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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015 termina e a Biblioteca Pública Municipal continua fechada

O ano de 2015, quando Pitangui completou 300 anos, chega ao fim e a cidade ainda está sem a sua Biblioteca Pública, já que, desde abril do corrente ano, a "Biblioteca Municipal Getúlio Vargas" foi desativada, para que no local onde estava instalada - o prédio da antiga estação ferroviária - fosse reformado, para ali ser instalado o "Museu Sacro", que ainda não foi inaugurado. Desde abril, a população da cidade está impedida de ter acesso ao acervo da biblioteca, que está encaixotado e acomodado precariamente em um imóvel localizado na rua Nestor Aguiar nº 19.



Marci Cançado Silva Flávio, formada em Biblioteconomia pela UFMG e funcionária concursada da Prefeitura de Pitangui desde 2010 nos relata a situação atual da Biblioteca Pública Municipal. Segundo ela, em abril de 2015, ela e outro funcionário da Prefeitura, Alair Kennedy de Paulo acionaram o Prefeito Marcílio Valadares e o atual Secretário de Cultura, Antônio Lemos, no Ministério Público devido às péssimas condições do local, onde, a princípio seriam colocados o acervo da Biblioteca (um imóvel localizado na rua Lima Guimarães esquina com a rua Nestor Aguiar).


Após esta iniciativa dos funcionários públicos municipais, ainda segundo Marci Cançado, o prefeito garantiu que novas instalações para abrigar a Biblioteca Municipal seriam inauguradas em 15 de novembro de 2015, sendo definido que o prédio do antigo Museu abrigaria a Biblioteca, após o término das Reformas, que também não foram concluídas.


Marci Cançado, que é a responsável pela Biblioteca Pública Municipal nos relata que, quando assumiu seu cargo a biblioteca já funcionava no prédio da antiga estação ferroviária, que havia sido reformado na gestão do prefeito Eduardo Lopes Cançado para este fim. Desde abril de 2015 ela deixou de funcionar. A princípio contava com 6 funcionários e hoje apenas 2, afirma Marci.


Ainda, segundo a bibliotecária, eram feitos cerca de 80 empréstimos de livros por mês, além do espaço da biblioteca ser frequentado por estudantes das redes de ensino pública e privada do município, e também de cidadãos que ali buscavam condições para estudos voltados à concursos públicos e o ENEM.
Marci também desenvolvia na Biblioteca Pública Municipal dois projetos: um voltado para a formação de leitores e outro de contação de histórias, voltado para o público infantil. A biblioteca tem, em torno, de 16.000 exemplares de livros, que hoje encontram-se dentro de caixas de papelão sujeitos a ataques de traças e ratos. Há quinze dias, as dependências do local foram invadidas por águas da rede de esgoto colocando em risco parte do acervo, além de por em risco a saúde dos funcionários que ali trabalham.
No dia 22 de dezembro, Marci Cançado e Alair Kennedy reuniram-se com o Secretário de Cultura, que garantiu novas instalações para a Biblioteca Pública Municipal, que será instalada próxima à Matriz de Nossa Senhora do Pilar, com inauguração prevista para o dia 29 de janeiro de 2016. Resta saber se o imóvel que abrigará a Biblioteca Pública Municipal terá as condições necessárias para seu funcionamento e uso da população.
Um ano letivo terminou e outro está prestes a iniciar e nada justifica o fechamento de uma biblioteca pública, absolutamente nada. A formação cultural e educacional passa pelas bibliotecas, não valorizá-las demonstra falta de comprometimento com a cultura e com a educação. Assim completamos 300 anos. 



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Ide em paz, a missa terminou!

 A Matriz do Pilar.
 
 
Ite, missa est

Por Paulo Miranda.

A igreja é essa mesma, matriz de Nossa Senhora do Pilar, construída no lugar da matriz antiga, que diziam ser uma lindeza e que as labaredas consumiram em 1914. Deve ter sido erigida ao longo de bons anos, pois é sólida construção, nesse estilo gótico-romano, torre única, mas bem comum, replicada em algumas outras paróquias do meio oeste das Gerais, e quiçá, pra bem mais. Sua inauguração deve ter-se dado lá pela década dos vinte, meu bom ouvinte. 1921, pra ser exato.

Fui pegá-la, já morador na Velha Serrana, no finalzinho da década de cinquenta - antes dessas duas ou três reformas - em que se conseguiu descaracterizá-la, com tantos enfeites e adereços, e até esse azul acinzentado no seu exterior, mal bolado, só pra afugentar o pecado.

Mas se agradado tá o Senhor, vamos logo ao interior: parecia então mais espaçoso, menos lúgubre do que agora. Mais alegre, e mais não se alegue - ou será essa minha visão que ver moderno não consegue?

Ali se juntava quase toda a cristandade da sociedade municipal numa jornada dominical: da missa das cinco, iniciada sob a fragrância do incenso, antes ainda do sol se mostrar, revestida de uma fascinação particular, tudo rezado em latim, e muito pouco vernacular. A gente que ali acorria naquela quase madrugada vivia encantada; vinha a seguir a missa das sete, já sem aquele ar de mistério da das cinco, mas ainda cedinho para um domingo onde se busca dormir mais um
tiquinho; a da nove era temática, a missa das crianças que, com sua fé nascente, ou suas bolinhas de gude reluzentes, enchia bolso e os bancos, invariavelmente sob o olhar escrutinador das professoras, vi(r)gilantes ajudantes dos celebrantes; e, por fim, vinha a missa das dez, já se anunciando lá fora aquele mormaço, e mais adentro, o jejum a queimar os estômagos e almas, não era a missa das dez a da placidez, como vês.

E, naturalmente, seriam mais folgados os seus frequentadores - numa contradição aparente com o sacrifício que jejum dominical impunha à gente. Porém, a inundação da luz, a presença de muitos cavaleiros que vinham das cercanias, a gente melhor vestida e escovada, davam um toque particular àquela celebração.

E era amplo e variado o arco dos tipos peculiares de fiéis, com seus lugares marcados, seus trajes suados, ou seus linhos citadinos, já mais folgados.

Até o padre, nessa hora, o já alquebrado Monsenhor Vicente, dava solenidade adicional ao ritual, trepando ao púlpito para fazer a sua homilia e, volta e meia se concentrando nos ferozes ataques "...à insânia dos homens que ficavam fuçando as maravilhas do universo do Criador" - numa alusão à corrida espacial que se iniciava e em que logo os russos, comunistas, andavam na dianteira - para lhes rogar praga assinalando que ao invés de ir à lua, por quê não iam ao sol, onde iam ser queimados vivos para aprenderem que com as coisas do Senhor quem toca tem seu fim arrasador.

Estupefatos uns, indiferentes, ou sonolentos outros, a missa prosseguia rumo ao meio dia, com a fome a galope, quase sem stop.

 
Paisagem eclética.
Fotos: Leonardo Morato.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Músicas e Feitos de uma Geração

Cantata de Natal - Igreja de São Francisco, Pitangui, Dez/2015.
 Foto: Antônio Lemos.
Ninguém melhor para falar sobre o ( já ) saudoso poeta JoNba do que os seus parceiros de música e de vida. Na crônica abaixo, o amigo e conterrâneo William Santiago aborda sobre a sua convivência com o Jonba citando alguns de seus feitos, numa talentosa geração Pitanguiense. Já a foto acima retrata a Cantata de Natal & Encontro de Corais - realizada pela Sec. de Cultura no dia 6 de dezembro - cuja apresentação contou com músicas do Jonba e parceiros, em uma justa homenagem. Confira a música ao final da postagem.

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Adeus, Jonba, adeus Recantista
Jonba, adeus, Recantista

     Difícil resumir o Jonba, João Batista de Freitas, em uma só palavra, uma profissão, um hobby, um temperamento. Patologista, poeta, músico, elaborador de temperos, cozinheiro, contador de causos, advogado, político de passagem, marceneiro artístico, orquidófilo, agitador cultural, líder estudantil, anfitrião de primeira... Y otras cositas más. Melhor chamá-lo meu irmão que, para mim, resume tudo. Meu irmão espiritual e literário. E tão diferentes quanto os irmãos podem ser e, quase sempre, são, nós fomos. Mas isso não impediu uma amizade de quase cinquenta anos.
     Saí pelo mundo, começando de Beagá, indo para Brasília, para a Arábia Saudita, Dinamarca, Brasília de novo, Pitangui, Brasília, Paraguai, Brasília de novo, uma ciranda interminável. Pelo menos até agora.
     Por seu lado, ele saiu de Pitangui para Beagá, depois para Trombetas, no Pará, e voltou a Pitangui em 1984, com intenções de reatar os laços com o torrão natal. Nunca mais se mudou de Pitangui e poucas vezes se ausentava. Logo em seguida, em 1985, este andarilho que vos escreve também voltou à terra natal, planejando permanecer para sempre. Daí, era começar a transformar as experiências vividas em linguagem de poesia e música, cujo vértice era o Reinaldo Rohr, o Reinaldo Pereira de Souza, nosso músico permanente, com quem eu já tinha feito algumas músicas. Algum tempo depois, se ajuntava ao trio o jovem Ricardo Nazar, formando um quarteto que continuou a compor sempre que mais de um se encontrava em Pitangui.
     Jonba dividiu comigo um monte de iniciativas: criamos o Pitaculta, Movimento Pitanguiense de Ação Cultural, em 85; fundamos o PSDB (foi mal, desculpem, que arrependimento entrar na política partidária!), em 1988; apoiou o quanto pôde o jornal Correio de Pitanguy, escrevendo, entre outras coisas, a série de "causos", o "Beira de Balcão". Certa época, começo dos anos 90, confessou-me que estava exagerando no álcool. Conversamos, incentivei-o a controlar-se, ele não quis apenas controlar-se: parou de vez. Tinha sempre uma cachacinha em casa para os amigos, mas nunca mais tomou bebida alcoólica.
     Um dia de maio, me ligam dizendo que ele só tinha três meses de vida, padecia de fibrose pulmonar. Não acreditei ou não quis acreditar. Passei a ligar mais vezes para acompanha-lo. A cada conversa, ele se mostrava positivo e confiante, fazendo planos, tanto em nível pessoal e familiar, quanto no que tinha a ver com nossa produção musical, que estávamos agrupando no You Tube.
     Nas férias de julho, estive uma semana em Pitangui. Prosseguimos as conversas sobre projetos anteriores, um deles a de escrever a quatro mãos as histórias de cada casa e cada morador que viveu no trecho do Largo da Santa Casa, passando pela igreja de São Francisco até chegar à Gameleira, seu caminho de todo dia. Temendo, mas ainda não querendo acreditar que sua situação fosse tão grave, insisti para que organizasse seus escritos para publicar no Recanto das Letras. Ele poderia ser mais um Recantista, e de primeira qualidade, já que não poderia mais trabalhar na marcenaria nem cuidar de suas orquídeas. Precisava ocupar o tempo uma pessoa que sempre fora tão ativa.
     Aceitou, começou a publicar, mas já não deu tempo. Publicou apenas dois poemas, que podem ser lidos nos links:
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/5350603 e http://www.recantodasletras.com.br/poesias/5320638.
     No entanto, pelo menos, muitas de suas letras, em composições conjuntas com Reinaldo Rohr, Ricardo Nazar e comigo, podem ser encontradas no Youtube, no link:
https://www.youtube.com/user/reinaldorohr
     Adeus, Recantista, adeus, amigão. Cada dia sei menos da vida e menos ainda da morte, mas, no fundo, no fundo, espero encontra-lo em outra dimensão para conversarmos sobre tudo e nada e publicarmos seus poemas, verdadeiras obras de arte e de conhecimento existencial. Afinal de contas, ficou muita coisa boa para trás, muita coisa bonita que o mundo merece conhecer.


William Santiago

Publicado originalmente em: http://www.recantodasletras.com.br/homenagens/5472869 



Excelente a melodia de Reinaldo Rohr, David Jefthe e Jonba Freitas, e o arranjo de Juliana Grassi e interpretação magnífica do Coral Arte Nossa, de Pará de Minas. Exemplar cooperação entre Pará de Minas e Pitangui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Um compêndio da nossa história



Zapeando pela web localizamos este filme produzido pela Escola Municipal Prof. José Morato, de Santana da Prata, distrito de Conceição do Pará (informações obtidas ao final do vídeo). O trabalho ficou interessante e por meio de narrativas e imagens faz uma síntese dos três séculos de nossa história. Vale a pena conferir!

sábado, 12 de dezembro de 2015

ITAC 2016 - Inscrições abertas

ITAC. Foto: Vicente Oliveira.
 
O técnico em agropecuária é um profissional que tem tido um reconhecimento cada vez maior nos últimos anos. Ele tem domínio de técnicas de produção e gestão na agropecuária e agroindústria, sabendo identificar elementos sociais e conhecer os problemas locais buscando resolver problemas com desenvolvimento de ações sustentáveis. É o técnico em agropecuária que desenvolve atividades na área de produção animal, vegetal e agroindustrial, mas sempre visando o não prejuízo do meio ambiente.
Clique na imagem para ampliá-la.

Não deixem de fazerem suas inscrições, essa pode ser a oportunidade para aqueles que almejam mudar de área ou mesmo conquistarem o primeiro emprego.
 
Informações e texto: Girlene Oliveira.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Viva, a Cecília chegou!

"Tô na área, tio"!!!

Alegria, alegria a Cecília chegou! Nasceu hoje a linda menininha, filha do casal Carol Freitas & Dênio Caldas, amigo e parceiro aqui do Blog. Aos pais e à família parabéns e muitas felicidades! À pequena, muita saúde e o melhor dessa vida! Seja bem vinda Cecília!


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Uns causos de Pitangui


Dentre os patrimônios imateriais de Pitangui a contação de "causos" se destaca nas rodas de conversa, nos butiquins da cidade, nas esquinas e nas reuniões familiares. Esta tradição foi registrada pelo saudoso Jonba Freitas em sua coluna Beira de Balcão, do Jornal Correio de Pitanguy, na década de 1980. Em fevereiro de 2011, no carnaval de Pitangui, gravamos alguns causos hilários contados pelo Juca Freitas (irmão do Jonba) em um encontro da família Freitas. Agora em 2015, revirando alguns arquivos, selecionamos alguns deles para saudar o Beira de Balcão, em áudio e vídeo. Confira!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Licínio Filho e Ricardo Welbert lançam livros em Pitangui - Parte 2

Foi um sucesso o evento na noite do último dia 05/12 na sede do CDL de Pitangui onde os escritores Licínio Filho e Ricardo Welbert lançaram os livros que fazem parte da Coleção Pitangui 300 anos (conheça aqui o projeto). Com a casa cheia os dois autores e o coordenador do projeto, jornalista Marcelo Freitas, que também é o autor da primeira obra da coleção, fizeram um breve relato das obras e do projeto que visa abordar aspectos específicos da história pitanguiense.


Tão longe, tão perto sobre os povoados de Pitangui de autoria de Ricardo welbert 
2º livro da Coleção Pitangui 300 anos

O palco e a tela  sobre o palco e o cinema em Pitangui de autoria de Licínio Filho
3º livro da Coleção Pitangui 300 anos

Público aguardando o início do lançamento - Foto: Vandeir Santos

Jornalista Marcelo Freitas comentando o projeto Coleção Pitangui 300 anos 
 Foto Vandeir Santos

Após a apresentação do projeto e das três obras que já foram finalizadas, foi dado início a uma concorrida sessão de autógrafos.

Os autores durante a sessão de autógrafos - Foto: Vandeir Santos

O escritor pitanguiense Jorge Mendes Guerra Brasil prestigiando o evento 
junto ao escritor Ricardo Welbert - Foto: Vandeir Santos

O conceituado jornalista Paulo Henrique Lobato com o escritor Licínio Filho
Foto: Vandeir Santos

Vandeir Santos com os autores Licínio Filho e Ricardo Welbert
Foto: Paulo Roberto Lobato

O interessados em adquirir as obras deverão enviar e-mail a este blog (daquidepitangui@gmail.com) para que possamos reencaminhar a solicitação ou se poderão encontra-los em Pitangui na Casa Lacerda.

Vandeir Santos






domingo, 6 de dezembro de 2015

Um traço de história

Pitangui 300 anos!
Foto: Léo Morato.

As luminárias pitanguienses, traços da história, marcas de um tempo e símbolos que mantém o passado no presente.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O verdadeiro Ouro de Pitangui

O 1º encontro do grupo em Pitangui
Foto: Vandeir Santos 6/6/15

Amanhã, 5 de dezembro de 2015, dia em que acontece o 2º grande encontro de um Grupo de Pitanguienses amigos de várias gerações, publicamos um poema do conterrâneo Tadeu Rodrigo Ribeiro, membro do grupo, que em prosa e verso narra um sentimento genuinamente Pitanguiense.


Ouro de Pitangui

Meu coração levita:
Estou a caminho
Do meu cantinho.
Na Velha Serrana,
Eu vou encontrar
Lugares, parentes,
Amigos, colegas,
Praças e gente
Que só lá tem.

Meu coração palpita:
A história de pepitas
Longe das retinas   
Tanto tempo atrás:
Pita aqui, pita ali
Ouro de bandeirantes
é se banhar demais
com curumins e cunhãs
No córrego de Batatais?

Meu coração se agita:
Passo no jardim
Do footing sem fim.
A rua, a morada;
No Ginásio, a moçada.
Cruzo os montes,
Meu coração estoura:
Verdadeiro ouro
É amigo de Pitangui.

(Tadeu Rodrigo Ribeiro)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Conheça a Coleção Pitangui 300 anos



Confira os vídeos que abordam sobre a Coleção Pitangui 300 anos, uma série de treze livros que abordará sobre o patrimônio histórico cultural - material e imaterial - de Pitangui. A iniciativa empreendedora é do jornalista Marcelo Freitas (que tem origem familiar em Pitangui) autor do primeiro livro da série A Construçao do Tombamento. No próximo dia 5 dois novos livros serão lançados na cidade, o Tão Longe tão perto: a vida nos povoados de Pitangui, de Ricardo Welbert; e O Palco e Tela: o teatro e o cinema em Pitangui, de Licínio Filho. Estas, além de outra produções literárias e áudio visuais realizadas nestes 300 anos é o que ficará de legado para as futuras gerações. Pois, tão importante quanto contar a nossa história é construí-la e registrá-la. 













terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Apresentação da Banda 12 de Março em Pitangui

No sábado, 28 de novembro, a cidade de Pitangui recebeu a visita da Banda 12 de Março, do bairro Vale do Jotobá. A banda apresentou-se na parte da manhã na Escola Estadual Gustavo Capanema, a convite da diretora do estabelecimento escolar, Graça Melo.
Na parte da tarde (16:00 h.) a banda voltou a apresentar-se, desta vez no adro da Matriz de Nossa Senhora do Pilar. A apresentação deve ter sido agendada de última hora, pois no local não havia cadeiras para os músicos assentarem-se, os próprios músicos recorreram à boa vontade do Luiz, proprietário do bar em frente à Matriz, que cedeu algumas cadeiras. Também não havia uma tenda para que os músicos pudessem abrigar-se do sol e da chuva.
Mesmo com estes "imprevistos", a apresentação foi impecável e agradou à pequena platéia que compareceu ao local. 









quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Janelas Históricas: testemunhas do tempo


Testemunhas dos tempos as janelas antigas de Pitangui são repletas de histórias. Quantos fatos já presenciaram, quantos segredos elas guardam?


Dotadas de muito significado, guardam lembranças, permeiam através dos tempos, resistem às mudanças e permanecem. Fazem uma ponte, trazendo o passado para o agora, rumo ao futuro. E que assim seja. 

Com respingos em suas vidraças viram as chuvas escorrer pelas antigas ruas de terra, ruas de pedras onde a água permeava o solo e fazia crescer o verde e florescer as cores naturais.


Agora presenciam, impotentes, a água escorrer pelo asfalto que cobriu as ruas de pedras descaracterizando partes da nossa história.


O cuidado e o zelo com estes e outros patrimônios é essencial, assim como manter a originalidade naquilo que nos diferencia, que faz Pitangui ser uma cidade ímpar, única.


As tintas desbotam, as pessoas passam, mas as lembranças guardadas em nossas janelas ficam vivas em nossa memória . Essa é a Pitangui que eu vejo e quero ver!

Fotos e Textos: Léo Morato.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Jactâncias de um farinheiro

Panelas, bule e caçarola.

Jactâncias de um farinheiro

Por Paulo Miranda.
 
Imperial, o farinheiro reinava ali naquela mesa de jantar da casa de vovó.
Feito de alumínio e embora opaco, era um brilho só. Panela, caçarola
ou caldeirão que o cercasse tinha que ser submissivo e com duração
limitada a um máximo de duas vezes ao dia.


E, sobranceiro, farinheiro, ele reinava. Do centro da mesa tirá-lo,
ninguém ousava. Pratos esmaltados, ou por vezes, de louça, se punham à
sua volta em obsequiosa continência. E dele, então partia a colheral
benemerência.


Um bule até se aproximava, mas com ele não bolia. E o café só dura até
que esfria, e se acaba molhando a biscoitaria, ou algum bolo que ali
surgia. Da prateleira é que lhe vinham os olhares mais cobiçosos,
lânguidos e silenciosos, das latas de mantimentos até a cafeteira, já
havia muito substituída, mas se posando altaneira. Mais esquecido
ainda vivia o almofariz, de bronze, rimando com onze, contudo já
dezfeliz.


E seu momento mais solene, indene, o farinheiro vivia quando, por
vezes pela noite, em meio à boa prosa, em atitude generosa, tia Isabel
- que o Pai recebeu no céu - resolvia nos mimosear com sua carne de
panela, muciça, dizia ela, e quando o garfo, ansioso a espetava,
invariavelmente falava, mansinha: molha ela na farinha!
 

 
Carne de panela (do Verinho) com molho e farinha sempre bem vinda.
Fotos: Léo Morato.

domingo, 22 de novembro de 2015

Coleção "Pitangui 300 Anos" lança mais dois novos títulos


A "Comunicação de Fato" está lançando mais dois títulos da coleção "PITANGUI 300 ANOS". Tra-se dos livros "Tão longe, tão perto: a vida nos povoados de Pitangui", escrito pelo jornalista Ricardo Welbert e "O palco e a tela: o teatro e o cinema em Pitangui", escrito pelo professor e historiador Licínio Filho. Em Pitangui, o lançamento acontecerá no salão da CDL, no dia 5 de dezembro, 20 h.

Veja as data de lançamento em outras cidades:

04/12/2015, em Divinópolis; 
11/12/2015 em Conceição do Pará; 
12/12/2015 em Pompéu.


sábado, 21 de novembro de 2015

Os 150 anos dos Voluntários da Pátria de Pitangui - Parte 2

A comemoração dos 150 anos de criação dos Corpos de Voluntários da Pátria ficará marcada na história pitanguiense. A cidade foi a única no país a comemorar o ato histórico. A chuva atrapalhou o evento que não pôde ser feito na praça Plínio Malachias como havia sido planejado e a comemoração teve de ser transferida para o ginásio poliesportivo, onde a tropa e os alunos pitanguienses puderam prestar a devida homenagem aqueles que lutaram espontaneamente pela defesa de nossa soberania.
O exército se fez presente com um contingente de 130 homens entre músicos, alunos do NPOR e oficiais comandantes das unidades aquarteladas em Belo Horizonte além do comandante da 4ª Região Militar General de Divisão Mário Lúcio Alves de Araújo e do comandante do NPOR Coronel Ricardo Luiz Loureiro Signorini.
Se fizeram presentes também membros do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais dentre os quais o seu presidente Dr. Wagner Colombarolli e Dr. Marcos Henrique Caldeira Brant de quem partiu a ideia da comemoração. Em conjunto com com o IHGMG o Instituto Histórico de Pitangui também compareceu através de sua presidente interina Maria José Valério Calderaro Teixeira, Iácones Batista vargas, Licínio Filho, Judith Viegas e Vandeir Santos
A rede de ensino de Pitangui também participou agregando ao evento um caráter cívico-educativo muito importante para a conscientização do sentimento patriótico dos jovens pitanguienses.
Na ocasião o IHGMG fez a entrega ao IHP da placa comemorativa  aos 150 anos de criação dos Corpos de Voluntários da Pátria de Pitangui e da reprodução da bandeira que na época foi confeccionada para acompanhar os voluntários. Entregou também aos comandantes da 4ª Região Militar e ao comandante do NPOR a medalha comemorativa aos 300 anos de Pitangui. 
O prefeito Marcílio Valadares ofereceu uma placa de agradecimento aos comandantes da 4ª Região Militar, do NPOR, ao Dr. Wagner Colombarolli, presidente do IHGMG e ao Dr. Marcos Henrique Caldeira Brant, membro do IHGMG e idealizador do evento.
É importante ressaltar aqui o esforço do Sr. Edson Barcelos, secretário de educação, para a realização do evento.

Organização da tropa na praça Plínio Malachias antes da chuva  
Foto: Vandeir Santos

Lução, folclórica figura pitanguiense, "comandando" a tropa
 Foto: Vandeir Santos

Formação da tropa já dentro do ginásio poliesportivo
Foto: Vandeir Santos


Integração dos alunos do NPOR com alunos de Pitangui
Foto: Vandeir Santos

Participação dos alunos pitanguienses - Foto: Vandeir Santos

Alunos com caracterização de época com a bandeiras do Império e 
bandeira dos Voluntários da Pátria - Foto: Vandeir Santos

Soldados transportando a placa comemorativa dos 150 anos de criação do 
Corpo de Voluntários da Pátria de Pitangui - Foto: Vandeir Santos

Pronunciamento do Dr. Marcos Henrique Caldeira Brant
idealizador do evento - Foto: Vandeir Santos

General de Divisão Mário Lúcio Alves de Araújo e o Coronel  Ricardo luiz Loureiro 
Signorini comandante do NPOR recebendo a medalha comemorativa dos 300 anos de Pitangui 
 Foto: Vandeir Santos

Alunas pitanguienses entregando rosas aos alunos do NPOR que 
representaram os Voluntários da Pátria - Foto: Vandeir Santos

Dr. Marcos Henrique Caldeira Brant com a reprodução da bandeira dos
Voluntários da Pátria que na ocasião foi doada ao IHP - Foto: Vandeir Santos



Vandeir Santos