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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Uma referência para os 300 anos

     Na noite da última quinta-feira, dia 09 de abril, os amantes da boa música em Belo Horizonte tiveram a oportunidade de escutar a magnífica interpretação do pitanguiense José Carlos Xavier que cantou clássicos da MPB no palco do Teatro Bradesco.

José Carlos Xavier - Foto: Vandeir Santos

     Para que não houvesse incoerência entre a qualidade das músicas, o ambiente do show e a selecionada plateia, José Carlos montou uma primorosa produção, digna de quem privilegia a verdadeira e boa cultura. O músico se apresentou ao lado do pianista Lincoln Meirelles e de seu sobrinho, o também músico, Rafael Martins Xavier.

Rafael Martins e José Carlos Xavier - A excelência cultural pitanguiense em BH
Foto: Vandeir Santos

     A apresentação serve de referência aos festejos dos 300 anos, onde até o momento se vê apenas representantes da cultura massificada. Assim como se pensa neste tipo de música é importante que se dê espaço ao MPB e principalmente aos músicos de Pitangui que estão alinhados com o que é reconhecidamente aceito como sendo músicas de boa qualidade.

Lincoln Meirelles, José Carlos Xavier e Rafael Martins
Foto: Vandeir Santos

     Uma cidade com um passado musical riquíssimo e que atualmente conta com músicos como Ricardo Nazar, José Carlos Xavier, Giancarlo Scapolatempore, Reynaldo, Trio Caldas, Sula Rachid, Mara Nazar (que não se limitam apenas a interpretar como também a compor melodias que retratam a essência da Sétima Vila) não pode deixar de prestigiar as pérolas nativas nas comemorações do seu tricentenário. Assim como a música de povão, a já reconhecida Música Popular Pitanguiense deverá ter o seu espaço garantido.

     Portanto, é de se esperar mais que simples músicas que balançam as bundas votantes neste aniversário de 300 anos, que escutemos aquilo que balança o espírito e embala a alma pitanguiense.

Vandeir Santos


14 comentários:

  1. Concordo com o Vandeir naquilo que se refere a dar oportunidade também à criação musical pitanguiense (composição e interpretação, seja por cantores ou instrumentos). Será que a administração muniicpal não tem noção do que é a criação? Prezado prefeito Marcílio,tudo bem que a música de massa tenha o seu espaço, mas falta apoio e relevância a essa outra vertente, que exprime também (e tão bem) a alma pitanguiense.

    William Santiago

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    1. Você disse tudo, a prefeitura deveria incentivar e valorizar as produções musicais pitanguienses, reconhecendo-os como instrumentos de criação de arte e música local e revelar novos e grandes talentos no município.

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    2. Você disse tudo, a prefeitura deveria incentivar e valorizar as produções musicais pitanguienses, reconhecendo-os como instrumentos de criação de arte e música local e revelar novos e grandes talentos no município.

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  2. Do que lá ouvi
    Re cordo cada canção
    Mi rando agora a postagem
    Fa ço uma observação
    Sol tou a voz o rapaz
    La mente-se quem não viu
    Si nfonia, na voz do ás...

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    1. Louvo a beleza do teu acróstico, muito criativo, parabéns!

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  3. Oi pessoal. Muito obrigado pela deferência. Realmente o comentário tem seu lugar de destaque. Quem não valoriza o que se tem, não saberá nunca dar valor a nada e a ninguém. Aliás estamos sim, precisando de apoio, estamos sim necessitando de sermos ouvidos, pois a politicagem está ocupando o espaço que não é dela por direito. Precisamos sim, dar um basta nesta corrupção absurda que estamos vivendo. Precisamos ter voz nesta situação e não ficar aceitando tanta coisa ruim para Pitangui. Precisamos nos lembrar que estamos sendo cúmplices desta mesquinhes, desta atrocidade. Não precisamos ir muito longe, pois o Museu Mineiro promove uma exposição para homenagear Pitangui e os seus representantes legais não comparecem. Desculpe-me, chegaram sim.... atrasados. O Chefe da Casa não compareceu. Que pena!!
    Acorda Pitangui!!!.
    Infelizmente, em razão de compromissos inadiáveis, estarei fora do país na data do aniversário da cidade, mas ficarei ligado a tudo através das redes sociais. Quero estar conectado. Faço questão absoluta.
    Os pitanguienses que estiveram presentes no show no dia 9 de abril, no Teatro Bradesco em Belo Horizonte, puderam ver a nossa Terra ser homenageada, com toda pompa que ela bem merece. Abraços. Zé Carlos

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    1. Olá Zé Carlos.
      Ando meio sumido das páginas do blog, devido à correria do cotidiano, mas não poderia deixar de parabenizá-lo pelo magnífico show. Infelizmente não pude estar presente, mas os parceiros do blog já me adiantaram sobre a qualidade que foi a apresentação. A falta de sensibilidade dos gestores públicos pitanguienses para a cultura, vista em sua diversidade de manifestações, impedem a valorização dos artistas da terra nas comemorações dos 300 anos. Existe em Pitangui, um público ávido em cultura de qualidade, mas infelizmente, o que predomina na cena é a oferta da chamada cultura de massa, que aliena e deturpa o princípio educativo presente nas outras diversas manifestações culturais. Como já foi dito em uma canção (e eu ouso adaptar a letra para a realidade cultural de Pitangui) a gente não quer só pão e circo, a gente quer comida, diversão e arte.
      Mas, vamos nós desafinando o coro dos contentes, né meu caro?
      Mais uma vez, parabéns!
      Um fraterno abraço.

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  4. Abaixo o e-mail que Adriana Calixto, Coordenadora de Programação Cultural do Minas Tênis Clube enviou ao José Carlos:

    Caríssimo Zé Carlos,
    Bom Dia.
    Parabéns, seu show foi sensacional.
    Seu talento, a maneira como você interagiu com o público e a dedicação para uma produção nota dez resultaram novamente nesse sucesso.
    O Centro Cultural Minas Tênis Clube, do qual faz parte o Teatro Bradesco, orgulha-se em receber as mais variadas manifestações artísticas em seu espaço, pois reconhece o valor da arte e a importância de ampliar a bagagem cultural de seus frequentadores, de forma que todos possam desfrutar com mais plenitude de todo o potencial de beleza, reflexão e encantamento que a arte proporciona.
    Dessa maneira, é sempre um prazer receber espetáculos que comunguem com o nosso ideal de fazer do Centro Cultural Minas Tênis Clube um espaço democrático e sempre voltado para a difusão das artes em suas mais variadas expressões.
    Agradecemos a confiança e reafirmamos aqui a nossa satisfação em recebê-los.
    Um evento com essa alta qualidade não apenas encanta o público como engrandece a casa.

    As portas do Teatro Bradesco estarão sempre abertas.

    Um abraço,

    Adriana e toda Equipe da Gerência de Cultura

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  5. Oportuna matéria, caro Vandeir !!
    Parabenizo o Zé Carlos pela bela produção e capricho no show exibido na semana passada. Eu tive o privilégio de participar do concerto ... é, eu participei do concerto ... aliás, todos que estavam presentes no teatro, literalmente, participaram(leia-se, Teatro Bradesco lotado, pra quem conhece o espaço). Show perfeito, no qual o Artista Pitanguiense e a plateia dialogaram o tempo inteiro ... isso é importante... aliás, toda forma de cultura inexiste sem o diálogo e creio que ela, a cultura, não pode e não deve estar centralizada na mão ou na ideia de uma pessoa só.
    Cultura é compartilhamento ... é descentralização de ideias e ações ... Cultura é diálogo ...

    Parafraseando o caro, Doutor Licínio,
    "estamos ávidos de cultura e a gente não quer só comida ..."

    Enfim, só tenho um pedido a fazer ao Zé Carlos,
    não marque show no dia de jogo do Galo !!!!

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  6. Cultura é sinônimo de coletividade

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  7. Oi turma
    Continuo agradecendo a vocês pelo carinho. Aliás nos últimos tempos tenho feito isso todos os dias, graças a Deus.
    Fico muito feliz por fazer um trabalho assim legal, com muito estudo e bastante dedicação. Esta troca de artista e público sempre será importante em qualquer espetáculo, pois o palco se estende à plateia e vice-versa. No teatro todos somos artistas e a catarse é de fato COLETIVA.
    Vamos continuar a pregar a ARTE pois nos palcos da vida de cada um de nós, necessitamos destes momentos de interpretação. É um alimento importante para que a nossa alma e o nosso espírito se comuniquem e nos mostrem que a qualidade faz parte deste contexto, enriquecendo diretamente o equilíbrio de nosso SER.
    Que eu possa ter muitas outras oportunidades de dividir o palco com vocês e viver felicidade todos os dias. Zé Carlos

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