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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pitangui 299 anos - Programação

         
Confirma a programação dos festejos de 299 anos de Pitangui.
Prestigie Pitangui rumo aos seus 300 anos de história. Participe!
 

Clique nas imagens para ampliá-las.

 
Cinema na Praça, Cultura na Rua!
 
 
 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pitangui e o Censo de 1872

Nesta postagem apresentamos os dados referentes ao Censo de 1872, com informações muito interessantes sobre a população pitanguiense naquele período, como você poderá observar nas imagens abaixo. Para melhor visualizar as informações clique sobre as imagens.




Dentre as informações presentes neste documento chamou-nos a atenção os dados referentes à instrução pública. Percebe-se a baixa frequência escolar das crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos. A causa desta baixa frequência está relacionada a vários fatores, como ausência de escolas nas áreas rurais do município, desinteresse dos pais em matricular os filhos nas escolas existentes, a necessidade de braços no trabalho na roça em épocas de plantio e colheita, dentre outros fatores. O número de analfabetos no município é elevado, principalmente, entre as mulheres. O documento também aponta a ausência dos filhos de escravos matriculados nas escolas. Devemos lembrar que, em 1872, a área do município de Pitangui era superior a atual.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Por uma causa nobre!


O ciclismo é uma prática esportiva que está ganhando cada vez mais adeptos em Pitangui. Unindo o útil ao agradável os ciclistas da cidade promovem neste 1º junho o Pedal Solidário e o evento deste ano será em prol da APAM. A Associação de Proteção e Amparo ao Menor vem prestando um valioso trabalho que beneficia crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e está levantando recursos para a construção de sua sede. O Pedal Solidário acontece à partir das 8 horas com concentração na Rodoviária Velha. Não deixe de participar, contribua com a quantia que puder e pedale por uma causa nobre!

Local da futura sede da APAM.
 Maiores informações pelo telefone: (37) 3271-5508. 


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Pitangui um museu a céu aberto!

 As carrancas do Chafariz.
Fotos:  arquivo do Blog.

De acordo com o dicionário Online Português Museu significa: "s.m. Na Antiguidade, templo das Musas. Pequena colina de Atenas, consagrada às Musas. Parte do palácio de Alexandria onde Ptolomeu I tinha reunido os mais célebres filósofos, e onde ficava sua famosa biblioteca. (Nestes dois últimos sentidos, escreve-se com inicial maiúscula.) Grande coleção de objetos de arte e de ciência. Prédios onde se encontram essas coleções. Fig. Casa onde se encontram coisas diversas, antigas, sem uso".

 A capela da Cruz do Monte.

Mas na prática, o seu significado é mais amplo. Um museu não é apenas um lugar onde aguarda-se coisas velhas, que caíram em desuso. Um museu pode ser interpretado como um local que liga gerações, uma linha do tempo por meio da qual as pessoas do presente e do futuro têm acesso aos saberes e aos modos de fazer de seus antepassados. Ou seja, observando utensílios, objetos e construções é possível conhecer alguns hábitos e práticas de antigamente.

 A capela do Bom Jesus.

Em Pitangui, além do seu valioso arquivo documental e artístico administrado pelo Instituto Histórico (cujo prédio passa por um processo de restauro), há também um museu a céu aberto. Para identificá-lo é só observar o cotidiano, o contorno das igrejas, os sinos, os detalhes dos monumentos e espaços públicos, as pedras das ruas e a diversidade do casario que representa vários estilos de construção de épocas diferentes.

 O sino da Igreja de São Francisco.


Estas são características importantes que compõem a beleza e a diversidade desta cidade, fazendo de Pitangui uma urbe ímpar, única e atemporal. Nestes tempos de modernidade, que nós possamos cada vez mais valorizar, resgatar e divulgar o nosso passado, rumo aos [e depois dos] 300 anos de história.

O Morro do Batatal.

O Sino da capela da Penha.

Detalhes da Praça do Jardim.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

"Assim Conta o Mineiro"

A capa do livro.

O escritor pitanguiense Jorge Mendes Guerra Brasil, aos 68 anos, lança mais um livro. A 6ª obra literária de sua carreira se chama “Assim Conta o Mineiro” e tem 164 páginas recheadas de causos inéditos. O jornalista e também pitanguiense Ricardo Welbert assina os desenhos da capa e do miolo e se diz feliz com o convite  para participar do livro. “Sempre admirei o trabalho do Jorge. Para mim, foi um prazer ter acesso aos rascunhos do novo livro e liberdade para criar os desenhos. Acho que o resultado final vai ser bacana”, comenta. O lançamento ocorrerá na próxima sexta dia 16 e o Welbert é quem nos conta mais sobre este "fazer cultural", confira:

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O ilustrador, a obra e o escritor.
Fotos: Acervo do Ricardo Welbert.
Por: Ricardo Welbert.
Na obra, o autor expressa a linguagem do homem do sertão e defende, com unhas e dentes, a mineiridade. “Dedico este livro exclusivamente ao meu querido povo mineiro, do qual, tão orgulhosamente, faço parte. Seu modo de viver, agir e falar é uma confirmação da boa fama do mineiro em outros rincões brasileiros”, diz Jorge. Na avaliação do escritor, o povo mineiro tem características que podem causar estranheza a quem pertence a outro estado e, mais ainda, a outro país. “Mineiro come quieto, pelas beiradas do tacho, esperando sua hora. Só fala o que pensa e pensa no que fala. Mineiro é prudente e desconfiado. Fala menos e escuta mais. Se mineiro perde o trem, é porque o trem passou adiantado”, explica. Estas e outras formas tipicamente mineiras de ser e agir marcam presença no livro. “Os causos de nossa querida Minas Gerais são uma fonte inesgotável, da qual quanto mais bebemos, mais ela jorra. Sinto, portanto, que tenho ainda uma longa estrada pela frente. Tenho muito caminho a percorrer, mas sinto-me animado com essa perspectiva. Posso mesmo afirmar que essa é a minha sina”, comenta. O novo livro de Jorge traz uma lista de expressões tipicamente mineiras, como dizer que alguém “só quer saber de água fresca e sombra fria”, que está “que nem siririca no terreiro”, “cheio de rolinhos por aí”, “falando como maritacas”, “criando raízes” ou “comendo canela de veado”. O leitor vai se deparar com estes e outros termos, destacados em negrito e explicados em uma espécie de dicionário mineiro anexado ao fim do livro.

O lançamento será na próxima sexta-feira, 16/5, no espaço Pitangui Clube (antigo Lions Club, à rua Antônio Filgueiras), a partir das 19h30. Haverá noite de autógrafos.
O livro já está sendo vendido antecipadamente, a R$ 35. Para reservar, basta ligar para o autor, no (37) 3271-5987 ou 9971-3728.
Obras de Jorge
O primeiro livro de Jorge Mendes Guerra Brasil, “Pitangui em Trovas, Versos e Prosas”, foi lançado em 2004.
No ano seguinte, veio “Percorrendo Pitangui”.
O terceiro saiu em 2007, intitulado “Minhas Rimas, Minha Terra, Nossas Histórias”.

“Minhas Gerais” veio em 2009.

Em 2012, foi lançado o livro “Pitangui em Mosaico”, do qual ele foi um dos organizadores.

No mesmo ano, lançou “Eu Era Feliz e Não Sabia”, sua obra preferida. “Neste último livro, expresso as lembranças da minha infância, que ainda estão bem vivas em minha memória”, conta.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O dia em que o "demoin" apareceu para o "Santinho" pitanguiense

     Meu pai (José Alves de Campos Filho - Santinho - 1930-2011) nasceu e foi criado na fazenda do Mandassaia, situada a direita do povoado de Campo Grande, a cerca de seis quilômetros de Pitangui. Assim como o restante da família foi criado para o trabalho dentro de uma educação extremamente rígida que era voltada exclusivamente para as atividades produtivas da propriedade. Meu avô, dizem, era o supra sumo da ignorância e assim impunha a condição de vida para toda a família. A diversão praticamente não existia, quando muito se resumia nas festas religiosas ou casamentos. Desta forma ele não teve acesso a nenhum tipo de cultura que não fosse a religiosa e a música de raiz entoada com sanfona e viola e também era facilmente hipnotizado com o som das bandas que tocavam nas festas de São João.

José Alves de Campos Filho - Santinho

     Com esta formação era natural que estranhasse tudo aquilo que fugia ao seu conceito de mundo correto, musicalmente abominava tudo aquilo que não fosse música de raiz. Passava horas escutando Tonico e Tinoco, Lourenço e Lourival, etc.. Com a ida para Contagem passou a conviver com uma realidade que para ele era torturante e dentro de uma visão institivamente preconceituosa criticava os conjuntos que se apresentavam na televisão quando costumava a se referir a baixos e guitarras como “violão de maconheiro”.
Um dia, assistindo ao Jornal Hoje (não perdia nenhum noticiário), começa a ser exibida uma matéria sobre a banda KISS, ainda não estavam mostrando imagens da banda, mas ao fundo já se ouvia o som do hard rock que era tocado. De imediato começou a fazer críticas e se voltando para minha mãe já se adiantou:

 - Santa, isso é coisa do “demoin”
-  Só pode ser coisa do “demoin”, Santa
-  Vê se isso não é coisa do “demoin”, Santa

     Minha mãe já impaciente com as críticas contestou:

- Deixa de ser bobo Santinho, onde já se viu o “demoin” aparecer na televisão.

     Eis que na tela aparece Gene Simmons vocalista da banda com aquela maquiagem realmente demoníaca e colocando sua enorme língua para fora balançando-a freneticamente. Era a confirmação de toda desconfiança do meu pai:

-  Olha lá Santa ! Vê se aquilo não é o “demoin”! Vê se uma pessoa normal tem uma língua daquele tamanho! É o “demoin”, Santa!

Gene Simmons - baixista/vocalista da banda Kiss - Fonte: Internet

     Nisso Alvimar meu irmão já se contorcia em gargalhadas vendo meu pai ser justificado em suas convicções. Mal sabia meu pai que o apelido de Simmons dentro do folclore da banda é justamente The Demon – O Demônio.

Vandeir Santos


Nos seus 300 anos as histórias e estradas de Pitangui também são Reais

domingo, 11 de maio de 2014

Um documentário para os 300 anos

Pitangui - Brasília.
Há exatos 8 meses iniciávamos o projeto de um documentário sobre os pitanguienses residentes em Brasília, suas histórias, lembranças e perspectivas sobre os trezentos anos de Pitangui. Após a elaboração do roteiro, revisões, filmagens, encontros e edições (tudo nas horas vagas), temos a satisfação de divulgar que o vídeo amador foi concluído. Logicamente não foi possível encontrar todos os conterrâneos que moraram, moram, estiveram ou estão na Capital Federal desde a sua existência. Mas as dezessete entrevistas que resultaram num documentário de 46 minutos representam bem a nossa terra, este movimento migratório ao longo de décadas e a ideia de que a grande festa dos 300 anos deve ser feita com a soma de esforços.
Em edição.
Num paralelo entre as duas cidades, em um misto de irreverência, boas lembranças e reflexões sobre este importante acontecimento (o tricentenário), o doc é um singelo presente para os 300 anos de Pitangui. Neste mês de maio haverá uma apresentação em Brasília para os participantes do projeto e estamos buscando parcerias para uma exibição no mês de junho, em Pitangui. Posteriormente disponibilizaremos o trabalho aqui no Blog. Em breve, mais informações.
 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O IEPHA e Pitangui - Dois pesos e duas medidas

     Não há quem não se encante com a imponência do casarão  do Monsenhor Vicente após a reforma promovida pelo empresário Haroldo Vasconcelos. Após meses de trabalho intenso, de buscas por acessórios que dessem ao conjunto uma coerência em relação a sua representatividade histórica a população de Pitangui viu renascer uma jóia arquitetônica do século XIX com um capricho que talvez a cidade não verá em nenhum outro imóvel antigo remanescente.

     Mas nem todos enxergam a reforma com os olhos do encantamento, é o caso do IEPHA-MG - Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, que obedecendo a um conjunto de regras que visam disciplinar a reforma de imóveis históricos de maneira a lhes garantir originalidade, está pressionando Haroldo a remover o acabamento lateral do casarão que se constitui de pedras rústicas (almofadadas). Ao meu ver e, acredito, aos olhos de 99% da população é um detalhe que em nada prejudica o conjunto da obra e é mais provável que um percentual bem próximo a este elogie o detalhe.

Lateral do casarão - Foto: Vicente Oliveira

   "Dura lex sed lex" e já que o IEPHA ignora exceções e que o detalhe não passou despercebido aos fiscais do orgão, é justo que a lei seja ampla e irrestrita e qualquer obra que esteja irregular seja tratada da mesma forma! O que me diria este criterioso fiscal a respeito de uma escada revestida de granito andorinha geometricamente aparado dando acesso a lateral de uma igreja do século XIX? E o pior, fazendo conjunto com uma outra escada ao lado, originalmente constituída de pedras amorfas originais do período de construção do templo! E uma aberração dessa o IEPHA não vê? E que não se justifique o fato com a falta de matéria prima, a serra da Cruz do Monte tem toneladas de pedra que serviria muito bem ao propósito. Me refiro a uma das escadas laterais da igreja de São Francisco que vem passando por reformas e que neste processo teve um acesso lateral revestido com granito polido que em nada combina com o conjunto. Houve aprovação? Por quem? Teria sido pelo IEPHA?

Escada com revestimento de granito - Foto Vandeir Santos

     Em uma cidade onde tudo é muito difícil, onde a conscientização histórica ainda é muito fraca e onde existem pouquíssimas iniciativas privadas no sentido de se conservar o patrimônio histórico, detalhes que talvez o IEPHA desconheça, a de se levantar as mãos pros céus e agradecer a Haroldo pela sua atitude quase que filantrópica uma vez que levará muitos anos para reaver os milhões que ele gastou na reforma. E não se pode aceitar que um bonito acabamento de pedras almofadadas seja motivo de perturbação para uma atitude tão benéfica ao patrimônio pitanguiense.

Vandeir Santos

Nos seus 300 anos as histórias e estradas de Pitangui também são Reais

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Paisagens e caminhos


Nos arredores de Pitangui muitas estradas e caminhos revelam belas paisagens naturais e históricas.

 
Através de sua lente, o fotógrafo Paulo Salatiel compartilha conosco um pouco dessa beleza, na região do Cunha.
Um coqueiro e um casarão secular no meio do caminho. 

Fotos: Paulo Salatiel.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Minha máquina nas mãos de um artista

     No feriado da semana santa fui ao cemitério de Pitangui fotografar alguns túmulos para uma pesquisa genealógica que estou fazendo e na porta se encontrava o fotógrafo pitanguiense Nicodemos Rosa que me acompanhou no trabalho de procura pelas lápides.
     Em determinado momento ele sugeriu uma foto em determinado ângulo e de imediato passei minha máquina para as mãos milagrosas do Nicodemos. O resultado pode ser visto abaixo:



                                     



Vandeir Santos

Nos seus 300 anos as histórias e estradas de Pitangui também são Reais

domingo, 4 de maio de 2014

Procissão do Fogaréu da Santa Cruz

Ontem acompanhamos a Procissão do Fogaréu da Santa Cruz, que não ocorria desde 1938. Um exercício de fé muito bonito, mas que precisa ser reapresentado à comunidade cristã católica de Pitangui, para que todos possam entender o seu significado. Penso que as pessoas mais bem preparadas para isto seriam os párocos de nossa cidade, que durante as missas poderiam dedicar um tempo para falar sobre o significado religioso desta procissão. Pena que poucos acompanharam.


O historiador pitanguiense, Marcos Antônio "Barrica" de Faria já havia encontrado, em suas pesquisas no Instituto Histórico de Pitangui registros sobre esta procissão.


A procissão, que foi organizada pela Secretaria de Cultura de Pitangui contou com a participação de integrantes do grupo de orações "Filhos de Maria", que conduziram as tochas até à Capela da Cruz do Monte e, também foi acompanhada por um grupo de fiéis.



Esperamos que a procissão aconteça no próximo ano e, que tenha um maior número de participantes.