado todo o processo, desde o começo, quando o Zé Carlos partiu para provar que o hino era de seu pai. Estamos casados há quase 35 anos e eu conheço esta melodia faz tempo. Sempre soube que o hino era de seu pai e que fora solicitado pela prefeitura naquela época.
    Que a justiça se faça realmente, para a alegria de todos nós e de todos os pitanguienses que amam a sua terra.
    Lourdinha

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  5. Ao Blog,
    Ufa!!!!!! Será que vamos poder por um ponto final nesta história?
    Sério! O meu pai tem se empenhado em mostrar o erro que andam cometendo em Pitangui não usando o hino de meu avô.
    Li a reportagem acima e está muito clara a verdade.
    Falo por mim e pelos meus irmãos Igor e Mahiba, que também como eu, conhecemos o hino e muitas outras músicas de nosso avô que falam de sua querida Pitangui.
    Obrigado a todos que estão colaborando neste processo.
    Bruno Xavier

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  6. A postagem ficou muito bacana e providencial. Concordo com o Vandeir, este hino tem que ser divulgado e executado nos eventos oficiais. Os programas das emissoras de rádio locais tanbém deer[iam executá-lo.
    Parabéns a todos.

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  7. Pois é José Carlos, quando o Leonardo Morato foi homenageado pela câmara dos vereadores presenciei o momento em que o público se levantou e se virou para a bandeira do município para escutar a valsa, aquilo me incomodou muito, eu não virei as costas mas me coloquei indiferente pois nunca considerei aquela música um hino que estivesse a altura de Pitangui. Fico feliz em ter colaborado para este resgate do verdadeiro hino. Espero em breve ver a Lira Viriato Bahia Mascarenhas e a nova banda da cidade executando o hino em praça pública. Aproveito o momento para sugerir comemorarmos este resgate em Pitangui no próximo mês quando Leonardo Morato estará na cidade. De acordo Dênio, Licínio, Leo e José Carlos?

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    1. Oi Vandeir
      Tenho uma proposta que vai bater com o que você quer e todos vamos poder estar juntos. No dia 17 de outubro o meu pai faz 90 anos e pretendemos fazer um evento no Coreto dos Nunes. Já até comuniquei à prefeitura de Pitangui, além de pedir a participação dela nesta festa. Não tenho ainda uma resposta, mas vamos dar sequência na programação.Não seria uma boa oportunidade para comemorarmos tudo junto? Abraços e obrigado. VAI SER UM GRANDE PRAZERRRRRRRRRRR.......

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    2. José Carlos, podemos comemorar no coreto também. Pensei no início de outubro devido a presença do Leo que mora em Brasília e tem pouca disponibilidade para estar em Pitangui.

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    3. Ok Vandeir. Pode marcar que eu estarei presente. Abraços. José Carlos

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  8. Adorei a idéia, eu não vou perder de jei nenhum. Até hoje eu me lembro do meu tio sentado no sofá tocando violão. Como tocava bem, eu ficava paralisada com tanta beleza. Amei este resgate, parabéns a todos.

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  9. Aos senhores responsáveis por esta reportagem,
    Obrigado pelo carinho e atenção junto ao meu marido.
    O hino pertence a ele e foi doado à prefeitura naquela época.
    Fico feliz em saber do interesse de vocês em buscarem a verdade.
    Abraços e obrigado mais uma vez,
    Edith (esposa de Patesko)

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  10. Anderson Xavier (filho do Patesko)terça-feira, setembro 09, 2014 10:12:00 PM

    Ufa!!!
    Até que enfim!!!
    Pensei que, assim como aconteceu com inúmeras obras de Pitangui, sejam na área artística, sejam na área das edificações, o hino composto por meu pai em homenagem à sua tão amada cidade cairia no esquecimento. Mesmo que o mesmo tenha sido ensinado desde a década de 60 nas escolas (inclusive com meu próprio pai indo às mesmas) e encomendado pela prefeitura da época, senti, com o passar do tempo, um grande descaso. Um abandono. Abandono tamanho que fez com que se questionasse a veracidade ou não do hino recentemente.
    As provas estão aí! As testemunhas estão aí!
    Mesmo que a cidade tenha sido desfigurada em nome do "progresso", vendo seus casarios sendo jogados ao chão e substituídos por casas de laje dignas de fazer o Oscar Niemeyer dar reviravoltas em seu túmulo, não esperava mais nada.
    Graças a Deus, a luz no fim do túnel tornou-se mais forte e a memória de meu pai (compositor com música gravada no exterior, acompanhante de Clara Nunes, Elizeth Cardoso e tantos outros nos áureos tempos da Rádio Inconfidência, além de professor de cavaquinho do grande Waldir Silva) da cidade foram resgatados!
    Obrigado aos que permitiram que este resgate da memória pitanguiense fosse efetuado!
    A família Nunes agradece!!
    Viva o Patesko!!
    Viva Pitangui!!

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  11. Muito nos honra a presença da D.Edith e do Anderson ...
    Sejam bem vindos !!!

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  12. Sou orgulhosa de ser uma "Nunes",família tradicional pitanguiense que sempre inspirou notas musicais por onde passou .Mais ainda por ser sobrinha deste gênio da música,tio Patesko(tio Zezé,como eu costumava chamá-lo) que convivi em minha juventude vendo-o tocar e compor como poucos....
    Espero que Pitangui não esqueça de seu hino,composto por ele com uma letra de extremo carinho .Que se faça tocar este hino com as bandas,nas festas,nas escolas e em todas as comemorações importantes desta cidade que ele tanto amava!E Que seu nome não seja jamais esquecido!!!
    Daniele Nunes(filha de Maria leticia Nunes,irmã de Patesko)

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  13. Seja bem vinda Daniele ... É impossível falar dos "Nunes" pitanguienses e não associá-los à música. Inclusive em Pitangui, dizem que os"Nunes" ao nascerem, cantam em vez de chorar !!!! Certa vez, no Mercado Central, estávamos eu, meu irmão (Ricardo Caldas) e um primo (Samuel Caldas), e encontramos com seus pais ... combinamos nós três de chegarmos até a sua mãe cantando o hino de Pitangui ... a cercamos e cantamos ... foi emocionante para nós e acredito para ela também. Seu pai e o Maurício se assustaram, mas adiante viram que éramos conhecidos.

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  14. Acessem o link abaixo e vejam mais postagem aqui no blog, a respeito da "Família Nunes" :

    http://daquidepitangui.blogspot.com.br/search/label/Fam%C3%ADlia%20Nunes

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  15. Zé Carlos e demais amigos(as) fico feliz em participar deste esforço coletivo de resgatar a rica história musical de Pitangui! No link abaixo, o prof. Reinaldo (Rohr) confirma o Patesko como uma de suas referências. Um abraço. https://www.youtube.com/watch?v=3rT1etT58Es

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  16. Oi Leo,
    Nada acontece por acaso. Nem o mundo foi construido por acaso. É uma pena que existam ainda tantas pessoas pensando na beira da estrada, assentados em um banquinho esperando a vida passar e vivendo de migalhas. Graças a Deus não é o nosso caso, razão pela qual compartilho feliz deste resgate, e que diga-se de passagem, não tem preço. Quanta coisa boa vem acontecendo com esta procura. Quantos dados novos encontramos com esta pesquisa e muito mais importante ainda, quão verdadeira tem sido todo este esforço. Um levantamento honesto, um trabalho árduo, porém cheio de alegrias, fazendo valer cada minuto de dedicação. Pena que só alguns irão entender a beleza de tudo isso, mas não importa, porque estes outros também têm o direito de permanecerem assim...INOPERANTES. Também quero ressaltar aqui a participação de outras pessoas que estão de outra forma envolvidas neste resgate, mas que não aparecem no blog. Tenho recebido muito apoio, mas muito mesmo.
    Com tudo isso, ganhei mais amigos, descobri mais amigos e me tornei amigo....... de vários outros. Obrigado Léo e também ao Prof. Reinaldo. Vamos manter contato. Zé Carlos

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  17. Estou de volta a comentar nesta reportagem.
    Ouvindo o prof. Reinaldo e falando de Ricardo Nazar, lembrei-me que em uma de seus apresentações de Noel e Chico aqui em Belo Horizonte, tempos atrás, estivemos conversando em seu camarim, eu ele e a minha mãe, quando nos contou que foi aluno do Patesko, o que me deixou muito feliz em saber. Ricardo sabe muito sobre o meu pai. Estou sentindo a sua falta neste blo, Ricardo, apareça........... Alguém pode buscá-lo? Abraços a todos. Zé Carlos

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  18. Olha eu aí de novo. Viajando pelo blo agora, fui visitar o meu amigo de voleibol em Pitangui o Verinho, e lá pude encontrar uma foto que registra a presença de Magalhães Pinto em Pitangui, nos seus 250 anos, em 1965. Mais uma prova do que falamos à Prefeitura se confirma também com esta fala de Verinho e a fotografia.
    Como eu disse, a procura nos fornece respostas importantes, razão pela qual vou continuar a buscar mais e mais provas que reforcem que o Hino do Patesko é de fato o único e indiscutivelmente o Hino de Pitangui.
    Ainda vamos descobrir muita coisa, até mesmo o que foi que aconteceu que ele deixou de ser executado, mas isso no momento é menos importante. Mas estamos de olho......
    Abraços
    Zé Carlos

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  19. ‘...QUEM BEIJOU SUAS MÃOS MATERNAIS NÃO PODE ESQUECER-TE JAMAIS......
    Velhinha adorada.... Pitangui dos salões
    Sua lembrança está nos corações e deles não sairá nunca mais....
    Canção de saudade...

    Com todo o respeito aos que pensam diferente, sem me dirigir diretamente à memória do saudoso Patesko ou seus respeitáveis familiares, amigos e admiradores (alias sou também admirador de sua obra), e muito mais respeito ainda para com aqueles músicos, interpretes, compositores, políticos, e demais interessados no assunto, peço venia para externar minha singela opinião quanto a tentativa de se mudar, ou consagrar, ou impor, ou colocar em discussão, ou rejeitar o que para mim é o único e verdadeiro hino de Pitangui:
    Admiro muito certas instituições centenárias e até milenares e certas sociedades que tudo fazem para preservar suas tradições.
    Diria que eles têm em comum a valorização das tradições de seus povos e/ou ancestrais. Quase nunca mudam os seus ritos ou os seus dogmas, mantêm-se fiéis aos costumes próprios, mesmo que estes sejam, a primeira análise, até incompatíveis com a modernidade.

    Tenho lido publicações em alguns veículos de comunicação de Pitangui criticando o hino, ou como dizem os críticos, a valsa, que todos nós aprendemos a ouvir a cantar a tempos. Melodia que é repetida em comemorações oficiais e extra oficiais pela cidade. Que cantamos baixinho no nosso dia a dia, quando a memória nos conduz a um momento de satisfação, alegria e calma nesta querida Pitangui.
    ‘...QUEM BEIJOU SUAS MÃOS MATERNAIS NÃO PODE ESQUECER-TE JAMAIS......
    Velhinha adorada.... Pitangui dos salões
    Sua lembrança está nos corações e deles não sairá nunca mais....
    Canção de saudade...
    Criticam os novatos, as estrofes e a melodia, colocam defeito em palavras e expressões, atacam por assim dizer as crianças e jovens adultos que passaram por qualquer das instituições de ensino de Pitangui e sabem de cor:
    ‘...QUEM BEIJOU SUAS MÃOS MATERNAIS NÃO PODE ESQUECER-TE JAMAIS......
    Velhinha adorada.... Pitangui dos salões
    Sua lembrança está nos corações e deles não sairá nunca mais....
    Canção de saudade...
    Com todo o respeito, diria de novo, aos que beiram o desespero para cravar seu nome ou o de sua família ou de seu grupo artístico em um novo hino para Pitangui, eu ouso discordar.
    Discordo. Discordo. Discordo. Assim como discordam muitos outros quando, assim como deveriam vir aqui descordar muitos outros que também enchem os ares de Pitangui com a musicalidade de seus outros ancestrais.

    Interessante. Movidos talvez por um objetivo comum, outros novatos pelo país afora tentam vez ou outra mudar o hino nacional brasileiro; alíás, se o hino nacional brasileiro fosse por analogia o de Pitangui, a julgar pelos argumentos dos novatos, ele se transformaria em uma salada de estilos musicais e estaria susceptível de ser mudada cada palavra, cada frase por uma mais adequada na visão dos novatos, que afinal, são poucos e não representam a vontade de todos os filhos de Pitangui.
    ‘...QUEM BEIJOU SUAS MÃOS MATERNAIS NÃO PODE ESQUECER-TE JAMAIS......
    Velhinha adorada.... Pitangui dos salões
    Sua lembrança está nos corações e deles não sairá nunca mais....
    Canção de saudade...

    A despeito de críticas interesseiras (que não constam na postagem acima), este é o verdadeiro hino, sem tirar nem por, na minha singela opinião.
    Deem sossego os novatos, aos casarões, aos salões e a tudo mais. Entendamos o hino como uma eterna prece a nossa cidade e ponto. Não confundamos ainda mais as nossas gerações com tantas injeções de histórias miraculosamente recém descobertas. Na cidade há muito espaço público e fartura de político disposto a perpetuar o nome de honoráveis pessoas, famílias e grupos merecedores de honrarias e homenagens diversas. Mas o hino, ou a valsa não, por favor, desistam desta atrocidade.
    Geraldo Wagner Gonçalves
    Filho adotivo de Pitangui
    Praça Antonio Fiúza
    Pitangui/MG

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  20. José Carlos Xavier de Oliveiraterça-feira, setembro 16, 2014 12:20:00 AM

    Olá Geraldo Wagner,
    Antes de mais nada, gostaria sinceramente de agradecer o seu depoimento, e deixar claro que eu sou pitanguiense, nascido em 1951, e filho de Patesko.
    Deixar claro a você também que não se trata de retirar a valsa, de não cantá-la. Não temos este direito e nem eu e nem a minha família pensamos assim. Gostamos do que ela diz e da melodia. O meu pai também tem várias canções alusivas à Velha Serrana.
    A questão é mais séria. Estamos falando da reinclusão do Hino de Pitangui escrito e musicado pelo Patesko, e que foi apresentado à comunidade pitanguiense pela primeira vez em 1965 ,e que de certo tempo para cá deixou de ser executado nos eventos da cidade.Estamos apenas cobrando o erro histórico e pedindo providências. Longe de nós em querer reescrever um hino ou qualquer outra música. Não se rasura uma assinatura, não é mesmo?
    Se você fosse o autor em uma situação assim, pensaria diferente de nossa postura? Não buscaria os seus direitos?
    Tenho certeza que certas colocações apresentadas em seu texto não devem ter sido, de forma aguma endereçadas a minha família, razão pela qual não vou registrar qualquer comentário.
    Geraldo pelo fato de você dizer que conhece a obra de meu pai, com certeza verá lá o Hino da cidade escrito e musicado por ele.
    Pode acreditar que estou muito sensibilizado com o seu texto, afinal de contas ninguém é dono da verdade até que se prove o contrário. Vejo que ama Pitangui como a minha família e quer o melhor pra ela. Precisamos de gente assim. Você falou com a alma.Coisa rara hoje em dia.
    Abraços.
    José Carlos Xavier de Oliveira

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    Respostas
    1. Caríssimo José Carlos Xavier de Oliveira,
      Agradeço imensamente ter gasto seu precioso tempo para dirigir-me algumas palavras francas. Na maioria das vezes algumas pessoas, diante de contrariedades, elegem tornar invisível quem contraria, contando com a ação do tempo para que as idéias do critico caiam no esquecimento. Aí cometem um grande equívoco porque é mais um assunto mal resolvido, mais uma pedrinha no ombro que se soma a massa mãe de pedrinhas da vida. Então proponho abanar esta poeirinha assim:
      Pelo meu ponto de vista, em dois tempos:

      Primeiro tempo:
      Dar tapinhas nas costas do Marcilio, nosso respeitável Prefeito e receber dele outros múltiplos tapinhas nas costas não é garantia de se trazer de volta o hino de Patesko, é uma ilusão.
      O prefeito, é um grande operador do direito, muito respeitado no TJMG e por quem milita no judiciário, ele sabe muito bem que diferentemente de nós, cidadãos comuns que podemos fazer tudo que a lei não proíbe, ele, como prefeito, SÓ PODE FAZER O QUE A LEI MANDA!
      E sabe o que a lei manda neste caso específico? EDITAL. Ou seja, a convocação de interessados, submetidos às mesmas regras, para participarem de um concurso para a escolha do hino oficial de Pitangui, que podem ser o de Patesko, Ranulpho Nunes ou qualquer outro. Se isto acontece, pode ser que outros tão renomados compositores e interpretes existentes em nossa cidade lancem mão da grandiosa oportunidade e vençam. E aí?

      Segundo tempo:
      Nosso povo está muito bem representado pelos vereadores reunidos na nossa casa(nós povo), ou seja, na Câmara de Vereadores. Tenho certeza que a presidência da casa está lá olhando distraidamente para outros lados, por enquanto, até que a demanda chegue pelas mãos de tal presidente ou pelas mãos de seus pares.
      Mas que demanda?
      Suponhamos que os defensores do hino, ou como desejam outros, os defensores da valsa de Ranulpho Nunes se articulem para, sem mudar o hino, dar-lhe nova interpretação (interpretação de outra pessoa, ou pessoas), utilizando as necessárias técnicas digitais de sonorização e voz. Isso é possível e até necessário, uma vez que a melhor sonorização se obtém utilizando-se tais tecnologias digitais. A quem recorrer para sacramentar o ato? Ao legislativo é claro. Evidentemente que não vou me alongar em alguns aspectos, até porque não me cabe, mas a Camara Municipal de Pitangui sabe muito bem do que estou falando e sabem perfeitamente o que fazer legalmente se tal demanda for parar lá.

      Se não for mais ou menos assim, nestes dois atos, sabe o que acontece? Qualquer cidadão, associação ou classe (inclusive nós, apaixonados pelo hino de Ranulpho Nunes) pode mobilizar o fiscal da lei, o MPE, que tão bem se faz representar em Pitangui, e fazer deste assunto um eterno lenga-lenga no judiciário.

      ENTÃO MEU AMIGO (JÁ O CONSIDERO ASSIM), CREIO QUE DEIXAR AS COISAS COMO ESTÃO, ALIMENTANDO ESTA SAUDÁVEL RIVALIDADE ENTRE VOCES É O MELHOR A FAZER, É MELHOR PARA TODOS.
      Melhor para a sua família, porque afinal a disputa instiga a luta e a busca de melhores resultados dos artistas seus parentes, e para nós outros, que afinal receberemos estímulos de felicidade e satisfação em nossas memórias ouvindo Ranulpho o que nos remete a família Nunes, repleta que é de parentes seus. De todas as formas vocês estarão lucrando.

      Para terminar, diferentemente daquele que muito gosto, admiro, respeito e valorizo pelo seu caráter, honestidade, inteligência, simplicidade e determinação, Vandeir (já me permitiram os donos do blog que eu postasse em datas pretéritas vários elogios a ele), o meu querido “Indiana Jones”, sempre aplaudo de pé ao final da apresentação do hino de Ranulpho Nunes e, tenha certeza absoluta, que também irei aplaudir, de pé e de frente, ao final de eventual apresentação do hino de seu saudoso pai Patesko.
      Agora feche os olhos e sinta:
      ‘...QUEM BEIJOU SUAS MÃOS MATERNAIS NÃO PODE ESQUECER-TE JAMAIS......
      Grande abraço.
      Peço a todos que se não me compreenderem, ao menos que me perdoem, mas continuo discordando.

      Geraldo Wagner Gonçalves
      Praça Antonio Fiúza
      Pitangui/MG.

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  21. Caro Geraldo Wagner,
    é sempre bom receber seus comentários aqui no blog. Nesse nosso trabalho VOLUNTÁRIO em prol da cultura pitanguiense, estamos tentando mostrar um erro histórico com relação ao hino pitanguiense. Sugiro-lhe rever a história pitanguiense recente, pois nela você encontrará um norte e talvez respostas para sua convicções.

    Grande abraço do pitanguiense Dênio Caldas

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  22. Entendi perfeitamente caro Denio.
    Estou saindo agora da discussão.
    Grande abraço.
    Wagner.

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