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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Beira de Balcão: O Toucinho


Na primeira quinzena de junho, de 1988, o jornal "Correio de Pitanguy" trazia a coluna "Beira de Balcão", escrita por João Batista de Freitas, o "Jonba", mas que naquela edição fora escrita por Marcos Antônio de Faria, o "Barrica", que ocupava interinamente aquele espaço. Reproduziremos abaixo a crônica de Barrica intitulada "O Toucinho". 

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BARRICA (INTERINO)
O TOUCINHO

M... e L... era amigos inseparáveis de pescarias, que realizavam de seis em seis meses, em companhia de dois ou três outros amigos. 
Divertimento bom, andar pelas matas verdes, sentindo o chão firme sob solas solas dos pés, escutar o gorjeio dos pássaros, aspirar o perfume das flores silvestres, sentindo o ar puro batendo no rosto.
Ainda mais agradável, ficar sentado à beira do rio, caniço à mão, cigarro de palha no canto da boca para espantar os mosquitos, vendo o rio correr manso à espera de uma beliscada de peixe.
Numa pescaria em região desconhecida, ainda não visitada, ocorreu afastarem-se demasiadamente do acampamento, perderam o rumo, não achando o caminho de volta.
Depois de muito andar foram bater à porta de uma choupana perdida no meio da mata.
Atendeu à porta uma velhinha toda enrugada, cabelos  desgrenhados, desdentada, vestes rotas.
- Vamos entrar, sô moços! Está escurecendo, podem passar a noite aqui, tem um quartinho desocupado, amanhã indico o caminho para vocês...E tô cozinhando um guisado de cabrito, devem estar com fome, a casa é de vocês.
M reparou na sujeira da casa, teias de aranha por todos os lados, um porquinho deitado num canto, montes de lixo no meio da casa, panelas pretas de carvão, pratos sujos, sentiu nojo, olhou para L...viu que ele sentia a mesma coisa.
Os outros comeram tranquilos do guisado, M e L nem provaram. De madrugada, dormindo amontoados no quartinho, M...acordou e cutucou L...
- L..., tô doido de fome. E você?
- Eu também!
- Levanta, vamos ver se achamos alguma coisa para comer.
Pé, ante pé, foram até a cozinha e viram, perto do fogão, um pedaço de toucinho dependurado numa ripa do teto baixo.
Num instante o toucinho estava na panela. Com o estômago saciado foram dormir.
No dia seguinte, bem cedo, tomando café, escutaram as queixas da vela:
- Preciso arranjar um gato. Tá aparecendo rato nesta casa. Os danados esta noite comeram o toucinho que eu usava para passar na hemorróida...



terça-feira, 29 de julho de 2014

Patesko Nunes & Waldir Silva


O jovem Prof. Patesko com um aluno aplicado, em Pitangui. 
(Fotos cedidas por José Carlos Xavier de Oliveira, filho do Prof. Patesko) 

Na postagem de hoje falaremos sobre dois notórios da música de Pitangui. O mestre era pitanguiense nato e o aluno ilustre, nascido em Bom Despacho, era pitanguiense adotivo, de coração, que foi abraçado por esta terra. Você sabia que o grande músico Waldir Silva era discípulo do Patesko Nunes? O professor Patesko é autor de diversos arranjos, músicas e do Hino a Pitangui conforme mostramos na postagem de sábado passado. E, nesta oportunidade, ainda em tempo, também homenageamos o saudoso Waldir Silva, falecido em setembro de 2013, que muito elevou o nome de Pitangui através da música. Confira a matéria abaixo:
Banda pitanguiense com Patesko Nunes na bateria.
 DOIS TALENTOSOS MÚSICOS DO ALTO SÃO FRANCISCO
(do mestre pouco conhecido ao discípulo famoso)
Por Luiz Otávio Savassi Rocha (Out/2013)
savassi@estaminas.com.br
 
José Nunes de Oliveira (17/10/1924 – 6/11/1992), cognominado Prof. Patesko, recebeu tal alcunha em face de sua semelhança física com Rodolfo Barteczko (12/11/1910 – 13/3/1988), vulgo Patesko, filho de poloneses, atleta profissional do Botafogo de Futebol e Regatas e o primeiro paranaense a figurar na seleção brasileira de futebol em copas do mundo.
 
Compositor inspirado e violonista autodidata, familiarizado com os acordes dissonantes da Bossa Nova, Prof. Patesko chegou a lançar, sob forma de livro, um método para o estudo de seu instrumento predileto – Violão a jato –, fruto, segundo suas próprias palavras, de “30 anos de experiência”. No prefácio desse livro, assim se expressa o talentoso professor, adepto da aprendizagem “por música”: “Sou um homem que não tem vaidade pessoal e nenhum interesse me move. Mas acontece que frequentemente encontro pelas ruas pessoas que me fazem, como por exemplo, perguntas assim: ‘Patesko, como pôde você decorar tantos acordes e nunca os esquecer?’. A tais pessoas, respondo que nunca decorei e nem me preocupo em decorá-los. Eu apenas os armo na hora, graças aos meus conhecimentos musicais.” 

Imbuído desse espírito, Prof. Patesko ministrou memoráveis aulas de música para dois de meus filhos – Alexandre (violão) e Guilherme (cavaquinho); ademais, com a participação, na flauta, do Renato, meu filho caçula – discípulo do saudoso Juvenal Dias –, montou  um  trio musical nos moldes do chamado Choro Carioca (Choro do Callado), nome atribuído ao conjunto criado pelo compositor e instrumentista Joaquim Antônio da Silva Callado na segunda metade do século XIX (composto, então, por flauta – instrumento solista –, cavaquinho e dois violões).

Muito antes, porém, nos anos 1940, em Pitangui, a “Sétima Vila do Ouro”, sua terra natal, o jovem Patesko converter-se-ia no primeiro professor de cavaquinho de Waldir Silva (28/5/1931 – 1/9/2013) que, egresso de Bom Despacho, aportou ainda criança naquela cidade. Ao saber que o novo aluno adotava a afinação natural – Ré, Sol, Si, Mi –, de modo a transformar seu rudimentar instrumento, construído com cravelhos de pau, numa espécie de “violãozinho”, aconselhou-o, não sem lhe criar alguma dificuldade, a adotar a afinação tradicional – Ré, Sol, Si, Ré –, que considerava a mais adequada.

Quis o destino que eu me tornasse amigo tanto do Prof. Patesko quanto de Waldir Silva, e que, ao final de suas trajetórias terrenas, eu me tornasse médico de ambos. Antes, porém, no final dos anos 1980, promovi um inesquecível sarau em minha casa, com as presenças do mestre e do discípulo, além dos músicos Geraldo Vianna, Paulo Freire dell’Isola (Paulinho 7 cordas) e Oszenclever Camargo de Carvalho. Essa reunião afetivo-musical teve o condão de despertar nos dois convidados especiais as mais gratas recordações. 

Em sua bem-sucedida carreira musical, Waldir Silva notabilizou-se por ter ajudado a tirar o cavaquinho da “cozinha” e levá-lo para a “sala”, para usar uma linguagem familiar aos chorões; ou seja, por ter ajudado a promover a ascensão do instrumento, que, em suas mãos, passou de mero coadjuvante (“cavaquinho-centro”) a ator principal (“cavaquinho-solo”), a exemplo do que haviam feito, a partir dos anos 1940, Aníbal Augusto Sardinha (Garoto) e Waldir Azevedo, principais responsáveis por essa mudança de paradigma. A propósito, no programa Memória e Poder, levado ao ar pela TV Assembleia em fevereiro de 2009, Waldir Silva credita sua opção pelo “cavaquinho-solo” sobretudo à influência que sofreu de Waldir Azevedo que, ao levar o cavaquinho para a “sala”, auferiu enorme sucesso, dentro e fora do Brasil, bastando citar, para comprová-lo, o caso de Delicado, composição datada de 1951: quando de uma tournée musical pelo Oriente Médio, o compositor carioca deparou, numa tenda árabe onde se vendiam souvenirs, com uma caixinha-de-música artesanal que, para seu encantamento – e para espanto do vendedor –, tocava o famoso baião. Por conseguinte, para que obtivesse algum destaque em face do extraordinário prestígio do músico homônimo, Waldir Silva precisava levar seu instrumento para a “sala” de forma criativa e original. Foi, na verdade, o que fez, graças ao seu invulgar talento e ao apoio que lhe deu Hervé Cordovil, maestro mineiro radicado em São Paulo. Valendo-se da condição de radiotelegrafista, gravou, em 1961, a composição Telegrama musical, baseada, toda ela, no Código Morse, composição essa que se tornaria uma espécie de hino dos telegrafistas brasileiros e que lhe abriria, definitivamente, as portas do sucesso.

Ao contrário do que muitos pensam, Waldir Silva não tocou apenas cavaquinho. Tanto assim que, numa palestra sobre o Choro, ilustrada com fragmentos de peças musicais, por mim proferida na Funarte, em 6/4/2009, reproduzi, para surpresa geral, trecho do choro-canção Porto dos Casais, por ele interpretado em solo de viola caipira na última faixa do CD Os sucessos (Copacabana/EMI, 1998). Essa singela homenagem muito o emocionou, pois, encontrando-se na plateia, foi calorosamente aplaudido por todos os presentes. A título de curiosidade, ressalte-se que o referido choro-canção, cujo título evoca o antigo nome da capital gaúcha, foi composto por Jayme Lewgoy Lubianca, engenheiro agrônomo de ascendência judaica que, junto com alguns companheiros, fundaria, em 1989, o Clube do Choro de Porto Alegre. O fato de ter prestado a Waldir Silva uma homenagem em vida tem me servido como lenitivo e consolo após a perda do querido amigo. Homenagem maior, porém, prestou-lhe o consagrado músico Flávio Henrique, dedicando-lhe inspirado choro, composto em 1º de setembro de 2013, ainda sob o impacto de sua morte, ocorrida naquele mesmo dia. Abaixo, reproduz-se a partitura, gentilmente cedida pelo autor.


À guisa de arremate, devo dizer que, em março de 2013, fui testemunha de uma cena por demais comovente, protagonizada pela filha de uma paciente: ao se deparar, em meu consultório, com a inconfundível figura de Waldir Silva, a quem “adorava”, e cujos discos possuía-os todos, iluminou-se-lhe o semblante, de modo a reforçar em mim a convicção de que os artistas queridos pelo povo estão incluídos entre os grandes benfeitores da humanidade.



Waldir Silva.

Participou desta postagem: Dênio Caldas.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Arremate da Folia de Reis

No sábado dia 19 de julho eu e Marcos Faria (Barrica) caminhávamos pelo bairro Morada do Sol em busca de antigas minas quando fomos convidados por moradores locais para o arremate (finalização dos festejos) da Folia de Reis dos moradores da comunidade de Manoel de Souza, situada na região norte do município de Pitangui.

Criança com a bandeira da Folia de Reis da comunidade de Manoel de Souza
Foto: Vandeir Santos

Os "Três Reis Magos" e a dona da casa com a bandeira da Folia
Foto: Vandeir Santos

A Folia de Reis é uma festa católica onde um grupo composto de músicos e elementos fantasiados, representando os Três Reis Magos, entoam cantigas de louvor aos três reis e ao Menino Jesus. Normalmente em nossa região ela se inicia dia 25 de janeiro e é finalizada dia 6 de janeiro, quando se comemora o "dia de Reis". O festejo temporão que presenciamos na cidade se deu em virtude de contratempos que impediram o encerramento das comemorações na comunidade e na data habitual.

Dança da Folia - Foto: Vandeir Santos

Dança com paus - Foto: Vandeir Santos

A folia se inicia com o grupo de lado de fora da casa se apresentando e solicitando licença para entrar cantando em versos. Permitida a entrada, o dono da casa recebe a bandeira e inicia-se um ritual de dança folclórica, uma espécie de sapatiado que em determinado momento é complementada com paus onde simulam uma batalha. A fim da dança o grupo entoa os versos de despedida e recolhe a bandeira novamente. O dono da casa fornece a comida que varia do café ao almoço ou janta dependendo do horário. No nosso caso era uma farta janta.

Criança dançando na Folia - Foto: Vandeir Santos

Um fato que nos chamou a atenção foi a participação do filho de um dos membros do grupo que apesar da pouca idade já demonstra habilidade bastante para participar efetivamente da festa. Isto representa a esperança de que as novas gerações possam perpetuar a tradição, garantindo a Pitangui mais 300 anos de cultura e fé.

Vandeir Santos


domingo, 27 de julho de 2014

Um pouco da história de Dirceu Xavier - Parte I

Foto: acervo Família Xavier


Esta é a primeira parte da postagem dedicada ao pitanguiense Joaquim Dirceu Xavier, que tem seu nome marcado na história de Pitangui, dentre outras coisas, por ter sido atleta e técnico do Pitangui Esporte Clube (PEC), proprietário do Cine Pitangui e do famoso "Bar do Dirceu", editor do jornal "Município de Pitangui", além de ter sido eleito vereador. No próximo domingo, três de agosto, publicaremos a segunda parte.


Foto: acervo Família Xavier
Dirceu Xavier, como é popularmente conhecido em Pitangui trabalhou no antigo Banco Hipotecário, quando se transferiu para a cidade de Curvelo, onde conheceria sua futura esposa, Arlene Queiroz Xavier. O casal teve seis filhos: Ângela Queiroz Xavier Lopes, Angélica Queiroz Xavier, Adma Queiroz Xavier da Gama, Ana Rute Queiroz Xavier, Joaquim Dirceu Xavier Júnior e Carla Queiroz Xavier.


Foto: acervo Família Xavier
Posteriormente, o casal retornou à Pitangui, quando Dirceu Xavier abriu um estabelecimento comercial, onde, segundo Angélica Xavier, "vendia-se todo tipo de produtos alimentícios". Este estabelecimento, inaugurado, por volta de 1952, funcionou no imóvel onde, até a pouco tempo, funcionou a Pizzaria do Betinho, próximo à Pousada Monsenhor Vicente.


Foto: acervo Família Xavier
Ainda, segundo o relato de Angélica Xavier, os estabelecimentos comerciais de seu pai eram sempre conhecidos por seu nome, como por exemplo: "Armazém do Dirceu" e "Bar do Dirceu". Outro estabelecimento comercial de sua propriedade funcionou próximo à residência de Esperidião "Peri" Cecin, onde vendia frutas, verduras, aves, etc.

Foto: acervo Família Xavier
Dirceu Xavier foi jogador do Pitangui Esporte Clube (PEC), time do qual seu pai fora um dos fundadores. Posteriormente tornaria-se técnico da equipe, ganhando vários títulos contra o principal adversário, o CAP. Angêlica e Adma Queiroz Xavier nos relataram que nesta época a rivalidade entre as duas equipes era muito grande:

"Nessa época era uma rivalidade igual Cruzeiro e Atlético. Dava briga,
 foquete nas portas da gente, mulher rolando na rua e tudo."
                            
                                         Angélica Xavier



Foto: acervo Família Xavier

A rivalidade entre o PEC e o São Francisco também era grande e, por vezes terminava em pancadaria. Angélica Xavier nos conta um momento tenso, que marcou esta rivalidade:

"[...] uma vez meu pai retornou a ser técnico, eu e a Adma morávamos em BH e viemos pro jogo contra o Caveirinha. Quase morremos...apanhamos na rua, quebraram meus óculos... quando conseguimos chegar lá em baixo o papai apareceu com Zé Inácio pra socorrer a gente."

Foto: acervo Família Xavier


Assista ao vídeo abaixo produzido em comemoração aos 80 anos de Dirceu Xavier.







Foto: acervo Família Xavier
Na segunda parte desta postagem contaremos mais um pouco da trajetória de Dirceu Xavier, abordaremos o período em que foi proprietário do cinema, o tradicional "Bar do Dirceu", entre outras coisas.

Foto: acervo Família Xavier

Foto: acervo Família Xavier

Foto: acervo Família Xavier


Dirceu Xavier também foi vereador em Pitangui, por um mandato, no início da década de 1960. Por mais de uma vez foi homenageado pelos poderemos Executivo e Legislativo local. Pessoa bem relacionada teve como amigos Luizotti , Edson Vasconcelos (Rebolo) Paulo Vasconcelos Carvalho, José Inácio, Dr. Marcial, Plinio Malachias, dentre outros.

Foto: acervo Família Xavier


Agradecemos à Angélica e Adma Queiroz Xavier por nos fornecerem as fotos, vídeo e depoimentos, que permitiram a elaboração dessa postagem. Sem a cordial colaboração de vocês não poderíamos promover mais um resgate da memória histórica de Pitangui.

sábado, 26 de julho de 2014

Sim, Pitangui sempre teve hino !!!

Recentemente veiculamos uma matéria aqui no blog, na qual sugerimos a composição de um hino para Pitangui, que abrangesse mais características predominantes da cidade. Porém, não analisamos um passado recente da nossa história, onde consta que em meados da década de 1960, foi composto pelo saudoso José Nunes Oliveira, o Patesko, o hino a Pitangui. Coincidentemente, na semana em que fizemos a postagem, eu e o Licínio tivemos a oportunidade de nos encontrarmos com o José Carlos, filho do Patesko, que em um rápido bate papo, nos alertou da existência deste hino.

Prof. Patesko Nunes.

Posteriormente, nos encontramos em Belo Horizonte, onde, além de contar muitas histórias da cidade, pudemos discutir a respeito da composição do hino, já que o José Carlos possui, além da gravação e da partitura da música, um vasto material deixado por seu Pai.

Hino a Pitangui
Do Lavrado ao São Francisco
Da Penha ao Chapadão e Olaria
Santo Antônio, Serrado e Centro
Seu Povo canta alegre nesse dia
Pitangui bicentenária
És legendária capital do amor
Qualquer cultura tem
Em toda arte tem
Tem um pouco de Pitangui também

Rainha do oeste tu fascinas
Berço de celebridades mil
Tu honras sempre nossa Minas
És orgulho do Brasil

Patesko.

Analisando o hino composto nos idos de 1960, portanto Pitangui estava próximo a completar seus 250 anos de idade, podemos perceber a complexidade musical do mesmo, o que comprova quão grande músico era o Patesko. Da bela poesia, atemporal, podemos inferir que ela faz referência à nossa cultura, aos hábitos da nossa gente e, ainda, elege a cidade como a “Rainha do Oeste”, valorizando o seu extenso território e a sua força enquanto cidade do ouro.

José Carlos Xavier de Oliveira

Não sabemos o motivo de a música não mais ser executada como hino oficial da cidade, mas fica a dica à Administração Municipal, que nas comemorações do nosso tricentenário a inclua como tal. Sabemos que, em se tratando de musicalidade, Pitangui é bastante privilegiada e é muito bem representada. Portanto, não queremos encerrar aqui o debate e a reflexão sobre a nossa a produção musical, mas, sim, dar o devido reconhecimento ao Patesko pela composição do Hino a Pitangui.


Zé Carlos e Dênio Caldas

Em breve disponibilizaremos aqui uma cópia do hino e uma nova postagem falando sobre a trajetória musical do Patesko Nunes.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Terço dos Homens

Com o atraso de um mês, publicamos hoje uma postagem encaminhada pelo nosso colaborador "Carlos Pereira Júnior", mais conhecido com Carlinho da Fabiana ou Carlinho da Conamaq ... 



No Terço dos Homens desta quinta-feira 26/06/14, em um ambiente emocionante, aconteceu a despedida do responsável pela a criação do evento; aqui na Velha Serrana, nosso querido Padre Toninho.



Depois de 14 anos de atividade em nossa paroquia, por decisão do novo Bispo da diocese de Divinópolis, Dom José Carlos, nosso pároco será transferido para Itaúna.






Na programação, após ao terço, uma festa comemorativa, por coincidência, ao 6º aniversário do Terço em nossa querida Ptangui.



Receberemos o novo pároco Padre Ulysses.



Desde já agradecemos a colaboração do Carlinhos !!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Em 1944 era criado o Núcleo da Legião Brasileira de Assistência em Pitangui


Na edição de dois de julho de 1944, o jornal "Município de Pitangui" trazia em sua primeira página notícia sobre a criação do Núcleo da Legião Brasileira de Assistência (LBA), em Pitangui, sob a direção da senhora Maria de Lúrdes Rocha Fiuza. O jornal também registra os festejos de São João, organizado pelo Pitangui Clube, então dirigido, pelo senhor José Maria de Carvalho. Clique na imagem abaixo para ampliá-la e ler as matérias.



"A Legião Brasileira de Assistência (LBA) foi um órgão assistencial público brasileiro, fundado em 28 de agosto de 1942, pela então primeira-dama Darcy Vargas, com o objetivo de ajudar as famílias dos soldados enviados à Segunda Guerra Mundial, contando com o apoio da Federação das Associações Comerciais e da Confederação Nacional da Indústria.
Em 5 de setembro do mesmo ano, os seus estatutos foram registrados no 6º Oficio de Registro Especial de Títulos e Documentos do Rio de Janeiro, como uma sociedade civil. Pela Portaria nº 6.013, de 1º de outubro de 1942, do Ministro da Justiça e Negócios Interiores foi autorizado a sua organização definitiva e o seu funcionamento. Sua instalação se deu em 2 de outubro daquele mesmo ano.
No ano de 1944, foi construída a sede da organização, no Rio de Janeiro, um prédio de nove pavimentos, dividido em dois blocos, batizado com o nome de sua fundadora, Edifício Darcy Vargas. Com o final da guerra, se tornou um órgão de assistência as famílias necessitadas em geral. A LBA era presidida pelas primeiras-damas.
Através do Decreto-lei nº 593, de 27 de maio de 1969, transforma a sociedade civil em fundação, como o nome deFundação Legião Brasileira de Assistência, mantendo a mesma sigla LBA, vinculado ao Ministério do Trabalho e Previdência Social.
Através da Lei nº 6.439, de 1º de setembro de 1977, fica vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência Social. Pelo art. 252 do Decreto nº 99.244, de 10 de maio de 1990, passa a ser vinculado ao Ministério da Ação Social.
Em 1991, sob a gestão de Rosane Collor, foram feitas diversas denúncias de esquemas de desvios de verbas da LBA, como uma compra fraudulenta de 1,6 milhão de quilos de leite em pó. A LBA foi extinta através do art. 19, inciso I, da Medida Provisória nº 813, de 1º de janeiro de 1995, publicada no primeiro dia em que assumiu o governo o PresidenteFernando Henrique Cardoso. Na época da sua extinção estava vinculado ao Ministério do Bem-Estar do Menor."


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Por onde andas ?

Inauguramos uma nova seção, da qual mostraremos pitanguienses ou pessoas que moraram na cidade e há muito tempo não são vistas por aqui. Para inaugurar o espaço, nada mais nada menos que ele ... 

o mito ... a lenda ... o espetacular ... o "impegável"... o maluco duma roda só: 

XIMÊTA !!!!


O Ximêta morou em Pitangui na década de 1980, onde trabalhou em oficinas de motocicletas. Ficou muito conhecido na cidade pela sua alegria irreverente e pela habilidade em pilotar a sua moto, ladeira acima ... ladeira abaixo, somente na roda traseira do moto.






Numa rápida conversa com o Ximêta, ele me disse que atualmente divide seu tempo entre Belo Horizonte e Fortaleza, onde seu filho mora e têm uma oficina de motos. E mandou um recado : - "Avisa ao povo lá, que qualquer dia desses aparecerei praquelas bandas de lá ..." 


Provavelmente ele chegará numa roda só !!!


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Viaduto do Chapadão

     Nas minhas buscas pelos registros históricos de Pitangui fui a casa do ex-prefeito Paulo Vasconcelos Carvalho. Com uma memória muito prodigiosa o antigo representante do executivo pitanguiense me contou detalhes da época de sua administração.

     Possuidor de um grande acervo fotográfico, o mesmo me permitiu copiar algumas fotos dentre as quais as que registram a construção do viaduto do Chapadão entre julho e novembro de 1982 e que foi inaugurado no dia 30 de janeiro de 1983 com a presença do governador Francelino Pereira. O bairro situado na região oeste de Pitangui progredia de forma acelerada e se tornava claro a necessidade de um acesso seguro que não fizesse intercessão direta com a rodovia. A geografia no local que separa os dois lados da cidade favoreceu muito a obra, pois a rodovia naquele ponto passa por um corte não exigindo grandes aterros para acesso às cabeceiras do viaduto.

Vista da área em julho de 1978 - Fonte: Arquivo de Pitangui

Vista a partir da rua Ataíde Valadares - Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Vista a partir da rua João Lopes Cançado - Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho

Fonte: Paulo Vasconcelos Carvalho


Vandeir Santos


sábado, 19 de julho de 2014

Roberto Caroli lança mais um livro


Hoje o professor e poeta Roberto Caroli lança seu mais recente livro "Só quero que leiam minha poesia".
O lançamento ocorrerá na Escola Estadual José Valadares, a partir das 19:30 horas. Vamos prestigiar os escritores pitanguienses, compareça para um bate papo com o autor e adquira o livro.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Praça Judith Emília de Freitas


Quem sobe a rua Antero Rocha já deve ter visto à direita a Praça Judith Emília de Freitas com seu cruzeiro.

"[...] vale lembrar que a história dos cruzeiros em largos e praças públicas nos levam aos primórdios do século XVIII, tempo em que nasceram nossas cidades históricas." 

Antonio Emílio da Costa




Ali é um espaço de lazer dos moradores que vivem em seu entorno e região. 



Temos visto a recuperação de várias praças e, até mesmo, a construção de novos espaços de convivência, como a revitlalização de parte do entorno da rodoviária.


Pensamos que a Praça Judith Emília de Freitas também merece ser revitalizada. Os canteiros não estão cobertos por gramas ou plantas ornamentais. A noite, a iluminação é precária. As áreas periféricas da cidade também precisam de espaços de convivência bem cuidados.